Please, Love Me

1 Capítulo Único - Please, Love Me


Notas iniciais
Oiii gente, tudo bem com vocês? Pois bem, aproveitei o carnaval para colocar essa ideia no papel. Ela estava martelando em minha mente faz tempo já e eu não resisti a escrever algo com amor SwanQueen. Espero que gostem! ^^

Regina estava sentada dentro de sua Mercedes a poucos metros da casa dos Charmings esperando o casal sair. Sabia que logo David iria para a delegacia, Mary para a escola e Emma ficaria sozinha, e então ela poderia fazer o que pretendia. Usou esse tempo de espera para criar coragem. Pegou o celular, abriu o grupo e releu as mensagens, reviu as fotos e soube que tinha que ser Emma, nenhuma outra pessoa poderia fazer aquilo por ela. O difícil seria fazer o pedido, se expor daquela maneira, pedir aquilo para ela.

Foi tirada de seus vergonhosos devaneios quando viu a porta se abrir e o casal sair de mãos dadas, pararam na calçada e se beijaram antes de cada um seguir seu caminho. A cena fez Regina sorrir, embora ainda sentisse vergonha pelo que iria fazer.

Desceu do carro, foi até a porta da casa e bastou uma batida para que Emma a abrisse. A loira estava com seus habituais jeans e uma regata branca e a olhou surpresa.

— Regina! – disse franzindo o cenho, pois não esperava ver a morena logo cedo. – Entra! – ofereceu e Regina assim o fez sentindo um leve tremor em suas mãos. – Posso te ajudar em alguma coisa?

— Desculpa vir logo cedo.

— Imagina. Meus pais acabaram de sair para trabalhar. Quer um café? – apontou para o balcão da cozinha onde havia um bule.

— Não, Obrigada! Eu vim porque preciso da sua ajuda.

— Pois não? – se sentou e indicou o outro sofá para que a morena também se sentasse.

— Na realidade eu preciso de um favor seu. – torceu os dedos das mãos e decidiu ir logo ao assunto antes que desistisse daquela ideia horrível. – Você deve saber que Storybrooke tem mantido contato com outras cidades. – a loira assentiu e ela prosseguiu. – As prefeitas e mulheres da política dos EUA fizeram um grupo no WhatsApp e lá nós conversamos sobre política, melhorias para as cidades e afins. Elas decidiram fazer uma festa para nos encontrarmos e apesar de ser um grupo profissional, muitas delas falam sobre a vida pessoal, menos eu.

— Por causa da magia? – indagou de cenho franzido.

— Porque eu não tenho ninguém. – confessou. – Todas elas são bem casadas e com a proximidade da festa elas não param de postar fotos delas com os maridos, todas extremamente felizes e a espera que eu seja a próxima a falar sobre mim e sobre com quem vou à festa. E é por isso que eu estou aqui.

— Regina, desculpa, mas acho que não entendi.

— Emma – desviou o olhar porque jamais conseguiria pedir aquilo a encarando. – Você aceitaria ser minha noiva por uma noite?

— O quê? – a loira se levantou e caminhou pela sala estupefata com a pergunta.

— Eu pensei que talvez você pudesse aceitar ir comigo nessa festa fingindo ser minha noiva. – se levantou e caminhou para trás do sofá apertando o encosto deste com força. – Sabe, eu não quero que elas pensem que eu sou a única que não tem ninguém, que vive sozinha. Elas já sabem que eu tenho um filho, mas sempre fugi da questão de quem era o pai e elas acham que ele me abandonou, que eu sou só mais uma mãe solteira e infeliz na vida.

— Mas por que eu? Uma mulher? – a loira a encarou e Regina franziu o cenho ante a pergunta.

— Qual o problema de eu estar noiva de uma mulher? – e a pergunta saiu tão natural que Emma sorriu.

— Bom saber que você não tem preconceito.

— Eu só tive preconceito uma vez na vida, e foi contra sua mãe. – revirou os olhos e a loira riu com a piada.

— Mas ainda assim, por que eu?

— Porque você é a Salvadora, claro que elas não vão saber disso, mas vão saber que você é a Xerife, que protege a cidade, que é aclamada e amada por todos. Todas elas são casadas com homens famosos e importantes, de cargos altos, e eu não consigo pensar em alguém mais influente e importante nessa cidade do que você. Eu não quero que elas me vejam ao lado de qualquer pessoa, eu queria que elas me vissem ao lado de alguém que brilhasse tanto quanto os maridos delas, alguém legal, inteligente e bonita, como você Emma. – Regina soltou tudo de uma vez e só se deu conta quando finalizou a última frase. A loira a olhava boquiaberta.

