Pluma Da Noite
2 Capítulo 2 Asas Negras
Parecia legal a idéia de não estar mais sozinho, dês de a morte de minha mãe eu ficava sozinho em casa, más agora tinha alguns amigos. Deitei-me em uma cama realmente confortável, e comecei a lembrar do que me disseram sobre meus dons, legados e poderes aparecerem, talvez um raio de um dos anjos ainda divinos. Matheus me avisou que ao amanhecer iríamos nos encontrar com outro nefilin um filho de samael, e me disse para me preparar para o que acontecesse no caminho, com pensamentos variados logo cai no sono.
Eu estava em um lugar escuro como a noite em umas montanhas rochosas, vi alguns vultos alados pararem perto, um deles estava no centro segurando duas espadas
–nossos filhos acordaram... Novamente- um deles disse então chegou outro bastante forte e de cabelos brancos, com asas negras
–Deixe-os, eles irão sair pela manhã. Veremos se são merecedores de nossas marcas.
Após isso a imagem mudou e eu estava em uma sala com outro garoto, más esse garoto era muito parecido comigo, só era um pouco mais velho, ele tinha cabelo negro liso e enrolado nas pontas dando duas voltas abaixo das orelhas e cobrindo a testa, seus olhos castanhos escuro pareciam vinho ou um vermelho sangue na luz, estava usando uma calça preta e um sobretudo aberto com a mesma marca que eu no peito, a diferença entre nós era suas asas, ele tinha mais de um par delas, eram negras e tinham uma aura estranha em sua volta
–filho, enfim consegui um rastro astral com você.. Más temos pouco tempo, estou aqui para dizer que fique atento amanhã em sua caminhada, caso precise use seu legado.- o ser angelical me disse e a imagem do sonho tremeluziu. Tentei falar, más minha boca abria e não tinha voz, também não ouvi direito o que ele disse agora, algo sobre despertar celestial. Então tudo voltou a escuridão.
abri os olhos com Gabi chamando na porta, sem querer sorri ao vê-la lá então levantei e desci ao encontro dos outros.
–todos liberem suas asas – Matheus me olhou esperando algo acontecer, eu fiquei meio sem entender até que vi os olhos de todos ficarem em um branco brilhante e saírem asas como a de corvos de suas costas, algumas penas caíram e alguns sorriram
–más... Como faço isso? – perguntei enquanto ainda olhava para as asas de todos
–simples, deseje. — ele respondeu em tom de seriedade mesmo não fazendo muito sentido pra mim sua resposta
–como assim desejar?- disse observando e esperando uma resposta digna
–tente, imagine, queira e use as sombras ao seu favor filho da rebeldia- aquele jeito zombado de dizer me irritou um pouco então fechei meus olhos e me concentrei em minhas costas, visualizei asas negras saindo delas, algumas penas delas eram vermelhas e então senti um peso a mais, quando abri os olhos vi elas La, todos estavam olhando para mim, eu tinha dois pares de asas diferente deles e meu cabelo estava maior, não foi só isso que mudou, eu estava vendo melhor, todos meus sentidos aguçados, unhas tinham se tornado garras, e a marca em meu peito como tatuagem negra do crânio alado com a espada cravada agora tinha uma cobra enrolada na espada, com isso Matheus também trouxe suas asas a tona, as dele também eram dois pares e seu cabelo ficou branco, um pouco maior.
–bom para voar é o mais fácil, é como andar, uma coisa mecânica- quando ele terminou de dizer eu apenas desejei mentalmente “para cima” com isso controlei minhas asas como braços extras e comecei a subir pelo ar antes de todos. As 4 asas tinham sincronia perfeita para mim, ao olhar para trás percebi os outros vindo comigo, voar foi uma das melhores sensações que já tive, Matheus passou em minha frente para nos guiar, então planei ao lado de Alice
–os outros, quando olham para nós não se assustam? – perguntei vendo muitos humanos normais pelo caminho enquanto a gente planava na altura das nuvens
–a essa distancia, eles não podem ver, e nossas asas bloqueiam a gente a qualquer tipo de radar. – ela explicou e eu sorri com a sensação de liberdade que tinha.
–parem- Matheus nos alertou e começamos a diminuir a velocidade, descemos até uma espécie de igreja abandonada, fomos entrando um a um, eu era o ultimo na fila, senti um cheiro estranho do lado de fora, junto com um barulho de passos então deixei todos entrarem e observei o lado de fora, tinha uma fonte já seca com uma espinha de um peixe que provavelmente morreu ali a um tempo, no chão tinha alguns ratos mortos também, comecei a caminhar em direção a porta com cautela e murmurei –deve ter sido imaginação- com isso olhei para trás ao ouvir um gruindo, de La saiu uma criatura estranha, como um humano só que tinha asas de morcego, três olhos a mais em sua testa, ele segurava um espinho de ossos, tinha garras e estava salivando enquanto me olhava com aqueles olhos totalmente negros, sua pele tinha muitas queimaduras e seus dentes eram fiados, suas pernas tinham um tipo de corrente como se ele tivesse sendo prisioneiro, ele correu atrapalhado pela corrente em minha direção tentando estocar o espinho de ossos em mim, eu pulei mais alto que a altura dele com auxilio das minhas asas e pisei em sua cabeça, cai planando atingindo o chão com bastante leveza, ele se virou para mim com uma cara bastante irritada e deu uma nova investida, por instinto eu desviei para a lateral e deixei um pé em seu caminho, dei uma cotovelada em suas costas fazendo-o tropeçar em meu pé. Abri uma de minhas mãos e a semi fechei como se segurasse algo, não sabia bem por que fiz aquilo, até ver uma espada aparecer em minha mão, ela tinha forma de uma katana em seu cabo tinha o pescoço de um dragão com a boca aberta e a lamina saindo dela, usei a lamina em um movimento de arco arrancando a cabeça do demônio, dei três passos para trás me afastando e levei a espada até a boca, lambi o sangue, não sei bem por que fiz isso, más me senti bem como se ficasse mais forte, abri a mão e a espada sumiu em uma sombra, comecei a ouvir palmas e quando olhei para a porta da igreja La estavam meus amigos e outro homem, ele era um pouco mais baixo que eu e mais magro, tinha olhos negros e cabelo curto da mesma tonalidade, ele se aproximou ainda batendo palmas enquanto sangue escorria pela minha boca.
–bom novato, matou rápido um umbralis. Oh desculpe, sou Felippe filho de samael, legado do veneno e destruição e sou líder da Lamina de sangue. — após me dizer essas coisas ele olhou Matheus — bom já conversamos, seria um prazer treinar seu novato, más não agora, talvez depois de um trabalho, se ele ficar vivo, por enquanto é só. Más interessante ele. — Felipe sorriu e desapareceu entrando na igreja, eu não sabia bem quanto tempo se passou enquanto lutei com o “umbralis” e nem sabia o que isso significava más Gabi disse que iria me explicar quando voltássemos, então voamos de volta para casa, no caminho ela me disse que os umbralis eram espíritos maus que morreram e ficaram sendo torturados no inferno, se assemelharam aos demônios e conseguiram fugir de La, vindo para esse mundo eles assumem a forma de sua alma e querem matar, geralmente vem a mando de demônios, e no mundo em que vivemos somos totalmente odiados. Nem demônios nem anjos nem humanos gostam de nefilins, ela também me contou que Felipe tinha informações sobre draconianos e que eles estavam planejando algo contra nós nefilins, nos mandou ficar alertas.
Era muita informação, mal podia ver a hora de comer alguma coisa, provar aquele sangue me deu fome...
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