Please, Remember Me!
14 Recomeçando
Notas iniciais
Nas ruas frias de Nova York, Elliot caminhava pelo Central Park, olhava para algumas crianças que brincavam com a neve que se derretia por causa do sol. Todos usavam roupas de frio. O homem tomava um café e caminhava, era o primeiro natal que passava sozinho, sem seus amigos, sem seus pais e sem... Kurt.
Bom ele entendia completamente o castanho, também Kurt era muito chegado a sua família, o moreno estava um tanto ansioso para sua conversa com o castanho.
O mesmo estava confuso também, após aquele beijo... Tudo ficou confuso e estranho, claro Elliot até enviou algumas mensagens, mas assim que Kurt disse que queria conversar, tudo ficou estranho e confuso.
O moreno deu um leve suspiro e então bebericou seu café quente que havia comprando no Park.
Bebia e andava ao mesmo tempo, até que um garoto passou perto dele com pressa e sem querer, esbarrou no mesmo, quase deixando o café do moreno cair.
–Hey, você não olha para onde anda? – Perguntou Elliot, o garoto apenas voltou e então olhou nos olhos do moreno.
–Você que ficou na minha frente! – Disse o garoto, Elliot achava aquele garoto muito familiar, aqueles olhos azuis, aquele cabelo loiro e aquela altura. Então o moreno lembrou-se de tudo. De como se conheceram dos livros que liam juntos, da chuva que pegaram e de sua primeira vez. Sentiu seu corpo se arrepiar todo ao lembrar daquilo. Suspirou e então disse.
–Erick? – Disse surpreso.
–Como você sabe meu nome? – Perguntou e então se lembrou, todo o flashback que Elliot teve o garoto também teve, na verdade ele não era um garoto, era um homem, mas ainda tinha aquela carinha fofa de garoto. – Meu deus, esse mundo é realmente pequeno! – Disse colocando a mão sobre os lábios.
Elliot desviou o olhar do loiro e então suspirou.
–É... – Respondeu logo em seguida. – Ainda não entendo porque sumiu! – Disse ainda sem olhar para o loiro.
–Meu deus, você ainda quer saber? Já se passaram anos e você ainda quer saber? – O loiro suspirou e então cruzou os braços.
–Bom, acho que você nem se importa né? O quanto sofri o quanto triste fiquei, além de que te procurei por todo lugar, até em redes sociais e não te achei! – Disse lembrando-se de tudo que havia feito.
O homem de olhos azuis apenas revirou os olhos e suspirou. Olhou para Elliot de baixo para cima.
–Você mudou muito!
–E você não mudou nada! – Disse Elliot.
O loiro abriu a boca ofendido.
–Continua baixinho!
Então Erick apenas lhe deu um tapa na cara.
–Seu grosso! – Disse virando-se e indo embora. Elliot o seguiu e então segurou o braço do loiro.
–Foi só uma brincadeira, você sabe... – Elliot olhou nos olhos azuis do loiro. – Precisamos conversar! – Disse.
O loiro apenas revirou os olhos, se soltou do moreno e então disse.
–Eu não quero conversar com ninguém ok? Quero apenas ir trabalhar, meu chefe chega amanhã e estarei frito se não cumprir as papeladas! – Disse virando-se e correndo até um táxi.
Elliot suspirou, agora não sabia o que fazer, reencontrar seu ex-namorado assim, foi tão repentino.
(...)
Kurt observava a Sra. Anderson que estava com óculos escuros. Cooper tinha um olhar triste e era abraçado pela namorada.
O castanho voltou e então olhou Blaine, que apenas tinha uma expressão séria. Olhava para seu pai e suspirava. O moreno tinha um olhar triste, o mesmo nem tinha mais forças para chorar, apenas sentia um aperto enorme no coração.
De alguma forma, Kurt sentia a mesma dor de Blaine, era estranho... Kurt entendia também, se fosse seu pai não aguentaria mais. Perde um pai daquele jeito, foi terrível.
O castanho não sabia quanto tempo Blaine iria ficar ali, observando seu pai. Mas, Kurt iria ficar ali. Apenas observando as pessoas. Brincava às vezes com o dedo, as vezes deixava uma lagrima cair, pois como eu disse, ele sentia a dor de Blaine. Mas o moreno não chorava.
Depois de horas, Blaine saiu de lá. Foi ao jardim da sua casa e apenas sentou-se em um banco que havia lá. Kurt o seguiu e então sentou-se ao lado dele.
–Blaine? – Kurt o chamou, o moreno apenas o olhou com um olhar triste.
