Pledge
1 único
Notas iniciais
No mais, aproveitem~
Os pingos de água gélidos que caíam eram pesados. Os relâmpagos, vistos como um clarão, mais ao norte o fazia se movimentar o mais rápido possível, assim como o barulho estrondoso das trovoadas incessantes.
Já estava perto do pequeno prédio em que morava, o vermelho e baixo com a frente mal iluminada.
Soltou um suspiro de alívio ao adentrar a portaria deste, percebendo, então, o quão pesado seu corpo estava por seu agasalho grosso estar encharcado.
Temia pegar um resfriado; sem contar o trabalho da faculdade, o qual passara a tarde fazendo. Deveria estar completamente manchado pela tinta da caneta misturando-se à água.
Pisou com força no tapete que ficava em frente à porta de seu apartamento, sacudindo levemente os cabelos loiros na tentativa inútil de retirar o excesso de água.
Pelo visto, a única coisa agradável em seu dia seria estar junto de quem o esperava dentro de casa.
Um sorriso infantil percorrera-lhe os lábios quando o pequeno pôs uma das mãos no bolso do casaco de lã. Havia formado uma espécie de “poço” neste pelo acúmulo da água da chuva que caíra, onde suas chaves estavam submersas.
Seus dedos deslizaram sobre a maçaneta após destrancar a porta, e com isso, ele assustou-se. Uma figura alta já conhecida, com a pele alva e olhos cor de mel, estava a sua frente, agora o analisando. O âmbar de seu olhar parecia endurecido ao fitar os orbes azuis límpidos e umedecidos pela chuva.
- Oi, Kou... Acabei de chegar. – o menor sorriu novamente, envergonhado com si mesmo por se encontrar naquelas condições que, para ele, eram um tanto embaraçosas.
Entretanto, o outro permaneceu imóvel e inexpressivo. Nenhuma palavra ou gesto fora repercutido por este.
Os lábios grossos do loiro formaram uma linha curva, intrigados. O semblante de Kouyou era gélido, estático e apático. A franja castanha repicada, que caia sobre o lado direito de sua face bem desenhada cobrindo um de seus olhos, só o deixava com um ar ainda mais impassível.
- Nee... Eu pretendia trocar de roupa e fazer o jantar, porque é difícil sair com essa chuva e... – Quando percebeu que nenhuma de suas palavras surtia qualquer efeito sobre ele, as cessou, transtornado.
Por que estava agindo tão estranhamente?
O estrondo repentino de uma trovoada fez o pequeno dar um pulo, e nem mesmo isso causou alguma reação no rosto indiferente de Kouyou. Não dizia nada, apenas observava as expressões da face rechonchuda do loiro, o qual angustiava-se cada vez mais.
Seus orbes azuis, de súbito, avistaram algo que o moreno carregava em uma de suas mãos. E aquele objeto fez um tremor percorrer seu corpo debaixo daquelas vestes molhadas. Não era o frio, porém.
- V-Você vai a algum lugar...? – indagou, receoso. – Parecia que você pretendia sair no mesmo momento em que abri a porta e... – Engoliu seco, sentindo seu estômago dar reviravoltas. Não podia ser verdade. — ... está segurando uma mala... e apagou as luzes de casa.
O mais alto desviou o olhar por um segundo apenas, retornando-o ao loiro. Sua expressão indolente agora possuía vestígios de melancolia, coisa que o pequeno não conseguira enxergar.
- Eu estou indo embora, Taka. – A voz grave ressoou áspera, ríspida. Não tinha um resquício sequer de compaixão, pois Kouyou a havia escondido muito bem por trás destas palavras duras.
O loiro sentiu seu corpo pesar ainda mais, e seus olhos já ardiam. A frase simples fora o suficiente para abalar o pequeno. E podia não parecer mas, por trás da aparência fragilizada, Matsumoto Takanori era um homem que não costumava sucumbir aos seus sentimentos, mesmo tendo sofrido muito na vida em pouco tempo. Não deixava de mostrá-los por querer aparentar força, mas não se emocionava com facilidade. A situação precisava ser realmente grave para atingi-lo de alguma forma.
