Plus Boy
2 Cogumelos...
Notas iniciais
Era um dia qualquer em que a maioria dos internos estava aproveitando o sol daquele dia em Winchester. Nate, além de antissocial, é albino. Sua pele sensível o impede de sair do prédio em dias assim.
Tentou estudar. Focou-se nas raízes, caule, folhas... Oh, as flores... Por quê plantas também se reproduzem? Hum, androceu é o pênis, gineceu a vagina... Grandes descobertas para o garoto, que recentemente fizera 13 anos de idade.
"Por que esse assunto tem que ser tão complicado?" Pensara o pequeno. Não se referia, obviamente, ao ciclo de vida da planta, à fotossíntese, ou a qualquer palavra bizarra que encontrasse em seu livro. Seu foco era: androceu e gineceu.
Suspirou, dando-se por vencido. Por que aquilo estava acontecendo? Temia sair do seu refúgio e encontrar o que não queria (ou seja, pernas nuas), mas não tinha escolha. Até mesmo Nate River sente tédio.
Viu-se perdido perambulando pelos corredores sem um destino, não se importando de sujar as meias brancas que usava. Queria paz, antes de tudo. Mas não queria quarto. Foi até a biblioteca. Um único ser vivo estava ali. Reino: Animalia; Filo: Cordados; Classe: Mamíferos; Ordem...
Não, não podia. Isso já era exagero. Havia um garoto no local. Recebeu um olhar amedrontador dele. Não se abalou; era de costume.
O loiro sentava-se desajeitado em uma poltrona de couro marrom lendo um livro grosso e mofado. Estava usando óculos de armação preta, item que Near nunca o vira utilizando.
Em silêncio, o albino não teve escolha. Entrou no cômodo e se dirigiu para a área de Filosofia, ficando fora da visão do outro.
Tentou buscar em Aristóteles uma resposta para sua vida: "Não existe um grande gênio sem uma pitada de loucura."
Uhum... E que grande loucura... Cogumelos... Como poderia se entreter tanto?
Agora já era questão de honra. Voltaria ao quarto e só sairia de lá quando decorasse a tabela periódica.
Ou às sete; hora da janta.
Voltando a área de leitura, o mesmo loiro continuava na mesma posição. De frente para ele, encarou seu livro, tentando ver o título. Com seus conhecimentos na língua alemã pôde ler claramente "Métodos de Tortura da Era Medieval".
Percebendo os olhos negros sob si, Mihael lançou um olhar questionador para o albino, que saindo do pequeno transe, percebeu. Ficou sem jeito e decidiu se explicar.
– E-então seu alemão é fluente? -
– Você não tá bem, Near. — Simples e direto, bem no estilo de Mello.
– Como? — O outro pareceu desistir da ideia de voltar ao quarto e sentou-se em um sofá grande, perto do loiro. Afinal, gostava de conversar civilizadamente com o garoto e isso era muito raro.
– Você está estranho. Pensativo e desatento; até o Matt já percebeu. Vou te passar se continuar assim. — Manteve seu tom normal enquanto proferia palavras de pura ironia.
– Com tortura medieval? Duvido muito. — E era assim a vida dos dois: um dando patada no outro. Sem medo de falar, sem medo de ouvir.
– Pensa que eu não vi você encarando as pernas da professora de História? — Ops... Concordam que pegou pesado?
Near bufou parecendo não se importar; mas havia nervosismo demonstrado de sua parte. E a maldita pele semitransparente ficara rosa
A expressão de Mello mudou para maliciosa. Near encarava a parede oposta, sem ver o mais velho, e seu coração falhou uma batida ao ouvir o livro sendo fechado e o som de couro que a poltrona fez quando o garoto levantou-se. Percebeu que ele vinha em sua direção quando ouviu passos lentos. Por alguma razão, Nate ficou nervoso.
E... Oh, não, aquilo estava acontecendo de novo!
Juntou mais as pernas tentando esconder. Seus movimentos não passaram despercebidos por Mello.
