Please, Remember Me!
25 O clássico sequestro.
Notas iniciais
–Não! –Kurt levantou-se rapidamente da cama. Olhou para o lugar onde estava e percebeu que foi apenas um pesadelo.
O castanho, desde que se afastou de Blaine, começou a ter pesadelos. Sempre sonhava com seus amigos mortos e isso lhe assustava muito. Pois parecia muito real.
Ergueu sua mão e colocou sobre a testa, estava molhada e quente. Suspirou e caminhou até ao banheiro. Ligou as luzes e então pôde ver a situação do rosto.
Ele estava cansado, seus olhos estavam inchados e havia uma acne na sua testa? O castanho começou a entrar em pânico quando viu a mesma, isso mal dava nele e tinha que ficar lá, justo hoje que iria trabalhar.
Para Kurt, estaria tudo bem se fosse a um final de semana ou feriado, pois ele teria tempo de passar todos os seus cremes e esperar aquilo desaparecer.
Começou a molhar seu rosto com a água que caia da torneira. Enxugou e passou seus cremes para a face, estava desesperado, já imaginava que iria usar maquiagem.
–Meu deus, isso tem que sair! –Disse para si, passando os cremes no rosto que estava vermelho.
Já iria amanhecer e ele aproveitava o tempo para tentar diminuir o tamanho, porém não saia de lá, suspirou e optou por usar maquiagens mesmo.
Caminhou até a cozinha. Aquilo era muito estranho, o Hummel geralmente acordava um pouco tarde e sempre acordava com o cheiro do café do moreno, porém agora as coisas haviam mudado.
Fazia exatamente uma semana que ambos haviam terminado. Kurt sentia muita falta do moreno, mas diferente de alguns meses atrás, o castanho estava tentando superar. Claro que antes de dormir ele chorava e chorava, pois se sentia sozinho.
Adorava poder trabalhar e era isso que ele queria. Trabalhar e trabalhar, ele ficava até tarde no Vogue. Pois lá, pelo menos ele não iria ver o Anderson e estaria se distraindo e se preocupando com outras coisas, como roupas e acessórios.
Ajudava-lhe um pouco, porém era apenas um pouco. Às vezes no meio das reuniões ele ficava avoado e ignorava as perguntas que faziam para ele.
Isabellle lhe chamou atenção e ele prometeu que não se repetiria e que seria totalmente profissional. Bom ele tentava, mas quando ficava sozinho na sua sala, ficava observando suas fotos com Blaine e ficava sentindo a dor enorme no peito.
O castanho odiava chorar por causa do moreno, pois o mesmo nem ao menos queria lhe ouvir e ainda provou que não confiava. Isso fez o coração do Hummel se partir em vários pedacinhos.
–Droga! –Kurt disse para si. Olhou no armário e algo que ele havia esquecido de comprar, era café.
Revirou os olhos e voltou ao seu quarto. Iria tomar café quando estivesse no caminho para o trabalho.
O sol já aparecia pelas janelas grandes do apartamento. Kurt olhou-se no espelho e viu que a acne ainda estava lá, lhe perturbando.
–Mas, que merda! –Disse gritando, seu dia não poderia ficar pior.
Despiu-se e começou a tomar um banho e a água estava gelada. Quando sentiu a mesma no seu corpo, começou a tremer e desesperadamente, tentou mudar a mesma, para ficar morna, porém parecia não funcionar e então acabou tomando um banho com a água bem gelada.
Kurt pelo menos ficou um pouco esperto, mas ele tremia de frio, quando saiu do Box, se embrulhou em suas grandes e grossas toalhas.
Ao lado de fora, nevava um pouco e o castanho por um momento, pensou que iria congelar.
Até que rapidamente ele pega sua roupa e começa a se vestir. Coloca suas luvas e um cachecol para combinar. Suspira e então abri a porta do apartamento e acaba vendo Berry.
–O que foi? –O Hummel perguntou intrigado.