— Bem, eu... – passou a mão pelos cabelos os jogando para trás. – Eu acho que devo dizer obrigada pelos elogios. Eu realmente não esperava.

— É claro que você não tem que aceitar nada, eu só pensei...

— Eu aceito. – sorriu, ambas as mãos apoiadas na cintura. – Eu não conheço nenhuma delas, mas já percebi que vou detestar todas e não quero que nenhuma delas diga besteiras à você, então pode avisar que você vai com sua noiva.

— Obrigada! – sorriu, os olhos brilhando. – Eu estou morrendo de vergonha te pedindo isso.

— Não precisa ter vergonha de mim. Depois me passa a data, local e horário da festa.

Regina assentiu e se dirigiu até a porta, Emma a abriu e ficou parada no batente observando a morena ir até seu carro, entrar e seguir embora. Podia jurar tê-la visto enxugar uma lágrima antes de sair. Era tão injusto que Regina precisasse pedir aquilo à ela, pedir para que alguém fingisse amá-la, quando na realidade ela merecia ser amada de verdade. Emma sabia que nenhum dos relacionamentos da morena haviam dado certo e aquilo também lhe parecia injusto.

***

Já caía a tarde quando Regina, que estava na cozinha preparando o jantar, ouviu a campainha tocar e para sua surpresa ao abrir a porta era Emma, agora com sua jaqueta vermelha e uma toca branca.

— Emma. – deu espaço indicando para que ela entrasse e a loira assim o fez.

— Sabe, você disse que elas ficam postando fotos com os maridos e eu de fato já posso dizer que odiei cada uma delas, então talvez você também devesse postar algo indicando que você não está sozinha e vai à festa acompanhada. Então eu vim aqui e pensei que podíamos tirar alguma foto juntas.

— Mas eu... – passou a mão pelos cabelos desajeitados e pela roupa amassada. – Eu não acho que estou apresentável para uma foto.

— Para com isso – Emma queria dizer que ela estava linda, que ela era linda de qualquer maneira, mas apenas se limitou a ir até ela e ajudá-la a retirar o avental. – Vem aqui – segurou em sua mão e a puxou para o sofá fazendo com que se sentassem lado a lado. – Deita aqui no meu peito.

Regina por alguns instantes parou sem saber o que fazer, mas Emma parecia tão a vontade, a transmitindo tranquilidade e confiança, que ela apenas apoiou sua cabeça no peito da loira. Emma a abraçou e a puxou para perto de si e Regina se deixou aconchegar.

— E vamos lá. – a loira apoiou o celular para tirar a selfie e ambas sorriram para a câmera. Sem que a morena esperasse, Emma lhe beijou a têmpora e capturou mais essa imagem. – Finge que vai me beijar. – encostou suas testas e sorriu fazendo Regina sentir-se a vontade para sorrir também antes de sentir o flash de mais uma foto tirada. – Agora vamos ver como elas ficaram.

Passaram uma a uma na galeria e Regina se surpreendeu pensando em como seria ter um amor de verdade com quem pudesse tirar fotos e sorrir da forma como sorria naquelas, e então se tocou que tudo aquilo não passaria de uma mentira, que na manhã seguinte a festa ela voltaria a ser a Regina solitária. Ela não sabia, mas Emma pensava o mesmo olhando para as fotos e mais uma vez pensava no quanto aquilo era injusto.

— Posta. – só ao ouvir a voz de Emma foi que Regina se tocou que ainda estava olhando as fotos.

— Qual você gostou mais?

— Todas.

Regina sorriu e deixou que Emma observasse enquanto ela postava todas as fotos no grupo e escrevia: “E sábado vocês irão conhecer minha noiva”. Não demorou muito para que uma delas enviasse: “Que loirão”. Regina sentiu o rosto corar, mas a loira apenas riu.

— Essa é a mais gentil de todas. – a morena explicou antes de mais uma delas enviar: “Uma mulher, realmente não imaginava, Regina. Não que eu seja contra, querida. Será um prazer receber você e sua noiva.”

— É, eu odeio elas. – Emma se levantou e se dirigiu até a porta. – Qualquer coisa me liga.

— Emma – deixou o celular na mesinha e se sentou antes de completar. – Obrigada! Eu fico te devendo esse favor.

