Gélidos ventos silenciosamente anunciam,

em meio ao seu descrente caminhar solitário,

suaves ares de furacão

tristeza, saudade, solidão

em meio a frio, gelo, aspereza

de um tempo cuja beleza é sina

intensa, paralisante, assassina...

.

.

Amistosos tempos de peguilha

pérfidos instantes de união

cujo âmago suscita falsidade.

Hipocrisia: vágade da verdade

que envenena-nos a todo momento

como nortadas desfeitas a peitavento.

.

.

Das estações, és o nefasto cavaleiro

um ceifeiro sem forma humana

lúdico, fugaz, sorrateiro

emanando o doce cheiro da morte

sobrelevando a sonhos, devaneios, sorte

de qualquer louco aventureiro.

__________________________________________________

Então, muito obrigado por ter lido! O poema acabou antes dessa linha aqui de cima, como deve ter percebido, mas, como o site requer o mínimo de 100 palavras por capítulo, tive de completar as ditas cem palavras com algo que, no caso, é essa explicação para a existência dessa explicação, então é isso! Espero que tenha gostado!