Please Stay With Me

8 O Verdadeiro Motivo Da Fuga


Notas iniciais
Genteee, desculpem ter ficado sem postar, é que eu perdi o pen-drive onde tava escrevendo, mas agora que encontrei já voltei a escrever. Obrigada por não terem desistido de mim.. rs Esse capítulo ficou meio sem graça, mas o próximo vai estar mais carregado de emoções.

Atendi, com muito desespero, e logo a cumprimentei.

Riley: Jannie, Jannie, que saudade. Como vão as coisas por aí?

Jannie: Depois nós falamos de mim. Recebi sua mensagem, o que aconteceu?

Pensei em contar-lhe tudo o que ocorrera, desde quando ela não me permitiu entrar em sua casa até agora, mas senti receio dela decidir voltar, e isso geraria uma enorme discussão com sua mãe. Mas, claro, podia lhe contar do que acabara de acontecer.

Riley: Sua mãe está aqui, veio atrás de você, está desesperada, se perguntando onde errou e o motivo de você ter fugido. Sinceramente, Jannie, fugir com medo da ameaça de uma patricinha, foi uma coisa que nunca pensei que faria.

Jannie: Riley, acho que você precisa saber de uma coisa. Porque eu confio em você para contar qualquer coisa, não confio?

Riley: Fala logo.

Jannie: Riley, naquele dia, quando terminei com Max, foi porque ele havia me trocado pela Margaret, lembra? Mas não foi pra me proteger, foi pra proteger a si mesmo. Ele estava devendo a uma gangue perigosa, devendo muito, e ele viu na Margaret, que é uma menina rica de família importante, a chance de arrancar algum dinheiro dela. Mas um tempo depois, ele viu que nada ia conseguir dela, e foi negociar um acordo com a gangue, eles não perdoaram, e foi assim que ele quebrou o pescoço.

Riley: Você já sabia desse envolvimento dele com a gangue quando isso aconteceu?

Jannie: Se eu soubesse, eu te contaria. Acredite.

Riley: Já entendi o final, ele te contou a verdade, você perdoou ele, e ele propôs que vocês fugissem para ele não ter que pagar a dívida.

Jannie: Exatamente. Por isso eu estava tão aflita, ele não iria sem mim, e se ele não fosse, ia acabar morto. Eu o amo tanto, Riley, nunca permitiria que isso acontecesse. Fugi com ele logo depois da aula, mas antes entrei pela varanda de seu quarto e deixei aquela carta.

Não acreditava no que estava ouvindo. Ela mentira para mim, claro, foi para proteger Max, mas ao menos podia ter deixado a verdadeira explicação na carta. Mas agora isso não importava mais. Decidi conta-la sobre Andrew.

~~~

Jannie: Caramba, Riley. O primeiro cara legal que você, conhece, e despeja ele assim?

Riley: "Cara legal"? Ele queria me levar pra dentro de casa, sabe-se lá o que ele queria fazer comigo.

Jannie: Riley, se, no teatro, ele realmente te olhou como você disse que olhou, ou ele só tinha boas intenções, ou ele é muito bom ator.

Riley: Mas quando ele me convidou pra entrar, ele me olhou de um jeito maldoso, enquanto segurava minhas mãos... Não importa o que diga, Jannie, sei que entende desse assunto, mas eu nunca mais quero vê-lo na vida.

Jannie: Então é bom encontrar um jeito de matar aula toda sexta-feira. Bom, tenho que ir. Não posso ficar dentro de casa em plena sexta-feira, certo? Muito menos em Los Angeles. E, se eu fosse você, faria o mesmo, afinal, não estou mais aí para te fazer companhia, é melhor você me substituir logo, ou vai acabar entrando em depressão.

Riley: O que sugere que eu faça nessa cidadezinha sem futuro?

Minha cidade é pequena, não se tem muitas coisas pra fazer.

Jannie: Sei lá, vai pra um starbucks, e se socialize, ao menos veja outras pessoas, entre na internet, faça alguma coisa. Só não fique em casa. Beijo.

Ela desligou. Fiquei olhando para o teto por um tempo, sem dúvida, ela queria que eu fosse ver Andrew, e uma parte de mim também desejava isso. Apesar de tudo, ele me deixava curiosa, queria conhece-lo, mas sentia medo de não valer a pena. Ele disse que me visitaria hoje, mas não veio. Obviamente, ficou muito sem jeito com o que fiz hoje. Agora ele também devia desejar não me ver nunca mais, talvez isso fosse bom, ou talvez Jannie tivesse razão, ele podia não ter intenções ruins, talvez, o susto de ele me levar para sua casa tenha me feito imaginar coisas absurdas. Talvez, mas só talvez, eu devesse procura-lo.

Levantei-me depressa, e busquei uma roupa no meu armário. Peguei e fui tomar banho. Logo que desci as escadas, avistei a mãe de Jannie ainda lá, sentada no sofá e conversando com minha mãe. Ela já estava bem mais tranquila,até sorria. Minha mãe ouviu meus pés descerem as escadas, e, sem ao menos se virar, perguntou:

Mãe: Para onde vai, Riley?

Riley: Encontrar um amigo.

Disse passando em linha reta, também sem olha-la. Certa de que achara estranho eu ter ido encontrar um amigo, sendo que apenas Jannie era minha amiga, e agora ela estava em outra cidade. Agora eu teria que lembrar o caminho até a casa de Andrew, e sem dúvida, se não encontrasse logo, acabaria perdendo a coragem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.