A loira apenas deu um menear com a cabeça antes de sair. Regina então pegou novamente seu celular e viu que haviam mandado mais algumas mensagens perguntando o nome da loira, sua profissão e dizendo que ela era bonita.

Sim, ela é linda, e a melhor noiva do mundo”, foi a última coisa que Regina respondeu antes de deixar o celular de lado.

***

O final de semana logo chegou e Emma já estava na porta de casa, trajando um vestido magenta colado ao seu corpo e indo até os joelhos, os cachos loiros caindo definidos sobre seus ombros. Mary e David que já haviam ficado sabendo do favor estavam junto dela, com a morena ajeitando o vestido da filha que reclamava dizendo não precisar.

A Mercedes logo estacionou em frente a casa e Henry foi o primeiro a pular dela e correr abraçar a mãe. Regina desceu logo em seguida, usando um vestido preto que se soltava da cintura para baixo e saltos altos da mesma cor. O cabelo preso em um arranjo alto com apenas alguns fios caindo sobre a face. Ela e Emma se encararam por alguns segundos, mas Henry quebrou o silêncio.

— Eu adoraria poder ir junto pra assistir isso.

— Mas você não pode. – Regina se aproximou e beijou o filho no rosto, depois cumprimentou Mary e David.

— Emma, faça tudo direito e respeite a Regina. – Mary sussurrou para a filha antes de beijá-la no rosto. – Boa sorte!

As duas acenaram mais uma vez antes de entrarem no carro, agora Emma ocupando o banco do motorista, pois conhecia Nova York melhor que Regina, porém antes de sair com o carro apontou uma caixinha de veludo vermelha para a morena que a olhou assustada.

— Se estamos noivas precisamos de alianças – abriu a caixinha e retirou as duas alianças dando uma para a morena e colocando a outra em seu próprio dedo. – Meus pais me emprestaram essas que foram deles.

A viagem durou cerca de 1 hora e as duas foram em silêncio a maior parte do tempo, vez ou outra conversando sobre algo banal, sobre Henry ou sobre o grupo de política. Quando chegaram ao prédio, desceram juntas e a loira estendeu o braço para que Regina pudesse segurar nele. A morena assim o fez e então entraram juntas após dar o nome na lista.

— Até que enfim. – uma mulher loira de nariz empinado, com um coque alto e uma franja puxada para o lado veio até as duas cumprimentando Regina e depois estendendo a mão para Emma que a apertou mais forte do que deveria. – Pensei que havia desistido, Regina. Então essa é Emma. – a olhou de cima em baixo. – Uma graça.

— Também estou encantada em conhecê-la. – Emma sorriu de lado e com a mão livre segurou a de Regina que estava enlaçada em seu braço sentindo que ela estava gelada.

— Aproveitem a festa, queridas. – e saiu indo cumprimentar outros convidados.

Emma ia reclamar da falsidade dela quando outra mulher, com o mesmo nariz empinado da primeira se aproximou as cumprimentando e iniciando uma conversa, logo mais algumas mulheres chegaram e uma roda se iniciou.

— Regina nunca falava da sua vida pessoal, era uma incógnita pra nós.

— Chegamos a pensar que ela não tinha ninguém. – e riram, Emma sentiu Regina desconfortável e a puxou para junto de si a abraçando.

— Imagina, na nossa idade sem ninguém, que catástrofe.

— Regina é nova – sua fala fez as demais se calarem. – E uma mulher incrível, jamais estaria sozinha e se estivesse seria por escolha própria, afinal é suficientemente independente, não precisaria de ninguém ao seu lado. – a morena voltou seu olhar para ela segurando uma vontade imensa de sorrir. – Mas – acariciou seu rosto e a abraçou novamente. – Felizmente a gente se encontrou.

— Ficamos chocadas – uma delas quebrou o silêncio que se instalara. – Jamais imaginamos que Regina era gay.

—Algum problema nisso? – a morena parecia mais forte após o toque e as palavras de Emma.

— Mas é claro que não.

E ninguém mais ousou dizer uma palavra sequer, aos poucos foram se dispersando e Regina agradeceu a loira pelas coisas que disse. Emma por sua vez entrelaçou seus dedos aos dela para darem uma volta pelo salão.

Conversaram com diversas pessoas, receberam alguns olhares negativos, mas juntas pareciam superar tudo. Conversaram sobre suas profissões, sobre Henry – que disseram ser filho delas, fruto de uma inceminação.

