Plus Ultra
12 Capítulo 12 - Aquela notícia...
Notas iniciais
Gajeel dirigia pelas ruas de Magnólia desnorteado, estava tentando ignorar mas o fato da garota ter dinheiro mechia com a sua ambição, afinal ele já havia roubado, cometido assaltos e vários outros crimes como sequestro e até havia sido preso por transar em cima de uma viatura da polícia com uma ex qualquer. Não podia negar que ser um ex-traficante e por ventura chefe do bando tirava-lhe o posto de bom moço que queria que sua amada achasse que ele fosse, depois do segundo ou terceiro sinal vermelho que ele havia passado o homem sentiu as pequenas mãos tocarem seus enormes dedos que se encontravam no volante de couro preto, ele se assustou um pouco ao ouvir a pequena chamar-lhe:
– Gajeel-kun..? — Ela o encarou com aqueles olhos cor de mel brilhantes fixados nele — Tá tudo bem ? — Ele suspirou e como sempre bufou:
Gajeel Povs On
– Claro que estou coisa anã. — Menti e pus-me a rir ignorando os pensamentos ruins que me assombravam afinal, era apenas eu e Levy.
– Nyahhh... — Ok, Eu, Levy e Lily que insistia em morder o fio solto da minha calça ò.ó " Gato do capeta" — Murmurei pra ele ele assim que finalmente parei num sinal vermelho, porém repensei e até pedi desculpas — Mentalmente — pro gato. Jamais ficaria com raiva daquela bolinha preta e verde de pelos... " Perai ?! Verde ?! "
– Ahhh caralho Levy !! — Reclamei e ela me encarou curiosa.
– Que que eu fiiiiiz ? — Ela "miou" me encarando novamente, com cara de inocente, hunf. De inocente só a cara mesmo.
– Tu e esse gato sujando a porcaria do banco limpinho ! — Bufei e voltei a dirigir, deu tempo de eu vê-la inflando as buchechas e bater os pés no chão revoltada, retrucando:
– Que chato... Depois eu limpo, ou mando uma empregada limpar... "Parece até meu irmão" — Quando ela disse isso me lembrei de alguma coisa, a mesma voz, a mesma fala seguida por um som de uma batida, cantei pneu por alguns metros e ela agarrou Lily de olhos arregalados.
– T-tudo bem ?! O que houve...?! — Parei o carro num acostamento e a abracei, sentia necessidade de sentir que ela estava bem, nem eu mesmo entendi o por que, eu simplesmente precisava.
– Calma... Eu tô aqui... Shiu... — Eu beijei a testa dela e retomei o volante guiando sem mais problemas até a casa — Mansão — dela.
– Uuhhh !!! Finalmente chegamos !!! — Sai, abri a porta pra ela e ela desceu se espreguiçando enquanto eu fui guardar o carro — E limpar a sujeira — na garagem.
– Vou lá pra dentro fazer alguma coisa pra comer !!! — A encarei, ela limpava a roupa suja de verde-kiwi.
– Fazer ?! Mas e as empregadas ? — Eu amava Levy mas... Jellal havia dito que ela era folgada e ODIAVA fazer limpeza, então estranhei ela mesma cozinhar.
– Isso ai !!! Eu mesma !!! — Ela sorriu largando Lily que começava a fuçar em algumas flores do jardim — Eu faço e — Apontou pra mim sorrindo — VOCÊ limpa !
– P-Perai ?! POR QUE EU ?! — Berrei apontando pra ela que imediatamente sorriu.