–Não vai me deixar entrar? –Rachel perguntou e o castanho deu espeço para ela e assim continuaram no apartamento. –Você está bem?
–O de sempre desde aquele dia. –Kurt disse cruzando os braços e suspirando.
–Ele ainda não quer escutar suas explicações? –Perguntou Rachel, preocupada e sentando-se no sofá da sala de estar.
–Rachel ele não quer nem olhar pra minha cara e eu não quero bancar o idiota de novo, sendo que ele é o idiota. –O Hummel bufou. –E-Eu estou atrasado para o trabalho ok? Se quiser fique aí, e-eu tenho que ir.
Todas as vezes que Kurt saia do seu apartamento, ele olhava para a porta do apartamento do moreno. Ele sentia tanta saudade, mas ele não iria voltar mais, o moreno nem ao menos lhe escutou.
Revirou os olhos ao observar a porta do apartamento do Anderson e então caminhou até ao elevador, aquele elevador maldito onde ele e Alan se beijaram.
Sobre Harry, Kurt nunca mais havia lhe visto, achava que finalmente o mesmo havia entendido o recado.
O mesmo lhe assustava às vezes, depois do beijo, Kurt começou a ter duvidas como: ‘’Será que Harry me seguia todo esse tempo?’’ Ou ‘’ Será que ele já tinha tudo planejado’’.
Pensava que Sebastian estava ao lado de Harry, mas lembrou-se que o outro castanho nem ao menos o conhecia.
O Hummel entrou no seu carro, ligou o rádio e então a musica ‘‘Teenage Dream’’ começou a tocar. Revirou os olhos azuis e optou ficar em silencio.
(...)
A sala estava em um silencio que para alguns era desconfortável e para outros, era bom, pois poderia se concentrar na prova.
Blaine observa as pessoas ao seu redor e ver alguns sorrindo e outros tremendo. O moreno era um que não sorria e nem tremia.
Levantou-se da cadeira e quando a mesma fez barulho, quase todos os alunos olharam para ele. Alguns com olhares desesperados como se estivessem pedindo ajuda e outros com olhar de reprovação.
Suspirou e caminhou lentamente até a mesa que estava na frente de todos.
Deu um leve sorriso para a mulher que pegou seu teste e caminhou para fora daquele lugar.
Ele deveria ficar feliz por finalmente ter feito a prova que tanto queria. Estudou tanto e ele sabia que iria passar, pois para ele estava fácil demais. Deveria ficar com um sorriso enorme nos lábios, porém ele não conseguia, mesmo que realizasse seu sonho de se tornar um medico, sempre iria faltar algo.
Poderia ser seu pai que não o veria sendo um jovem medico e cuidando de várias crianças ou poderia ser Kurt.
O moreno tentava ao máximo não se aproximar do castanho. Ele já observou Kurt algumas vezes e geralmente colocava seu ouvido perto da porta, apenas para ouvir a voz do mesmo que vinha do corredor do prédio onde moravam.
Blaine sentia-se muito mal, ele deveria ir atrás do castanho e pedir a explicação, porém ele não conseguia fazer isso. Um lado seu dizia para ele correr atrás e ouvir Kurt o outro dizia para ele ignorar o castanho e ver que apenas mentiria novamente.
A barriga do moreno começou a fazer barulhos, aquilo só podia significar algo: Fome.
O moreno nem havia tomado um café e ele precisava urgentemente comer algo, precisava se acalmar e a cafeína geralmente lhe deixava calmo.
Entrou na cafeteria e viu várias mulheres e homens vestidos de preto, branco e vermelho e entre outras pessoas comendo seus aperitivos.
Aquele era o lugar onde...
–Hey Blaine! –Ouviu a voz de Quinn e virou-se e viu a loira de cabelos curtos, com um leve sorriso.
–O-Oi Quinn. –Disse sorrindo e sentando-se em uma mesa perto da porta.
