Poder: Os Jovens são guerreiros por instinto!
12 Cap. 10 Você precisa viver.
Notas iniciais

Angélica Angel
Pessoas costumam dizer que a dor é apenas uma forma de ensinar a amar ainda mais, outros apenas reafirmam a frase, sem dor não há compaixão. Mas para a loira que se encontrava trancada no dormitório do prédio feminino enrolada em uma coberta de veludo ainda de pijama a dor era uma ferida muito profunda que vai se abrindo aos poucos até se tornar uma cratera em seu coração e você não consegue reagir.
Seus olhos estavam inchados devido às lágrimas que inundaram seu belo olhar, em baixo de seu corpo prostrado estava uma fotografia tirada há muito tempo pela sua amiga Penélope, na foto Angélica segurava um lindo buque de rosas avermelhadas com as pontas brancas, Diego estava ao seu lado com um sorriso no rosto. Nesta época não havia cicatrizes ou mancas roxas pelo seu corpo. Esse dia foi o primeiro ano de namoro do casal, mas agora já com três anos as coisas parecem ter desandado.
Era uma quarta feira ensolarada e todos os alunos do colégio estavam em suas salas de aula apreendendo um novo conteúdo, o dia 24 de Abril não lhe trazia nenhuma felicidade, era hoje o aniversário de três anos de namoro do casal.
Horas depois uma garota de saia e blazer rosa entra apressada no quarto com as chaves nas mão já que teve de destrancar a porta para entrar no próprio quarto.
— Eu não quero desculpas, é hora de levantar! — Penélope abre as janelas deixando os raios solares iluminar o ambiente. — Enquanto eu estiver por perto você não vai afogar em suas lágrimas. —Disse arremessando uma almofada na amiga que despertou assustada.
Angélica apenas olhou para a maluca de cabelos cacheados esperando uma explicação convincente para despertá-la.
—Porque já está com o uniforme? — A senhorita Angel perguntou. O uniforme do colégio diferença era composto por uma saia e um blazer rosa e camisas e meias brancas com uma gravata no cetim com gliter embelezando o look. Os dos meninos eram no mesmo estilo só que azul com branco e ao invés de saia era calça.
—Você tem noção de que horas são? — Penélope pergunta lhe entregando o pucap para amiga olhar por conta própria as horas.
—Meu Deus já é hora do almoço? —Angélica Angel diz dando um sobressalto da cama e veste o uniforme apressada.
As amigas correm pelos corredores do prédio feminino a toda velocidade para conseguirem assentos na cantina do colégio.
— Eu espero que o Miguel e o jonh tenham guardado assentos para nós.
A lanchonete do colégio ficava a quase quinhentos metros do dormitório, ambas sinalizam para o carro público que circula ao arredor do colégio para locomover os alunos.
Ao chegarem à lanchonete nem foi preciso pegar fila para se servirem, todos já estavam com os pratos terminado a refeição. As duas colocaram uma pequena porção no prato e se juntaram aos amigos que discutiam algo sobre a festa do mês.
—Quem é vivo aparece! —Jonh diz empolgado com a presença da loirinha que passou a manha inteira dormindo. — Eu espero que sua ausência na sala de aula tenha uma boa justificativa e que ela não envolva o idiota do Diego.
—Não chame o meu namorado de idiota! —Resmungou colocando um pedaço de carne na boca.
—Vocês ainda são namorados? —Penélope pergunta irônica. —Pensei que tudo tinha acabado quando ele decidiu sair do colégio sem nem te dar uma justificativa.
—Eu pensei que você tivesse terminado com ele quando ele apareceu com os segredos que não podia te contar. – Jonh completa relembrando a ela mais um motivo para se livrar do namorado.
Angélica ignora os comentários focando na comida. Ela não ficaria nervosa com o namorado só porque os amigos acha que devia.
— Se não quer nos ouvir tudo bem. —O amigo de cabelos pretos e olhos azuis diz já se rendendo. — Mas lembre-se, o pior cego é o que não quer ver!
Ela finge não ouvir.
Miguel redirigiu o assunto para a festa do sábado, eles precisavam acertar todos os detalhes. Penélope deu algumas dicas sobre a decoração enquanto jonh fez uma lista de todas as bebidas e drogas que precisariam arrumar sem mencionar os pedidos bizarros de encomendas que os alunos fizeram para a gangue.
Angélica se mantinha distante, imaginando se o namorado lembraria-se do aniversario de namoro.