Ele havia pesquisado, sim. O órgão genital masculino fica duro quando o homem está pronto para ter filhos. Ou seja, a forma de parar era fazendo um filho, não? E não é como se a aproximação de Mello estivesse dando-lhe essa vontade; ele só estava nervoso.
Pelo menos era no que queria acreditar.
– Near, eu acho que você tá me escondendo alguma coisa... — Falou tirando os óculos e deixando-o sobre o livro. Nate nada respondeu. Somente se encolheu mais um pouco. Seu antebraço em seu ventre fazia uma leve pressão em seu falo que o fazia ansiar por mais. Sentia que aquilo era errado, por isso evitava tocar-se e se culpava quando acontecia.
– Near... Olhe pra mim... — Melodiou o mais velho, em que dirigia a mão para a do pequeno, retirando-a dali com um pouco de força. O outro se assustou e Mello literalmente encarou a intimidade do menor. Sua voz tremida o trouxe à realidade.
– M-Mello? -
– Caramba, Near... Se ficas assim por aquela professora não quero nem imaginar o que faria quando visse-
– Mello! — Cortou o mais novo, extremamente envergonhado e com um tom choroso. Aquele não era o Near que conhecia.
– Near... — Quase num sussurro, Mello quis testar uma coisa. Ajoelhou-se na frente no albino e deslizou sua mão para o membro do pequeno, sentindo o próprio enrijecer. Near não fez nada além de se envergonhar mais.
– P-pare! -
– Near, você não mudou... — Tirou a mão e desviou-lhe o olhar.
– H-hã? — Foi o que conseguiu dizer.
– É sério então? Você curte boys? — Rindo, perguntou já sabendo da resposta. Ou melhor, da falta dela.
– M-m-me... Me diz como faz pra parar! — Ah, era como se tivesse desengasgado. Corou ainda mais, esperando uma ajuda do destino: que Mello não mudasse de humor.
Mihael só conseguia ficar surpreso diante da expressão do albino. As raras vezes que demonstrava alguma reação ou emoção não chegavam a ser tão intensas como essa. Outra vez, a voz constrangida do pequeno o fez voltar à realidade.
– O... O que é isso, Mello? -
– Near, calma... É normal. — Disse levantando-se. — Você só quer transar, é isso. — E terminou rindo da própria explicação tosca.
Mello não sabia se ria ou assustava-se. Pra ele, seria impossível para alguém como Near ficar assim.
– Interessante... -
– Pra falar a verdade, Near, nunca pensei que te veria nessa situação. Sabe, às vezes eu esqueço que você também é humano. — Mihael dizia como se nunca tivesse fantasiado nada com o rival...
– Mas eu sou muito novo pra ser pai! — Ignorando o que o outro dizia, o menino vem com uma dessas! Dai-lhe santa paciência. Near podia ser o mais gênio da Wammy's, mas conseguia ser extremamente ingênuo em certos assuntos.
– Vou ignorar isso, Near. — E estendeu a mão para o albino, agindo de modo incrivelmente gentil, comparado com o comum.
– Que foi? -
– Não quer saber como parar? Eu te mostro. Não podemos fazer isso aqui. -
– E-eu não vou sair assim! -
– Vem cavalinho. — E virou-se de costas para o outro subir. Assim o fez. Com certeza seria bem mais estranho ver Mello carregando Near, mas enfim. O loiro se preocupava com outra coisa. Nesse momento o membro do garoto pressionava suas costas, o deixando cada vez mais excitado.
Near não podia sair de pau duro por aí mas ele podia? O mundo é realmente injusto.
Não encontraram ninguém diretamente. O quarto de Nate não era muito longe dali e foi pra lá que Mello o levou.
– Sua chave? — Pediu Mello. Near desceu do "cavalinho" e abriu a porta; entrou seguido por Mello. De costas para o loiro, Nate ouviu-o. — Não pense que vai ser de graça. — É, ele sabia que provavelmente haveria um preço.
