Please, Save My Life
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Esse é um capítulo todo do Edward e como todas estavam desesperada por vê-lo sofrer resolvi adiantar o encontro deles.
Obrigado as que comentaram
Bjs
POV Edward
Respirei fundo três vezes e entrei com as pernas tremendo e as mãos suando, estava com medo de ser mais uma vez rejeitado, de não ser bom o suficiente, apesar de ter cursos em engenharia civil e administração pela minhas roupas e bem provável dela me expulsar dali sem pensar duas vezes. Mesmos assim quis tentar, por meu filho, Artur.
Ao passar pela portaria encontrei com Victoria, a minha antiga recepcionista, e ela arregalou os olhos quando me viu e eu tentei sorri.
- Bom dia Victoria. – sussurrei a ela que ainda me encarava com os olhos arregalados e depois sorriu.
- Senhor Cullen que surpresa você aqui. – disse com um sorriso simpático. – O que posso ajudá-lo?
- Bom será que tem como eu falar com sua chefa? – perguntei e ela sorriu.
- Terei que perguntar se você poderá subir. – disse como se estivesse se desculpando.
- Tudo bem, se ela não tiver tempo agora eu posso voltar mais tarde.
Ela assentiu e pegou o telefone e o colocando em seu ouvido, olhei em volta e não tinha muita coisa diferente, poderia dizer que quase nada mudou e uma onda de felicidade passou por mim, nem me lembro quando senti isso, talvez quando vi meu filho pela ultima vez, agora apenas tristeza cabia dentro de mim.
- Senhor Cullen? – chamou Victoria. Virei-me e sorri.
- Desculpe, não mudou muita coisa aqui não é? – perguntei e ela sorriu.
- Sim, Isabella gostou da empresa e não quis mudar, apenas algumas coisas. Ela é um amor, você vai adorar conhecê-la. – sorriu.
- Então as chances dela me ajudar são maiores do que eu imagino? – perguntei e ela assentiu.
- São bem alta, ela adora ajudar. Nunca tive uma chefa melhor. – disse sorrindo e eu arqueei uma sobrancelha, Victoria arregalou os olhos e corou. – Desculpe, não pensei antes de falar, o senhor não era um mau chefe.
- Tudo bem Victoria, eu entendi. – disse sorrindo. – Então ela tem um tempo para mim?
- Tem sim. Disse que pode subir. – sorri para ela. – E seu filho?
Engoli seco e senti meus olhos marejados.
- Ele foi para um orfanato, por eu não ter onde ficar. E por eu não conseguir emprego rápido ele foi adotado, e eu não sei onde ele esta agora. – sussurrei sentindo as lagrimas escorrerem.
- Eu sinto muito, muito mesmo. – tentei sorri.
- Eu também, agora vou lá. – disse e ela sorriu nos despedimos e eu subi. Quando estava no elevador tentei me recuperar do recente choro, limpei meu rosto, tentei ajeitar o máximo que pude das minhas roupas, e respirei fundo quando a porta abriu, sai e fui em direção a sala da presidência e na mesa da secretaria estava uma mulher de cabelos pretos e curtos, conversando no telefone. Sabia que Tânia não duraria muito aqui, eu já estava quase a demitindo. Parei em frente à mulher e ela me encarou e pediu para eu esperar, assenti e quando ela terminou sorriu.
- Você é Edward certo? – perguntou com sua voz de sino. Apenas assenti e ela sorriu. – Pode entrar Bella esta te esperando.
Assenti de novo e caminhei ate a porta, com o cenho franzido a secretaria nova dela a chamava de Bella? Bati na porta e ouvi um “entre” respirei fundo e abri a porta entrando de cabeça baixa, e caminhei ate sua mesa e levantei o rosto. E engoli seco, ela era linda, sua pele branquinha, cabelos escuros dava uma moldura perfeita ao seu rosto com formato de coração, seus olhos de uma cor de chocolate profundo, me vi fascinado naqueles olhos, sua boca pequena e vermelha estava um pequeno sorriso. Tentei retribui, mas acho que saiu mais uma careta.
- Bom dia, sente-se, por favor. – pediu com uma voz doce. Sentei a sua frente e respirei fundo antes tentando achar minha voz.
- Bom... bom dia. – respondi e ela franziu o cenho.
- Por que está nervoso?
- Na... não estou. – menti e ela sorriu.
- Então você é gago.
- Na... não. – respondi e corei. – Não sou gago.
- Eu já sabia. – sorriu e eu me vi sorrindo também. – Então o que posso te ajudar?
