Notas iniciais
Capítulo Anterior: — Um dia desse eu mato eles! — Ela falou aceitando a mão de Jay que estava estendida para lhe ajudar a se levantar. — E eu ajudo! {...} — Preciso que me conte mais sobre o movimento dos AJJ? — Green pediu sério. Na noite de hoje os monitores investiram fogo cruzado contra os rebeldes que escoltavam a base do oceano próximo a Murania. A guarda nacional da capital bombardeou a base minutos depois impedido a evacuação. Os rebeldes foram praticamente liquidados. Como aviso também foi bombardeado a metade do reino de Lixchó que foi onde se iniciou o movimento AJJ. Nunca se ouve um massacre igual esse, mas como disse nosso caro governador, tempos difíceis merecem medidas extremas.

Rosa e Green

O cabelo da loirinha estava crespo e alto. Ela estava toda encharcada de suor. Mais seus olhos estavam determinados a derrota-lo a todo custo. Investiu outro soco no estomago do loiro, porém nem surtiu efeito.

— Está ficando fraca! — Green brigou chutando a cintura da irmã que ficou sem ar. — E lembre-se de se esquivar.

— Nós já estamos treinando a uma hora e meia, eu estou cansada! — Rosa brigou. — preciso de uma folguinha.

— Não há tempo para folga. — Ele disse armando outro chute só que dessa vez ela escapou por pouco.

Rosa por sua vez deu dois chutes que o desequilibrou o fazendo abaixar a guarda, ela aproveitou para dar dois socos na face branca do irmão.

—Nunca se esqueça de quem te ensinou a lutar, Green! — Rosa disse orgulhosa de si quando o derrubou no chão e o travou com as pernas armando uma chave de pescoço.

Green confirmou com a cabeça assustado.

—E é por isso que eu sou médico e não um lutador! — Ele falou enquanto Rosa vestia um sobretudo transparente e bebia água se recuperando do treinamento.

Ambos estavam no porão da igreja.

— Onde o Orange mais a Blue estão? — Green perguntou.

— Eles foram orar um pouco, disseram que precisavam desabafar. — Rosa respondeu prendendo o cabelo. Rosa fechou os olhos por um tempo indeterminado enquanto normalizava a respiração. Por uma fração de segundos lembrou-se de casa, da mãe chegando do escritórios do governador cheia de afazeres.

—Você acha que foi uma boa ideia fulgir de casa?

—Porque diz isso?

—É que às vezes parece que era exatamente o que minha mãe e nosso padrasto queriam que nós fizéssemos! —Ela o encarou bem nos olhos. —Não há um dia em que não penso no quanto foi fácil roubar aquela nave da base X01, ou no quanto seria fácil nos rastrear.

—Eu também acho, mas precisamos fazer com que a população saiba do que está acontecendo! — Green disse convicto. — E se eles estão nos dando essa oportunidade é bom aproveitarmos.

— E porque não simplesmente jogamos esses dados na internet? —Rosa pronunciou já cansada de sua vida.

—Porque precisamos de uma revolta, o povo de Diemntionic precisa querer ajudar o próximo e não só apenas saber. Se eles soubessem pelas redes sociais ficariam com medo e concordariam com o governo!

Rosa refletiu sobre a hipótese. Eles continuaram conversando sobre o passado e o quanto era bom ter um lar, quando de repente ouviram passos na escada. Eles imediatamente colocaram as máscaras e corrigiram a postura. Uma garota de batom vermelho e longos cabelos pretos logo apareceu.

—Advinha quem voltou? —Ashley deixou um sorriso de satisfação cair nos lábios quando entregou para Green uma caixa enorme. —Digamos que o meu pai não vai sentir falta desses documentos!

—Você conseguiu. —Green abriu a caixa vendo projetos do reino de Radaster, os relatórios de entrada e saída de dinheiro.

—Meu pai tem tudo guardado em seu escritório lá em casa. —Ela retirou do bolso um Pen drive preto. —O que estava no computador está tudo aqui.

