Plus Que Ma Propre Vie.
12 Capítulo 12
Fomos direto para o chalé depois da escola, ao invés de passarmos na casa principal, e Renesmee decidiu que queria estudar a matéria dos três dias seguintes logo.
- Eu posso aprender rápido – ela sorriu – mas só se houver matéria pra eu aprender, né?
Dito isso, Edward ligou para Alice para descobrir o planejamento de todos os professores, e mostrou todos os assuntos que seriam estudados para a nossa filha. Eu fiquei só olhando enquanto ele pacientemente explicava cada uma das matérias. Eu sabia o quão sortuda era por ter pessoas tão maravilhosas ao meu lado, mas eu ainda conseguia me surpreender de vez em quando. Quando eles terminaram de estudar, Renesmee pediu que Edward tocasse piano para ela, com a intenção de ela aprender mais músicas.
- Como se você já não tocasse perfeitamente. – Eu revirei os olhos. – Vou para a cozinha preparar alguma coisa pra você.
- Você não quer aprender a tocar também, mãe?
Desde que eu me transformara em vampira, Renesmee insistia para que eu aprendesse a tocar algum instrumento. O que ela não entendia, no entanto, é que mesmo que eu tenha me tornado mais habilidosa e menos desastrada, a minha coordenação motora continuava não sendo das melhores.
- Não, querida. – Eu sorri, me levantando do sofá. – Eu posso só escutar mesmo.
A tarde e a noite passaram rapidamente, com o meu marido e a minha filha tocando lindamente, e eu ao lado, apreciando. Em certo ponto da noite, Renesmee se levantou.
- Tenho que ter forças para amanhã, certo? – Ela deu um beijo na bochecha de Edward e depois veio até mim, me abraçando. – Vou pegar um puma maior do que o seu.
- Duvido. – Eu ri, abraçando-a e beijando o seu cabelo.
- Veremos. – Ela bocejou e foi até o quarto, tropeçando nos próprios pés.
- Ela só parece minha filha quando está com sono. – Eu ri, caminhando até onde Edward estava e sentando em seu colo.
- Discordo. – Ele beijou os meus lábios levemente – Ela é tão linda quanto você.
- Nós podemos discutir de quem ela puxou a beleza estonteante. – Eu o beijei de novo. – Ou podemos fazer algo melhor.
Não precisei falar duas vezes. Em alguns segundos eu já estava deitada na cama, e algo me dizia que Alice não aprovaria o estado das minhas roupas.
-//-
Algum tempo depois – eu não fazia ideia de quanto – o telefone celular de Edward tocou. Ele me largou suavemente, e fez um sinal com a cabeça para que eu atendesse.
- Está mais perto de você. – Ele sorriu.
Com muita preguiça e nem um pouco de vontade, estiquei o braço até o criado-mudo e peguei o aparelho. Alice.
- Me pergunto o que aconteceu com o timing dela. Já foi bem melhor. – Eu resmunguei, apertando o botão para atender a chamada. – Fala, Alice.
- Se eu fosse você, parava de ficar reclamando de mim e me agradecia. Você e o Edward estavam extremamente distraídos, e a Renesmee ia acabar presenciando essa cena. Eu sei porque, de repente, tive flashes do quarto de vocês. Acredite, eu também não queria ter visto. Mas tinha um borrão na porta. Só podia ser ela. E vocês faziam uma cara muito engraçada. Então de nada, irmãzinha. Ela vai acordar em alguns segundos. Aproveita e levanta para colocar roupas decentes. Aquelas antigas estão um lixo.
- Você tem fôlego pra falar tanta coisa a essa hora da manhã?
- Querida, eu não durmo, lembra?
- Ironia, Alice. Alice, ironia.
- Da próxima vez eu deixo ela entrar e ver então. – Eu quase podia enxergar a pequena fadinha dando de ombros.
- Muito obrigada por ligar, Alice. Estaremos na casa em alguns minutos.
Desliguei o telefone e beijei os lábios de Edward levemente, me preparando para levantar da cama.
- Devemos uma a ela. – Ele levantou antes de mim, já procurando algumas roupas de caça.
- Eu já perdi a conta de quantas nós devemos a ela. – Eu ri, colocando um jeans surrado e uma blusa de mangas. – Tenho certeza que ela vai adorar outro Porsche. Joga essa xuxinha pra mim, por favor?
Peguei o elástico de cabelo, fazendo um rabo-de-cavalo, e Renesmee entrou no quarto, com cara sonolenta.
- Já estão prontos? – Ela esfregou os olhos. – Blerg, vampiros. Como eu queria não ter sono!
- Dormir é maravilhoso, querida. – Eu sorri, caminhando até a porta, onde ela estava, e dei um beijo em sua bochecha. – Bom dia. Estou indo fazer o seu café da manhã, o que você vai querer?
- Omelete. – Ela sorriu.
- Claro. – Edward revirou os olhos e andou lentamente até ela. – Vamos lá, mocinha, pegar as roupas de caça.
Fui até a cozinha, escutando os passos e a conversa dos dois. Chamar de conversa era um exagero. Edward falava alguma coisa, Renesmee murmurava uma resposta e eu ria. Alguns minutos depois, Renesmee já havia acabado de comer, e Edward estava lavando a louça.
- Eu ainda acho que vou pegar um puma maior que o seu. – Renesmee jogou fora o guardanapo que havia usado.
- Claro, claro. – Eu revirei os olhos.
- Hey, essa expressão é minha. – Eu ouvi Jacob dizer, entrando no chalé. – Toc toc.
- Jakey! – Renesmee correu até ele, que a pegou nos braços e girou no ar.
- Sabe, Bells – ele sorriu – vocês não deveriam deixar a porta aberta.
- Você quer mesmo ter essa discussão de novo? – Eu ri.
- Não, não, nada de discutir.
- Discutir? – Emmett entrou no chalé, nem um pouco discreto. – Acho divertido. Mas depois. Agora vamos logo para as montanhas.
- Minha casa virou um ponto de encontro? – Edward riu.
- Vocês demoraram muito. – Jasper explicou. – Então o Emmett fez todos nós virmos. Estão todos lá fora.
- Estamos prontos. – Eu sorri, me levantando da cadeira. – Para pegar alguns bichos bem grandes.
- Agora você está falando a minha língua. – Emmett pulou de excitação.
E então todos nós saímos, deixando para trás por três dias as confusões e os problemas. Ou, pelo menos, era o que pensávamos.
Fale com o autor