– Por que eu quero. ^^ — Dito isso aquele mini-ser humano saiu saltitando, virei-me pra limpar o carro quando ouvi um estrondo, movi a cabeça e a vi espatifada ni o chão com cara de tonta — Euuu.... Toooooouuu beeeiiimmmm..... — Disse meio desnorteada e saiu andando, ou melhor, se arrastando, demorei cerca de uma hora pra limpar e polir o carro como se fosse meu, eu realmente amo carros. Quando voltei ela estava esparramada no sofá com a TV... Perai ?! Aquilo é uma TV ou Um telão ?! Tanto faz, mas ela estava com aquela "COISA" no " Discovery Kids" Bufei e vi que eram cerca de 23:31 quando uma misiquinha começou a tocar na tv e ela acompanhou animada, agarrada a Lily que estava com UM PAR DE ASAS E UM CHIFRE ?!
– QUE PORRA É ESSA NO MEU GATO ?! — Ela atirou uma almofada em mim e me encarou com uma cara que eu nunca imaginei vir da senhorita " Me ensina a transar".
– CALA A BOCA ! NÃO TA VENDO QUE TÁ DANDO A DROGA DO DESENHO ?! — Me assustei e semtei do lado dela, que estava com uma faca suja de vermelho nas mãos, os seios — Mini peitos cof cof. — Estavam iguais, me assustei e gritei.
– O-o que houve ?! Isso é sangue ?! — Ela rapidamente apertou meus lábios um contra o outro com a mão direita e com a esquerda apontou pro forno que cozinhava alguma coisa e para a pia cheia de louças sujas, lambeu os dedos sujos daquela coisa que havia se misturado com a minha saliva... Era doce... E gostoso, ela nem se importou e continuou assistindo, aquilo era chato então fui logo lavar a louça que me esperava na pia, obviamente fui passar o dedo na coisa vermelha da tigela da pia mas imediatamente algo atingiu minhas costas, ela me olhava da sala com uma cara de ódio e com a faca ainda na mão, havia atirado uma colher de pau ( Aquela carinha do facebook que eu não sei fazer ) eu olhei como se perguntasse o por que e ela bufou, voltando a assistir aquilo. Meia hora depois havia dado meia noite então fomos comer o que ela havia feito, era bolo de chocolate com morangos, pegamos a calda e jogamos nele, Levy bebeu leite e eu vodka. Ela cozinhava bem mesmo. Sorri e beijei a testa dela.
– Falta uma semana. — Suspirei e a encarei, ela olhou pra mim com a cara suja de bolo.
– Pra quê ? — Limpei o rosto dela que sorriu .
– Pra eu fazer vinte e um, serei oficialmente maior de idade...
– Já vai poder ser preso... — Ela fez esse comentário e sorriu com cara de boba, dei um peteleco na testa dela.
– Não fala merda ! Seu projeto de gente. — Ela me estapeou e eu ri alto, ela era fraca demais... Ou será que eu sou muito forte ?
– Viado... — Ela susurrou com o olhar mais cínico que já vi, era um desafio e eu não iria perder, a agarrei e tomei-lhe os lábios num beijo lento e doce.
– Quem é o viado mesmo ? — Ela me chutou inflando as bochechas .
– O namorado é meu e se eu quizer eu chamo de Clayton. — Ergui uma sombrancelha e ela franziu o cenho — É.
– Então... Agora eu me chamo Clayton ?
– Hum... Não... Clayton é nome de professor de química... Vai ser Gajeel mesmo.
– Ok, me chamo Gajeel. — Sorri mordendo a orelha dela que gemeu.
– Vamos dormir... — Ela bocejou e eu fiz o mesmo, levantei e larguei os pratos na pia, peguei ela no colo e ela pegou Lily, fomos pro quarto e dormimos, quando acordei ela não estava mais lá.
Gajeel Povs Off
Levy Povs On
– Uma festa surpresa ?! — Lisanna me encarava animada. — Podemos pedir ajuda pro Laxus ! — Laxus havia sido preso por tudo aquilo, e Lisanna o ajudou a se reabilitar, hoje eles estão namorando.
– Sim ! Soube que o Laxus e o Gajeel estão se dando bem, então ele deve conhecer quem o Gajeel convidaria ou não para a festa !
