Poder: Os Jovens são guerreiros por instinto!
13 Cap. 11 Mais uma noite no sofá
Notas iniciais

Dormitório masculino
— Sai desse banheiro, garoto enrolado! — Miguel esmurrava a porta do banheiro com uma toalha azul no ombro, fazia aproximadamente uma hora em que Diego havia entrado no cômodo. — Eu vou hoje mesmo pedir o diretor franco pra te transferir de quarto! — Miguel ameaça. Diego continua penteando o cabelo e passando gel com todo cuidado para que nenhum fio fique fora do lugar.
Miguel estava apenas com uma regata que deixava as tatuagens no braço a mostra, o olhar castanho era temido por muitos alunos, porém Diego era parte da minoria que via Miguel como um inseto que se pisa.
— Cara! Eu estou te avisando. — Miguel falou pela última vez antes de se jogar contra a porta no mesmo instante em que Diego havia tocado na maçaneta para abrir.
Uma corrente fraca de energia saiu do corpo do garoto e eletrizou a porta causando um leve choque no Miguel que era o ultimo da corrente!
— Puta merda, seu desgraçado. — Ele falou assustado massageando a mão.
— O que foi? — Diego perguntou inocente.
—Não vai me dizer que não sentiu choque nenhum? —Questionou Miguel dando de ombro e entrando no banheiro para banhar.
Diego deitou na cama de cima que era a sua. Todos os quartos masculinos tinham apenas uma escrivaninha, uma beliche, um armários e um computador, sendo assim tudo era dividido.
O som da água caindo no chão dava uma sonolência em Diego que ia se deixando levar pelo som.
—Ei, você não ia sair do colégio? — Miguel gritou ainda debaixo do chuveiro.
—Voltei por causa da Angélica. — Diego responde sem rodeios despertando do sono.
— Ainda bem que fez isso, pois se minha amiga ficar mal por sua culpa eu juro que te quebro a cara! — Miguel gritou ainda mais alto, ele ensaboava o corpo com um sabonete verde que era uma mistura de ervas com essência verde.
— Eu jamais machucaria a loirinha. — Enquanto ele fava ouve uma batida na porta. Diego se levantou com preguiça da cama e se direcionou para a porta de madeira. Ele rodou a chave e destrancou a porta.
Assim que abriu a porta ouviu um gemido da namorada que estava planta do lado de fora.
— O que faz aqui? —Perguntou a ela com curiosidade. Ela mostrou um bloco de panfletos e entrou apressada para dentro. — Não vai me dar um beijo não? — Pediu o garoto.
Ela sorriu e depois encostou os lábios na bochecha dele.
—Droga! —Angélica gritou no segundo depois ao mesmo instante em que Miguel saiu só de cueca do banheiro.
— Meu Deus o que faz no nosso quarto? — Miguel correu para dentro novamente.
— Vim trazer os panfletos. — Angélica responde. Diego caminha apressado até as roupas de Miguel e o entrega uma calça jeans e uma blusa amarela.
Depois de minutos o garoto com as tatuagens no rosto sai já bem composto.
— sabem rapazes, eu acho que você tem que solicitar o eletricista do colégio aqui no quarto de vocês. — Diego arregala os olhos assustado com medo de ter feito alguma bobeira. —Eu apenas trisquei na porta e tomei choque.
— sabe que aconteceu a mesma coisa comigo hoje. — Miguel disse pensativo.
— E quando eu beijei o Diego eu levei outro choque. — Ela comenta. — Acho que tem algo perdendo energia no quarto. Deve ser algum fio, ai como é em pequena quantidade só levamos pequenos choque.
Eles ignoraram depois de um tempo o acontecido e focaram nos panfletos.
—Como você pegou eles? — Miguel pergunta, com medo dela ter se metido em encrenca.
— Os amigos do Jonh trouxeram para nós. —Assim que ela completa a fala alguém bate na porta.
Miguel grita pra entra, um garoto com uma mochilas nas costa entra com a respiração arfa.
— O que houve jonh? — Miguel pergunta.
Jonh usava uma bermuda e camisa de manga longa, a mochila preta que segurava estava cheia de remédios e leites a vapores.
—Eu tive que fulgir do colégio pra ir encomendar as bebidas. —Ele explica. —Ai depois eu comprei as encomenda dos alunos e trouxe leites a vapores do super lanche para nós.
Miguel ia pronunciar algo quando Penélope entra no quarto feliz por ter encontrado a amiga.
—Ótimo, todos decidiram invadir meu quarto hoje! — Diego comenta rabugento.
— Relaxa amorzinho. —Angélica pede, mas ele apenas revira os olhos.
O grupo pega os leites a vapores com exceção de Diego que permaneceu deitado ignorando todo mundo.
—Sabe estrupício, se você quer tanto ficar com a Angélica tem que aprender a conviver conosco! — Penélope esbraveja irritada com a chatice do Diego.
— Como se vocês quisesse ser meus amigos! — Diego retrucou sem paciência.
Angélica subiu na escada da cama e sentou do lado do namorado.
—Eu ficaria agradecida se você pelo menos tentasse ser amigo dos meus amigos! —Ela diz acariciando as mãos dele. — Afinal, eu não questiono suas coisas que nunca sei o que é, mas acho que está na hora de tentar me agradar também.
— E o que eu tenho que fazer pra entrar no grupo? — Ele pergunta rendido, porem revoltado só de pensar na possibilidade de ser amigo do Miguel.
— Se quer entrar pro grupo vai ter que jogar o mesmo jogo que nós. —Miguel diz para Diego sério.
— E dou minha palavra que farei apenas o que pedirem. —Diego diz olhando para a namorada que resplandecia de felicidade por finalmente o amor de sua vida estar interagindo com os seus amigos.
Melissa e Franco
A jornalista entra no escritório do marido trajada com um elegante terno preto e sandálias brancas de salto agulha. O gatinho preto estava envolvido nos braços formando uma bolinha de pelo.
— O que faz aqui Melissa? —Franco olha nervoso para ela. —Sabe que aqui não é lugar para você.
—Até semana passada era. —Disse a esposa colocando o gato no chão e se aproximando do marido.
— Muita coisa muda em uma semana. — franco responde sem olhá-la.
— Já faz três dias. Foi apenas uma entrevista, não sei qual é o problemas de eu estar interessada nos univens!
— Eles não são gente boa meu amor! — è tudo que o homem responde.
— E porque não?
— Por nada.
Melissa vira à costa nervosa, ela pega o gatinho novamente e caminha até a porta.
— Depois você não recebe o que quer a noite e me culpa. —Ela vira para ele. — Se me contasse o motivo de não poder me envolver com eles talvez você recebesse sua recompensa antes de dormir. — Ela faz aspas com os dedos e se retira o deixando sozinho no escritório.
Franco pensa o quanto lhe afetaria mais uma noite no sofá, o pensamento causa até dor de cabeça, mas era por um bom motivo. Melissa não pode se envolver com os univens, pois é muito perigoso pensou ele.
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