Notas iniciais
Peço descupas pela demora, mas é que eu tive um bloqueio horrível! E demora um pouco pra minha inspiração voltar ^^
Sem contar que eu tentei fazer o capítulo um pouco maior, e consegui! Fiquei tão feliz T-T
Bom, espero que gostem.

Era inverno em Munique. Tinha nevado no início da tarde e ainda havia, em algumas árvores e telhados, neve. Eram cinco horas, e o sol começava a se pôr. As crianças corriam até suas casas para se protegerem do frio, ficando perto dos aquecedores. Alguns casais caminhavam abraçados pela rua, procurando um pouco de calor no corpo da pessoa que amavam.

Tudo o que acontecia na cidade, era relevante para os dois exorcistas, cujos interesses se limitavam a seu próprio mundo. Para os dois, nada mais importava além daquilo que estavam sentindo.

Kanda lambia, mordia, beijava o pescoço alvo, enquanto Allen gemia diante dos toques hábeis do mais velho. Kanda já havia perdido a conta dos sonhos, nada castos, que tivera com Allen. Sempre acordava suado, ofegante, e com um “problema” que só podia ser resolvido de dois jeitos: tomando uma ducha fria ou se masturbando. Como os banheiros da ordem eram coletivos, poderia encontrar alguém lá e não seria bom se o vissem com um “problema” tão constrangedor; por isso, optava pela segunda opção.

As coisas não eram muito diferentes com Allen, mas ele pensava em Lavi e não em Kanda. E estar sendo tocado dessa forma pelo mais velho, era um tanto inesperado.

Allen gemia e tentava tirá-lo de cima de si, mas Kanda era maior e mais forte, e todos os seus esforços foram inúteis. Kanda beijou os lábios de Allen com anseio, os deixando vermelhos e inchados, fazendo o menor arfar com a falta de ar.

– Kanda, para... Por favor – murmurou. Por mais que não quisesse chorar, as lágrimas escorriam quentes pelo seu rosto.

Kanda não parou. Começou a lamber os mamilos de Allen, os deixando rígidos. Allen gemeu mais alto, fazendo Kanda sorrir e chupar os mamilos sensíveis com mais força.

– Kanda... Não... — gemeu.

Moyashi, admita que está gostando – disse, pressionando o membro já ereto de Allen com a perna. – Seu corpo não consegue mentir.

Kanda voltou a beijar o pescoço de Allen, disposto a fazer o menor gemer o mais alto que pudesse. Explorava com as mãos, com a boca, com a língua, cada extensão do corpo pequeno e pálido que tanto amava. Allen não conseguia conter os gemidos que escapavam a cada toque mais ousado de Kanda.

Kanda fazia tudo de forma lenta e apaixonada. Começou a masturbar o membro do menor devagar, mas foi aumentando o ritmo, fazendo Allen perder toda a vontade que tinha de resistir e o fazendo gozar. Era uma visão encantadora, para não dizer excitante. Allen estava com a face corada e com a boca aberta tentando se recuperar do prazer que havia experimentado enquanto murmurava palavras desconexas.

Kirei da¹... – disse. Allen o olhou confuso, não entendeu o que Kanda havia dito. –Totemo kirei da.²

– Kanda, por favor... Para. – reuniu o pouco de força que ainda lhe restava e empurrou o mais velho. Mas não usou força o suficiente para afastá-lo completamente de si. – Eu não posso. Eu amo o Lavi... Isso não é certo.

Tentava mostrar firmeza, mas Kanda percebeu que ele tremia levemente. Ainda não havia se recuperado do orgasmo que teve há pouco. Kanda se levantou e foi em direção à cortina. Allen soltou um suspiro aliviado, mas algo dentro de si pedia por mais. Sacudiu a cabeça tentando afastar esse tipo de pensamento. Pensou em Lavi e em como se sentia perto dele, mas acabou se lembrando de que ele estava com Lenalee. Sentiu uma dor aguda no peito, ao mesmo tempo em que sentiu alguém lhe vendando os olhos.

– O que... – começou.