– E o que eu lhe devo? -
– Só... Vai ter que me ajudar também. — Seus olhos arregalaram-se e voaram até o meio das pernas do outro.
O menor ficou estático. Como faria isso? Mello sentou-se na sua cama, esperando alguma atitude do rival. Near pensou e acabou lembrando-se de algo: Matt e seu vídeo estranho de mulheres peladas.
Nate dirigiu-se até o loiro e sentou em seu colo, deixando-o surpreso. Sua boquinha delicada pousou em seu pescoço, em um toque suave que arrepiou Mello instantaneamente. Uma de suas mãos havia ido à nuca do mais velho e a outra deslizava em seu peito de modo calmo e inocente. Mihael ficava cada vez mais nervoso com os toques de Near: estava realmente gostando.
Gostando dele; Mello estava apaixonado. Mas isso é outra história.
– Mello... O Matt me mostrou um vídeo uma vez... — Oh, então o ruivo sem vergonha estava levando-o para o mau caminho também? Sentiu os olhos de Near nos seus e prestou atenção nas palavras do menor, ficando em silêncio para que continuasse. — Eram duas mulheres que faziam isso... -
O albino estava envergonhado. Ah, e muito! Decidiu que deveria sair do colo do outro. Quando foi fazê-lo, Mello o puxou de volta. Nesse movimento as mãos fortes do garoto tocaram acidentalmente seu bumbum, deixando-o ainda mais envergonhado.
No fundo Mello também ficou, mas já estava acostumado.
Near caiu novamente no colo do loiro, um pouco assustado pelo puxão repentino. Nisso o alemão o puxou para um beijo. Selaram os lábios num ato carinhoso. Mello abraçou a cintura do menor enquanto pressionava a língua em sua boca macia.
O albino percebeu o toque e automaticamente abriu os lábios, sentindo a língua de Mello tocar a sua. Não tinha ideia do que estava fazendo; somente o tocou de volta. Ficou instigado a explorar o sabor de chocolate da boca do maior e acabou comandando o beijo, ato que surpreendeu o loiro. Onde estava sua inocência?
– Tudo bem, Mello, eu te ajudo... Me diga o que fazer. — Sussurrou Near quando se separaram. Mello excitou-se com a frase e voltou a beijá-lo, pegando sua mão e colocando-a sobre seu membro.
O albino assustou-se um pouco e afastou o rosto. Mihael o olhou e apertou a mão do pequeno em si. O silêncio continuava. Mello levou a outra mão ao pênis do garoto, apertando de leve. Os olhinhos dele se fecharam em uma expressão de prazer.
– Estava se contendo, Near? — Em resposta, um baixo gemido junto a uma apertadinha no falo do loiro. — Hum... Você aprende rápido... -
– Huuhn... — Gemeu, sentindo seu ventre ferver.
– Vem cá. — Puxou o rival, fazendo-o deitar-se na cama. Mello ficou parcialmente por cima dele e começou a abrir a camisa do garoto que o olhava assustado. Feito isso, atacou-lhe o peito com a boca, arrepiando toda a pele branquinha abaixo de si e sentindo o coração de Near palpitar contra seus lábios.
Nate não sabia o que estava acontecendo, somente que era bom. Arrepiava-se cada vez mais, suspirava e até tinha alguns espasmos. Sentiu as pontas dos dedos de Mello adentrarem o elástico de sua calça e ficou assustado.
– M-Mello? — Abriu os olhos e levantou a cabeça, encarando-o.
– Calma, você vai gostar. — Mello começou a tirar as vestes de Near, ignorando completamente a timidez deste. Chegara a pensar em Matt, se não seria errado o que estava fazendo...
Mas ele não tinha compromisso com o ruivo, amava Near e ia chupar um pau diferente, então foda-se.
Um quebra-cabeça de mil peças com uma imagem de Veneza estava montado pela metade no chão. Suas peças soltas de bagunçaram quando as roupas de Near atingiram-no.
