Poemas Noturnos

39 Dolorosa saudade


Morro, a cada milisegundo, um tanto mais

na lança com veneno que trespassa meu peito,

uma angústia de saber se te busco ou te deixo,

pois te amo.

.

.

Malditas palavras em meu peito

sangram-me em lágrimas do coração

e não sei se estão, sinceramente,

fervorosas ou descrentes,

em um futuro nosso conexo,

pois eu te amo

mas, tu não.

.

.

Terminastes tudo por malditos trabalhos

esqueceste tua vida por coisas que te enganam

negligencias-te me em teus diversos momentos falhos,

mas te amo, te amo, te amo!

.

.

Que maldita saudade me mata!

Dói-me cada respirar em tua ausência

e só o imaginar que beijas outros lábios,

teus lábios que já não mais eu beijo,

deixa-me como escrevo

nas mais profunda dor de saudade.

.

.

E se há mágica no natal

ou com ele consigo ao menos melhor sorte,

clamo a Deus que tu me digas sim,

pois cada imaginar teu longe de mim

é um pedaço meu que morre.