–Então, o que você vai pedir? –Perguntou olhando para o moreno, ainda com seu leve sorriso.
–Café, muito café e um bolo de chocolate. –Disse olhando para os olhos da loura que anotava o seu pedido, eles realmente eram lindos.
–Um copo grande de café e bolo de chocolate... Ok, eu já venho! –Piscou e voltou para a cozinha.
Quinn parecia bem humorada. Blaine não entedia o motivo daquilo, será que ela realmente estava feliz ou apenas estava fingindo, pois seu chefe estava em um canto apenas observando os funcionários.
Blaine preferiu dar de ombros e optou a ficar observando as pessoas que comiam por lá, a sua fome só aumentava.
–Aqui estar o bolo e o café. –A loura entregou o pedido do moreno que, sorriu.
–Quinn mesa cinco! –Um homem gritou e a mesma assentiu e caminhou até a mesa cinco.
Ao chegar, seu corpo começou a tremer, por um momento pensou que iria cair ali mesmo, pois suas pernas tremiam muito. Respirou fundo, podia sentir seu coração muito acelerado.
–E-Então, o que vai pedir? –Perguntou, nem um sorriso conseguia forçar.
–Quinn, eu preciso falar com você, já estamos uma semana sem se falar desde... Desde aquele dia que você, bom você disse que me amava. –Berry se levantou da cadeira e segurou os ombros da loira que fechou os olhos ao toque e seu coração só ficava cada vez mais acelerado.
Rachel olhou para o chefe de Quinn e apenas sorriu. O mesmo sabia que Berry era uma atriz importante e provavelmente ele deixaria a Rachel falar um estante com a amiga. O Gunther apenas assentiu e Berry deu um leve sorriso para ele.
Ambas caminharam para o lado de fora e Quinn cruzou os braços.
–O-O que você quer dizer? Vai me chantagear agora pra-
–Não Quinn! –Rachel esbravejou. –Eu não faço essas coisas, você vive pensando que vou fazer besteiras, mas eu nunca vou fazer, eu me importo com você.
–Ah sei. –A loira revirou os olhos, ela queria chorar, mas não queria mostrar sua fraqueza para Berry. Mas Rachel via as lagrimas não derramada nos olhos da amiga.
–Por favor, vamos se adultas em relação a isso, por favor. –Rachel suspirou e olhou para os pés da loira que tinha a cabeça baixa. –Eu também te amo muito Quinn, muito mesmo, mas, não é do mesmo jeito e eu espero muito que entenda.
–Ok, agora você pode sair e falar pra Deus e o mundo que eu me apaixonei pela jovem atriz da Broadway.
–Eu já disse que nunca faria isso Fabray! –Rachel disse séria. Quinn não sabia, mas quando olhou nos olhos de Berry, ficou apenas parada e suspirou. – Eu vou continuar sendo sua amiga, sempre ok? E eu vou entender se quiser ficar distante de mim, mas apenas peço um favor antes de você, sabe... Querer parar de falar comigo.
–O que? –Quinn enxugou rapidamente as lagrimas, e cruzou os braços.
–Quero que você faça Kurt e Blaine se encontrarem. –Berry sussurrou. –Kurt está muito triste e ele nem consegue trabalhar direito e Blaine, bom eu já falei com ele e eu sinto, eu sinto que ele quer ir atrás do Kurt e ouvir o que ele tem pra dizer, mas o orgulho não deixa.
–E por que você quer que eu faça eles se encontrarem?
–Eu quero deixar meus amigos serem felizes Quinn. Kurt precisa do Blaine e vice-versa e eu quero muito ajudar eles, faça isso por Kurt que é seu melhor amigo e Blaine também.
–Ok, mas desde quando você se preocupa tanto com o relacionamento deles?
–Eu amo o Kurt e o Blaine ok? Eles são meus melhores amigos e odeio ver Kurt triste, hoje eu falei com ele e... Ele parecia muito triste. –Berry abaixou a cabeça. –Vamos, é pelos seus amigos.
