Poemas Profanos: Coração Necrótico
5 Poeta das Trevas
Noites, passei noites de olhos abertos
Despejando palavras frias em folhas congeladas
Sentindo as lágrimas me cegando
Sentindo o sangue fluir por meu corpo morto
Vi o céu, as estrelas...
Vi o lado escuro nascer devagar
Beijando lentamente a dor nascente
Oh sim, o poeta das trevas retornou
As memórias, as dores retornaram...
Sinto minha cabeça latejar
Meus olhos do deus da morte já me cansam
Estou cansado de olhar humanos sem mente
Essas inúteis cabeças vazias me deprimem
As palavras falsas me difamam
Maldição! Que nojo dessa criatura...
É muita repugnância...
Cá estou novamente...
Compreendeu o poeta obscuro?
Entendem suas verdades?
Não, não...
Mentes fracas e hipócritas não entendem.
Digo-lhes do que um poeta das trevas é feito
Nunca de um sorriso, amor, felicidade ou luz
Lágrimas, memórias, dor, sangue, frieza e trevas
Esta é minha essência, inacreditável não é?
Ao que vejo, sou o único acordado
Saído do país das maravilhas
Para o terror das Terras Devastadas, o maldito pesadelo
Os estilhaços da janela, chuva e sangue
É isso que está nas ruas
Em terra de cego, quem tem olho não é rei
Quem realmente enxerga está sozinho
Apedrejado até o coração se partir
Até a pomba branca ir ao chão
Até o fim, sem dores ou tormento
É o sorriso alegre da morte.
Oh não, a luz do sol da manhã
A noite acabou! Maldição!
Acho melhor o vampiro ir descansar
Dormir na cripta fria...
Esperar até a lua subir novamente aos céus
Para que o coração gótico volte à bater...
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