Poder: Os Jovens são guerreiros por instinto!
21 Cap. 18 Folga cansativa.
Notas iniciais

{Sulamita}
— Os mega-humanos vão competir nos jogos de ouro, nosso plano é mostrar eles usando os poderes para todas as câmeras. — Rosa falou convicta.
— isso será uma ótima distração! — Rudy completou.
Sulamita deu mais um gole no leite a vapor, ela é com toda certeza uma viciada nessa bebida.
— Univens você vão manter o plano em ação! — Marcos completou. — Enquanto nós vamos ajudar nas estratégias.
{...}
A base estava completamente limpa. Rudy ensaiava uma nova canção, ele é o vocalista de uma banda chamada Holy Saviors, composta por quatro pessoas. Sulamita por sua vez ensinava os aprendizes insignificantes um pouco de estratégia. E sim eles eram bem insignificantes quando se tratava de talentos comuns como dançar, cantar...
— Sério Green o que você sabe fazer? — Sulamita perguntou nervosa depois dele pisar no pé de Rosa pela milésima vez enquanto tentava dançar valsa.
— Sei cortar pessoas e arrancar órgãos! — Ele fez uma expressão tenebrosa brincando com ela.
— Está consumado. Vocês não conseguem entrar nos jogos, o Green não sabe fazer nada, a Blue é uma esquisita. Quanto ao Orange, bem, só o vi dando mal resposta e fazendo piadinhas.
Eles se encararam por breves segundos.
— Mas e a Rosa? — Green quis saber.
— Ela tem salvação, tem equilíbrio. É adorável e sabe lutar! — Sulamita bebericou o leite a vapor que havia feito a meia hora a trás. — Vou insistir apenas nela, vocês vão ter que ajudar do lado de fora dos jogos.
Green tentava absorver a reviravolta. Já Orange e Blue reviraram os olhos e se juntaram a Rudy que ensaiava a canção.
Blue não estava satisfeito com as reviravoltas, os líderes dos Ajj (Associação de jovens Justiceiros) podem até ser legais e receptíveis mais o plano inicial era de apenas os univens. Em sua mente podia até ser individualismo, mas era melhor com menos pessoas.
Rosa continuava treinando para os jogos de ouro. Era complicado estar apto, pois todos anos os jogos são diferentes.
A loira continuou socando um saco de box enquanto Sulamita a observava.
O reverendo entrou um tanto aflito na base, em seus braços estava um bíblia e nos bolso uma lista de famílias carentes que precisava de alimento.
— Acho que vamos precisar da ajuda dos membros. — Marcos confessou em um tom cansado. — A população do centro sai do trabalho por volta das cinco, poderíamos ir para o metro recepciona-los com panfletos.
Sulamita concordou satisfeita. Seus cabelos castanhos estavam extremamente liso nesse dia e seus olhos tinha um brilho diferente, poderia ser considerado esperança.
— Vou buscar os panfletos. — Ela saiu por um dos corredores a caminho do escritório da base.
Orange estava perdido em seus pensamentos, lembrava ele de quando ainda era um menininho e o pai brincava de cavalinho em cima do carpete de veludo. Sem perceber o univen deixou escapar um “eu sinto saudade pai”, entre os lábios. Blue que estava de seu lado ouviu a frase e se comoveu.
— Também sinto, mas estamos no caminho certo! — Orange concordou olhando para Rudy que desajeitadamente respondia um SMS da ex-namorada que também é guitarrista de sua banda.
— Problemas amorosos Rudy? — Orange perguntou jogando verde.
— Esse daí recebeu um belo chifre. Admiro que ainda não tenha mandado essa garota ir para... — Sulamita entregou os panfletos para o reverendo. — Vocês sabem onde!
— Cuidado com o palavreado Sulamita! — O reverendo repreendeu-a enquanto Rudy comemorava cantando um “Bem feito sua lesada”, os lideres parecia duas crianças de vez enquanto.
A noite já caia sobre o horizonte. Os líderes dos AJJ e os univens se reuniram na cozinha da base para tomarem um leite a vapor de caramelo feito pela Sulamita. O reverendo era o único que mantinha se concentrado na mensagem dos panfletos: “Lute pela verdade, não seja enganado”!