—Como conseguiu?

Ashley lembrou de como foi fácil fingir que estava passando mal e desmaiar. Usará o sonífero que comprou certa vez para forjar um desmaio, depois fulgiu do hospital durante a troca de turno dos monitores e por fim chegou em casa e imprimiu todos os documentos e copiou os arquivos do computador do pai enquanto o mesmo estava trabalhando na prefeitura.

— É uma longa história, agora vou voltar para o hospital antes que eu fique mais encrencada do que já estou. — Ela virou-se decidida a encarar as consequências de seus atos recebendo outra punição e quem sabe um monitor em sua cola. Até porque os exames toxicológicos já devem ter apontado as substancias que formam o sonífero em seu sangue.

Ela já estava saindo quando duas pessoas da mesma altura e cabelos pretos e lizo entraram sem se importar. A garota usava uma blusa folgada e calça preta, já o garoto vestia uma bermuda xadrez e uma camisa vermelha.

—Quem são vocês? — Ashley perguntou curiosa olhando para os jovens. — Eu pensei que aqui era um local sigiloso.

Orange arqueou a sobrancelhas.

— E é, o que faz aqui? — Blue respondeu.

— Mina nossa Blue e Orange? São vocês. — Ela parecia não acreditar no que via. — Eu pensei que fosse mais velhos, mas vocês parecem ter a mesma idade que eu. E são um tanto familiares...

— Surpresa! — Orange falou irônico. — Agora é hora de ir que eu preciso trocar de roupa. — Ele a expulsou do esconderijo.

Green estava sem reação. Ele não achou grassa, muito pelo contrário. Ashley saiu pensativa.

— Ela não reconheceu eles; — Rosa disse tentando tranquilizar o irmão.

—Por pouco. — Green estava muito tenso.

— Calma, faz tempo que eu e a Blue não somos noticia e ela tá tão invocada em seu mundinho que não vai fazer questão de ler os jornais ou revistas de fofoca.

— Assim espero!

Reverendo e Heitor

Heitor Estava sentado no ultimo banco da igreja esperando o culto começar, eles costumava ir com a família, mas hoje teve um imprevisto e acabou indo sozinho. Seu caderno de composição estava ao seu lado.

— E ai meu jovem rapaz! — O reverendo cumprimentou. — A paz de senhor.

— A paz senhor. — Heitor pegou na mão magricela do reverendo. — Sabia que a garçonete que trabalha comigo perguntou por você novamente.

O reverendo pensou por um instante. Não era normal alguém que ele nem conhecia ficar espiculando sobre a vida dele.

— Qual é o nome dela meu jovem?

— Marina senhor, mas ela não é de Radaster, acho que você não a conhece.

— Ela é uma loira cheia de cicatrizes? —Ele perguntou convicto e um pouco espantado.

— É sim, vocês se conhecem?

— Mais ou menos. É uma longa história que você não vai querer ficar ouvindo.

Logos outros membros foram chegando, o reverendo caminhou para o púlpito e deu início a mais um culto noturno de domingo.

Colégio Diferença

Dia 05 de Maio de 2016

Nicholas David: Estou aqui assistindo a todo o desenvolvimento dos jovens que participaram dos jogos, para representar a capital eu escolhi o jovem Diego Honorato, a pequena Cristal. Como líder de equipe eu vou colocar o monitor Jay.

Diretor Franco: Meu caro governador é totalmente compreensivo suas escolhas, mas estes não fazem parte do projeto Mega-Humano, não seria um risco coloca-los juntos com meras pessoas.

Nicholas David: Eu tenho um plano muito especial para esses jogos, digamos que ele vai me dizer quem realmente merece defender nosso continente.

Diretor Franco: Confiarei em sua palavra governador, se precisar de mim saiba que estou aqui.

O holograma se desfeeis no ar, Franco saiu dos escritório e foi assistir as entrevistas com os competidores de Radaster.

Todos os professores, e a bela jornalista caneta de ouro estavam acomodados em poltronas a frente da multidão de alunos.