E essa era. Era a mais dolorosa pela qual ele já passara.
Takashima Kouyou não era apenas um caso, um namorado qualquer. Era a única coisa que ele possuía.
- C-Como assim? – Seus lábios tremulavam e o pequeno ainda não estava crente. Ele segurava o máximo que podia as lágrimas acumuladas em seus orbes.
- Eu peguei tudo meu que me importava. – respondeu, simplesmente. – Você pode fazer o que quiser com o resto.
O interior do loiro pareceu despedaçar-se. O moreno nem ao menos lhe dera atenção para o que dizia. O que raios estava acontecendo? Por que isso, por que agora?!
- Por que está i-indo? – A face de Takanori se contorcia em dor, enquanto Kouyou mantinha a mesma expressão insensível que possuía quando o pequeno chegara.
O mais alto, novamente, não se dera o trabalho de responder. Nem mesmo o olhara quando desviou seu corpo do pequeno, dando-lhe as costas, dirigindo-se ao elevador.
O outro se permanecia imóvel, afogado nas lágrimas que não deixava escorrer. Submerso na mágoa e na dor, só se perguntava o motivo. Queria apenas entender, porque assim, talvez, o aperto que parecia esmagar seu coração afrouxasse de modo que ele conseguisse respirar.
Via-se em um pleno vazio. Nada.
O moreno demorava-se no elevador. Um dos dedos pressionava levemente o botão que segurava a porta automática.
Arrependimento, talvez...?
- Você é... tudo o que eu tenho. – O murmúrio do pequeno, mesmo com este duvidando, fora perfeitamente ouvido pelo outro. E neste exato momento, ele retirara sua mão do painel do elevador, o deixando fechar as portas.
Kouyou ergueu a cabeça, admirando o teto sem enxergá-lo realmente. Sentiu suas pernas tremerem, o choro subia a sua garganta. Isso era... a última coisa que ele queria fazer.
Mas não havia outra saída; não que fizesse sentindo em sua mente. Era covardia não contar a ele que já o traíra... mais de uma vez. Mas isso era algo que não pesava em sua consciência, pois sabia que ele sofreria ainda mais se soubesse.
Takanori nunca iria ser feliz, repletamente feliz, se estivesse com Kouyou. E o moreno sabia disso.
Era por isso que estava indo embora, e sem dá-lo esperança alguma de que voltaria. Mesmo que o amasse... sim, o amava.
Só não tinha consciência de o quão equivocada sua atitude era a ponto de carregar o fardo de ser o maior erro que já cometera. Ele preferia ignorar qualquer hipótese desse fato lhe passar pela mente, porém. Já estava machucando o suficiente ter a noção de que o estava magoando.
Jogou sua mala no banco traseiro do carro, sentando-se no lugar do motorista e ligando o motor.
Arrancou com o automóvel em meio à tempestade sem saber ao certo para onde iria.
As lágrimas voltavam a marejar seus orbes.
- Me desculpe, pequeno... – murmurou para si, sentindo a dor envolver seu corpo novamente.
A culpa, pensava ele, deveria ser a única companheira que possuiria pro resto de sua vida.
-
Adentrou o quarto bem arrumado e límpido do hotel, jogando sua mala preta sobre a cama, soltando um longo suspiro ao fechar a porta.
Não era só a melancolia, agora, que queimava seus orbes. Sentia pena de si mesmo.
Retirou a blusa, abrindo a porta do banheiro, ligando a luz. Girou a torneira e terminou de despir-se enquanto esperava a água esquentar a uma temperatura agradável.
Enfiou-se debaixo do chuveiro sentindo todos os músculos antes enrijecidos, relaxarem ao toque úmido. Fechou as pálpebras, distinguindo alguma das gotículas de água que percorriam seu corpo, acompanhando seu percurso.