–Oi? – Perguntou pegando no queixo do castanho. Kurt apenas pegou a mão de Blaine e entrelaçou com a sua.
–Vai ficar tudo bem! – Disse o castanho olhando nos olhos cor de mel do ex-noivo.
–Obrigado Kurt! – Agradeceu agora olhando para o céu que estava totalmente azul. – Pelo menos você estar aqui no meu lado, dizendo que vai ficar bem, você realmente é um amigo perfeito! – Disse agora olhando para o castanho que deu um leve sorriso.
–Você também é! – Disse e então Blaine apenas abaixou a cabeça.
–Nunca fui um bom amigo, namorado ou noivo para você, e também, nunca fui um bom filho, parece que não sou bom em nada... – Disse deixando uma lagrima cair. Kurt apenas levantou a cabeça do moreno e então limpou a lagrima.
–Pare de falar isso, você foi um amigo perfeito, um noivo e um namorado perfeito! – Disse.
–Então porque não estamos mais juntos?
–Porque você perdeu a memoria, se esqueceu de mim, e como você sempre diz, ‘’ não posso namorar com uma pessoa que nem conheço’’ – Disse Kurt e Blaine apenas sorriu.
–É, mas agora te conheço, um pouco!
–Mas coisas não são bem assim! – Kurt disse ainda acariciando a mão do moreno.
Ficaram em silencio e então Blaine começou a falar.
–O clima estar bem pesado aqui, minha mãe não para de chorar e ver Cooper com aquele olhar triste e preocupado comigo... É ruim! – Disse. – Também, acabei de perde um pai! – Disse limpando uma lagrima. – É um pouco estranho, pois nunca mais ouvirei a voz dele ou ele mesmo. – E então ficaram em silencio, até que Blaine voltou a falar. – Queria que ele apenas se orgulhasse de mim! – E então o moreno voltou a chorar.
Kurt pensava que ele não tinha mais forças para chorar, pois na madrugada inteira chorou e chorou, o travesseiro do castanho ficou todo encharcado, mas sua preocupação não era essa e sim Blaine.
Eles dois, tanto Blaine como Kurt ainda não sabiam o que eram, pois se beijavam, transavam, mas falavam que ainda eram amigos. O castanho preferiu colocar na cabeça que são apenas amigos que se beijam e fazem sexo, não precisam ser namorados para fazerem isso.
Kurt abraçou Blaine e então sussurrou no ouvido dele.
–Você é um orgulho para seu pai Blaine! – Disse. – E sempre será, você só fala que não é, pois não lembra de quando ele aceitou nós dois, disse que iria de ajudar em Nova York com NYADA!
–Duvido que ele havia dito isso!
–Ele disse pena que eu estava com você no dia por isso não lembra! – Kurt abaixou a cabeça, mas então a levantou novamente.
Blaine suspirou e então colocou sua cabeça sobre o ombro do castanho.
–Queria lembrar de todas essas coisas!
–Quem sabe um dia você lembrará! – Kurt colocou sua mão no ombro de Blaine e então começou a acaricia-lo.
–E se eu nunca lembrar! – Disse agora levantando-se e olhando para Kurt.
–Então... Você vai aceitar que não se lembrará e tentará saber de todas as coisas do passado, para pelo menos não perde muito e então... Se atualizará no presente!
–É, mas todas as coisas estão com você!
–Calma Blaine, ainda estou te mostrando os lugares que ficávamos juntos, aqui era onde a gente conversava as vezes! – Disse sorrindo e Blaine apenas suspirou e então beijou a bochecha de Kurt.
–Obrigado por tudo! – Então se levantou e entrou em sua casa. Kurt apenas o observou com o olhar.
(...)
Quinn estava sentada em sua cama. Um tanto preocupada, era seu ultimo dia em Lima e ainda não havia falado com sua mãe.
Suspirou e então foi até sua mala, pegou um vestido e então o vestiu, um casaco de frio e então calçou seus sapatos azuis, ajeitou o cabelo e então suspirou, passou sua maquiagem.
Abriu a porta do quarto e então desceu as escadas. O táxi lhe esperava no lado de fora, deu o enderenço e então ficou olhando as casas de Lima, o dia era frio e claro.
Quinn se sentia um pouco triste por não ter passado o natal com sua mãe. Nem apenas ligou para a mulher.
Suspirou e então saiu do táxi, olhou para a sua antiga casa, lembrou-se da época que saia de lá com seu uniforme das Cheerios e ia para a escola.
Aproximou-se e então bateu algumas vezes na porta. Até ver sua mãe.
–Quinn! – Disse a mulher abraçando a mesma. Quinn retribuiu, ficaram alguns minutos assim até que a loira entrou.
