O Assassino

E, nesse mundo sem ofício,

vago de sentido,

seguiu o nobre assassino,

sem vítimas entre os condados.

Matador de estrelas, ele vaga,

apagando os abajures dos céus,

ungido pelo sacro azeite das flores imaculadas.

Recebeu seu dom com 13,

através de um bardo de taverna.

Estranho poder esse de apagar luzes,

estranha missão dada a tão jovem menino.

Seu material de estudo são, em partes,

o registro de Deus sobre o mundo,

ou do poeta sobre Deus.

E, nas belas palavras e paisagens, se esconde

jovem criança da profissão,

portador da escuridão da alma,

carrega consigo aquilo que, se não expurgado,

destrói a criação.

A ira dos povos,

os sonhos dos enfermos,

a ganância dos condes,

a luxúria do homem comum,

tudo contido em um recipiente

com um único objetivo:

sujar os pontos de luz no infinito,

pro mundo

continuar sendo mundo.

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