– Pense que eu sou o Lavi – disse. Kanda não queria fazer isso, mas se pudesse desfrutar um pouco mais desse momento, aceitaria esse tipo de humilhação.

– Kanda, eu não... – tentou falar, mas foi interrompido pelo beijo que recebeu. E diferente dos outros, este era mais... Libidinoso.

– Pare de pensar tanto nisso! Ele está com a Lenalee. Você não pode amá-lo para sempre. – Sem perceber estava com a mão nos cabelos brancos tão macios, fazendo Allen se assustar com a delicadeza que o homem que dizia odiá-lo afagava seus cabelos. – Tetsudaisuru yo

Kanda voltou a tomar a boca do menor com ânsia. Kanda queria desfrutar do prazer que sentia ao ter Allen tão submisso a si. Sabia que quando tudo acabasse perderia Allen de vez; ele sabia, mas não iria parar. Já que iria perdê-lo, aproveitaria aquela noite o máximo que pudesse.

Allen gemia baixo, sendo pressionado pelo corpo de Kanda. Queria que aquilo terminasse, mas ao mesmo tempo ansiava por aquelas carícias. Mesmo que não quisesse admitir, estava se sentindo carente. Quando descobriram que ele era um Noah, quase ninguém se aproximava ou falava com ele, só os seus amigos, alguns finders e os poucos membros da seção de ciências. Queria esquecer todos os problemas, e os beijos de Kanda o estavam ajudando nessa tarefa.

Kanda parou por um instante para poder admirar a expressão de prazer que Allen sustentava na face corada pela vergonha. Estava excitado e precisava de um alivio. Abriu mais as pernas de Allen e começou a lamber a entrada pulsante, fazendo com que o menor jogasse sua cabeça para trás e segurasse os lençóis com mais força.

– Kanda, não faça isso. É vergonhoso! – Disse, mas Kanda não parou.

Kanda tinha pesquisado um pouco sobre esse tipo de coisa. Sabia que a primeira vez da mulher doía e até sangrava, mas não fazia ideia de como era com os homens. Como esse tipo de assunto era considerado um tabu, não havia conseguido muitas informações. Só sabia que devia ser cuidadoso, porque diferente das mulheres, o corpo dos homens não é adaptado para fazer essas coisas. Como não queria machucar o menor, iria molhar bastante a entrada dele para a penetração ficar mais fácil, mas antes iria fazer com que se acostumasse com um volume em um lugar tão incômodo. Estava prestes a colocar o primeiro dedo quando sentiu algo atingir sua cabeça com força. Ficou tão atordoado que acabou caindo da cama.

Quando foi ver o que havia lhe acertado, ficou surpreso ao ver Timcampy na frente de Allen mostrando os dentes em sua direção, como se o estivesse protegendo. Provavelmente o golem não havia gostado da maneira que Kanda tocou o seu dono e decidiu intervir.

Allen abriu os olhos com dificuldade e se surpreendeu com a atitude de Tim. Ficou sem reação por alguns instantes, até seu olho começar a doer por sentir a presença de algum akuma, mas quando foi avisar a Kanda, o finder que os acompanhava começou a bater desesperado na porta do quarto.

– Senhores exorcistas, akumas estão atacando Augsburg! – Gritou, parando de socar a porta.

– Vamos descer em vinte minutos! Arrume tudo para partirmos! – Kanda gritou, se recompondo.

– Certo!

Assim que o finder saiu Kanda olhou para Allen e se maldisse. Deveria ter pensando onde estavam antes de fazer tudo aquilo com o menor. Suspirou e foi ajudá-lo a se levantar, mas Allen se esquivou do toque de Kanda e o fitou com o olhar carregado de medo. O maior escondeu o rosto com a mão, não queria que Allen visse o olhar arrependido que tinha.

