Poemas...
23 a história do sol sádico, em 4 partes
I: 7 de ouro
Não ajude a Ninfa dourada,
ela não aguenta ver você sofrer,
não avise a pobre enamorada...
deixe a garota, na gota, morrer.
não deixe o copro acordado,
ao ver você... fica a alma, enjoada,
a alma gorda, de afeto estragado...
a alma escura, de luz, revoltada.
A alma seca e o corpo molhado...
fervendo na lava, querendo saber...
gritando em vão, o são derrotado,
querendo, querendo, querendo vencer...
II: 5 de paus
Oh! Peludo homem, que boca não tem...
criatura horroroza, de almas mais
e fala demais, o silêncio de alguém...
não existe viagem que você não faz...
De olhos fechados, querendo ajudar,
de braços fechados, irá ser amado,
e como pudera, de ti reclamar?
e como ajudar, o sol apagado?
de corpo fechado, irá receber...
a árvore amada, que clama esperança,
com vossa mudança, o nada conter,
o medo do forte e a vossa lembrança.
III: Substituido
substituido serei,
como um rei,
presidente,
robô demente...
o que, eu?
Bem... eu estou bem...
apesar de ser um pacote inanimado...
esperando por uma grande parada...
não, eu estou feliz...
mas se você tivesse uma psicóloga...
e se eu fosse um psicólogo...
substituido serei,
como rico o rei,
envolvido no mar
e jogado no altar...
quem, eu?
Bom, se o sol fosse...
apesar das luzes pretas
a lua vermelha e o cabaço carnivoro mas...
não, juventude em estrelas...
não, eu estou feliz...
mas se vocês não tivessem uma bomba no corpo...
e se eu não tivesse a noção do tempo...
Substituido serei,
como nobre, o rei...
o pobre idolatrado,
que veio para ser gastado...
porque eu?
Se eu vivo nesse corpo...
elas querem distâncias completas e...
sim, e todas estão acordadas...
não, eu estou feliz...
mas se vocês pudessem... estrelas neste instante...
e se eu pudesse... complexo um mutante...
IV: Sol sádico
Ao vosso Lúcifer da floresta...
o homem santo, da montanha...
esperando pela festa...
entre cobras e aranhas...
vossa alma inconciente...
do sol sádico vermelho...
vem caindo de repente...
vem subindo de joelhos...
derramando o sanque branco...
vem sujando todo altar...
sobe o jovem, velho e manco...
desce a morte, sem saber...
tanta vida a se gastar...
tanta luz, a se esconder...
e quem irá anunciar,
a quantidade de sal?
E quem irá, enfim, pegar,
agora, aqui, no meu pé?
Não existe nada igual,
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