A jornalista tentava se concentrar na nova noticia, os jogos de ouro precisavam ser muito bem descrito, afinal, era o marido dela que organiza todos os anos. Por esse motivo ela estava sentada em uma cadeira escutando os alunos dizerem o que os jogos representavam para eles.

Ela anotava tudo com atenção quando um monitor entrou acompanhando Ashley, a filha do prefeito. A garota usava uma pulseira de rastreamento, com certeza ela aprontou de novo.

— Os jogos é a chance de mostrarmos nossos talentos e capacidades. E também é uma tradição de família, todos os anos um membro da minha família ganham em uma categoria o que se torna questão de honra vencer. — Uma garota ruiva disse, depois abriu um saquinho preto familiar para Ashley e engoliu uma pílula que foi retirado.

Melissa também reconheceu a pílula, era uma nova criação do governo, ela ajudava na concentração e mantinha o aluno focado. Pelo menos era isso que dizia na bula, todos os alunos que competiria deviam tomar uma pílula diária.

Ashley ficou um tempo se concentrando no saquinho até lembrar que era o mesmo que Jay estava distribuindo na boate. Esse pensamento despertou outro. Ela estava com a mesma pílula escondida na sua bolsa e tinha que descobrir o que ela fazia. Isso significa que teria que fulgir de novo para ir atrás do Green. O problema era como? Ela tentou matutar isso n cabeça.

Os misteriosos univens

— Acha que o reverendo ficou zangado com você quando especulou sobre o passado? — Orange perguntou tentando desviar o assunto de sua identidade ter sido revelada para Ashley.

— Ele só está com medo de se envolver novamente. — Rosa respondeu. Green estava presente fisicamente mais seus pensamentos estava direcionado os AJJ e todos os segredos.

Ele retirou da caixa uma pasta amarela. Nessa pasta continha informações sigilosas sobre o mundo.

Ameaça nível 10

Nome: Vingadores

Integrantes: Homem de Ferro, Capitão América, visão, feiticeira escarlate, Huck, Gavião Arqueiro, Thor, Falcão, Homem formiga, homem aranha, Katrina e Mental.

Poderes: Ilimitados.

Green continuou lendo a ficha de um por um, ele estava boquiaberto com a descobertas. Mais o que lhe metia mais medo era o fato de ter um alienígena e uma mutante extremamente poderosa. Thor e Zandaia era com toda certeza os mais temidos.

Ele continuava lendo quando um holograma se projetou no chão através do pucap de Rosa.

A imagem projetada era de uma jovem de cabelos pretos e pele pálida.

— Oi meus amados. Podem liberar a visualização para eu ver vocês? — Ashley era uma intrometida, estava consumado. Os univens colocaram as máscaras e liberaram a visualização. — Muito melhor agora.

Ashley estendeu as mãos revelando os comprimidos.

— Vocês sabem o que é isso? — O comprimido era oval e tinha uma listra vermelha em meio a todo o verde.

— Um comprimido! — Blue soou irônica.

— Não me diga o obvio! — Ashley correspondeu a ironia. — Jay estava distribuindo isso na boate e agora o governo ordenou que todos os escolhidos para os jogos deveriam tomar uma dose diária.

Green se aproximou tentando vislumbrar com mais atenção.

— Eu já vi algo parecido! — Ele lembrou da época em que estava na faculdade de medicina. — Eles serviam para preparar o organismo para uma dose de titancio.

— Fale minha língua garoto, o que é titancio? — Ashley tentava entender.

— O remédio que combate o câncer, esse comprimido limpa o organismo de qualquer impureza e deixa tudo mais fácil para o remédio ante câncer entrar em ação!

— E o que faremos? — Ashley questionou.

— Você nada, mas nós vamos entrar nos jogos!

Notas finais
Próximo capítulo: — Blue, você é nossa chance do lado de fora, você sempre foi ótima com computadores é hora de ser útil. — Só tentam não serem desmascarados de cara, precisamos de vocês e suas identidades intactas.