— Se Henry já tem mais de 10 anos, por que ainda não se casaram?

— Porque nós nos amamos o suficiente para sabermos que casamento é só um mero detalhe – e voltou seu olhar para a morena. – Eu só sei que quero passar o resto da minha vida ao lado de Regina, e eu não preciso de um papel com nossos nomes para isso. – a morena sorriu e subiu suas mãos entrelaçadas para beijar a mão de Emma.

Após uma reunião com todos os membros da política, tiveram um jantar regado a conversas e por fim a noite se encaminhava para o fim com um baile. Todas elas estavam agarradas em seus maridos, ou dançando, ou apenas desfilando com eles pelo salão.

— Elas desfilam como se tivessem os melhores casamentos do mundo – Emma começou a dizer enquanto ela e Regina estavam afastadas de todos. – Mas olha a cara de infeliz delas, como se os maridos as traíssem ou dormissem em quartos diferentes toda noite.

— Emma – Regina a repreendeu, mas acabou rindo.

— Não vá me dizer que elas são suas amigas, porque elas são ridículas.

— Elas não são minhas amigas e sim, elas são ridículas.

A primeira mulher que as cumprimentou parecia intrigada olhando para elas, e passou em frente as duas parando apenas para beijar seu marido.

— Ela não cansa de ser nojenta? – a loira acompanhou com o olhar e quando o voltou para Regina, a morena parecia cabisbaixa. – O que houve?

— Ela só quer me provocar, deve estar desconfiada de que nós somos apenas uma farsa. Muitas delas devem estar pensando isso.

Emma se aproximou de Regina e acariciou seu rosto. Sabia que muitas pessoas estavam olhando para elas e assim encostou sua testa na da morena que fechou os olhos sentindo o toque.

— Você quer que eu te beije? – sussurrou a pergunta e logo o olhar de Regina recaiu sobre si.

— Emma, você não precisa... – mas foi cortada pela loira que a segurou pela cintura.

— Não preciso, mas eu quero se você quiser.

E Regina respondeu colocando seus braços em torno do pescoço da loira, ambas sorriram antes de Emma delicadamente tocar seus lábios nos de Regina de forma lenta e calma, e o que parecia um pequeno beijo logo se tornou um beijo ardente. Muitos dos que estavam a sua volta pararam para observar a cena, mas as duas pareciam ter se esquecido do resto mundo.

Regina não se lembrava de ter se sentido mais completa em toda a sua vida do que agora beijando Emma Swan. Era uma farsa, era fingimento, mas ao mesmo tempo era tão real e tão bom estar nos braços dela. E Emma mesmo começando a ficar sem ar não queria quebrar o toque, só de pensar que aquela poderia ser a única vez em que tocaria seus lábios nos de Regina seu coração já se apertava.

Mas quando o ar se fez necessário tiveram de quebrar o toque, porém Emma desceu trilhando um caminho de beijos pelo rosto e pescoço da morena. Regina sorria sem querer sair daquele momento, mas ao abrir os olhos lembrou-se de onde estava.

— Emma, estão todos nos olhando. – e com a contatação a realidade caiu dura como uma pedra. Fora um beijo de fingimento.

— Era a minha intenção. – não queria soar como se tivesse a beijado de forma mecânica, porque aquele beijo para ela fora tudo, menos mentira.

— Vocês duas são o casal mais apaixonado dessa festa, dá pra notar de longe. – a moça que Regina dissera ser a mais gentil, deixou o comentário e saiu sorridente.

— Dança comigo? – Emma estendeu a mão sorrindo.

— Sim! – Regina respondeu sorrindo e foram juntas para a pista de dança.

Alguns olhares as seguiram, enquanto outros casais se dispersaram com a chegada de ambas, mas nem se importaram com esses detalhes. Durante toda a dança, em que Emma segurava em sua cintura e Regina enlaçava seu pescoço com os braços enquanto suas testas estavam coladas, não desviaram seus olhares e nem mesmo seus pensamentos, que naquele momento estava voltado para algo que passava longe de ser uma farsa.

***

Quando se despediram de todos e foram até o carro já era de madrugada, entraram nele e saíram em direção a Storybrooke. Não sentiam sono, estavam elétricas e agora, distantes de todas, riam bastante dos comentários que Emma fazia delas.

— Além de péssimos casamentos ainda não sorriem, não tem senso de humor, como essas mulheres conseguem viver?

