Pode Tentar Entender?

14 Capítulo 14 - Susanna


Notas iniciais
reta final, finalmente uhaauhuha nem sei se fico feliz ou triste, pq eu me apaixonei pela fic, vai ser triste me despedir dela e de vocês que tão acompanhando =( enfim, capitulo novinho agora lol tema do capitulo: http://migre.me/JB7s

Parei de voar algumas vezes, mas somente para me alimentar. Perdi as contar de quantas pessoas eu cheguei a matar, tentando aprender a me controlar.

-Ah, Damon. Olha o que você me faz fazer. — disse para mim mesma, enquanto me preparava para virar um gavião novamente.

É, eu era um gavião. Um símbolo da força feminina. Um símbolo do Sol, assim como o falcão.

Stefan. Não fazia idéia de onde ele estava. E tinha medo de descobrir.

Havia chegado na Itália em cinco dias. Estava em Siena, uma cidade ao lado de Florença. Não podia chegar em Florença assim como estava. Precisava me disfarçar, afinal, não sabia se Katherine estava ou não sozinha.

Cheguei a uma boutique não muito famosa, afinal, queria me desfarçar, não chamar atenção.

-Buongiorno signorina, posso aiutare? - só havia um senhor no estabelecimento. Aparentemente o dono. Ele falava em italiano.

-Consegue falar em ingles?

-Claro. A maioria das pessoas que vem aqui são turistas. Posso ajudá-la?

-Com certeza. Preciso de algumas roupas. Ah, e de uma peruca também.- olhava fixamente nos olhos do vendedor. Ele parecia ser uma boa pessoa.

Particularmente não gostava de fazer aquilo com as pessoas, mas precisava encontrar Damon. E faria qualquer coisa para isso.

-Ok. Pode pegar.

Escolhi um vestido meio antiquado, um chapéu e uma peruca morena, que chegava até o meio das costas, com cabelos ondulados. Também peguei um perfume, afinal, precisava disfarçar o meu cheiro também.

-Agora você vai se sentar na cadeira. Daqui a cinco minutos vai se levantar, e não vai falar sobre mim a ninguém. — pensei um pouco melhor — Alias, não vai se lembrar de mim.

O pobre homem obedeceu. Seus olhos estavam vidrados.

Passei aquela noite em Siena, me alimentando o máximo possível. Precisava estar forte.

Não demorei a chegar em Florença. E muito menos encontrar a tal casa. Era uma das maiores e mais bonitas da cidade.

Com o ar mais simples que eu consegui fazer, pedi a empregada que atendeu a porta que me deixasse entrar. Pela sua expressão vazia já podia perceber que ela estava sendo controlada.

Eram seis horas da tarde e estava escuro. A mulher me deixou entrar, fazendo uma careta de terror. Aparentemente ela já sabia o que me esperava.

-Meus amos estão a sua espera.

-Obrigada. — disse disfarçando a voz também. Esperava que ainda não me descobrissem.

Nada em mim era real. Tentava ser o mais humana possível. E o menos Elena que eu conseguisse.

-Moça! — chamou a mulher que me abrira a porta.

-Sim? — perguntei um tanto nervosa. A voz dela era urgente.

-Não pode ficar de chapéu dentro de casa. Não é nada educado.

-A sim. — respirei um pouco aliviada. Mas isso estragava o único meio impedir que Katherine visse meus olhos.

Talvez não tivesse sido uma idéia tão inteligente assim.

-Ora, olá senhorita. — cumprimentou Katherine, com uma voz assustadoramente cordial.

-Boa noite. Desculpe-me pela intromissão, mas vim para Florença para fugir da minha familia que proibia meu namoro com um garoto de classe inferior e acabei me perdendo dele. E não queria passar a noite na rua. Ninguém sabe o que se pode encontrar. — tentava ao máximo parecer uma donzela em perigo, mas o que eu realmente queria fazer era pular no pescoço de Katherine e matá-la.

-Uhn, tem razão. A noite pode ser muito perigosa para uma dama. — o sorriso de Katherine era sugestivo.

Meu deus, o que vai acontecer comigo?

-Katherine? — senti meu coração parar por um instante. Era a voz dele. E em poucos segundos ele em carne e osso.

Aparentemente acabara de sair do banho, pois estava só com uma calça, enquanto secava o cabelo com uma toalha.

-Oh, temos visitas. Perdão por aparecer assim. Não tinha como saber que havia mais alguém aqui. — ah, como eu amava aquele sorriso irônico dele.

É claro que ele sabia.

Katherine sorriu com a minha reação. Estava em choque ainda.

-Este é Damon. Como você disse que se chamava mesmo?

-Ah, não disse. Sou Susanna, prazer.

-Prazer. — sorriu Damon. Eu evitava olhá-los nos olhos.

Eles tentavam me seduzir? Acho que sim. Afinal, essa era uma das maiores armas dos vampiros.

-Prazer. — disse Katherine, olhando rapidamente para Damon. Um humano não teria percebido aquele olhar.

Mais rápido ainda foi a velocidade em que ela se aproximou de mim. Antes que eu pudesse perceber, ela estava a apenas um centímetro de mim.

-Sabe o que é irônico? Você veio até aqui para escapar dos perigos da noite. Justo aqui, onde ele vive. — ela sorria. — Por sorte você não faz exatamente o meu tipo, então vou te deixar para Damon.

Damon fez uma careta por trás dela. Quando ela se virou, sorrindo para ele, ele sorriu de volta. Não parecia ser um sorriso real.

-Venha, Damon.

Damon também foi rápido. Katherine saiu da frente, para que ele pudesse tomar seu lugar.

Damon levantou meu pescoço delicadamente. Ainda não iria morder. Só passeava por ali com os lábios. E depois alguns chupões leves. Aquilo sim era excitante. Fora o fato de Katherine ainda estar ali, observando tudo e sorrindo. Agora era a sua língua que degustava a minha pele. Se ele iria me morder, aquela era a hora. Mas ele parecia um pouco desconfortável. Katherine por sua vez parecia adorar os meus gemidos.

O telefone tocou.

-Eu atendo. — a voz infantil de Katherine era irritante.

Não conseguia ouvir quem era do outro lado da linha, ou sobre o que falava, pois Damon continuava a brincar com o meu pescoço, mas Katherine parecia exaltada quando voltou a sala.

-Ainda não terminou isso Damon? Droga, vou ter que sair. Mas eu já volto. E para de brincar logo com essa humana!

Damon pareceu não dar ouvidos a ela.

Alguns segundos depois, estávamos sozinhos na casa — com exceção a empregada humana.

Então ele me soltou.

-Desculpe. — ele disse.

-O que foi? — perguntei calmamente.

Damon segurou o meu rosto, me forçando a olhar fixo em seus olhos. Por um momento achei que ele fosse me reconhecer, mas logo ele voltou ao normal.

-Você vai embora e não vai se lembrar do que aconteceu.

-Você não mata mais, Damon? — agora não disfarçava mais a minha voz.

Ele me fitou incrédulo.

-E... Elena?

eu sorri para ele, enquanto tirava a minha peruca e soltava os cabelos naturais.

-Oi.

Notas finais
aaah gente e ai?
uhahuauhahu preciso fazer uma perguntinha pra vcs.
O que vocês acham de uma segunda temporada? Porque ainda tem um "assunto" inacabado nessa história... Então?
bjinhos