Sem aviso prévio, o loiro voltou a deitar sobre Near, que parecia estar pegando fogo. Desceu com a boca soltando um ar quente pelo corpo pálido do menor. Percebeu este estremecer quando chegou em seu ventre. Olhou para o rosto corado à frente com um sorriso travesso nos lábios finos.
– Algum problema, Near? — O albino respirava fundo com a boca entreaberta. Oh, como aquilo estava o excitando!
– N-não, só... — O chocólatra não o deixou falar. Foi subindo com as pontas dos dedos pela coxa do pequeno, vendo-o fechar os olhos. Mello deitou-se novamente, com a cabeça mais embaixo. Os orbes cinza arregalaram-se quando sentiu uma umidade quente em seu "cogumelo".
– Nha! — Um gemido alto sairia de sua garganta se ele não tivesse trancado a respiração a tempo. Sentia desconfortavelmente seus testículos repuxarem.
A boca experiente de Mello não parava de trabalhar. Descia e subia comprimindo os lábios enquanto sua língua fazia movimentos de sucção. O pequeno se contorcia e vez ou outra voltava a respirar, sempre tampando a boca com a mão, tentando abafar o som que teimava em sair dali.
Mello se deliciava com tudo aquilo. Era uma sensação nova para Near, e ele era quem estava proporcionando. Conseguia tirar reações cada vez mais intensas do cyborg. Pensava também no que havia se tornado: um tarado, um pervertido. A culpa era, obviamente, da pequena sereia.
Near sentia que ia derreter. O loiro aumentara ainda mais a velocidade; olhava para o mais novo, percebendo que este não tinha mais forças para tapar a boca.
Engraçado... Não era pra ele já ter gozado?
Mello parou de trabalhar com a boca e começou a usar a mão, mantendo o mesmo ritmo de antes. Queria observar Near e se certificar de que não havia nada errado.
– Huum... Mello! O q- — Não sabia o que havia acontecido. De algum lugar veio uma força que o fez tencionar todo o corpo e trancar de vez a respiração. Fechava os olhos enquanto sentia um estranho e intenso arrepio se espalhar por todo seu corpo e, parado, somente estremecia.
Sentiu-se ficar mais sensível à mão de Mello, que somente diminuiu a velocidade, fazendo o menor se remexer sobre a cama. Tinha o intuito de fechar as pernas, porém o loiro as separava com uma mão enquanto sentia a outra ser bombardeada por esperma. Muito esperma.
Enquanto liberava, pela primeira vez, seu fluído, Near se debatia como um peixe fora d'água. Mello só parou de se movimentar quando percebeu que o albino não tinha mais o lhe dar. Desceu com os lábios e engoliu grande parte, sem nenhum nojo.
Nate se sentia fraco, mole e relaxado. Nunca sentira tal coisa e, se soubesse que seria tão bom, não tentaria se manter ocupado no intuito de não cair na tentação de se tocar.
– Viu? Parou. — O pequeno mantinha os olhos fechados enquanto puxava o ar com força e ouvia as palavras irônicas do outro. — Mas não esqueça que você tem que me ajudar também. -
– B-bom... — Tentava balbuciar algo, mas a respiração descompassada não ajudava.
– Near? O que houve? — Preocupou-se Mello.
– C-cal... ça. — O-ou... Mello sabia da doença do menor. Imediatamente se levantou e pegou a calça dele, tirando a bombinha de asma do bolso. Near sentou-se com a ajuda do loiro. O menor abriu os olhos molhados e pegou o objeto com a mão trêmula, agitando-o logo em seguida. O loiro observava atenciosamente o seu rival se acalmar um pouco e encaixar o inalador nos lábios rosados, sugando com força.
– Near? — O menor permanecia calado. — Near, fala comigo! — Ele o olhou com o rosto corado pelo que acontecera. Mello não deixou de admirar a timidez do garoto. O cabelo branco grudava em seu rosto e seu corpo estava molhado. A camisa aberta escorregando pelos ombros e as meias brancas lhe davam um ar de inocência.
