Please, Dont Leave Me.
5 O monstro que há em mim.
Eu posso não me transformar
Posso apenas demonstrar
Talvez até interpretar
O que muitas vezes me faz acalmar.
Posso não ter uma forma horrível
Até mesmo parecer inofensivo
Mas sou aquele que guarda para si
Algo plausível.
A dor que há em mim...
A aguda e querida dor que me queima
Que me machuca e me fere
Muitas vezes, não me transcreve.
Dentro de mim há um coração,
Aliás, há algo que ainda sinto bater
Algo que ainda sinto percorrer
Mas que só faz presença, porque ainda me queima.
Não posso deixar a dor de lado
Ela é tão doce, tão querida
Sem ela há desespero
Porque assim, sem dor, eu não escrevo
[Eu não amo e não me apaixono.
A dor muitas vezes é inimiga
É vista como algo masoquista
Ou até mesmo sem qualquer sentido.
Mas para mim, ela é algo inesquecível.
[Algo do que já dependo e não me arrependo.
O monstro... Aquele em que falei
Ele realmente existe
Apenas não persiste em aparecer
E sim, consegue me corroer
[A dor é um lindo e doce monstro que há dentro de mim.
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