Escrevendo poesias nas folhas do carvalho,

pra ver se, no outono, eu me torno sábio.

Nos uivos do vento, ouvi seu conselho:

observe a lua e entenda o luto.

Sem raízes fortes, não haverá luta.

Com seus galhos finos, tocará as nuvens.

No seguinte outono, o carvalho velho,

em seu leito de morte, num tom meio sépia,

disse sobre a ótica das coisas,

sobre todos os ângulos.

Nem precisou da logica.

Suas últimas palavras:

"Filho, sempre se mova.

Palavras movem mundos e criam forças.

Crianças criam o mundo que os sábios desvendam.

Um abraço crocante de folhas de outono."