O ódio chega devagar

O fogo começa a se alastrar

O coração pulsa, rapidamente

Eu já era julgada eloqüente

Estava na cara que você me machucava

Na cara que todo mundo me apoiava

Você bêbada naquela festa

Com outras meninas, que não tinham pressa

Ela não lhe julgava por ter alguém

Para elas, eu era apenas o ninguém

Na minha frente, você ousou

Ousou dar em cima dela, que não recuou.

O ódio então só se aprofundou,

E então meus olhos se afundavam

Afundavam-se em lágrimas, tristeza

Desespero e muito mais do que um simples medo.

Eu sentia dor, não era aquela de antes

Perto deste que eu sentia... Não havia comparação

Ia direto para meu coração,

O deixando fraco, quase sem pulsação

Eu tremia, meu estômago corroia

Eu chorava, eu me enganava

Ela me traia e se divertia

Eu cansei e logo terminei.