Mello se encantava com esse jeito do menino, apesar da impaciência pela falta de resposta.
– Fala comigo, porra! -
– Mello, sabia que para o remédio fazer efeito tem que trancar a respiração por alguns segundos? -
– Aah... Tá... Desculpa. — Disse o loiro sem jeito, abaixando o olhar. O albino fez o mesmo, envergonhado com a naturalidade de Mello e muito mais pelo que havia acontecido, lembrando-se que estava sem calças. — Hã... Near? — Mihael quebrou o silêncio, sentando ao lado do pequeno. — Então, você pode me ajudar? — Sibilou ao ouvido do rival, vendo-o se arrepiar.
– Ma-mas o que eu- — Calou-se quando Mello pôs o dedo em seus lábios.
– Shii... Vai ser bom pra você também. — Sussurrou no que forçava a boca do albino a abrir, introduzindo seus dedos lá.
Near não entendia. Era um treinamento?
Mello desceu a boca pela pele do menor enquanto o forçava a se deitar novamente. Ambos fecharam os olhos e só abriram quando o loiro retirou a mão de onde estava, dirigindo-as para baixo.
– Relaxa, Near... — E foi se introduzindo lentamente.
– A-ai... -
– Shiii... Calma... — Mello já sentia receio de continuar. Começou a mover o dedo lentamente. Near ainda gemia de dor e comprimia os olhos, gemendo mais alto quando sentiu o segundo dígito.
– Hugh... -
– Calma, Near. Vai passar, desculpa... — Disse languidamente o maior, olhando para o rosto corado do albino. Este abriu os olhos e sorriu de canto. Ficou mais relaxado e tentava se desconcentrar do que estava acontecendo.
Pensou em como Mello estava agindo de modo estranhamente doce. Surpreendeu-se quando soltou um ofego sem perceber. Estava começando a gostar.
– Near? -
– Hum...? — O menor mantinha os orbes cinza fechadas e a boca entreaberta.
– Neaaar... — Se o garoto abrisse os olhos, se depararia com um loiro sorrindo maliciosamente.
– Huuh — Gemia contidamente, com a boca fechada. Mello resolveu entrar com o terceiro dedo. Dessa vez foi com mais calma, no que o albino permitia. Tentava conter a dor forçando o corpo, o que lhe fez levantar o tronco, se apoiando nos cotovelos.
– Tudo bem, Near? — O mais velho não aguentava mais. Adorava ver as reações do mais novo e queria continuar com aquilo, mas a pressão em seu falo buscava se libertar. Retirou os dedos de onde estavam, se levantando para logo em seguida ajoelhar-se na cama, entre as pernas suadas de Near.
– Mello? — O albino abriu os olhos, interrogando o seu rival. Nada mais que um sussurro. Sentiu o rosto ficar ainda mais quente quando aquele sobre si abriu a calça e a abaixou um pouco. — Ei... -
– Shiii... — Quando o menor ia protestar, colou os lábios no dele. Encaixou-se melhor e começou a se forçar para dentro. O nervosismo do menor impossibilitava a penetração.
– Huuhn... -
– Assim não dá, Near. Relaxa... — Sussurrou-lhe e o forçou a encostar completamente no colchão. Tentou se desconcentrar. Para agilizar o processo, Mello levou sua mão ao pênis do garoto, fazendo-lhe uma masturbação que quase fez o pequeno gozar ali mesmo.
– Hum! — Gemeu um pouco mais alto no que o mais velho apertou-lhe com força.
– Deixa pro final. — Ordenou, levando as mãos ao pescoço do albino, lhe sufocando. Near abriu os olhos em desespero e sentiu Mello entrar de uma vez.
Seus olhos encheram-se de lágrimas e as mãos do loiro continuavam a apertar sua garganta. Aos poucos, foi afrouxando, no que a água caia incansavelmente dos olhos do menor.