Olhou para sua ereção e suspirou mais uma vez, não podia lutar desse jeito, e iria ter que resolver esse problema sozinho. Entrou no banheiro e viu as roupas de Allen em um canto. Pegou a blusa e a cheirou. O cheiro dele era realmente muito bom. Não sabia se ele usava alguma colônia, mas adorava aquele cheiro. Seu membro estava começando a doer pela pressão das roupas, então abriu a calça e o tirou. Fechou os olhos e começou a se masturbar. Enquanto se masturbava, voltou a cheirar a blusa de Allen e imaginou que era ele que estava tocando-o. Sempre que pensava no menor gozava rápido e não demorou muito para isso acontecer. Deixou o nome de Allen sair quase em um sussurro de seus lábios enquanto sentia o sêmen quente escorrer pela sua mão.

Allen continuava encolhido no chão. Estava perdido em seus pensamentos quando começou a ouvir baixos gemidos vindo do banheiro. Pensou em ir ver o que Kanda estava fazendo mas, precisava ir até os akumas. Levantou-se e começou a procurar suas roupas pelo quarto até se lembrar de que as tinha deixado no banheiro. Por mais que seu subconsciente dissesse que ele não deveria abrir aquela porta, o seu amor pelos akumas era mais forte. Abriu um pouco a porta e viu Kanda se masturbando. Ficou extremamente corado e quando estava fechando a porta pôde ouvir seu nome sendo proferido ao mesmo tempo em que Kanda gozava. Fechou a porta surpreso com o que ouvira e voltou para a cama. Pegou uma roupa na mala e a vestiu, saindo logo depois. Não queria ficar sozinho com Kanda.

Quando Kanda saiu do banheiro Allen já não estava no quarto, o que fez o maior socar a parede com força. Ele sabia que Allen o evitaria, mas isso aconteceu mais rápido do que esperava. Estalou a língua e desceu, indo direto para o carro que o finder havia conseguindo. Durante todo o percurso até Augsburg Kanda e Allen olhavam para a paisagem como se ver toda aquela neve fosse mais interessante do que implicar um com o outro. O finder não se importou com o silêncio dos dois, era melhor vê-los em silêncio do que brigando.

Chegaram a Augsburg e pode-se dizer que foi uma vitória fácil. Só havia poucos akumas do nível dois, e infelizmente a informação sobre a innocence estava errada. Allen e Jonathan foram ajudar os feridos, enquanto Kanda saiu para poder pensar melhor sobre o que ia fazer em relação a Allen. Acabou chegando a uma conclusão que não lhe agradou muito mas, era o melhor a se fazer.

Acamparam próximo à estação de trem e, enquanto Jonathan dormia, Kanda se aproximou de Allen, deixando o menor tenso, e sibilou em seu ouvido: “Não se preocupe, você não vai mais me ver”. Allen fitou Kanda e antes que pudesse dizer algo, sentiu os lábios de Kanda sobre os seus. O beijo se aprofundou e quando se separaram Allen olhou para Jonathan, para ter certeza de que o finder não havia acordado. Kanda beijou Allen novamente, mas dessa vez beijou a estrela que o menor tinha na testa. Allen ficou surpreso com a atitude; não era por causa dessa marca que Kanda o odiava?

Kanda se levantou e começou a andar na direção da estrada, saindo cada vez mais da vista do menor que ainda não havia entendido tudo o que estava acontecendo.


Kanda não voltou na manhã seguinte, e mesmo que Allen quisesse esperar pelo maior, eles tinham que voltar logo para a Ordem. Allen percebeu que Jonathan o olhava de forma estranha novamente e não ousou olhar em sua direção, preferindo observar a paisagem até a Ordem.

Quando chegaram à Ordem, Allen foi fazer o relatório sobre a missão, ocultando sobre o que Kanda havia lhe feito. Conversava normalmente com todos, e estava começando a aceitar o romance do Lavi e da Lenalee. Mas mesmo que tudo parecesse normal, Allen não conseguia tirar Kanda da cabeça. Fazia mais de dois meses que não tinha notícias do maior e por mais que perguntasse a Komui, ele só dizia que Kanda estava realizando missões.

Depois de três meses, Allen e Lavi receberam uma missão. Teriam que ir à capital de Portugal: Lisboa. A informação que haviam recebido era que os Noahs tinham sido vistos pelas proximidades, e, por mais que o inspetor Lvellie não quisesse permitir a saída de Allen da Ordem, Komui insistia em dizer que Allen ainda era um exorcista e que deveria cumprir suas missões.