Sua mente estava em outro mundo, analisando fatos que nada tinham a ver com o momento. Entretanto, sua atitude mais recente passava e repassava como um filme incessível. Ele a havia feito com um propósito, não por nada. Kouyou amava o pequeno mais do que tudo, mais que qualquer outra coisa em sua vida.
E abriu mão disso, por exatamente isto. Se ele era tão importante, devia livrá-lo do sofrimento, e na mente do moreno, Taka só sentiria dor ao seu lado.
Uma coisa em que Kouyou não tinha pensado era que... ele sofreria de qualquer jeito. Não poderia livrá-lo da amargura de qualquer maneira, era impossível. O que estava fazendo, achava, era diminuindo sua dose. Pelo menos por sua parte.
O moreno nunca conseguira ser fiel. Nem àquele que julgava ser a pessoa mais importante em sua vida. Então por que não mudava suas atitudes? Se o amasse tanto quanto jurava que amava, poderia fazer esse esforço. Então, além de tudo era egoísta.
Porque nem ao menos se dera ao trabalho de tentar, preferira desistir de tudo, deixando o pequeno sozinho. Afinal, como ele tinha dito...
Kouyou era o único que Takanori tinha.
Ele apoiou a cabeça nos azulejos, sentindo as lágrimas inundando seus orbes fechados, o soluço e o choro subiam à sua garganta. O que tinha feito possuía... um peso maior do que pensava.
E não era, exatamente, contra a sua vontade.
O pior, na verdade, era que... Sabia que se voltasse, se fizesse o caminho de volta e dissesse ao pequeno que se arrependia, ou que tudo havia sido um tremendo engano... Era possível que este o perdoasse de imediato. Mas não sabia se estava apto a desculpar-se, mas...
Um sorriso amargo percorreu seus lábios, e ele desligou a torneira.
Poderia, talvez, consertar as coisas, agora.
Vestiu-se o mais rápido que pôde e bateu a porta do quarto.
Kouyou, entretanto, possuía outra coisa. Uma que muitos viam como defeito, e outros como qualidade, sua marca registrada: o orgulho.
-
Seu pé mantinha-se sobre o acelerador, e raramente este deixava de pressioná-lo. Suas mãos estavam firmes ao volante, enquanto seus orbes analisavam a estrada tortuosa e embaçada graças à chuva que ainda caia sobre seu pára-brisa. O moreno fazia questão de ignorar a dor abundante em seu peito, a que latejava, pinicava. A que o lembrava dele.
A falta de luminosidade do lado de fora não o incomodava, e nem o fato de a rua encontrar-se pouco movimentada. No entanto, nem a música que tocava no rádio conseguia distrair sua mente. E isso só aumentava seu desconforto.
Desligou o aparelho, frustrado, virando na próxima esquina. A estrada deserta só lhe era vantajosa, pois achava que poderia ser menos cauteloso ao dirigir em alta velocidade. Sentia-se sem rumo. O remorso latejava como uma ferida aberta em seu peito, e mesmo que voltar e desculpar-se era o que a dor parecia lhe dizer, ele não tinha coragem.
Era covarde.
Por essa covardia o abandonara e por ela o deixaria de se redimir.
Era egocêntrico, individualista. Egoísta.
Mas não iria se perdoar.
Seus olhos, então, por um momento desviaram-se de sua frente, fixando-se no que estava na calçada. Diminuiu a velocidade do automóvel automaticamente, sentindo seus músculos se enrijecerem e seus pelos eriçarem. Os olhos azuis e redondos se encontraram com os seus, tinha certeza. Era ele.
O pé que estava leve sobre o acelerador subitamente o pressionou, e Kouyou não olhava para frente. Mirava o espelho retrovisor, admirando a pequena sombra, silhueta imóvel na calçada.
Um borrão estático deformado pela chuva que obstruía sua visão.
Estacionou o carro, seu corpo tremia. Não estava pensando antes de agir, como costumava fazer. Só estava... fazendo, impulsivamente.