— Sabe pessoal, eu estou cansada de só pensar em planos e nas pessoas, o que me dizem de sairmos para comemorar? — Blue sugeriu.
— Só topo se for sem mascaras, apenas nós! — Green disse já pensando na noite em que poderiam ter.
— Fechado então, vão tomar banho para sairmos. — Sulamita disse.
No Super Lanche
A fachada desbotada com a imagem de um copo enorme de leite a vapor e de um sanduiche chamava a atenção de longe. O local estava com um grande número de jovens. Muitos comemoravam o final de semana. Angélica, Penélope, John e Miguel estavam sentados em uma mesa bem no centro do local, ambos devoravam um porção de batatas enquanto bebiam um refrigerante.
Um rupo de seis pessoas adentraram pelas portas de vidro, era os univens mis os dois líderes dos AJJ, o reverendo preferiu não vir já que o mesmo preferia estudar.
— É hora de curtirmos! — Uma garota de calça Jeans e botas cano curto falou com um sorriso feliz, Rosa estava quase irreconhecível. Blue por sua vez usava um vestido listrado e uma meia calça preta.
— E muito. — Rudy completou caminhando com toda certeza para o local onde ficava os instrumentos.
Heitor o garçom servia as mesas, mas hora ou outro se via perdido na vontade de estar no palco cantando.
Rosa caminhou sem rumo pelo super lanche até chegar a um mural.
No mural da lanchonete estava o pôster da banda do Rudy, Holy Saviors, eles estavam todos de pretos com uma cruz vermelha na frente das camisas. A foto que foi usada para o pôster foi tirada em um dos melhores shows em que a banda fez, o dinheiro arrecadado foi todo para o hospital do câncer.
No mural também estava a foto dos univens na frente do protesto que ocorrera na mesma semana com o pessoal do morro.
— Lutamos pela verdade. — Um garoto de olhos azuis e cabelo preto falou.
— como? — Rosa perguntou nervosa.
— É o que diz os cartaz. Eles são corajosos não acha? — Rosa virou o rosto para ver a fisionomia de quem falava com ela.
— Não sei, porque acha que são corajosos? — Ela indagou curiosa.
— Porque eles falam o que todos sabem mais que não tem coragem de assumir. —Ele disse. — Os univens defendem a união e a igualdade, tanto é que estão no morro os admiro pela coragem e por não se corromperem.
— Nunca pensai dessa forma. — Ela olha bem nos olhos dele e sorri. O garoto que falava com ela estava segurando um suco de morango com laranja, nas costa carregava uma mochila.
— A propósito, meu nome é Jonh. — Ele estendeu a mão. — Aceita um suco?
— Não mais agradeço. — Angélica se aproximou dos dois e pegou o suco da mão dele e retornou para mesa. — Foi um prazer conhece-lo Jonh.
Rosa saiu o deixando pra trás.
Todos os amigos se sentaram na mesa para conversarem com exceção de Rudy que estava cantando para um aglomerado de pessoas que se sentaram próximo ao palco. O ar estava húmido e frio mesmo com todos aquelas pessoas.
Sulamita acabou se perdendo em pensamentos, antes de ser escolhida para dar continuidade ao projeto AJJ pelo próprio reverendo, lembrava ela da época em que era apenas uma dançarina que sonhava em se tornar uma patinadora artística. Nunca em sua história cogitou a ideias de se tornar líder de um movimento.
Os outros membros da banda Holy Saviors chegaram animados, os olhos de Rudy foram diretamente na loira de olhos verdes, celeste usava um vestidinho rodado com uma jaqueta de couro.
— Preciso falar com você Rudy. — Disse ela ao se aproximar do ex-namorado. — Depois de tocarmos pode se encontrar comigo no beco ao lado do super Lanche?
Rudy concordou de cabeça para baixo. A banda iniciou uma música, o som da guitarra era muito nítida, os jovens pulavam, dançavam.
“Eu estou apenas um passo de distância
Estou a um suspiro de distância”
—Sabe eu quero dançar. — Rosa falou. — Cansei de me limitar.
