Quando estou sozinha

Naquela sala extensa

Sem nada, me deixa tensa

Me deixa com medo, insegura

Infelizmente não há ninguém

E ninguém me segura

Parece que ninguém me procura

Estou sozinha no escuro.

A noite parece se prolongar

O medo parece não acabar

A agonia dentro de mim se alastra

Pelo meu corpo parece uma ladra

Que rouba minha felicidade

Me sinto sem dignidade

O frio percorre meu corpo, alma

Perco o controle, a minha calma.

Um arrepio sobe pela minha alma

O medo parece não se cansar

Coisas já começo a imaginar

Até agora não abri meus olhos

Eu sinto medo também de espionar

Não sei oque há ao meu redor

Aqueles estranhos parecem não ter dó

Eu não estou mais sozinha no escuro.

Arrisco-me abrir os olhos

Já vejo companhia,

Vejo e sinto agonia

Eles riam do meu medo

Eles se alimentam de mim

A felicidade parecia ter tido fim

O sorriso já era extinto

Já era um querido mito.

Obriguei-me a não acreditar

Sentei no chão e comecei a chorar

De ódio resolvi me tornar

Não aguentei e gritei

Em raiva me transformei

Eles correram, desapareceram

Naquela sala estava eu sozinha

O medo já não me mantinha

[E para onde foi minha alegria?