Seus passos rápidos na plataforma de cimento desgastada e encharcada eram despercebidos pelo pequeno à sua frente, e que vinha em sua direção. Este estava cabisbaixo, o cachecol preto tampando o topo de sua boca, pelo que pôde ver.
A chuva descomunal banhava seu corpo, mas não parecia se importar.
Ele levantou a cabeça, e nisto, percebeu que Kouyou estava a menos de vinte centímetros de distância de si, ofegando.
O moreno sentiu seu corpo cambalear ao ver a face avermelhada do pequeno loiro, de tanto chorar. Seus olhos azuis permaneciam inundados, afogados nas lágrimas salgadas que misturavam-se com a chuva.
Takanori encarou a face do mais alto, observando o quão graciosamente as gotículas de água escorriam pela pele alva de seu rosto e uma, em especial, acomodava-se delineando seus lábios bem desenhados e entreabertos. Sua expressão estava tão diferente, agora. Parecia desesperada, angustiada, dolorida. Completamente o contrário de quando se fora e o deixara.
Nenhum dos dois parecia querer ousar pronunciar algo. Ambos estavam concentrados um no outro, ouvindo apenas o ruído alto da chuva abundante que caía, também, sobre os dois corpos extasiados.
O loiro, por mais que doesse, não desviava o olhar de Kouyou. Seu rosto o intrigava, agora. Suas íris de âmbar pareciam brilhantes, como se seus olhos estivessem marejados, mas o pequeno não acreditava nisso. Chorar, ou expor seus sentimentos desta maneira não era algo próprio do moreno. Ele não admitia nada a si próprio, e nunca o faria para outra pessoa, não importava o que sentisse. Takashima Kouyou era assim, e Takanori já estava acostumado com sua apatia aparente, mas nunca o vira agir dessa maneira: errônea, como se ele não soubesse o que estava fazendo. Nunca o tinha visto tão confuso.
- Eu não ia atrás de você, Taka. – O murmúrio grave fez o pequeno corpo do loiro tremular debaixo de suas vestes molhadas. – Mas eu não posso te perder. Não quero.
O loiro demorou para processar as palavras. Mantinha-se surpreso, ainda, com tudo isso. Sentia-se sobrecarregado.
- Você não foi embora? – indagou em resposta, a voz estava instável e arranhada, além de trêmula e abafada pelo cachecol. O choro devia ter machucado sua garganta. – Se o fez, acho que não é exatamente isso o que deseja.
- Eu não o fiz por você. – Rebateu, ríspido. Seus lábios formaram uma linha receosa. Não queria ter de contar o motivo.
- Com que intuito, então? – deslizou sua mão pelo cachecol preto, afrouxando-o de seu pescoço, deixando seus lábios a mostra. Os olhos azuis voltavam a submergirem-se debaixo das lágrimas que se acumulavam.
- Eu não preciso lhe dar essa resposta – respondeu, arrastando um de seus dedos pela face gélida do pequeno, lhe limpando os vestígios de lágrimas, de chuva.
Aproximou seu corpo do loiro, puxando o gentilmente pelo braço contra o seu peito. Ele não hesitou ao afundar o rosto no vestuário encharcado de Kouyou, enquanto suas mãos nesta parte. Angustiado, a velocidade com que repercutia diminuiu-se até tornar-se nula. E nisso, os dedos do pequeno agarraram com força a blusa molhada do moreno, apertando-o o máximo que podia.
- Me diga, Taka... Você consegue sentir? – murmurou docemente, enquanto uma de suas mãos ocupava-se remexendo nos fios loiros úmidos.
Ele parou, ouvindo atentamente o coração deste batendo rápida e desnorteadamente em sua caixa torácica.
- Você é o único que consegue fazer isso. – um sorriso torto surgiu em seu rosto. – Você é o único que consegue me causar qualquer reação sem que eu possa impedi-la. Você tem mais controle sobre mim do que imagina.
