Plus Ultra
1 Capítulo 1 - O Começo
Notas iniciais
E Plus Ultra significa "Mais Além" em Latim :*
1- O Começo
Ele estava lá, olhando para o rosto do homem velho e baixo, homem que diferente de muitos pela primeira vez o olhava com respeito, algo que o rapaz não era acostumado a ver, principalmente quando direcionado a ele que era sempre tratado como um estorvo, um delinquente... Na realidade ele mesmo admitia que era, afinal, quem havia efeito "aquilo" em sua opinião não merecia perdão. Não sabia como, muito menos o por quê mas teve.
Aquilo... Nem ele mesmo sabia por que havia acatado as ordens daquele homem e cometido tal atrocidade... Ficou três meses preso mal e porcamente, sendo tratado como um lixo... Pra falar a verdade... Era isso que era... Afinal, destruiu uma escola inteira, estuprou uma garota e espancou seus amigos APENAS por quê havia recebido ordens... Que tipo de ser humano ele era..? Se é que ele era um ser humano... Pois do jeito que estava e pelo que fez parecia mais um... Monstro.
Depois de horas ouvindo a ladainha do velho e um monte de regras de boa convivência, comportamento, valor dos amigos e um papo chato sobre não levar sua RT — 838 para a escola ele foi finalmente liberado, havia passado esses três meses tendo acompanhamento psiquiátrico e ouvindo conselhos da recém admitida estudante de psicologia Mirajane Strauss.
Por onde passava recebia olhares de desaprovação, medo e curiosidade, já sabia muito bem o que teria que aguentar no dia seguinte — seu primeiro dia de aula — Seu primeiro dia de aula seria na escola em que ele havia destruído... Simplesmente não entendia por que o velho Makarov havia se prontificado a ajuda-lo na recuperação e no seu reestabelecimento social. Ele foi pra casa sem entender, caminhava pensando, ou melhor, remoendo-se o motivo daquilo. Nunca ninguém — fora seu pai , que morreu a alguns anos num acidente de avião- havia confiado tanto na capacidade dele. Fazia anos que não recebia nenhum tipo de afeto fora os inúmeros elogios que recebia quando cometia algum ato reprovável pelo diretor de sua antiga escola Phantom Lord, que hoje eram apenas ruínas de uma grande construção abandonada e esquecida, não por ele afinal morava em um dos quartos para a antiga elite do colégio, mesmo todos tendo ido embora ele permaneceu lá, porém o lugar já estava imundo; não era pra menos: haviam restos de comida enlatada e pré-pronta, latas de refrigerantes/cerveja, fora inúmeras garrafas de vodka e os restos das drogas que ele havia consumido: entre elas várias pastilhas de extazy, alguns restos de maconha, fora a cocaína, essa que ele fazia questão de manter sempre prontificada para seu uso imediato, o que ele faria imediatamente, e assim fez, retirou a droga da capsula e a jogou numa espécie de criado-mudo do lado de sua cama e abaixou-se até ficar na altura do móvel, tampou com os dedos uma das narinas para cheirar o pó branco, sugando todo o conteúdo de uma vez, por um breve momento se sentiu eufórico e até excitado, porém logo depois se sentiu tenso e com uma avidez incontrolável pelo uso da droga. Precisava de mais e assim fez, uma, duas, na terceira capsula ele já não aguentava mais, arrumou o celular com dificuldade por causa da tremulação das mãos e o colocou para despertar e foi dormir. A droga havia feito o seu sono desaparecer, então ficou rolando na cama até o efeito dela passar, o que para a sua infelicidade demorou bastante, mas então as quatro e dez da manhã ele conseguiu pegar no sono, um sono conturbado e desesperador.
Em outra parte da cidade uma jovem pequena de cabelos azuis se preparava para dormir, havia passado a tarde toda, fora a noite e boa parte da madrugada estudando para a prova de física que iria ter no dia seguinte. Sempre foi uma aluna exemplar em literatura e ciências humanas, já a área de exatas a assustava e muito, simplesmente não conseguia compreender o por que tinha que estudar aquilo que, segundo ela “Nunca será útil pra nossas vidas”, fora o fato dela se confundir (e muito) com todos aqueles números malucos e fórmula mirabolantes e estranhas que o professor Gildarts insistia em passar nas provas e exercícios pra nota. Aquilo era realmente desanimador, mas havia prometido a si mesma que iria se esforçar para orgulha e não preocupar seu irmão Jellal Fernandes, afinal ele deu duro para cuidar dela desde os doze anos de idade, idade que ele tinha quando os pais deles morreram num acidente de carro. Jellal era um homem muito ocupado mas sempre arranjava um tempo para ficar com sua amada irmãzinha, isso quando não estava com sua namorada Erza, Uma ruiva de personalidade forte e possessiva, corpo escultural porém temperamento másculo demais, como estudava na mesma escola de Levy ela fazia questão de relatar TUDO o que a menor fazia ao irmão, até chegava ameaçar se discordasse dela, coo certa vez que foi obrigada a dar para a ruiva um livro erótico que havia ganhado sob a ameaça de apanhar, e apanhou: Quando contou a sua melhor amiga Lucy sobre como havia perdido para a ruiva esse e vários outros livros que ganhará da loira, e por azar quando seu irmão viu sua marca roxa e o nariz machucado a ruiva que estava grudada nele como sempre se intrometeu e disse que Levy havia caído na escola. Levy definitivamente não gostava da ruiva como antes, no tempo que ela era sua babá, o tempo na escola Torre do paraíso havia feito a ruiva mudar e muito.
De repente um pavor terrível tomou conta da mente da azulada quando ela se lembrou que o homem que havia a machucado estaria oficialmente a partir daquele dia em sua escola, tremeu, as simplesmente decidiu não se abater e tomar um banho para depois finalmente ir dormir, seguiu em passos lentos pro banheiro que era em sua maioria um grande misto de branco e laranja com um box de vidro, um vaso branco de tampa laranja, definitivamente adorava essa cor e então suspirou olhando tudo aquilo e levou as mãos pequenas até um potinho de cerâmica branca com as bordas laranja, assim como bolinhas que o adornava e lá pegou sua escova de dentes, colocou uma boa quantidade de pasta de dente sabor uva e a ligou a torneira e molhou a escova debaixo dela, que por causa do grande volume de água e levou a pasta roxa ralo a baixo.
-"Droga"- Pensou ela, voltando a fazer o mesmo ritual de sempre porém foi cautelosa dessa vez e ligou a torneira bem pouco, assim o volume seria mais fraco, depois da escova devidamente molhada ela fez sua higiene bucal e ir dormir... Sabia que seria uma noite longa, por isso deitou-se e cobriu-se com um cobertor felpudo — também laranja- e enrolou-se num casulo, dormindo logo em seguida.
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