–Sentia saudades! – Disse a loira com lagrimas nos olhos. A mãe não estava nenhum pouco diferente. – Desculpe por te deixar sozinha no natal é que... Tive alguns probleminhas mas já resolvi!
–Filha, onde estar sua mala? – Perguntou a mãe ao perceber que a filha estava apenas com uma bolsa.
–Ah... Estou na casa do meu amigo Kurt, não se preocupe mãe! – Disse a loira.
–Ok... Vem, estou preparando o jantar! – E então Quinn entrou na cozinha. No jantar falaria para sua mãe sobre as coisas que andam acontecendo.
(...)
Já era noite e Kurt fechou a porta atrás de si. Todos em sua casa jantavam, ele apenas ignorou e então subiu as escadas, estava sem fome, ainda nem havia arrumado sua mala, pois iria no dia seguinte para NY.
Entrou em seu quarto, deitou em sua cama e então começou a chorar, bom por um lado foi por causa do pai do Blaine, mas, por outro. Era que não aguentava ver o moreno daquele jeito, foi tudo tão rápido.
A noite passada estava sendo tão maravilhosa e então acontece uma desgraça.
Blaine estava muito abalado, Kurt queria naquele momento dormi ao lado do ex-noivo. Mas não podia, tinha que deixa-lo sozinho, além de que o clima na casa estava muito pesado ainda. Além de que o moreno pediu para ele ir para casa. Para não se preocupar.
Mas, era impossível não se preocupar. Kurt não parava de pensar em Blaine, seria horrível perde um pai. E isso já quase aconteceu com Kurt, e ele se sentia horrível a cada segundo, imagine Blaine, que realmente perdeu o pai. O pior é que ele pensa que seu pai morreu sem nem ter nenhum orgulho.
Kurt queria que Blaine lembrasse de quando seu pai o disse que o ajudaria em NYADA. Provavelmente na noite anterior o Sr. Anderson estava estressado e por isso falou besteiras para Blaine.
O castanho limpou as lagrimas, seus olhos estavam inchados. E então começou a escutar algumas batidas fracas na porta, a abriu e então encontrou Rachel.
–Oi! – Disse a morena. –Posso entrar? – Perguntou e o castanho apenas deu espaço para ela. –Então... Imagino que Blaine esteja mau?
–Muito!
–E isso te afeta muito né?
–Sim! – Respondeu o castanho sentando-se na cama. –É horrível ver ele assim!
–Eu entendo! – Rachel então se sentou ao lado do castanho. – Você ainda o ama muito!
–Infelizmente sim, eu queria esquecer, mas, é quase impossível! – Kurt falou e então descansou sua cabeça no ombro da morena. – Ter ele perto assim de mim, não ajuda em nada, eu só quero ficar mais perto, e quando ele me beija, quando ele me toca, não consigo resistir a ele, ao coração dele, não consigo resistir a ele... E nem acredito que estou falando isso, que droga!
–Por quê?
–Eu iria tentar não pensar nos sentimentos, minha relação com Blaine estar tipo... Sem sentimentos, na verdade tem sentimentos, mas não falamos sobre eles, somos amigos, mas amigos que se beijam e fazem sexo!
–Tipo... Uma amizade colorida! – Disse Rachel.
–É eu acho que sim! – Kurt disse. – Queria poder voltar no tempo!
–Todos nós queríamos querido, olha ver se fica bem, agora tenho que ir dormi, amanhã se não der pra você vamos entender ok?
–Ok Rach, boa noite, te amo! – Disse Kurt abraçando a amiga que retribuiu.
–Também te amo! – Então a morena saiu do quarto.
O castanho suspirou e então pegou seu celular, digitou o numero de Blaine, chamou algumas vezes até que o moreno atendeu.
–Oi – Disse Kurt.
–Oi Kurt, aconteceu alguma coisa? – Perguntou o moreno, Kurt podia sentir a voz do moreno triste e um pouco rouca.
–Não, estou bem, e você, estar melhor?
–Bom... Não sei dizer, acho que sim! – Respondeu Blaine. – Eu disse pra você não se preocupar Kurt, vou ficar bem!
–Como eu disse, é impossível eu não me preocupar com você, somos melhores amigos! – Kurt disse suspirando ao falar que são melhores amigos.
–É, mas, não gosto de te ver desesperado ou sem dormi por causa de mim, não se preocupe!
–Você vai viajar amanhã? – Perguntou o Hummel.
–Não sei, acho que não, nem comprei minhas passagens!
