A chuva fria castiga a janela

O frio entra, congelante e sem perdão

Silêncio... um castigo doloroso

Sangue e lágrimas unidos

A noite cai

A dor continua

Lâminas e gritos nítidos na mente

Acabou...

O arrepio frio machuca

A lâmina atravessa o peito

O sangue nas mãos, ódio

Agora a culpa lhe atormenta

O coração frio e partido

Não se regenera, não sorri

A morte e os fantasmas

Assombração infinita.

O pó cai, a neve enterra

O cadáver de olhos abertos

Gritos ainda na garganta

A imagem se torna foto na mente

Uma memória não some

A dor sem abrandamento

Erro irreparável

O sorriso sem retorno...