Abaixei a cabeça e pensei em ir embora, mas eu estaria desistindo do meu filho, e não poderia fazer isso. Prometi a ele que o buscaria, e não iria quebrar minha promessa. Tentei achar a melhor forma de pedi ajuda a ela, mas parece que todas as palavras sumiram da minha mente, sem perceber senti as lagrimas inundarem meus olhos e respirei fundo tentando o máximo que elas não escorressem pelo meu rosto, mas foi inevitável. Ao olhar para ela, seu olhar era angustiado. Levantei-me e passando a mão pelo meu cabelo, os soluços começaram a sair pela minha boca, eu me senti fraco, sem forças. Precisava de ajuda, mas como se eu nem conseguia falar.
- Desculpe. – pedi. – Desculpe. – repeti e sai da sala precisava tomar um ar, ouvi meu nome sendo chamado, mas eu já tinha entrado no elevador. Quando cheguei à portaria sai, ouvindo Victoria me chamar, mas eu não parei. Não consegui ir muito longe, parei na esquina e senti todo o peso da derrota encima de mim, ouvi a voz do meu filho pedindo para que eu buscasse. Cai de joelho no chão, e me sentei encostado na parede, puxei minhas pernas e as abracei colocando a cabeça por cima. Ainda ouvia a voz de Artur e isso estava piorando. Deixando-me mais desesperado. – Desculpe bebe, desculpe. – sussurrei como se ele pudesse me ouvir e senti uma mão em minha cabeça acariciando meus cabelos. Levantei meu rosto e a vi, ajoelhada na minha frente sorrindo tentando passar confiança. Sem consegui me conter eu a abracei ainda chorando. E ela retribuiu, me senti bem ali, ficamos assim ate que eu conseguisse me acalmar. Afastei-me dela e enxuguei meu rosto com a cabeça baixa.
- Quer conversar agora? – perguntou e eu não sabia o que responder. – Podemos ir a uma padaria e tomar café o que acha? Está com fome?
Assenti não sabia qual foi a ultima vez que comi, acho que há três dias, consegui um pão dormido de uma padaria e dividir com um mendigo já velhinho, não era muita coisa, mas para que estava há muito tempo sem comer era o suficiente.
- Então vamos? – perguntou levantando e me estendendo a mão.
- Não precisa fazer isso por pena. — ela negou e sorriu.
- Não estou fazendo por pena, gosto de ajudar os outros.
Assenti e levantei caminhamos ate uma padaria ali perto, percebi que ela não era muito alta apesar de estar de salta ela batia no meu ombro, seu cabelos como tinha percebido eram grandes e batiam no meio de suas costas, ela era magra, mas cheia de curva. Uma mulher bonita e provavelmente casada ou namorando ela não me parecia muito velha. Entramos na padaria e nos sentamos em uma mesa, ela pediu um café e bolo de chocolate, e eu pedi o mesmo, mas ela acrescentou panquecas e suco de laranja, franzi o cenho para onde iria isso tudo, ela era pequena e magra e comia isso tudo.
- Não se preocupe, o suco e as panquecas são para você. – disse sorrindo. – Não precisa me olhar assustado. – corei por ser pego e ela gargalhou, e me vi fascinado em mais uma coisa dela. Sorri.
- Eu só estava pensando para onde iria isso tudo.
- Então pode tentar descobrir por que eu como meu pai diz “sou uma pessoa boa de prato”. — sorriu. — Por eu já ter tomado café hoje eu fico apenas com um pedacinho de bolo e café.
- Uau, pedacinho? Tem certeza? – perguntei ao ver o tamanho do pedaço de bolo e ela sorriu assentindo.
- Coma depois conversamos. – disse e eu peguei um pedaço do bolo, estava maravilhoso.
- Desculpe por ter saído daquela forma, mas...
- Não conversa comigo enquanto eu como algo feito de chocolate. – interrompeu-me eu sorri assentindo.
Depois de ela terminar o seu bolo ela ficou esperando eu terminar me encarando, quando bebi o ultimo gole do suco eu sorri sem graça.
- Obrigado, não sei qual foi a ultima vez que me senti satisfeito, como agora.
- Não precisa agradecer. Podemos conversar agora. – sorriu e eu retribui era quase automático ela ria eu ria.
- Sim. – respondi me sentindo nervoso de novo.
- Não precisa ficar nervoso. Apesar de não saber o motivo de você vender a empresa, eu sei que a vida deve esta sendo difícil para você, sei também que tem um filho certo? – perguntou e eu a olhei confuso como ela sabia, nunca tinha levado Artur para a empresa, apesar das pessoas saberem que eu tinha um filho, mas ela não me parecia que ouvia fofocas dos outros. – Eu achei um foto sua com um bebe muito parecido com você no meio dos documentos na primeira vez que fui à empresa.