- Então por que fez isso comigo? Acreditava que o que eu sentia por você era inferior ao que você sente por mim? – Os orbes azuis encaravam os olhos cor de mel, curiosos e melancólicos. Seu tom de voz tinha um rastro de descrença.
- É claro que não. – Deixou uma risada abafada escapar por este pensamento tão ridículo e típico vindo do pequeno. – A última coisa que eu queria ter feito era tê-lo magoado. – Kouyou retirou uma madeixa loira que esvoaçava na frente do rosto do pequeno, perdendo-se nos olhos cristalinos. – Mas parece que... eu tive que perdê-lo para perceber o quão importante você é pra mim.
- Você disse que não ia atrás de mim.
- Eu disse. – confirmou. — E eu não ia. Você merece alguém melhor que eu, Taka.
- Então – As lágrimas já voltavam a escorrer pelo rosto rechonchudo. – Por que está aqui?
- Porque eu sou egoísta. – Os orbes âmbar de Kouyou estavam estreitos, avermelhados. – E eu preciso de você.
Os lábios do menor entreabriram em surpresa.
E isso era tudo que carecia ouvir.
-
Um dos corpos jazia deitado sobre os lençóis brancos amarrotados; uma respiração calma e serena, assim como a expressão facial deste, era ressoada como um ruído quase inaudível.
Kouyou estava em pé, próximo à janela do quarto. O corpo nu estava exposto enquanto seus orbes perdiam-se na pouca claridade da paisagem do lado de fora. Ainda chovia, mas a tempestade que atravessara a madrugada não podia ser comparada às finas e ralas gotículas que manchavam o cenário cinza agora. O céu estava tingido num crepúsculo, oscilando e mesclando-se no azul escuro, ciano e amarelo.
A situação pela qual passara à noite só lhe parecia um sonho. Não era algo ruim, na verdade. Era algo a ser lembrado, que carregaria consigo todos os dias para nunca o repetir. O moreno era orgulhoso demais para deixar-se admitir que amava alguém, e que sentia por tê-lo machucado. Mas não era tanto a ponto de deixá-lo, tinha notado isso.
Era egocêntrico de qualquer maneira, e não era uma coisa que mudaria.
O único ato de altruísmo que possuía pertencia apenas ao loiro — que agora deveria estar submergido em seus sonhos. Num mundo onde, talvez, Kouyou não tivesse o desapontado.
O que o pequeno sentira o moreno nunca seria capaz de compreender. Porque ao contrário dele, era auto-suficiente. Mas o loiro não. E pior que a solidão, ele sentiu a dor de quem é abandonado. Como se ninguém ligasse, ou se importasse. Como se ele fosse dispensável na vida de qualquer um. Ainda mais Takanori, que já tivera o isolamento como a única companhia inúmeras vezes e de maneiras diferentes.
Isso, talvez, seria a única coisa que pesaria na mente de Kouyou. Tê-lo deixado tendo isso em mente.
Mas só assim para perceber que nunca mais o faria. Estaria sempre perto dele, de hoje em diante.
O moreno dirigiu-se à cama, pondo-se ao lado de Takanori, ajeitando-o sutilmente para que apoiasse o rosto em seu peito desnudo. Os braços deste moveram-se quando Kouyou o tocou, acomodando-se também sobre o peitoril alvo e morno.
Apesar de tudo, não se arrependia. Pois achava que havia crescido com isso, de alguma forma.
Só depois de magoar-se e magoar ao outro percebera que havia amadurecido.
E não lhe adiantaria olhar para trás. Agora, apenas seguiria enfrente ao lado de Taka, esquecendo o “Adeus” que lhe deixara.
Fechou as pálpebras com o sorriso que formava-se em seus lábios, adormecendo sobre os fios loiros do pequeno.
“As coisas não terão um fim em um sonho profundo.”
Notas finais
Espero que tenham gostado e reviews são sempre amor.
Fale com o autor