–Ok, eu vou ver se o Blaine ainda tá aí dentro. –Quinn suspirou e caminhou de volta a lanchonete.
Rachel apenas ficou lhe observando entrar. Suspirou e então começou a caminhar para ir trabalhar.
Quinn avistou o moreno que tinha as bocas cheias de bolo, ele já estava terminando, a Fabray aproveitou e se aproximou dele.
–Ei Blaine, eu preciso falar contigo–Disse sentando-se na frente do moreno que ficou confuso no mesmo momento.
–O que foi? –Perguntou ainda de boca cheia.
–Você e Kurt terminaram, eu sei que não devia me meter, pois o relacionamento é de vocês, mas ele é meu amigo e eu sei de tudo o que aconteceu entre vocês.
–Ele te contou?
–Qual é, sou melhor amiga dele esqueceu? –Revirou os olhos e olhou para trás, viu que seu chefe já estava dentro de sua sala, suspirou e voltou a olhar para o moreno. –Eu sei que você está mal e ele também e eu quero muito que vocês fiquem bem.
–Ok, quem te pagou pra fazer isso?
–É sério Blaine, eu me importo com vocês e principalmente com Kurt, tente ouvir ele, você nem ao menos ouviu ele. –Disse olhando nos olhos do moreno, dava para ver sua tristeza, mesmo que ele tentasse esconder, quem lhe conhecia e olhasse em seus olhos, iria ver que ele não estava bem.
–Quinn, eu não consigo olhar na cara dele, pois já imagino o Harry beijando ele. –O moreno bufou. –Eu não consigo confiar nele, eu já estava desconfiado quando ele estava em Paris, agora provavelmente ele deve ficar com tal Harry.
–Mas, ele disse que o Harry forçou ele! –Quinn esbravejou, atraindo alguns olhares para cima de si, mas ela apenas deu de ombros e continuou observando o moreno que tinha as mãos sobre os cabelos cheio de gel.
–Quinn, desculpa, mas eu não consigo acreditar e como o seb disse, recomeçamos do jeito errado, não era para ser assim, tínhamos que primeiro ser amigos e depois começar um relacionamento com confiança.
–Então todo esse tempo você não confiava nele? –A loira perguntou arqueando a sobrancelha.
–Um pouco... Digo, às vezes realmente dava para ver que ele me amava e que nunca iria fazer essas coisas comigo, mas depois ele começou a me ignorar e preferiu o trabalho, obviamente que desconfiei e agora com Harry...
–Kurt é uma pessoa ocupada e você sabe disso, ele sempre ficava no trabalho e você na Broadway e só se encontravam de noite.
–Sério? –O moreno perguntou confuso.
–Quer saber, acho que você tá certo, não conhece o Kurt mesmo, tem que conhece-lo mais, e por isso que acho que deveria ir até ele, ouvir o que ele tem pra dizer e falar para recomeçar, pois eu sei que você ainda gosta dele. –A loira levantou-se da cadeira e se retirou.
O moreno ficou pensando em suas palavras por alguns minutos. Até que revirou os olhos e continuou comendo seu bolo de chocolate.
(...)
Kurt conseguiu sair um tanto cedo do trabalho, eram nove horas da noite. O castanho sorriu ao ver a neve caindo, não era muito, porém já ‘’sujava’’ seus queridos cabelos castanhos, então começou a andar rapidamente para o estacionamento onde ficava guardado o seu carro.
Revirou os olhos ao se lembrar de que suas luvas ficaram na sua sala no Vogue. Colocou as mãos no bolso.
–Kurt! –O castanho ouviu seu nome ser chamado, a voz da pessoa era familiar.
Suspirou e começou a andar mais rápido, porém o homem conseguiu chegar até ele.
–Precisamos conversar. –Disse pegando com força o braço do mesmo e o levando até um beco escuro.