— Da mesma forma que eu consegui durante todos esses anos. – o olhar vago da morena percorrendo a escuridão.

— Mas elas continuam mantendo essa postura de quem tem uma vida perfeita quando não tem, você tem uma família agora, Regina. – a morena sorriu e por algum tempo ficaram apenas em silêncio. – E aquela franja lambida? – até tornarem a rir. – Elas se acham demais, mas a mulher mais linda daquela festa era você.

— Obrigada! – a morena respondeu ao elogio sentindo seu interior se preencher de um calor confortável que entrou em combustão quando seu olhar se encontrou com o da loira e ambas sorriram.

Não demorou muito para que entrassem em Storybrooke e parassem em frente a casa dos Charmings. Desceram ainda rindo para que agora Regina pudesse assumir a direção novamente.

— Emma, eu realmente nem sei como te agradecer pelo que fez por mim hoje. Muito Obrigada! E desculpa por ter te enfiado nisso.

— Sabe o favor que você disse que ficava me devendo? – a morena assentiu. – Esquece ele. Foi uma noite maravilhosa, pude ir a uma festa legal, rir da cara daquelas ridículas e a companhia era ótima, então nem foi um favor. Obrigada!

O silêncio se instalou entre elas e quando Regina voltou seu olhar para a mão, percebeu que ainda usava a aliança. Com muita dificuldade em aceitar que tudo fora uma farsa e tinha que acabar naquele instante, a retirou de seu dedo e estendeu para Emma. A loira por sua vez demorou um pouco para pegá-la, pois a última coisa que queria era retirar a sua.

— Obrigada mais uma vez, Emma. Boa noite! – e sendo assim entrou no carro e partiu, Emma seguiu a Mercedes com o olhar até sumir no horizonte e entrou em casa.

***

Na manhã seguinte a loira acordou um pouco mais tarde devido a hora em que havia ido dormir e quando desceu para tomar café, Mary ainda estava na cozinha.

— Não foi trabalhar hoje? – perguntou se servindo de café preto.

— Henry avisará que irei me atrasar um pouco, eu precisava fazer algumas coisas em casa. – mas na realidade ela estava esperando a loira acordar. – E como foi ontem?

— Foi legal. Um monte de mulher insuportável da qual nós rimos da cara a noite toda.

— Então vocês se divertiram juntas?

— Sim, bastante. – Emma sorria se lembrando.

— Você a beijou? – perguntou o que tanto queria saber e a loira tossiu ao se engasgar com o café.

— Dá pra perceber? – indagou assustada.

— Não, foi só uma pergunta. É que como vocês estavam se passando por noivas eu imaginei que podia rolar um selinho.

— Sim, foi um selinho, só isso.

— Tudo bem então. Te vejo mais tarde. – beijou a testa da filha antes de sair.

Mas Emma sabia que não havia sido somente um selinho, havia sido muito mais e com esses pensamentos em mente se trocou e foi até a mansão.

***

Emma tocou a campainha pela terceira vez e por um instante ficou com medo de que tivesse acordado a morena que havia ido dormir muito tarde, porém queria vê-la e saber se a noite anterior havia repercutido no grupo. Não demorou muito e ela ouviu barulho de passos se aproximarem e logo a porta foi aberta, e Emma pode ver os olhos castanhos totalmente vermelhos como se ela tivesse chorado muito.

— Regina, o quê houve? – a loira se aproximou e colocou as madeixas morenas atrás da orelha. – O que aconteceu?

— Elas descobriram tudo – a voz embargada e o rosto ainda molhado pelo choro. – Descobriram que foi tudo uma farsa e eu sou sozinha nessa vida.

— Mas como? – porém a morena não respondeu, apenas lhe entregou seu celular.

— Pode ler.

Emma no mesmo instante abriu o grupo e começou a ler as mensagens.

“Regina é uma mal amada”.

“Meu marido tem um conhecido que estava na festa e ele disse que aquela loira que estava com a Regina é ex-presidiária e engravidou aos 18 anos, deve ser do Henry. Ele até conhecia o namorado dela”.

“Então elas não são noivas?”

“Claro que não, aquilo ontem foi uma farsa. Regina é uma farsa”.

“Vive isolada, fechada, quem quer se aproximar de alguém assim?”

“Deve ter um passado muito sombrio”.

— Eu vou acabar com elas! – Emma disse furiosa quase atirando o celular longe. – Você não respondeu nada?