— Olhe ao seu redor, tem muitas pessoas para convidar. — Orange disse com um sorriso malicioso, Green se segurou par na questionar.
— Tem razão! — A loira se levantou da cadeira e foi até a mesa onde a galera do Miguel estava sentada.
Penélope brincava com um canudinho enquanto os outros conversavam sobre um festa em que estavam organizando.
— Com licença. — Rosa falou encarando Jonh. — Vem dançar comigo?
Jonh ficou por um segundo estático, mas Angélica mais que depressa lhe deu um tapinha nas costas para o encorajar.
— Claro. — Ele se levantou, ambos foram juntos para a pista de dança enquanto Green proferia palavras horrorosas em sua cabeça. Ele com certeza era um irmão ciumento.
“Perder a minha fé hoje
Caindo de vez”
Orange olhava para Rosa que pulava na pista segurando a mão de Jonh, ela estava com toda certeza precisando de uma folguinha.
—Sulamita, gosta de dançar? — Orange perguntou decidido a ter a mesma atitude que Rosa. Heitor deixou na mesa os leites a vapores que eles haviam pedido.
— Dançar é meu nome do meio. — Ela piscou sorridente enquanto lhe estendia a mão.
“Eu sou apenas um homem
Não um superman”
Sulamita realmente tinha motivo para gostar de dançar, ela não era sensual ou provocativa, mas tinha gingado e sabia ser graciosa. Orange não ficava para trás, o garoto não era nada bom comparado a ela, mas não era igual ao Green que pisava no pé da acompanhante a todo momento.
“Eu não sou superman
Alguém me salve do ódio”
A mesa ficou vazia, estando apenas Green e Blue. Ambos tomavam os leites a vapores enquanto pensava no dia de amanhã.
— Precisamos arrumar uma forma de colocar Rosa nos jogos. — O loiro falou olhando para a mulher de cabelos escuros e olhos castanhos.
— Eu tenho uma ideia. — Blue retirou da bolsa o seu notebook. Green sentou ao seu lado para conseguir ver.
— Porque trouxe isso para cá? — Ele questionou curioso.
— A intensão era nos divertirmos e eu não sei me divertir sem ele. — Blue colocou um monte de código desconhecidos na tela. — Eu vou entrar no site dos competidores dos jogos esse ano.
Competidores:
Jay
Cristal
Diego
Ashley
Miguel
Jonh
Ricardo
— Existe um lista de pessoas na espera, caso alguém desista o primeiro da lista entra, e assim por diante.
— Mas a Rosa não é a primeira na lista de espera, ela nem está escrita. — Green relembrou a amiga.
— Eu posso mudar isso em um segundo. — Ela invadiu o sistema do governo jogando um vírus temporário, depois substituiu o nome de um garoto pelo da Rosa.
—Não vão descobrir que foi você? — Green perguntou.
— Eu ajudei na criação da maioria dos sistemas de segurança da capital. Às vezes você se esquece de quem eu sou filha. — Blue fala indignada. — Agora é só fazermos um dos competidores desistir.
O pessoal que estava na pista de dança retornou para as cadeiras depois de umas cinco músicas. Rosa voltou acompanhada de John.
— John, esse é o meu irmão. — John o faz tudo estendeu a mão para Green, mais o loiro não a segurou. — Poderia ser um pouquinho gentil maninho? — Green negou com a cabeça.
— Foi um prazer mesmo assim. — John falou para Green depois deu um beijo na bochecha de Rosa e retornou para os amigos.
Rosa sentou na cadeira nervosa com a reação do irmão.
— Você mal conhece o indivíduo e já vem me apresentar Rosa? — Green a repreende. — E eu não quero que você sai convidando estranhos para dançar!
— Cala à boca! — A loira bebeu o liquido grosso e quentinho que pediu a meia hora atrás.
{...}
Já era quase onze horas da noite, a farra continuava maravilhosa. Rosa acabou indo se sentar na mesa de John para conversar com os amigos dele. Orange e Sulamita conversava sobre música clássica e o quanto a capital apreciava esse estilo. Até mesmo Green e Blue estavam indo bem eles explicavam um ao outro as vantagens de ser uma TI e um médico/Farmacêutico.