–Eu já falei que não quero falar com você Harry! –Kurt tentou se soltar, mas não tinha sucesso.
–Mas, você vai ter que me ouvir. –Disse jogando o castanho no chão.
Kurt ficou assustado, nunca pensou que Alan um dia seria assim. Seus olhos estavam vermelhos e arregalados e suas mãos tremiam, o coração do castanho começou a ficar acelerado, ele estava muito assustado com o homem.
–Eu sou completamente apaixonado por você Kurt e você vai ter que ser meu! –Abaixou-se e sorriu para o Hummel que ainda parecia está assustado.
–Vai embora daqui! –Kurt se levantou, porém Harry segurou seus braços.
O castanho não aguentou. Aquilo estava lhe deixando muito irritado, ele não queria fazer isso com seus queridos dentes, mas era preciso. Então abaixou a cabeça e mordeu o braço do mesmo que lhe segurava e começou a correr.
Continuou correndo até que entrou no estacionamento onde estava guardado seu carro.
No momento que avistou o mesmo, ligou ele e saiu cantando pneus.
(...)
Berry andava pra lá e pra cá no apartamento do Hummel. Ela tinha uma chave que era para ‘’casos de emergências’’ e para ela, era uma emergência, no momento que escutou a porta se abrir, correu até a mesma e viu um Kurt assustado.
–O que faz aqui?-Sua voz estava fina e suas mãos tremiam.
–Kurt, você está bem? Suas mãos estão tremendo. –Olhou as mesmas e no momento que tocou, o Hummel se afastou. –E está ofegante, Kurt o que anda acontecendo?
–Nada, nada. –Ele foi até a cozinha beber um pouco de água. Não queria preocupar a morena. –O que é que você quer?
–Vim aqui falar sobre Blaine.
–De novo? –Perguntou revirando os olhos e engolindo o liquido gelado. –Rachel eu já disse, ele não quer falar comigo e eu não vou bancar o idiota novamente. –Kurt disse e Berry suspirou. No momento que a morena abriu a boca para falar, ambos escutam um barulho da porta se abrindo.
O Hummel começa a tremer, porém ficou calmo ao ver que era apenas Quinn.
–Oi Kur — Observa Rachel. –O que ela está fazendo aqui?
–Quinn, não lembra da nossa conversa? –Perguntou lançando um olhar de reprovação para a loira que revirou os olhos e respondeu:
–Sim. –Mostrou sua língua vermelha e continuou a dizer. –Eu falei com ele, mas eu acho que ele não quer mesmo falar com o Kurt.
–O que? –O castanho arregalou os olhos e Rachel apenas abaixou a cabeça e Quinn mordeu os lábios. –Olha, eu não preciso que vocês banquem os cupidos para mim, um dia eu vou superar o Blaine ok? Agora, por favor, me deixem um pouco sozinho. –Disse empurrando as duas até ao lado de fora. –Tchau. –E fechou a mesma com força.
Quinn e Berry apenas ficaram paradas na frente da madeira branca. A loura olhou para a morena e disse:
–Foi sua culpa.
–Ah Quinn. –Disse Berry revirando os olhos.
Kurt ainda dentro de sua casa, já tinha lagrimas nos seus olhos, suspira e sente seu celular vibrar e viu que era uma mensagem de Harry. Revirou os olhos e apagou o numero do mesmo e desligou o celular.
Olhou nos seus armários e na geladeira, viu que nada lá lhe interessava, até que teve a ideia de comprar um bolo de chocolate em uma confeitaria que havia ali perto.
No momento que pisou para fora do seu apartamento, viu Quinn e Rachel entrando no elevador.
–Esperem! –Disse correndo até as mesmas e assim entrou no elevador.
–Olha quem voltou, o nosso querido Kurt, resolveu se desculpar por gritar com as suas melhores amigas? –Quinn perguntou com um sorriso irônico e o castanho revirou os olhos.