Quando o soltou completamente, o menor tossiu abaixo de si. Pôs as mãos ao lado do corpinho alvo, se apoiando na cama. As lágrimas não cessavam, a dor era clara, e a respiração forte.
– Desculpe, Near... -
– Tu-tud... — Não conseguia formular uma frase. Mello permitiu-se um fraco sorriso; sua voz tremida pela situação em que estava.
– Desculpe, eu sabia que você ia gritar... Não podemos esquecer que não estamos sozinhos... — Suspirou, tentando ajustar a voz. — Desculpa, tá? Tá machucando?... — Silêncio. — Quando estiver mais calmo me avi- -
– Continua, Mello. — O mais velho não deixou de se assustar. Aquele era mesmo Near? Mas afinal, não negaria o pedido dele. Era o que mais queria naquele momento e só não o fizera com receio de machucar o menor.
Retirou-se um pouco, lentamente, e se forçou de volta, entrando completamente. Near se remexeu com o movimento e a dor voltara. Os olhos úmidos se fecharam com força. Mello até tentaria conversar, mas sua voz, com certeza, falharia.
Ficaram assim mais um tempo, mexendo-se minimamente. Aquilo era tão novo para Near que o mínimo aumento de velocidade já o faria gozar. Ele não entendia o porquê daquela dor ter esvaído. Sentia uma agonia que não saberia como explicar. Mello também sentia a mesma agonia; estava no seu limite.
– Vamos, Near? — Um sussurro bem entendido e interpretado pelo menor.
– S-sim... — Acabou gemendo a resposta. Sabia agora o que viria e teria de se controlar. O mais velho pensava o mesmo e já se posicionava melhor, para ambos ficarem confortáveis, e também para não cair da cama.
Near tentava manter os olhos abertos para ter a visão de Mello sobre si. O loiro respirava descompassadamente, quando resolvia fazê-lo. Acabaria gemendo, mesmo de boca fechada, então mordia os lábios também, para se certificar de que nenhum som sairia dali. Fechava os olhos com tanta força que chega a ficar tonto, e não via a expressão de Near, que mantinha a boca entreaberta e ofegava.
Mello já havia aumentado a velocidade e a força das estocadas. Near sentia aquela mesma coisa de antes voltando. O maior entrava e sai fortemente e cada vez mais rápido. Quando sentiu que ia gozar, parou e olhou o albino, vendo que este estava com as pontas dos cabelos molhadas.
Near também teve uma visão parecida: Mello estava completamente vestido, ao contrário de si. A blusa preta de mangas longas grudava em seu corpo. Suas pupilas estavam tão dilatadas que mal se podia ver o ciano de seus olhos.
Dirigiu sua mão para o membro do pequeno e fechou seus dedos ao redor. Estava bastante melecado pelo pré-gozo e isso facilitava sua mão a escorregar. Near se permitiu dar um pequeno gemido quando sentiu o maior recomeçar a estocar.
Foi lento de início, prolongando o momento por alguns segundos. Não tardou a aumentar a velocidade no quadril e na mão, fazendo ambos sentirem o começo do orgasmo.
Era como se alguém houvesse injetado algum tipo de veneno que se espalhava rapidamente por cada centímetro de seu corpo. Mais tarde Near pensara no veneno dos cogumelos, mas não vem ao caso.
Ambos lançaram fracos jatos de sêmen. Tendo parado os movimentos nesses segundos iniciais, Mello recomeçou a estocar com ainda mais força, sentindo esse "veneno" se espalhar ainda mais. Jorrou-se fortemente dentro do albino. Fazia esforço para conter espasmos que teimavam em surgir. Com isso, acabou apertando, sem querer, o pênis do pequeno e sorriu ao sentir o esperma deste em sua mão.
Near não aguentou sentir o líquido quente se chocar contra sua próstata e imitou o loiro, gozando fortemente entre os dois, sujando a roupa do mais velho. Também tentou se segurar, forçando o corpo a ficar parado. Mas no exato momento em que isso tudo aconteceu, no exato momento em que gozou, acabou impulsionando o quadril pra cima, fazendo Mello ter outro espasmo e apertá-lo novamente...
