Please remember me.

1 Capítulo 1 - Não se esqueça de mim.


Notas iniciais
Essa daí é a Clara!!(Linda, Hilary Duff!!)

Clara estava sentada, vislumbrando as estrelas e pensando se haveria alguma forma de terminar o ensino médio sem ter que ir embora. Não fazia tanto tempo desde que visitara seu esconderijo, perto da igreja. Ela ficara muito aborrecida quando recebeu as notícias de que seu padrasto ganhara um novo emprego em Londres, então a mãe, ela e seus novos irmãos teriam que se mudar de casa, cidade e país. Ela precisava sair dali, pensar um pouco, e resolveu ir à um lugar mais calmo. Seu esconderijo. Apesar de ser chamado assim, por ela, era somente uma casinha abandonada, nos fundos do jardim da igreja de St. Carmen, sua escola.

–O que aconteceu, Clara? — Alex estava muito, mas muito preocupado, se aproximando, arfando por ter corrido. Quando Clara saiu de casa, apressada, a mãe ficou preocupada e ligou para o Alex, perguntando se ela estava com ele, mas ele dissera que não, porém sabia onde Clara estava. No esconderijo. Alex saiu correndo depois de receber a ligação. — Por que está chorando? — Alex perguntou, gentilmente. Clara pôs a mão no rosto, percebendo que lágrimas escorriam, e seus olhos começaram a ficar embaçados.

–Eu não quero ir. — Clara falava trêmula, desviando seu olhar para as estrelas. Ela esperava chorar, mais ainda se o encarasse, e isso não era o que desejava.

–Ir para onde? — Alex sentou ao seu lado, segurando sua mão. Clara sentiu um arrepiu, quando ele a tocou. — Para onde, Clara?

–Para Londres. Para o lugar no qual tanto desejava estudar. — Ela tentou sorrir, mas seus olhos se enxeram de lágrimas e Alex não conseguiu devolver o mesmo sorriso, porém a abraçou.

–Parabéns. — Ele falou em um sussurro, mas não era o que sentia, porque não suportaria a dor de deixá-la ir. Ele estava com ela há muito tempo e os dois eram inseparáveis, desde que se conheceram, há 6 anos atrás, em um acampamento da escola.

Ela tinha 10 anos e ele 11. Eles estavam acampando, em uma excursão da escola, e ela não gostava de ficar sozinha, naquele lugar, com medo de que alguma coisa aparecesse e a levasse embora. Ela começou a chorar. As professoras não sabiam o que fazer, e a única pessoa que a ajudou foi o Alex, pegando sua mão e dizendo que não soltaria, até o fim da excursão, e assim ele fez. Ficou com ela o tempo todo, até seus amiguinhos zuavam ele, falando que estavam "namorando".

Após o encontro dos dois, eles nunca se distanciaram e sempre contavam um com o outro. Alex pensava nela como uma irmã e Clara nele como um irmão, até algum tempo atrás, quando ela percebeu que não poderia ficar longe dele, mesmo porquê Clara namorou com outros meninos, mas nunca dava certo. Ela sempre se preocupava mais com Alex, em comparação com o namorado, e isso terminava em discussão. Alex fazia o mesmo, sempre se preocupando com Clara primeiro.

–Eu não quero ir. — Clara falava, soluçando. — Eu não quero deixar as pessoas aqui, e principalmente você.

–Você não vai nos deixar, Clara. — Ele segurava o rosto dela gentilmente, limpando as lágrimas. — Você não vai nos deixar, ou melhor, eu vou te encontrar algum dia e até lá, eu vou mandar cartas, te ligar, mandar e-mail, qualquer coisa que me faça ter certeza de que você está bem, ok?

Ela assentiu, dando um último abraço nele, antes de irem embora.

–Como soube que eu estava aqui? — Clara perguntou, depois de saírem de St Carmen, os dois de mão dadas, na rua vazia.

–Eu te conheço. — Alex disse, como se as palavras aparecessem sem nenhum esforço. — Você sempre vem para cá quando quer ficar sozinha e é o único lugar que ninguém, além de mim, sabe onde você estaria, a uma hora dessas. — Ele olhou o relógio, que marcava onze horas e meia da noite.

–Não entendo. — Clara segurava o braço de Alex com força, como se estivesse com medo de que ele fosse embora. — Você me conhece muito bem, não?

–Isso porque eu passo muito tempo com você. — Ele riu. — Eu deveria estar procurando uma namorada, agora. — Clara riu, depois bateu nele. Eles se davam bem, mesmo quando os dois estavam com pessoas diferentes. Porém, de tempos em tempos, eles começaram a perceber que não podiam ficar separados, e resultou em um relacionamento mais profundo, que superava o casamento. Os dois obtiveram a ligação entre amantes e amigos. Uma ligação que não precisava ser no papel, mas na alma. Uma ligação que só os dois tinham. Somente os dois, que nenhum ser poderia interferir.

–Você não vai fazer isso, certo? — Ela levantou o rosto e os dois pararam em frente à porta da casa dela, fitando-o com incerteza, esperando uma resposta.

–Fazer o quê? — Ele deu um sorriu maléfico. — Isso? — E começou a fazer cócegas nela, enquanto a namorada não parava de rir, fugindo dos braços dele, porém agarrando-a forte, não querendo largá-la.

–Bom, você não vai me deixar ir? — Clara estava sorrindo, erguendo os braços sobre o pescoço de Alex.

–Nunca. — Ele respondeu. Seus olhos estavam vibrantes, tensos, deixando-a alegre ao ver a exatidão na palavra. — Eu nunca a deixarei ir, mesmo que esteja do outro lado do mundo, eu estarei te esperando.

–E eu vou voltar, mesmo que demore anos,meses, dias, eu voltarei. — Clara disse, reparando no corpo de Alex, forte, com o físico de um atleta, o que as garotas adoravam olhar. Ela passou as mãos nos cabelos de Alex, sedosos, extremamente lindos, loiros e o abraçou, murmurando. — Não se esqueça de mim.

–Eu não poderia te esquecer, mesmo se eu quisesse. — Alex estava com uma voz abafada, sussurando no ouvido de Clara, do jeito que ela amava. — Quando partirá?

–Amanhã de manhã. — Ela ainda o abraçava, sentindo os braços fortes de Alex em torno dela e o jeito como ele a segurava, como uma flor delicada, ao ponto de murchar se a apertasse muito, porém firme, sem deixá-la cair.

–Tão cedo assim?! — Alex falou se afastando, surpreso.

–Sim, eu também não queria ir quando me disseram, e foi tudo tão rápido. — Respondeu com o olhar triste e o menino não sabia o que fazer, além de abraçá-la, para que ao menos pudesse amenizar a dor.

– Está tarde e você precisa descansar. Ajudarei a empacotar as coisas, amanhã cedo. — Ele deu um último beijo na testa dela, antes de se afastar. — Boa Noite, Clara.

–Boa Noite, Alex. — Clara se despediu, abriu a porta e entrou.

Alex esperou até ver a luz do quarto de Clara acesa, no segundo andar. Ela estava na janela, mimicando algo, fazendo um coração e dizendo que amava ele. Alex riu, se divertindo com as mimicas de Clara e ela sorrindo, como sempre, um encanto para os olhos dele. Ele não sabia descrever o quanto a amava, e a cada dia de sua vida sem ela, seria um pedaço de seu coração roubado. Alex mimicou, do mesmo jeito que ela, fazendo-a rir. Ele apontou para si mesmo, depois fez um coração, e em seguida, apontou para Clara.

Notas finais
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