Noites, passei noites de olhos abertos

Despejando palavras frias em folhas congeladas

Sentindo as lágrimas me cegando

Sentindo o sangue fluir por meu corpo morto

Vi o céu, as estrelas...

Vi o lado escuro nascer devagar

Beijando lentamente a dor nascente

Oh sim, o poeta das trevas retornou

As memórias, as dores retornaram...

Sinto minha cabeça latejar

Meus olhos do deus da morte já me cansam

Estou cansado de olhar humanos sem mente

Essas inúteis cabeças vazias me deprimem

As palavras falsas me difamam

Maldição! Que nojo dessa criatura...

É muita repugnância...

Cá estou novamente...

Compreendeu o poeta obscuro?

Entendem suas verdades?

Não, não...

Mentes fracas e hipócritas não entendem.

Digo-lhes do que um poeta das trevas é feito

Nunca de um sorriso, amor, felicidade ou luz

Lágrimas, memórias, dor, sangue, frieza e trevas

Esta é minha essência, inacreditável não é?

Ao que vejo, sou o único acordado

Saído do país das maravilhas

Para o terror das Terras Devastadas, o maldito pesadelo

Os estilhaços da janela, chuva e sangue

É isso que está nas ruas

Em terra de cego, quem tem olho não é rei

Quem realmente enxerga está sozinho

Apedrejado até o coração se partir

Até a pomba branca ir ao chão

Até o fim, sem dores ou tormento

É o sorriso alegre da morte.

Oh não, a luz do sol da manhã

A noite acabou! Maldição!

Acho melhor o vampiro ir descansar

Dormir na cripta fria...

Esperar até a lua subir novamente aos céus

Para que o coração gótico volte à bater...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.