Allen ficou feliz por poder sair da Ordem, não estava aguentando o clima pesado que se instaurara, e estar com Lavi melhorava muito o seu humor. O ruivo era falante e o deixava à vontade, e esse era um dos motivos que haviam feito com que se apaixonasse por ele. E Lavi não falava tanto na Lenalee como pensou que fosse fazer e isso, de certa forma, o deixava aliviado.

Chegaram à Lisboa com um finder, que mesmo sendo novato, já sabia dos rumores sobre Allen ter algum envolvimento com o Conde que circulavam pela Ordem e por isso fazia questão de andar distante dele e só conversar com Lavi.

– Não precisa se preocupar, Allen. – Disse, dando palmadinhas nas costas do outro. – Depois de um tempo eles esquecem isso.

Sorriu como de costume e foi até um grupo de senhoritas para conseguir alguma informação, e, por mais incrível que parecesse, Lavi não estava flertando com nenhuma. Allen suspirou, pelo visto ele estava levando a sério o relacionamento com Lenalee. Ficou feliz por eles e ao mesmo tempo sentiu uma dor aguda no peito. Pelo visto, ainda amava o aprendiz de Bookman.

Passaram-se três dias e não conseguiram descobrir nada sobre o paradeiro do Noah. No terceiro dia, quando Allen chegou ao hotel em que estavam hospedados, encontrou Kanda sentado em sua cama conversando com Lavi. Allen ficou em silêncio por algum tempo e só saiu do estado de transe quando Lavi se pronunciou:

Moyashi, você está bem?

– O meu nome é Allen, Lavi idiota! – Gritou, um pouco corado e inflando as bochechas.

– Você ficou mesmo surpreso por ver o Yu. – Lavi disse isso rindo.

Allen ficou vermelho e Kanda apenas estalou a língua, o que fez o ruivo rir mais alto.

– Eu... Tenho que comprar uma coisa... Depois a gente se vê – disse, e saiu do quarto.

Ele não precisava comprar nada, só não queria ficar perto de Kanda. De certa forma, estava feliz em vê-lo, mas ainda não conseguia encarar o maior. Entrou em uma loja qualquer e nem reparou direito no que havia comprado, ficou andando pela cidade e, perdido em seus pensamentos, não reparou em um par de olhos o observando.

Depois que Allen saiu, Lavi olhou para Kanda com um olhar de quem dizia: “O que foi que você fez?”.

– Eu não fiz nada – resmungou.

– Então, por que o moyashi agiu daquele jeito? – Perguntou, e não recebeu uma resposta. – Você gosta dele, não é?

E, novamente, Kanda permaneceu em silêncio.

– Que lindo, Yu! Você está apaixonado! – Gritou. – Nunca pensei que isso um dia iria acontecer! Você se apaixonando por alguém, e esse alguém além de ser homem é Allen Walker, o homem que você vive dizendo que odeia.

– Pare de me chamar pelo nome! – Gritou, se levantando e o ameaçando com a Mugen– Isso não te incomoda? – Perguntou, guardando sua innocence.

– O quê? Ser ameaçado desse jeito? Bom, é um pouco desconfortável, então eu gostaria que você parasse com isso – disse rindo.

– Não é isso, seu idiota! Não te incomoda saber que eu gosto de um homem? Não te dá nojo? – Perguntou.

– É um pouco estranho, afinal você e Allen são meus amigos, mas eu não vejo muito problema com isso. Eu sou o aprendiz do Bookman, eu já vi muitos casos de homossexualidade por aí, e não dá para escolher por quem vamos nos apaixonar, não é mesmo? – Sorriu e se deitou na cama. – Mas o que você fez com ele? Ele nem te xingou ou coisa parecida.

– Isso não é da sua conta – resmungou.

– Claro que é! E se você não me contar, eu vou perguntar para o Allen – disse, cruzando os braços e alargando ainda mais o sorriso.

– Eu... O beijei e fiz outras coisas a mais – murmurou.