Diego Honorato
A corrente elétrica percorriam cada um de seus membros em uma estabilidade fora do comum, seus olhos apresentavam energia pura.
— Precisa aprender a focar em um alvo apenas. —Kat diz na sala de observação. O pessoal do laboratório H desenvolveu uma arena no subsolo totalmente equipada para treinar o mega humano. — Você consegue dominar a luz sendo ela em pequena quantidade, mas o problema está na corrente. Você está a explodindo por todos os lados ao invés de direcionar ao alvo.
— Se der conta faça melhor! — Esbraveja nervoso.
— Não seja infantil. —Mirian Katarina o repreende.
— Só estou cansado! —Confessa.
O doutor H entra na sala de observação e diz para a cientista:
— Apenas o libere do treinamento hoje. —Fala o pai estendendo a mulher uma ficha com anotações a respeito do novo soro que está sendo elaborado para Jay.
— Obrigado pai. — Diego agradece já na sala de observação.
O elevador o leva até a estufa de sua mãe soraya, ali ficava sua entrada preferida para o laboratório já que tinha a bela vista das rosas. Perto de uma samambaia a mulher de cabelos castanhos claros aguava as pequenas plantinhas.
— Meu pai não desenvolveu um sistema de irrigação para a senhora? —Diego pergunta para a mãe.
— Sim, mas prefiro fazer o serviço eu mesmo. —Ela coloca o regador no chão e caminha até o filho. —Porque foi liberado mais sedo hoje?
— Estava cansado daquele lugar fechado e das exigências da Kat! —Ele explica nervoso, a mãe apenas acaricia o rosto do rapaz com gentileza.
Perto deles estava algumas margaridas já grandes.
— Você precisa viver! —Ela diz o puxando para uma poltrona que havia na estufa. Os raios do sol causava um reflexo nas telhas de vidro.
— Mas eu vivo. —Disse ele.
— Não, você faz o que seu pai exige. —Ela acaricia o com delicadeza. —Viver significa tomar as próprias atitudes, saber a hora de parar e fulgir quando é necessário. Seu pai escolheu ser um cientista e fazer descobertas inéditas, eu escolhi o aceitar do jeito que é quando me casei com ele, mas você pode seguir seu próprio rumo.
— Vou lembrar-me disso. —Ele diz a beijando no rosto. —Agora tenho que ir no colégio buscar minhas coisas.
— Porque? —Ela questiona.
— Meu pai quer que eu aprenda em casa assim temos mais tempo para as experiências.
A mãe concorda com a cabeça. Depois ela recolhe alguns ramos de diversas flores e as juntam formando um belo buquê.
— Sua namorada vai gostar do presente, afinal, hoje vocês completam três anos de namoro certo?
Diego faz aquela cara de surpresa, havia esquecido com toda a certeza.
{...}
A turma do segundo ano estava na aula tecnologia quando Diego chegou ao colégio diferença. O garoto esperou na porta da sala como buque de flores. Seu rosto estava pálido, mas muito melhor do que nos dias anteriores, não tinha nenhuma marca ou hematoma.
Depois de minutos esperando a turma foi liberada. Angélica estava belíssima com o uniforme rosa e os longos fios loiros caído em sua face.
— Feliz três anos de namoro! —ele diz com um sorriso nos lábios enquanto abra os braços para a recebê-la.
— Pensei que tinha se esquecido. —Comenta cabisbaixa. Ele segura no rosto da namora a forçando a olhar para ele. O professor sai da sala indo provavelmente embora já que aquela fora a ultima aula do dia.
— Eu jamais me esqueceria. —Ele passa o dedo nos lábios dela em um pedido para nunca mais falar ago do tipo. —Te amo, meu anjo.
O rosto da loirinha se ilumina, é como se ele fosse sua energia.
— Então realiza apenas um pedido meu. —Fala ela em um sussurro, seu humor fora afetado devido o dia depressivo que tivera.
— O que quiser eu farei. —Ele promete comum sorriso lindo.
— Não saia do colégio. — As palavras que saíram dos lábios da namorada o atingiram, ele estaria indo contra a ordem do pai se ficasse no colégio. Mas então lembrou da mãe dizendo que ele precisava viver sozinho.
— Não sairei. —Ele diz a puxando para perto dele e depois a beijando como se o mundo fosse acabar.
Após o encontro com a namorada o garoto foi na sala do diretor e pediu para permanecer no colégio. Franco concordou o alertando que nunca mais fizesse um pedido desse sem ter certeza.
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