Poemas...

12 Capítulo 12 (+ 5 poesias)


I: aonde está o amor?

aonde está o amor,

que o céu azul me mencionava?

Se eu grito não adianta,

eu durmo pensando no sol

e acordo um sonhador

eu tenho um sono pesado

e um sonho muito leve,

que acaba com uma gota vermelha

que estraga a imagem do quadro,

então eu começo a brigar,

para ver qual religião é a melhor

no caso de nós brasileiros:

para honrar o deus Real

Abusar do sangue de Cristo

e mastigar o seu corpo carne viva

e se encontrar com nosso pecado mais colorido:

o belo, doce e gostoso egoísmo

que nos faz sentirmos superiores

porque para nós não há nada melhor que brilhar

esse é o mundo em que vivemos

II: o diabo

eu sou o diabo,

Todos põem a culpa em cima de mim

os inteligentes me odeiam

e os sábios me perguntam " porque? "

Toco piano em um lugar quente

onde todos falam

e ninguém ouve

e eu... adoro ouvir a confusão,

pois fico feliz com a dissonância

Digo " coitado "

mio como um gato

imitando um cachorro,

bato na porta

e sou egoísta

por esconder a madeira

Helter Skelter é minha pista

toco o tritono com o símbolo do rock

puxo pelos pés, as crianças para o inferno

III: um toque invisível

o vampiro de fogo...

seu sangue gostava de sentir

tomava banho na cachoeira quente,

elétricas, como tudo de um mundo moderno

ele sente muito frio ou calor...

ele gosta disso...

o doce e o amargo,

secos e molhados

sentir a poeira dos velhos quadros...

sufocar nossas cabeças

que devem estar fora do lugar

as sereias...

elas tem um toque invisível...

me chamando para entrar no mar

correndo ansiosamente escorreguei

e só não morri, porque pensei...

que não iria conseguir sair de lá...

porque oh, quando escorreguei elas me agarraram pelo pé,

me chamaram de gostosão

falaram que o dia era para mim

e eu queria acreditar,

mas por mais que me esforçava...

eu não conseguia

IV: o retrato de Dorian Gray

Um sorriso caído

os cabelos brancos

Uma sombra escondia seus olhos

aquele olhar indireto

de quem escondia a própria arte,

para parecer belo eternamente

A pequena baba do vinho amargo

escorrendo dentro da boca seca

que envenenara Julieta

com seus beijos desperdiçados

de um coração petrificado

de quem arte não consegue gostar

As bochechas gordas e caídas

das lembranças escondidas

as rugas egoístas,

da face distorcida...

olhar aquele quadro

era como ler seus velhos pensamentos

V: Zorra

Zorra, o amor acabou em zorra,

me deixando parado no ar,

sem poder respirar,

no espaço daquela zorra,

que gritam seres vuvuzelas

que apagam todas as velas,

com o ar dos seios lisos

onde seres soltam sorrisos

risadas na plena lua do dia,

e aquela pele macia,

que tantos nos ilumina,

na luz que a vida nos ensina

de brincarmos quando crianças

de enchermos nossas panças

para ficarmos felizes,

desfrutando nossas raízes,

com os dentes coloridos,

de sorvete de pimenta azul

Zorra, o amor acabou em zorra,

ao vermos aquela porra,

que deixam rolar no ar

zorra, o amor acabou em zorra,

ao dejesar que alguém morra,

pelo carpe diem, mal interpretar

Veja, os porcos comendo bacon,

fugindo com o livro de Eli,

para as montanhas do por do sol

o coração de leão,

precisa nos salvar

para a cor ultra-violeta

podermos todos enxergar

Zorra, o amor acabou em zorra,

e do pirata, a menina irá sempre berrar,

pois um super herói não podemos bancar

Zorra, o amor acabou em zorra,

e eu quero que o mundo se foda

e me deixem com o meu amor eu sonhar

porque sonhar é bom de mais

lá eu não deixo ninguém pra traz

e meu mundo sempre está em paz