Poder: Os Jovens são guerreiros por instinto!
23 cap. 20 Garotinha VS Churros
Notas iniciais

(Orange)
O metro estava repleto de cidadãos. Tinha crianças acompanhadas dos pai, homens e mulheres indo trabalhar, jovens em direção ao colégio. Aquele local era um verdadeiro formigueiro humano.
— Tem certeza que encontraremos o Ricardo nesse local? — Rosa falou com sua voz meiga pelo comunicador fornecido pelos AJJ. — Parece ser bem improvável.
— Só para atualizar, quem é Ricardo mesmo? — Orange que estava na plataforma 16, perguntou distraído enquanto desejava comer o churro que estava na mão de uma garotinha.
A plataforma 16 era decorada com plantas quebrando o aspecto de poluição, os bancos eram de madeiras e as lixeiras tinha a cor verde musgo para imitar a natureza. Ao centro dessa plataforma havia uma fonte de água lilás, as crianças visualizavam aquele local como mágico. Quando construíram o metro a intensão era fazer com que as pessoas se divertissem, por esse motivo cada plataforma tinha uma temática.
— Orange, me diga que leu a ficha que eu te entreguei? — Green sussurrou chateado do outro lado da linha.
— Está falando daquele papelzinho que eu usei para limpar a boca depois de comer o pastel de carne moída? — Blue não se aguentou escutando o diálogo e começou a sorrir.
— Ricardo é o garoto que precisamos convencer a não competir nos jogos de ouro, ele deve chegar hoje da capital o que é a nossa única chance! Ele é emancipado o que torna nossa missão mais fácil.
Blue enviou para o irmão a foto do garoto, Ricardo tinha os cabelos cacheado e um corte no lábio inferior. Era fácil de se identificar.
— Se eu encontrar com ele o que eu faço? — Orange continuava a encarar a garotinha com churros na mão, a mãe dela estava pagando uma conta no caixa eletrônico a poucos metros.
— Nos comunique e o tire da vista do povo.
Orange concordou, depois sentou-se ao lado da menina. A mesma o olhava com curiosidade.
— Você é uma fada? — Ela perguntou com uma voz delicada e fina, o garoto de laranja revirou os olhos indignado com a comparação. — Ou é um duende?
— Eu sou um ser humano normal como você.
— Então porque está usando máscara? — Ela ficava balançando o churro de um lado para o outro deixando Orange com água na boca. — Está com alguma doença contagiosa?
— Não. — Ele falou sem paciência. Sua vontade era de avançar sobre a menina e raptar aquela guloseima.
— Você parece uma fada. — Ela disse o deixando irritado.
Orange nervoso com a situação subiu em cima do banco atraindo os olhares para si próprio.
— Mais alguém aqui acha que eu me pareço com uma fada? — Ele gritou. Algumas crianças levantaram as mãos. O pais curiosos com o que estava acontecendo começaram a tirar foto; — Pois bem eu não sou um fada. Sou um Misterioso.
— Como o Zorro? — Um adolescente perguntou.
— Pode se dizer que sim. E em vez de ajudar a natureza eu ajudo os injustiçados! Ajudo pessoas que não tem saneamento básico, não tem o que comer e ainda correm o risco de serem massacrados. Pessoas que são esquecidas todos os dias.
— Meu nome é Orange eu faço parte dos Misteriosos Univens. Então não me comparem com uma fada! — Ele terminou em som de resmungo.
O resto da equipe depois de ouvir o show que Orange deu na plataforma 16 correram ao encontro dele.
Havia um aglomerado de cidadãos, ambos não estavam preocupados com o horário, tudo que queriam eram quebrar aquele rotineiro cotidiano. A mãe da garotinha terminara de pagar a conta no caixa eletrônico. Uma mulher de cabelos azuis retirou da bolsa um bloquinho de nota.
— Eu sou nova na televisão Orange. E nuca ouvi nada a respeito de vocês. Poderia eu lhe entrevistar. — O garoto pensou, depois de refletir concluiu que estava na hora de sair do anonimato, era a hora de assumir as responsabilidades e lutar por todos.
Em questão de minutos o resto a equipe chegou gerando especulações. A repórter retirou da bolsa uma câmera amadora e pediu a um homem para gravar para ela.
— Por qual nome vocês atendem? — Green a princípio tentou entender o que acontecia, mas logo percebeu que eles estavam sendo entrevistados.