– ISSO !!! O que acha Juvia ? — Ela olhou pra gente e suspirou.
– Juvia acha que Gajeel-kun merece uma festa ! — Ela sorriu — Podemos pedir uma estátua de gelo dele para o Gray-sama !
– Que ideia maravilhosa Juvia !!! — Lisanna deu um gritinho, bateu palmas e continuou — O Gray é ótimo com gelo ! — Juvia a encarou com um olhar assasino.
– Koigataki .... — Lisanna e eu jogamos um travesseiro nela e rimos dela caindo pra trás na cama da albina .
– Não Juvia, estou muuuuito feliz com o Laxus. — Ela abraçou algo qur parecia ser grande demais pra ser dela.
– Que isso ? — Perguntei, Juvia assentiu com a cabeça fazendo a mesma pergunta.
– É, Que isso ? — Lisanna cheirou a coisa felpuda e sorriu.
– É o casaco do Laxus, ele ne emprestou ontem. — Ela o vestiu, cabia nos duas juntas naquilo e sobrava um pouco com certeza.
– Nossa... Ele nunca empresta nada pra ninguém... — Olhei curiosa e surpresa — Ainda mais o casaco.. Que responsabilidade...
– Gray-sama sempre empresta as roupas pra Juvia... — Ela mostrou algumas roupas dele que carregava na bolsa.
– Ele empresta... — Comecei a falar e Lis continuou.
– Ou você pega..? — Juvia fez bico e nos encarou, jogando uma almofada na Lisanna.
– Dá no mesmo !!! — Rimos bastante, passei o resto do dia com as meninas planejando a festa, quando recebi uma ligação dos meus irmãos.
– Alô, Mist ? — Sorri ao atender o celular, afinal, adoro meu irmão.
– Oi Levy, Sou eu, Jellal. — Ele falou meio tenso.
– Jellal... O que houve... ? — Ele suspirou.
– Meus créditos acabaram e o Mystogan me emprestou o celular dele. '-' — Ele disse dum jeito tão natural, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Tá ... O que houve pra me ligar do nada ?
– Indo direto ao assunto : Vamos nos mudar pra Verona daqui a duas semanas.
– COMO É QUE É ?! — Berrei, Lisanna correu até mim de seja la onde ela estava e ficou me encarando. — MUDAR ?! COMO ASSIM ?!
– Você ouviu direito. Vamos pra Verona. Terminará o terceiro ano lá.
– M-mas por que..? — Ele suspirou do outro lado da "linha".
– Coisas da empresa... E recebemos hoje sua carta de admissão na escola " Edolas " .
– E-Edolas... A escola de elite... — Gaguejei — M-mas fazem anos que eu fiz essa prova.
– Eles vieram te analizando desde que fez a prova, como suas notas só melhoraram você foi admitida.
– " Gajeel... " — Pensei e sussurei seu nome afinal foi ele que me ajudou a melhorar em exatas.
– Desculpe Levy mas... Ficará um tempo sem vê-lo. — Abri a boca sem acreditar, Lisanna estava impaciente a essa altura, deixei o celular cair e ela imediatamente pegou, falou com meu irmão e desligou.
– Levy... Eu... — Me abraçou, provavelmente não sabia o que dizer. — Vai dar tudo certo...
A Abracei e chorei, chorei bastante, ja eram cerca de meio dia e meia quando meu celular tocou novamente, eu atendi aos prantos:
– Levy... O que houve...
– Gajeel... Estou indo pra cadsa... Me espere ai por favor...
– Tudo bem filhote de pessoa, te esperarei, sempre. — Voltei a chorar e desliguei, Lisanna e eu pegamos um táxi que me levou para casa, demorei cerca de meia hora pra chegar, Gajeel estava sentado no sofá com Lily no colo e um pedaço do bolo da noite anterior num prato, corri e o abracei, era a hora.
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