Poemas Noturnos
20 Brado à Morte!
Que queres tu de mim, ó Morte,
em teu perpétuo e fúnebre vagar solitário?
Fracassas, em mim, procurar sorte,
e melhor farias ao mudar teu norte,
pois não morre quem se propõem a amar...
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É inútil dizer que meu corpo fenece
e que o fim de toda a vida é a morte
pois foge da sorte, morte e vida,
em calma entre intempéries da vida,
quem, em vida, entrega, ao amor, sua sorte...
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Resiste, a vida, em mim por um sorriso
sobrepujando a tudo instante ardor,
pois morre de amor qualquer um que vive
mas não viveu nunca o que não morrer de amor...
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