Poemas Noturnos

4 Folhas de Outono


Voam, as flores,

em seu contínuo vagar solitário;

brotam, as rosas,

em seu resplandescente ardor unitário.

canta, vibrante, a floreste

em seu diário perder da festa

das coloridas tardes de outono...

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Caem, as folhas;

se desfazem, as essências;

jazem, as vidas,

em vidas em dormência...

Tudo se acaba,

tudo se desfaz,

para tudo renascer

em um eterno ciclo que se completa

com a dolorosa morte do poeta

e, depois, um florescer.

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Nossas vidas, tão terrenas,

sobrevivem arduamente à sua própria vivacidade,

pois, em toda a eternidade,

a felicidade e a razão padecem

e rebrotam nas rosas que florescem

sob as frias folhas de outono...

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(O Poema em si acabou, todavia, tendo em vista que são necessárias pelo menos cem palavras para poder postar-se, estou adicionando esta pequena nota auto-explicativa que deve ser prontamente desconsiderada pois não faz parte do poema "Folhas de Outono", feito por mim, Breno Vince.)