— Não consegui. Eu não me importo que elas tenham descoberto que foi mentira, só me dói as coisas horríveis que elas tem dito, coisas que eu acredito, por isso não respondi.

— Você não tem que acreditar em nada disso, elas são ridículas, nada disso é verdade. – a olhou cheia de ternura e queria poder tomá-la em seus braços e mandar toda dor embora.

— Nunca alguém vai me amar. – o olhar triste dilacerando o coração da loira.

— Posso responder em meu nome? – a morena apenas assentiu antes de subir as escadas a deixando sozinha. Emma então apertou e começou a gravar o áudio:

“Aqui é a Emma Swan e eu gostaria de esclarecer que a noite de ontem de fato foi uma mentira. Eu e Regina não estamos noivas, mas gostaria de acrescentar que somos muito mais felizes do que mais da metade de vocês, que se escondem atrás de uma carreira política corrupta e casamentos sem amor com pose de superioridade, mas só conseguem se sentir assim atacando os outros. Nenhuma de vocês jamais chegará aos pés de Regina. Ela é a melhor mãe que meu filho poderia ter e eu sou eternamente grata por ter sido ela a adotá-lo. Ela é uma mulher forte, guerreira, incrível e a mais linda do mundo todo. Regina é independente, o tipo de mulher que jamais precisará de um homem ao seu lado pra ser alguém. Se ontem a noite ela me pediu pra acompanhá-la é porque ela ainda não sabe que eu daria tudo para que ela fosse minha noiva de verdade. Vocês podem se esconder atrás de quantas máscaras quiserem, mas Regina é amada de cara limpa, por ser quem ela é”.

Emma colocou todo seu coração naquele áudio, embora no fundo sentisse vontade de socar a cara de cada uma delas. Subiu as escadas e parou em frente ao quarto da morena que estava aberto e depositou o celular em cima da estante.

— Já respondi. – disse e a morena apenas assentiu da cama, onde estava deitada, antes da loira virar-se e ir embora.

Demorou alguns segundos para que Regina se levantasse e pegasse seu celular para ouvir o que Emma havia dito.

***

Emma estava sentada no sofá da mansão quando Regina desceu as escadas correndo e se deparou com ela.

— Você não foi embora?

— Eu tinha esperanças de que você ouvisse o áudio. – se levantou e a morena deu alguns passos à frente.

— É verdade o que você disse? Ou foi só pra atingir elas?

— É a mais pura verdade. – seus olhos brilharam assim como os da morena quando abriu um sorriso enorme.

Sem esperar mais, Emma correu até ela e a tomou em seus braços a beijando e a tirando do chão.

— Regina, eu te amo! – disse enquanto espalhava beijos por todo rosto da morena, depois trilhava seu pescoço também com beijos. Regina apenas ria, sentindo todo vazio e toda dor indo embora conforme a loira a beijava e o calor lhe preenchia o peito. Ela não estava só, ela era amada.

— Eu te amo, Emma! – e logo já estavam subindo as escadas, entrando no quarto deixando peças de roupas espalhadas pelo chão, se amando deitadas na cama.

Fizeram amor e juras de amor e depois apenas ficaram juntas se acariciando, Emma deitada e Regina apoiada em seu peito.

— Você se apaixonou por mim ontem a noite? – Regina se virou para olhar a loira nos olhos.

— Não, foi muito antes, eu só não tinha percebido. – e a puxou para poder lhe beijar. – Mas o que importa agora é que nós descobrimos isso e eu nunca mais vou deixar você se sentir sozinha. – e a morena a beijou de novo e várias vezes, e rolaram na cama aos risos, felizes.

Começaram a se trocar, colaram as lingeries, Emma vestiu sua regata e quando Regina ia vestir sua blusa, a loira a impediu lhe estendendo sua jaqueta vermelha.

— Coloca ela e vamos bombar aquele grupo pela última vez. – e a morena entendeu o recado, vestiu a jaqueta e tiraram uma foto se beijando.

Emma a postou no grupo com a legenda: “Ela é amada. – Emma Swan”. E nem esperaram por resposta, Regina já saiu do grupo em seguida.

Mas ninguém ousou comentar nada após sua saída, o amor dava pra ser sentido pela foto, e elas nem sequer queriam imaginar como seria pessoalmente. Era verdadeiro.

Notas finais
Não importa quanto tempo passe, eu sempre vou amar essas duas juntas! ♥ Me deixem saber o quê acharam! Beijos ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!