Ficaram nisso uns instantes; um ciclo de estímulos que foi ficando menos intenso e cessou completamente um minuto depois.
Mello sentia-se fraco e tremia; acabou deitando sobre o corpo do menor. Ficaram se recuperando por um tempo.
– Mello? -
– Hum? -
– Obrigado pela ajuda. — Mello sorriu fracamente, ainda entorpecido.
– Você também... Obrigado. — E foi se levantando. Ajudou Near a se vestir, já que esse nem fizera questão de se sentar. Para voltar até o quarto, Mello virou sua blusa ao avesso. Quando a recolocava ouviu o albino falar-lhe.
– Obrigado outra vez, Mello... — E deu um sorriso.
Não bastava tudo que já vira? Near ainda tinha que sorrir dessa forma?
Ah, Mello não sabia se ria ou chorava... Estava com os sentimentos tão confusos...
– Te odeio, Near. — Que feio, Mello! Não devia mentir. Ao falar isso, ele foi à porta, abrindo-a em seguida, se retirando dali. Pela saída apressada, não viu o sorriso do pequeno alargar ainda mais.
– Te amo, Mello. — Foi baixo, mas bastou.
Near não soube aquele dia, mas Mello ouviu.
Os dois não souberam aquele dia, mas o ruivo também ouviu.
–x-
Então, Near, satisfeito? Tire esse sorriso bobo da cara! Veja, o reino animal...
"Ah, Mello..."
Ei, Romeu, foco!
"Tão..." Três batidas na porta o tiraram os pensamentos. Só podia ser ele!
– M-Matt?! –
– Daê, cara. Que andas aprontando? — Oh, decepcionado, Nate?
– Hã... Nada. -
– O que é essa cama bagunçada, hein? — O menor parecia contrariado. Matt também não mostrava o melhor humor. — Olha só, Near. Eu sei o que tá acontecendo entre você e o Mello e não estou aqui pra dizer que sou contra. — O albino ficou em silêncio para que o mais velho continuasse. — Eu não quero culpa pra cima de mim e nem te decepcionar, você sabe que eu gosto de ti. Acontece que a gente se pega há uns meses. — O menor continuava a fitá-lo. Matt começou a se sentir pressionado. — Então, eu gosto dele pra valer. A coisa é que ele parece estar gostando de você. -
– Matt, vá direto ao ponto. -
– Eu não parei. Você não parou. Estamos dividindo o mesmo homem. — Parou um instante, rindo da própria frase. Near sorriu. — Bom, não sei você, mas eu não me importo. — Com medo de qualquer tipo de resposta, o ruivo saiu dali. Poderia estar parecendo um líder, mas seu coração batia como o de um gatinho assustado.
O medo lhe corroía por dentro. Não queria perder Mello. Não queria perder Near.
Pobre tolo. Não é à toa que Near é o primeiro na lista de sucessão do maior detetive do mundo.
Ele já sabia disso, Matt.
E ele sabe mais que você: sabe que Mello te ama.
O albino sorriu. Um sorriso indefinível. Um sorriso de quem resolve um enigma.
–x-
– E é isso, sabe? Eu realmente te amo, Near. Mas... – Sua frase foi cortada pelo choro. Mello estava assim ultimamente: sensível e chorão.
– Tudo bem, Mello. – Abraçou o loiro sentado, afogando seu rosto em seu peito, sentindo o choro aumentar ainda mais. Mihael estava assim, dividido entre o rival que repentinamente despertara-lhe o interesse e o melhor amigo, com quem dava uns pegas.
Não bastava se descobrir gay, tinha que se apaixonar por dois. E não eram quaisquer dois não, eram os piores que poderiam ser!
Ah, Mello, entregue-se, você está amando!
Near resolveu aproveitar a deixa para desabafar também.
– Mello, o que acha de um ménage? -
Fale com o autor