Poemas Noturnos

33 Como na primeira vez...


Segue, toda vida, em contramão

num diário fluxo de perca de tempo

mas, em algum momento,

quando, ao relento, todo o destino estava desenhado,

nossas mãos se tocaram pela primeira vez...

.

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Tudo ao redor simplesmente parou.

Todos precisavam entender aquela novidade,

pois, que verdade seria aquela

que, como aquarela, a dois corações coloriu?!

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Toques nervosos de mãos e pulsações a mil,

floriu, assim, uma nova paixão,

pois, por mais que tuas unhas tenham massageado minha mão,

foi teu coração que ali o meu sentiu.

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Pulsa em meu peito, um pouco de ti

assim como eu ainda vivo no teu,

mas se neste louco mundo de tormento,

entre, brigas, direitos e tormentos,

é teu silêncio distante que mais me incomoda.

.

.

Por quanto tempo persiste

e quando, se vai, voltará para mim?

Pedidos, sem fim, de deixar-te prosseguem,

caminhos agressivos e tortuosos me seguem,

entre venenosas palavras amigas,

que apertam, como garras, em nossas feridas,

mas, acima de tudo, eu te amo...

.

.

Segura, firme, a minha mão

só uma vez mais;

segura, uma vez mais, como dá primeira vez

segura agora, como antes ou como um de nós não fez:

segura agora para nunca mais soltar