Poder: Os Jovens são guerreiros por instinto!
16 Cap. 13 Saquinho preto
Notas iniciais

Franco e Melissa
Melissa desligou o velox prata assim que o estacionou na garagem do prédio. Depois de conferir se havia ativado o alarme soltou o gatinho preto para ele esticar as patas. A dona e o animal de estimação entraram no elevador de vidro e esperam chegar ao andar desejado.
Melissa desceu no décimo primeiro andar. Não se ouvia nenhum ruído, provavelmente os visinhos já tinham adormecido. O gato começou a miar denunciando sua presença, Franco que lia a ficha de uma aluna que veio a óbito deixou o documento de lado e se levantou para abrir a porta para a esposa.
— Onde estava? — Ele perguntou a avaliando dos pés a cabeça. Ele sabia a resposta já que havia invadido a câmera da coleira do gato e visto os univens, mas achou por bem perguntar para ver se ela iria dizer a verdade.
— Você não vai gostar da resposta, quer que eu responda mesmo assim? — Melissa perguntou entrando para o apartamento. Ela sabia que o animalzinho estava com fome por isso foi até a dispensa e abriu um sache de ração sabor de peixe e despejou na tigelinha vermelha.
— Sim, prefiro não gostar da verdade a nem ao menos saber! — Ele disse sério. O ar condicionado do apartamento estava estragado deixando o calor dominar o ambiente. Franco já cansado de sofrer com a temperatura se levantou e retirou a camisa branca revelando o peitoral nu.
— Eu estava em uma reunião com os univens coletando informações para uma nova reportagem. — Ela o encarou nos olhos. Melissa odiava a mentira por isso nem ao menos cogitou a idéia de esconder do marido onde estava. — Eu sei que você não gosta da minha aproximação com eles, mas é meu trabalho, e eles são noticia.
— Você acha mesmo que um dia vou concordar com essa ligação? — Franco perguntou chateado, não só pelo fato de ela ter se encontrado com eles, mas por ela não esconder. Ele não podia contar a ela que invadiu a câmera da coleira do gato e isso o fazia sentir mal já que a esposa não lhe escondia nada.
— Eu sei que não concorda, mas no meu trabalho você não tem direito a se meter. — Ela falou o olhando do pé a cabeça. — Agora, por favor, vista essa camisa antes que eu não resista!
Franco deu um passo em direção a mulher, depois pegou nas mãos delicadas dela e a levou até a boca onde beijou com ternura.
— Não resista, eu estou com muitas saudades da minha esposa. — Ele avançou rumo os lábios dela prensando-a contra a parede. A mão de Melissa pousou no pescoço de franco enquanto a outra deslizava pelo abdômen.
— Isso significa que estamos bem? — Melissa perguntou no momento em que afastaram os lábios para tomar ar.
— Por enquanto sim. — Franco respondeu com um sorriso satisfeito. — Agora acho melhor irmos para o quarto.
Enquanto isso na floresta
Cristal corria a mais de meia hora. Havia dez monitores e uma nave a perseguindo. A falta de ar devido à velocidade já a incomodava. E a vegetação densa junto com a pouca luz do luar deixava a corrida mais perigosa.
— É melhor se render garotinha! — Um Monitor gordo de cabelo ruivo gritou com um sorriso maldoso.
— Nunca! — Respondeu ela o acertando com uma rajada de laser que com certeza deixou uma queimadura de terceiro grau na perna dele.
— Está ficando zangada criança? — Outro que apareceu do nada em sua frente disse.
Ela não teve tempo de atingi-lo, assim que olhou ao redor percebeu que estava cercada.
— Deixa eu te explicar uma coisa, você pode machucar a maioria de nós agora, mas pelo menos um vai te acertar com aquele tiro tranquilizante! — Ela estava com medo, não tinha mais como lutar e ninguém a podia ajudar, com certeza foi uma péssima ideia escolher dormir na floresta.
— Acaba logo com isso! — O ruivo atirou em seu peito. A dor foi de se estar queimando viva mais logo apagou perdendo os sentidos.
Ashley
Já era por volta da meia noite, a primeira hora do dia trinta de abril. Ashley rolava inquieta na cama ao som de uma das novas criações de Heitor o garçom compositor do Super Lanche.
Alicia sua prima havia mandado mensagens perguntando pelo bem estar de Ashley, mas a mesma ignorou. Todos ao seu redor que lhe conhecia sabiam que a garota não estava bem.
Todas as noites ela sonhava com o monitor Jay, ele de certa forma fazia falta. Cansada de ficar na cama sem um pingo de sono se levantou e vestiu uma bela calça de couro e uma blusa branca. Não tinha mais que andar na linha já que ele não estava por perto para acionar a droga do liquido que causava dor e fazia desmaiar. Então com certeza poderia ir à festa que a gangue força maior estava organizando.
A garota passou despercebida do pai que não a via há dias mesmo morando na mesma casa. Fato era que ele estava ocupado de mais fazendo as coisas para o governador e para esse reino que deixava de dar atenção a única filha.
