Poemas Noturnos

67 (Clan) Destinos


Angústia de sentir a maior liberdade

que, em verdade, é estar preso numa doce paixão

fugir de toda e qualquer realidade

ignorar, do coração, toda e qualquer sanidade

distante de nossa ilusão.

.

.

Estamos sempre presos, com pesos,

sem destinos...

Estamos sempre tão loucos, tão ávidos,

Num cantinho...

Mas, entre fugas inconsequentes,

beijos e desatinos,

estamos, por vezes muitas, sorrindo

como bobos, clandestinos,

nessa tal de felicidade!

.

.

Somos então um clã, de dois,

destinos.

Somos, sozinhos, duas metades, em caminhos,

partindo.

Somos um meio clã de inverdades

em verdade somos dois, clandestinos.

.

.

E nossos caminhos cruzaram

para andarmos no caminho do outro e ser

como clandestinos mais que deixar saudade

mas, em verdade, mudar de novo e deixar de ser,

pois se nossos destinos até então forem clandestinos,

em meio a tantos tropeços, cadeados e desatinos,

que encontremos, no outro, os nossos caminhos...

Notas finais
Olá olá! Espero que tenha gostado! Eu demoro um bocadinho para postar, mas, espero que goste! Abraço!