–Entendo... – Kurt disse virando-se na cama. Um repentino flash back passou em sua cabeça, quando eles ficavam conversando até tarde da noite, sobre coisas da Broadway, sobre a relação deles, sobre as noites passadas, sobre o dia. Aquela época era uma das melhores épocas da vida do Hummel.
–Você vai amanhã né?
–Eu iria, mas com isso acontecendo, não aguentaria ficar longe, sabendo que você estar muito mau!
–Eu já disse pra você não se preocupar ok? Vou ficar bem, acho que voltarei pra casa semana que vem!
–Tudo bem! – Kurt falou tossindo.
–Agora me preocupo com essa sua tosse, tome os remédios que te dei!
–Blá, blá, blá! – Kurt fez uma voz chata. – Tudo bem, tomarei eles, boa noite! – Disse, faltava o ‘’ eu te amo’’, mas achou melhor não falar.
–Boa noite, beijos...!
Então Kurt encerrou a chamada. Deitou-se na cama, o moreno parecia um pouco melhor e isso deixou o castanho um pouco melhor, depois de alguns minutos ele já estava dormindo.
(...)
–Meu deus! – Kurt disse entrando em seu apartamento e jogando sua mala em algum canto, foi direto para o sofá e então se deitou lá mesmo. Estava morto de cansado e sua cabeça estava tonta, seu nariz vermelho e sentia frio, muito frio.
Odiava ficar gripado, tinha medo também de sua asma voltar, odiava isso. Espirrou forte e então de novo.
–Aaah! – Gritou com raiva, odiava ficar assim.
Levantou-se calmamente, estava muito tonto, sua visão estava um pouco embasada e então ele ouviu o barulho da porta do seu apartamento se abrindo.
Os passos fortes foram se aproximando e então ele viu Quinn Fabray em sua frente.
–Você realmente estar mal! – Disse apoiando a cabeça do castanho em um travesseiro, o mesmo apenas suspirou. – Aquele cara do táxi cobrou caro demais e você nem esperou no elevador! – Reclamou.
–Então... Nem falei com você sobre sua mãe...! – Disse pegando um lenço para assoar seu nariz, a Fabray apenas fez uma careta e Kurt lhe lançou um olhar feio.
– Nossa conversa foi bem, ela vai me ajudar aqui em Nova York, no meu aluguel e essas coisas, ela compreendeu sobre eu ainda pensar sobre o futuro, ela disse se eu quisesse voltar a morar lá eu podia... Mas, sei lá, sinto que aqui é meu lugar! – Disse olhando para a janela do quarto do castanho, na esperança de ver Nova York, pena que a cortina cobria e então voltou seu olhar para o Hummel que tinha a cara cansada e o nariz vermelho. – Não quero te deixar sozinho assim!
–Não se preocupe, eu sei me cuidar Quinn!
–Mentira! – Disse a loira.
–Quinn, morei sozinho nessa cidade por vários anos, acha que não sei me cuidar?
–Mas, você morava com Blaine e Berry e depois passou a morar só com Blaine, que provavelmente cuidava de você quando ficava doente!
–Ah... Ele cuidava muito bem! – Kurt lembrou-se de quando ficava doente e o moreno cuidava dele. – Mas, Quinn, não se preocupe, é apenas uma gripe, ficarei bem além de que já estou tomando os remédios!
–Tudo bem... – A loira suspirou. – Posso te ajudar em algo?
–Sim, ligue Ar condicionado e deixe-me dormi um pouco! – Sua voz era rouca por causa da dor de garganta.
Quinn fez o que ele mandou e então se foi ainda preocupada com o castanho. Olhou ao lado e então lembrou-se de Blaine, o problema era que o mesmo estava em Lima ainda, a loira pensou e pensou, sabia que o moreno estava passando por coisas difíceis. Pensou mais, ficou parada no corredor do prédio por alguns minutos até que pegou seu celular para ligar a uma pessoinha que sempre cuidava do castanho quando ele ficava doente.
(...)
Kurt se revirava toda hora na cama, seu corpo estava suado, o mesmo não parava de se mexer até se levantar rapidamente.
O pesadelo havia sido horrível, o medo começou a consumir ele. Havia sonhado que Quinn estava quase morrendo e que ele estava se afogando em algum rio.
Suspirou e então olhou para o lado e então gritou, mesmo rouco conseguiu, pois o susto era enorme.
–MEU DEUS, O QUE VOCÊ ESTAR FAZENDO AQUI?– Gritou ao ver Blaine ao seu lado, já era de madrugada e o moreno estava lá sentado. Já não bastava aquele pesadelo, só o que faltava agora era ver o espirito de Blaine. – Você é um espirito? – Perguntou.
