Poemas Noturnos
37 Natalício
Aos prantos, cantos de natal
revelam o tal momento celeste.
Que presente me deste
ó velho vermelho
neste dia de vê-lo
em sorrisos infantis?
.
.
O que quero, não me destes
mesmo porque não podes
Mesmo porque presente não é,
mas, se dar-me o coração daquela não podes
para alegrar-me o momento,
volta-me no tempo
àquele perfeito momento
para eu conhecê-la uma vez mais.
.
.
Irei ter de esquecer
e, como tu, tornar tudo como uma lenda que nunca existiu
mas, se em tal dia ainda há magia,
se, aos rostos de crianças, tu trás alegria,
revives, por um dia, só dela o sorriso de alegria
que me dava antes de um beijo que agora tanto desejo.
.
.
Ao natal, como flocos de neve,
chora, em silêncio, meu lábaro lustroso,
entretanto, sem fé, ainda ouso
pois, se um presente ainda mereço,
ou se não, ainda sim dá-me, eu peço,
que dê ao meu amor um feliz natal.
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