– Outras coisas a mais? O que exatamente você fez? – Perguntou, e seu semblante ficou um pouco mais sério, já pensando no que poderia ser essas “coisas a mais”.

– Aquele idiota estava tentando se afogar e quando eu o tirei... – Kanda narrou tudo o que havia acontecido ocultando o que Allen sentia por Lavi, e Lavi escutou a tudo e às vezes deixava um comentário pervertido escapar.

– Yu, você é mais pervertido e ousado do que eu! Não acredito que você fez isso tudo com o Allen! – Disse, enquanto ria do rosto levemente corado de Kanda após ter dito tudo aquilo.

– Tsc! – Kanda apenas estalou a língua como resposta.

– Olha, se você quiser eu posso te ajudar a conquistar o Allen. Eu sou o melhor amigo dele, e com as palavras certas eu posso ajudá-lo a perceber que você não é tão ruim quanto parece.

– Não vai adiantar. Ele ama outra pessoa.

– Sério? Mas não tem problema! Vai ser um pouco difícil, mas eu consigo! – Disse sorrindo. – Então, quem é a garota? Só espero que não seja a Lenalee.

– Não é uma garota – sussurrou.

– É um homem?! Então a coisa fica mais fácil! Quem é?

– Eu não posso dizer.

– Por que não? – Perguntou, mas não teve resposta. – Por acaso é alguém que nós conhecemos?

Kanda assentiu.

– É um exorcista? – Perguntou, e novamente Kanda assentiu. – Hum... Acho que os únicos que podem ser o possível amor do moyashi são o Kro-chan, o Chaozi e o Marie, estou certo?

– Não.

– Não? Bom, o general Cross é o tipo de homem que as mulheres gostam, mas não sei se o Allen iria gostar dele – disse pensativo. – Então só sobra... Eu!

Lavi começou a rir, enquanto dizia: “É impossível”! Kanda nunca teve tanta vontade de bater em Lavi como naquele momento. O maldito coelho estava certo, e isso o deixava com raiva. Fechou os punhos com força para não matá-lo, mas sua ação foi notada por Lavi que se calou e, com certo receio, falou:

– Eu acho isso meio impossível, Yu. Você tem certeza? Talvez tenha escutado errado – disse, esperando que isso fosse só um mal entendido. Considerava Allen como um amigo e nada mais.

– Um mal entendido?! Eu tenho certeza do que ouvi! – Kanda se levantou e foi para cima de Lavi. – Ele não parava de repetir que te amava, que o que estávamos fazendo era errado, e você acha que foi um mal entendido?!

Lavi não sabia o que dizer, estava estático. Nunca imaginou que veria Kanda se descontrolando dessa forma por causa de uma pessoa, e muito menos por Allen. Ficou quieto por alguns momentos, esperando Kanda se acalmar e quando foi falar algo, Timcampy irrompeu no quarto batendo as asas afoitamente.

– Tim?! – Lavi disse, se levantando surpreso e indo até Tim.

– Ei, onde está o moyashi? – Kanda perguntou olhando para a porta, esperando que Allen aparecesse ofegante e reclamando com Tim por ter fugido daquele jeito.

Timcanpy se soltou das mãos de Lavi e começou a passar um vídeo, e o que ele mostrou surpreendeu a ambos os exorcistas. Allen estava sendo carregado por Tiky Mikk para um prédio, que só de olhá-lo uma vez sabia-se que era um bordel.

Kanda ficou sem reação. Não conseguia pensar em nada.

– Nos leve até lá, Tim! Yu, vamos! – Lavi disse, puxando Kanda e o tirando do transe.

Foram correndo atrás de Tim, e a única coisa que vinha na cabeça de Kanda era Allen. Por mais que ferisse o seu orgulho ao admitir, amava demais aquele pirralho, e não seria complacente com ninguém que o machucasse, ainda mais com um Noah.

Notas finais
¹Você é lindo.
²Tão lindo.
³Eu te ajudo.
Agradeço a rurucchi por ter betado e traduzido as frases para o japonês. Obrigada,Ruru!
Espero que tenham gostado ^^
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