Esclareceu e eu assenti, sentindo meus olhos úmidos de novo.
- Você guardou a foto? – perguntei e ela assentiu. – Pode me devolver?
- Claro esta na minha sala, depois de conversarmos aqui iremos lá buscar.
- Obrigado. Eu não perguntei seu nome. – disse sem graça e ela sorriu.
- Isabella, mas prefiro Bella.
- Combina com você. – ela corou abaixando a cabeça.
- Obrigado. Edward certo? – assenti e ela sorriu. – Belo nome. Me diz o que queria comigo na empresa?
- Eu fui pedir ajuda. – ela assentiu. — Eu Não consigo emprego em lugar nenhum por parecer um mendigo e preciso de m emprego bom para buscar meu filho no orfanato. – Não iria dizer a ela que ele já foi adotado, ela não precisa saber de todos os meus problemas.
- Bom, hoje em dia esta mesmo difícil arrumar um emprego, mas como você era dono da empresa creio que tenho algum curso,certo? – perguntou e eu assenti.
- tenho engenharia civil e administração.
- Ok, no momento a empresa não esta precisando de nenhum dos dois. – disse e eu desanimei, sabia que não seria tão fácil. – Mas, — sorriu. – Minha amiga Alice, minha secretaria, tem curso de designer de interiores, e eu estou precisando de alguém nessa área, e estou procurando uma nova secretaria, se você não se importar a vaga será sua.
- Obrigado, e claro que não me importo, claro que aceito. – disse animado. – Muito obrigado Bella, você esta salvando minha vida literalmente.
- Não precisa agradecer, tenho um filho e sei que deve estar sendo difícil ficar longe.
- Você não faz ideia. – sussurrei. – Quando eu começo?
- Hoje. – disse sorrindo. – Brincadeira. Irei arrumar um lugar para você ficar e roupas para trabalhar. E quando você se senti preparado estaremos te esperando.
Depois disso saímos da padaria e ela me levou a empresa e pediu para Alice me explicar o que deveria fazer, não era muito difícil, por eu já ter trabalhado ali, algumas coisas apenas que mudaram ate o nome Cullen permaneceu na empresa o que fez eu agradecê-la mais. Meio dia ela saiu de sua sala e pediu para que eu a acompanhasse, fomos para a garagem e entramos no carro ela começou a dirigir pelas ruas de Nova York, paramos e um prédio e entramos. Eu não disse nenhuma palavra e ela também não. Ao chegarmos ao décimo terceiro andar ela me puxou para uma porta e abriu com a chave. Me perguntava se era ali que ela morava, mas fui surpreendido quando ela falou.
- Gostou? – perguntou e eu apenas assenti. Ela me estendeu a chave e eu a olhei confuso – Sua nova casa.
- O que? – perguntei perplexo, e ela sorriu.
- Sua casa, esse apartamento era meu, mas ele é muito pequeno para meu bebe brincar então eu comprei uma casa. – sorriu. – Quando você tiver condições de comprar algo com a sua cara você me devolve.
- eu nem sei o que dizer. – disse sorrindo. Abracei-a apertado. – Obrigado, muito obrigado.
- Para de agradecer. – repreendeu-me. – Sabe quantas vezes eu já ouvi você dizer isso hoje. – eu neguei. – Um milhão de vezes. – disse brincalhona.
- E ainda não é suficiente.
- Eu iria te acompanhar para comprar suas roupas para o trabalho, mas meu bebe esta me esperando em casa, e vai ficar bastante manhoso se eu chegar um minutinho atrasada.
- Tudo bem, eu compro sozinho. – disse um pouco afetado por ela poder ter seu filho por perto. Ela assinou um cheque e me entregou.
- Está em branco então compra tudo o que precisar, a cozinha esta abastecida. Compre apenas coisas pessoais mesmo. – disse e eu me perguntei se ela era louca por dar um cheque em branco para um desconhecido. – Aqui esta a foto.
Sorri ao ver a foto do meu bebe com apenas três meses, ele era tão parecido comigo fico imaginando como ele estaria agora. Bella me deixou no shopping e foi para sua casa, comprei o necessário para ate eu ganhar meu primeiro salário, não iria explorar ela mais do que já tinha, quando voltei para casa tomei um banho quente e deitei na cama, apreciando a maciez do colchão e dormi logo em seguida sonhando com Artur e Isabella.
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