–Não, apenas estou com fome e vou comprar algo para me alimentar.
–O que você vai comprar?
–Bolo.
–Sabe, o Kurt pode precisar da minha companhia. –Quinn segurou o braço do castanho e sorriu para Berry.
–Interesseira. –Kurt disse rindo e Rachel apenas revirou seus olhos sorrindo, pelo menos o castanho havia voltado a rir.
O trio caminhava até o fim da rua, Kurt estranhou, pois havia poucas pessoas ali. Continuou caminhando até que avistou a confeitaria, porém a mesma ainda estava um tanto distante.
Continuaram caminhando até que o Hummel apenas sente alguém puxando o seu braço.
–Me solta! – Ele grita desesperado e Quinn segura o seu braço também.
–O solte! –A loira grita e Rachel fica paralisada.
–Ele é meu. –Harry diz puxando o Hummel só para si e dando um tiro na barriga da loira que apenas arregala os olhos e olha para a sua barriga, no momento que viu o sangue saindo da mesma, caiu no chão.
Ela coloca seus dedos sobre o local do ferimento e suspira.
–Que merda. –Diz para si, agora com lagrimas nos olhos.
–Socorro!- Rachel grita e algumas pessoas aparecem e observam Quinn e Berry, a mesma pega seu telefone. Suas mãos trêmulas tentam digitar o numero da emergência medica. Após alguns segundos, ela finalmente consegue e coloca o seu telefone sobre a orelha. –Alô? Aqui é Rachel Berry...
–E-Eu não quero morrer, eu não quero morrer. –A loira disse chorando e olhando para a morena.
(...)
As mãos trêmulas de Kurt tentavam soltar a corda atrás de si. Ele tinha lagrimas nos olhos, ele estava muito desesperado, esperava que Quinn ficasse bem.
Suspirou e observou Harry que dirigia o carro.
–O-Onde nós vamos? –O Hummel perguntou chorando.
–Nossa você fala muito amor. –Alan apenas colocou algo na boca do castanho.
Kurt tentou cuspir, mas não conseguia.
(...)
Blaine estava deitado na cama do seu quarto, a televisão estava ligada passando algumas séries de comédia. Porém o moreno não olhava para a televisão, apenas observava a janela e pensava nas palavras da Fabray. Suspirou e então sente seu celular vibrar, era uma mensagem de Kurt.
Quando olha a mesma, fica intrigado, por que o castanho queria lhe encontrar? Ele lembra novamente das palavras de Quinn e então resolve aceitar, seria hoje que resolveria isso.
Vai até o seu guarda-roupa e apenas pega seu casaco e seu cachecol e luvas, estava frio lá fora, ele ainda podia ver as neves.
Veste-se e então sai do seu apartamento.
Dirigi até o local que Kurt disse, estava um tanto nervoso, pois ele iria se encontrar com o Hummel e finalmente iria dizer o que sente e claro, escutar o que o mesmo tinha para dizer também, seria um pouco estranho.
Ele então começou a sentir saudades dos beijos, abraços amorosos, das noites de amor, sentiria falta da voz sussurrando coisas bonitas, a pele clara.
O moreno agitou um pouco a cabeça e tentou pensar em outra coisa.
Chegou ao local e apenas viu um parque vazio, não havia ninguém. Havia um escorrega-bunda todo congelado e um lago no mesmo estado que o escorrega-bunda. Por que Kurt iria se encontrar com ele naquele local?
Anda mais um pouco e olha as árvores, aquele lugar estava um tanto escuro, era iluminado apenas com alguns lampiões de rua
Suspira e então observa Harry em pé e Kurt sentado no chão cheio de neve, com as mãos para trás e sobre sua boca havia algo muito estranho, Blaine não sabia se era algodão ou uma meia em formato de bola, e seus olhos estavam vermelhos e saia muitas lagrimas de lá e escorriam até as bochechas.
–Que merda é essa? –Blaine perguntou confuso.
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