Ashley ligou a bela moto preta que ganhou de presente no mês passado. A festa era em uma boate no centro. A garota dirigiu o veiculo a cento e cinquenta km/h furando sinal e quase atropelando um cachorro.
A boate podia ser vista de longe com todas as luzes vermelhas e verdes refletindo no céu. O som era contagiante e podia ser ouvido a três quarteirões dali.
Assim que estacionou a moto, foi recepcionada por dois garotos que usavam calças jeans surradas e uma regata preta com correntes de ouro em torno do pescoço.
— Cadê o convite gata? — O mais baixinho perguntou a encarando.
— Esqueci. — Ela mentiu descaradamente.
—Ambos sabemos que você não foi convidada. — O ou outro fala. — Mas posso negociar, se me deixar te pagar uma bebida eu lhe deixo entrar. Topa?
— Ótimo acordo. — Ela sorriu enquanto ele passou o braço na cintura dela para irem juntos até o balcão.
A musica que tocava era contagiante, logo ela começou a se embalar e fazer passinhos discretos enquanto se aproximava das bebidas. Pouca iluminação impediu uma boa visão das pessoas que dançavam na pista. Hora ou outra alguém pisava em seu pé.
— Vamos fazer assim, vai buscar as bebidas enquanto eu fico aqui dançando. — Ela o empurrou para ir fazer o que pediu. Ashley não estava interessada nas bebidas, só queria fulgir do garoto que a deixou entrar e a melhor forma de fazer isso era o mantendo longe.
Ela caminhou até o centro da pista e começou a dançar. Nas mesas tinham alguns viciados em drogas com um saquinho preto na mão. Miguel parecia interrogá-los onde conseguiu isso. Ashley só queria se distrair, mas seu caráter a impedia de ficar longe de uma boa fofoca. Ela se aproximou mais das mesas podendo ouvir claramente Miguel gritar em seu tom nervoso:
— Na minha festa os convidados só consomem minhas drogas! — Ele empurrou o cara que estava com o saquinho o derrubando no chão.
—Mas eu pensei que fosse dos seus traficantes! Afinal, é das boas. — O garoto disse enquanto esfregava freneticamente a mão na cabeça.
Miguel lhe deu mais um soco antes de ir até o próximo que estava com um saquinho preto igual.
— Quem deu essa porcaria para você? — O segundo garoto apontou para o outro lado da boate, era um cara de capuz cinza de pele moreno e corpo reto, alguns diria que era um monitor de tão rígido que estava seu corpo.
—Então vamos ensinar pra ele de quem é esse território! — Miguel fez sinal para que jonh, Angélica e Penélope o acompanhassem.
O grupo andou determinado em rumo ao cara que estava distribuindo a droga. Ashley curiosa para ver o desenrolar da confusão foi atrás.
Mas pessoas pisaram em seu pé, mas ela nem ligou. A maioria dos jovens estava chapados de mais para terem controle de seu corpo e ninguém podia reclamar de uma simples pisada no pé em um local tão lotado.
Assim que Miguel chegou até o homem que estava distribuindo a droga falou:
—Você pensa que é quem pra distribuir esse lixo no meu terreno? — Miguel tirou o casaco revelando os músculos definido.
— Eu não quero problemas cara, só estou seguindo ordens! — a voz chocou Ashley era de um conhecido.
Miguel nervoso com a resposta avançou pra cima do homem puxando o capuz. Para eles era só um traficante qualquer, mas Ashley sabia que não era. Ele nem se quer era traficante.
Miguel e jonh avançaram para cima dele investindo socos e ponta pés. Ambos xingavam ofensas, mas o homem não reagia. Ele deixava os dois jovens lhe bater como se não fosse nada.
Todos esperavam por sangue mais nada aconteceu.
— Eu preciso ir. — O moreno levantou do chão com um sorriso.
— Eu ainda não acabei! — Jonh gritou lançando uma cadeira em cima do homem que no mesmo instante a pegou no ar e a remessou de volta acertando em cheio tanto Miguel e jonh que foram lançados longe. A força usada foi surpreendente.
O homem saiu com os olhares de todo para ele. Mas nessa saída triunfante seus olhos se encontraram com os de Ashley. A garota correu trás de Jay como se isso fosse sua vida.
— Você não vai sair sem me dar uma boa justificativa para seu sumiço! — Ela gritava feita louca atrás do monitor.
— Eu não posso! Só se cuida, eu estou bem, mas se ficar perto de mim vai se meter em grandes problemas!
Ele começou correr até desaparecer em meio aos prédios. Ashley estava abalada, era obvio que não estava nada normal. Decidida a descobrir o que estava acontecendo retornou a boate e pegou o saco preto com a droga que o Garoto espancado por Miguel deixou no chão. Depois foi dirigindo com mais calma de volta a casa. Assim que amanhecer com certeza ela vai fazer uma visita para os univens!
Fale com o autor