Notas iniciais
Demorei eras, mas voltei pra postar mais um capítulo, rsrs. Vocês ainda lembram que o poemix existe? Então... ele ainda está aqui. Boa leitura a todos!

Muita transpiração deixa meus textos fedendo. Muita correria também. Prefiro passar uma inspiração rexona e ir caminhando sem pressa, olhando o mundo, lendo o profundo e por aí indo. Até agora ela não me abandonou.

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sim

to

muito

mais ou menos mal

estou sol

mas que bom

só assim levanto

todo dia de manhã

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mudemos

sem ficar mudos

só se muda

desenmudecendo

preferir ficar cá lado

que lá lado

é coisa de povo surdo

ouvidos tapados

pro que estamos todos vendo

(aquelas almas

que não escutam

os gritos das outras)

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um dia

a gente muda

essa planta

infelizmente

cresce na calma de buda

(mas um dia há de dar frutos)

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E pra não dizer que não falei do menino neymar "jogademais":

neymar neymeno

nem papo pro ar

quero pontes

pros invisíveis

atravessarem a vida

apenas pontes

de paz e segurança

(aos montes)

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Bônus: vai ter uma greve de ônibus aqui. A situação de segunda-feira vai ser tipo assim:

oh, deus busão,

porque nos abandonaste?

o que faremos sem ti

para ir a qualquer parte?

E agora, busão?

a greve começou

o bus acabou

e a gente não partiu

(pras paradas)

o transporte acabou

tudo se lascou

E agora, busão?

foi fazer a prova

a prova não tem

não tem manassés

e não tem mais linha

e agora, busão?

{ó deus busão

passai pra nós

se não passares

recorreremos aos deuses alternativós

ó deus busão

passai pra nós

se não passares

recorreremos aos deuses alternativós

(e eles não darão conta

de tanta choração)}

ó deus busão

passai pra nós

se não passar

nós recorremos à voz

(e xingamos a mãe

a filha

e a trigésima sétima geração)

com muitas palavras na boca

e ainda mais cabeças ocas

Dija Darkdija

Notas finais
Eu escrevi várias coisas nesse meio tempo, mas decidi não empanturrar de coisa e fazer algo enorme. Muita poesia é meio cansativo de ler, na minha opinião. Enfim, acabei falando dessa frescuragem do neymar, porque todo mundo chora pelo bichinho e esquece o resto do universo. Chorar por ele? Ok. Chorar só por ele? Não. Xingar o jogador? Ok. Xingar a filha do jogador que bateu nele? Não. Ah, e sobre o lance da transpiração, é que na faculdade tem um lance de "escrever é mais transpiração que inspiração" que funciona muito poucas vezes comigo, então resolvi tirar onda. Não tô dizendo que isso não existe, existe, e muito, mas pra mim não rola muito, rsrs. Enfim, é isso. O livro tá em processo de pré-seleção de poemas. São muitos, e eu quero deixar apenas 74, que é duas vezes 37, que é meu "número da sorte". Enfim, é isso, até a próxima!