— Univens, Misteriosos Univens! — Green falou enquanto corrigia a postura, cada vez mais pessoas se ajuntava. Muitos ali já haviam lido nos jornais sobre eles, outros já haviam os visto no morro, mas não levavam a sério ou acreditavam que eram notícias falsas. — Misteriosos por causa das máscaras e univens de “Unidos Venceremos”.
— De onde vocês vieram? E o porquê estão em Radaster?
— Nós viemos da capital, de umas das mais nobres famílias. E estamos aqui porque existem coisas por vim que precisamos impedir. — Blue falou com sua voz rouca. A mesma intimidava os ouvintes.
— Que tipo de coisas? — A repórter perguntou curiosa.
— Não sabemos ao certo, mas é grande e terrível!
O povo estavam com certeza vivendo a cena de um filme de ficção cientifica.
— E o que querem de nós? — Um garoto de cabelos cacheados perguntou.
— Um churros. — Orange falou com um sorriso nos lábios. — Eu ficaria muito grato.
Algumas garotas correram até o carrinho do homem dos churros para comprar para o misterioso.
Green percebeu então o obvio, o garoto que havia perguntado era Ricardo, a missão deles, a causa para estarem na estação de metrô. O líder cutucou os colegas e ambos saíram correndo na direção do competidor.
— Precisamos que venha conosco. — Rosa o puxou em meio ao aglomerado.
— Foi um prazer falar com vocês galera, em breve nos vemos por aí. — Orange despediu.
A loirinha piscou para o pessoal e eles saíram correndo. É claro, antes Orange pegou os cinco churros que compraram para ele.
Ricardo estava desorientado, apavorado no mínimo. Blue o empurrava por trás enquanto resto andava lado a lado para impedir que ele fuja.
Depois de andarem por metros e mais metros Ricardo tomou coragem para se pronunciar.
— Vocês ficaram malucos? Se não me deixarem ir eu vou gritar. — Ele olhou um tanto amedrontado para os misteriosos.
— Não vai gritar, porque você está curioso de mais ao ponto de ir conosco até um lugar vazio para podermos conversar. — Green pronuncio sem paciência. Eles continuaram andando até saírem da estação de metrô.
— Onde vão me levar pelo menos?
— Tem uma rua pouco movimentada aqui perto. — Blue falou.
Depois de mais um bom tempo, chegaram a tal rua, o quarteirão pertencia a uma fábrica de moveis e não havia casas ali por perto.
— Queremos que desista dos jogos de ouro. — Orange foi direto ao ponto. — E você precisa concordar, ou teremos que te prender.
— Não vai ser legal! — Blue o deixou ainda mais nervoso.
Green sentiu uma vontade imensa de estapear os dois amigos que estavam assustando o competidor.
— Não, ninguém vai te sequestrar. — Green pediu para Blue e Orange dar mais espaço para o garoto. — Só que precisamos colocar a Rosa no jogo.
— Na minha vaga? — O garoto falou nervoso.
— Sim, precisamos ter a confiança das pessoas e os jogos é uma ótima oportunidade.
— Confesso que seria muito bom participar dos jogos, mas troco meu lugar por uma posição vantajosa, você disse que veio de uma família nobre da capital, pois bem quero um bom emprego.
Os misteriosos se uniram e pensaram em um cargo que pudesse fornecer.
— Posso te colocar na prefeitura da capital como secretario de Débora. — Rosa disse calma.
— Débora, a mulher que cuida das coisas do governador? — Ricardo pareci atônito com a possibilidade de tal posição.
— É pegar ou lagar? — Green disse.
— Eu aceito. Mais quero um certificado de que terei mesmo esse emprego.
Green pegou o aparelho celular e ligou para sua ex namorada, a garota que abandonou quando teve que fulgir para Radaster.
O telefone chamou até que uma mulher de voz fina atendeu.
Green: Ana preciso de um favor seu.
Ana: Gustavo? É você, seu cretino ordinário.
Green: Também te amo querida, preciso falar com a Débora.
Ana: Ela está no escritório conversando com o governador.
Green: Então deixe um recado, diga a ela que é para contratar um garoto chamado Ricardo como seu secretário particular. Mandarei os dados para você, caso ela negue esparramarei o segredinho dela por todos os cantos de Dimentionic. Diga isso.
Green desligou antes que Ana começasse a especular.
— Amanhã você vai estar contratado. — Rosa disse com um sorriso orgulhoso do irmão.
— A vaga é sua.
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