Gotas deslizam sobre minha face,
Rosas murcham em meu caminho.
Não sou a morte do desesperado
Nem a vida do mal destino.
Corro para fora de meus pesadelos,
Fujo para onde há dor,
Se de mim nasce as frias carnes do meu desejo,
De mim morrerá a fétida alma e minha dor.
Sou o desespero dos inocentes, o charme da dor.
Quem sabes ainda sou um delinqüente, só chorando a seu favor.
Subo para descer, corro para morrer, morro para nascer.
Sou a Alma que pedes por um corpo, o corpo que morres por ti
A fim de ser alguém, de ser quem eu não sou.
Não sou um conto de fadas,
Não sou fruto de tua imaginação,
Sou o poeta psicografado,
Pelas mãos deste autor.
Notas finais
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xoxo. ;*
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