–Não Kurt, sou eu mesmo! – Disse revirando os olhos e rindo. – Quinn me ligou, disse que você estava muito doente, então vim aqui para cuidar de você!
–Mas, Blaine... Você tinha que estar com sua família, e você me disse que iria voltar só semana que vem!
–Bom, eu iria... Mas, já perdi meu pai, não quero perde você!
–É só uma gripe, Blaine!
–Sim, gripes também podem ser mortais! – Levantou-se da cama e então pegou a toalha que havia caído da testa do castanho. – Coloque isso em você, vai melhorar a sopa estar quase pronta e... – Foi interrompido por Kurt.
–Por que você estar fazendo tudo isso por mim? Digo... Nem sou mais seu noivo nem seu namorado!
–Somo melhores amigos não lembra? Como eu disse, posso ter-te ‘’ conhecido’’ – Fez aspas, pois conhecia Kurt há anos, só não lembrava mais disso. – Há pouco tempo, mas, pelo pouco, já te acho uma pessoa incrível!
–Obrigado, mas, não se preocupe comigo, ficarei bem, além de que já estou tomando os remédios e você não precisava ficar aqui... Vá pra casa, vai ser... – Blaine apenas o calou com um beijo. Kurt ficou alguns segundos sentido o gosto da boca do moreno até o empurra-lo. – Blaine, por favor, vou te passar gripe!
–Bom, em primeiro lugar , não me importo de pegar gripe de você e segundo, eu gosto de te beijar, desculpa, é que seus lábios são viciantes! – Disse suspirando dando um leve sorriso.
Kurt apenas revirou os olhos.
–Precisa parar com essas coisas, o que aconteceu entre nós em Lima, ficou em Lima, no passado, apenas estávamos nos divertindo no natal, apenas isso e mais nada ok? — Kurt não havia acreditado no que tinha falo, e então lembrou-se de sua conversa com Rachel. Por que ele estaria fazendo aquilo?
–Ok! – Respondeu revirando os olhos e saindo da cama do castanho e indo para a cozinha.
Kurt suspirou e então Blaine voltou.
–Acho que você se esqueceu do que eu te disse no carro! – Falou agora indo para a cozinha.
Kurt pensou e então se lembrou sobre a declaração de Blaine no carro, aquilo foi basicamente uma declaração. O castanho deu um leve sorriso e então se levantou lentamente da cama, foi para a cozinha, andava devagar por causa da tontura, ao chegar à cozinha, quase caiu e então Blaine o segurou.
–Kurt, não era pra você sair da cama! – Disse colocando o castanho na cadeira da mesa de jantar.
–Desculpa, é que eu preciso te dizer uma coisa! – Suspirou. – Você não me perdeu, ainda estou aqui para você, eu me desculpo também por não te entender, podemos recomeçar tudo já que você não consegue lembrar, fui um burro de não querer te ensinar a amar e sim para te força a lembrar de mim! – Disse com algumas lagrimas nos olhos. — Sei que eu deveria ter te falado aquilo no carro, mas, seus lábios naquele momento estavam chamando muito a minha atenção.
Blaine apenas deu um sorriso e então se aproximou de Kurt e então o beijou, o beijo foi lento e calmo e muito amoroso. Separam-se e então Blaine começou a falar.
–Kurt... Somos namorados agora? – Perguntou um pouco confuso.
–Se você quiser sim, mas... Vamos começar tudo com calma ok? Como eu disse, vamos recomeçar!
–Tudo bem, eu adoraria recomeçar! – Disse voltando a beijar o castanho, Blaine já tinha suas inocentes mãos puxando a camisa do castanho que rapidamente de afastou ao sentir o toque.
–Com calma! – Disse rindo. Kurt ficava louco com os toques de Blaine, mas ele também precisava se acalmar, além de que estava doente, se fizesse amor com Blaine, não aguentaria nem os chupões pois, iria desmaiar.
–Ok, ok! – Revirou os olhos e então voltou a cozinhar a sopa do castanho.
Kurt estava feliz, aquilo parecia ser tão... Certo.
Recomeçar... O castanho havia às vezes pensado nisso, mas, queria que Blaine primeiro lembrasse-se dele, como não tinha jeito, preferiu que o moreno recomeçasse, ele tentou e tentou, mas infelizmente Blaine não se lembrou.
O Hummel então preferiu o ensinar a amar, tudo com calma, é como se fosse o começo de tudo. Deu um leve sorriso e então se lembrou de que tinha que conversar com Elliot, suspirou e então deitou sua cabeça na mesa, esperando Blaine terminar aquela maldita sopa que cheirava divinamente bem.
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