O problema só foi quando uma garota de batom bem escuro e longos cabelos negros reconheceu Orange e Blue.
— O que vocês dois fazem aqui? — Ashley perguntou para os dois misteriosos. Ela havia acabado de chegar acompanhada de um monitor ruivo com bastantes sardas no rosto.
— Ela sabe quem são vocês? — Sulamita perguntou nervosa.
— Sim eu os vi sem.... — Ela parou ou lembrar que tinha um monitor em sua cola. Ashley ia pedir para o monitor sair, mas então três pessoas completamente estranhas entraram pela porta. O pessoal da mesa demorou um pouco para perceber quem eram eles.
Jay estava mais sério e com um olhar mais frio e calculista. Diego Estava com o rosto magro e ao redor dos olhos estava uma marca preta, o mesmo tinha que usar luvas na mão por via das dúvidas. Cristal estava usando óculos muito escuro e sua pele estava mais pálida.
Jay caminhou até os competidores dos jogos que estavam no local. Ele entregou dois saquinhos pretos para cada competidor. Os cliente nem perceberam a ação afinal era algo comum. Mas os univens, os AJJ e a querida Ashley sabiam que não era algo bom. Por fim Jay chegou até ela.
— O que você está fazendo? — Ela perguntou para o monitor, os outros da mesa chegaram mais perto para ouvir.
— Não posso dizer, os saquinhos são para você, ele entregou. — Quando Ashley pegou os dois saquinhos viu que havia um papelzinho escrito a mão envolvido junto. — Porque se escreveu?
— É bom que a filha do prefeito faça parte dos jogos isso mostra que tenho interesse pelos evento do Reino. Foi isso que o meu pai me disse.
Jay concordou rapidamente depois abraçou.
{...}
Diego ficou mais para o canto, ele não queria ter que falar com a namorada, estava com medo da reação ela. Porém Angélica não aceitou a escolha dele então foi decidida em sua direção.
— Porque não me falou que tinha uma interesse em estudar em outro local? — Ela brigou. — Eu merecia pelo menos um adeus.
— Eu não consigo me despedir, e o que estou apreendendo faz com que não possamos ficar juntos pois não posso ter uma distração.
Angélica olhou nos olhos dele e depois o beijou, foi rápido, mas o suficiente para o ligar completamente.
— Considere isso um deus!
{...}
Cristal ia falar com Green o seu amigo, a pessoa que a acolheu quando estava sem rumo perdida da mãe e sem um lar. Ela caminhava entre as pessoas que dançavam e conversavam pelos corredores da lanchonete quando de repente se distraiu e acabou topando com Marina a garçonete.
— Me desculpe foi. — Os olhos de Cristal se arregalaram e ela entrou em estado de choque. — Você está aqui!
Marina a puxou pelas pessoas depois entraram no estoque do Super Lanche. Cristal estava assustada. Marina a abraçou e beijou a face da garotinha. O coração da garota saltava no peito, só podia ser uma miragem pensava ela.
— Não chore. Você não pode perder o controle. — Marina falou convicta. — Apenas ousa. Não há um dia em que eu não vejo o que está passando.
— Então você sabia pelo que eu estou passando e não me ajudou mãe! — Ela retirou os óculos, a íris de seu olho estava vermelha. — Você não sabe o quanto eu implorei pra Deus para te trazer par mim quanto você não fez a mínima questão de me ajudar, de aparecer.
— Você tem poderes e precisa aprender a controla-los, o governo é o único que pode te ajudar. Eu estou em uma missão Cristal preciso localizar o anel elementar!
— Eu sou sua filha! — A garotinha de doze anos gritou.
— Eu sei, e também sei que é forte, na hora certa você estará trabalhando comigo para liquidar com o governo!
Cristal negou com a cabeça, depois voltou para os três poderosos e juntos retornaram para a nave.
Tudo que Cristal consegue pensar era na falta em que a mãe havia feito todos esses anos e o quanto foi doloroso saber que a própria mãe não se importava em estar junto com a filha.
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