Please Dont Go

23 Só um sonho bobo


Notas iniciais
Vou poupar vocês de enrolação

Boa Leitura

- Minzy? O que você faz aqui? Que horas são? – Chaerin perguntou olhando para os lados e tentando levantar a cabeça que Minji empurrou para o travesseiro de novo. Minji demorou um pouco para entender o que Chaerin dissera e olhou para a loura confusa.

- Você não se lembra? – Minji murmurou arregalando os olhos.

- Eu desmaiei provavelmente, estou no hospital... – Chaerin respondeu.

- Não, só me diga, você se lembra de algo? – Minji perguntou ainda com a voz neutra. Chaerin continuou a fitando até que disse:

- Lembro de estar conversando com SeungHyun... E... – Ela parou de falar de repente e sorriu. – Nada.

- Nada o que Chaerin? – Minji perguntou urgente. O sorriso de Chaerin sumiu e ela olhou para a amiga.

- Um sonho bobo. – Chaerin falou olhando para o nada. Minji suspirou.

- Sonho? Ah... – Ela murmurou com a tristeza na voz.

- Por que pergunta?

- Nada não.

- Que horas são? – Chaerin perguntou franzindo a testa, já que em seu quarto branco não tinham janelas.

- Devem ser umas nove horas da noite ou algo assim... – Minji falou olhando para baixo.

- OITO? POR QUANTO TEMPO EU FIQUEI DESACORDADA? QUATORZE HORAS? – Chaerin berrou tentando levantar a cabeça do travesseiro, mas novamente Minji empurrou sua

cabeça para o travesseiro.

- Você acabou de de... Sei lá. Deve ter sido. – Minji pensou e tentou corrigir o que disse. – Eu... Vou embora... Tenho que dormir... – Ela disse andando até a porta.

- Espera! – Chaerin disse e Minji virou o rosto. – Tudo bem? Por que você está assim?

- Tente se concentrar no seu problema por enquanto Chaerin, ele já é bem grande... – Minji disse sem olhar para a loura e saiu da sala sem ver a lagrima que

escorria pelo seu rosto.

-x-

SeungHyun escrevia tudo que passava em sua mente de interessante na folha amassada, mas estava mais se importando com a mão de JiYong por cima da sua enquanto escrevia.

Ele dava pequenas olhadas para JiYong de tempos em tempos. O menor nem estava preocupado em vigiar o que SeungHyun escrevia no papel, estava mais ocupado olhando fixamente para sua mão com uma certa vermelhidão no rosto. SeungHyun ficou pensando se o significado daquela vermelhidão era o que ele pensava, até que ele colocou o papel em cima da escrivaninha e olhou para JiYong que não percebera. SeungHyun puxou sua mão e segurou a mão do mais novo. SeungHyun sorriu.

Os olhos de JiYong voaram do sorriso do amigo até suas mãos juntas e novamente para o sorriso, mas ao invés de sorrir ele corou ainda mais.

SeungHyun puxou a mão de JiYong para perto de si, acariciando levemente com sua outra mão. Ele não tinha ideia de porque fazia isso. JiYong arregalou os olhos enquanto olhava para SeungHyun.

- Eu... — A voz de JiYong falhou.

- Sim?

- Eu queria te dizer... Uma coisa... — JiYong murmurou olhando para seu colo. Pensou que não conseguiria dizer se olhasse diretamente para SeungHyun. O mais velho hesitou por um momento e apertou a mão de JiYong.

- Diga. — SeungHyun disse por fim. A respiração de JiYong ficou irregular e ele pode sentir suor aparecer em seu rosto.

- Eu... Eu... Eu... Tenho... Esse... Sentimento... Esse... Eu não sei... Eu acho que eu te... – O aperto na mão de JiYong ficava cada vez mais forte e difícil de suportar, mas ele tentou continuar. – Eu te a...

Os dois ouviram um barulhinho eletrônico e uma luz forte surgir do outro lado do comodô. JiYong reconheceu o toque de mensagens de seu celular, suspirou e com dificuldade se levantou e puxou sua mão bruscamente das mãos de SeungHyun que não queria solta-la.

Ele andou até uma prateleira e viu lá, o maldito celular com uma mensagem de sua mãe.

- Eles já estão vindo, meus pais. – JiYong disse guardando o celular na prateleira novamente, queria mais é atira-lo no chão.

- Ah... Tá. – SeungHyun murmurou.

- Acho melhor nós irmos dormir, se minha mãe vê você aqui e acordado ela te manda ir embora. – JiYong disse bocejando e se sentando em sua cama. – O que você está olhando? Vá arrumar seu colchão, ou dorme no chão lembra?

- Lembro, é que eu estou sem sono.

- Pelo menos finja que está dormindo OK? Eu estou com sono. – JiYong disse e SeungHyun se levantou para arrumar o tal colchão que estava no armário de JiYong. –

Quer um pijama emprestado?

- Não, eu durmo de roupa mesmo.

Depois de alguns minutos os dois já se encontravam ambos deitados esperando o sono atingi-los. SeungHyun reclamava mentalmente que não estava com sono e que não queria dormir, até que lembrou.

- JiYong? Tá acordado? – Chamou e ouviu um resmungo.

- Estou, o que foi?

- É que... Eu queria saber... O que você queria me dizer? Sabe, na hora que o seu cel...

- Ah, aquilo? – JiYong disse triste tentando fazer um tom de indiferença, mas não conseguiu, ele agradeceu mentalmente por SeungHyun não poder ver seu rosto. – Não é nada... Importante, eu gostei do seu rap.

SeungHyun percebera que JiYong mentira, afinal ele nem tinha lido o que ele tinha escrito no papel, mas ele não disse nada, pelo tom triste do menor.

- Boa noite. – SeungHyun disse mas não obteve resposta.

O tempo passava e passava, ao meio da noite JiYong abrira a porta do quarto, SeungHyun fechara os olhos e esperara a mulher ir embora, pois dormir estava impossível.

JiYong adormecera a tempos. Mas SeungHyun não conseguia pregar os olhos por um segundo, estava odiando isso. Aquela horrível sensação de querer dormir mas não conseguir, era tudo que SeungHyun tinha no momento.

Ele levantou o rosto se deparando com o delicado rosto de JiYong mergulhado no sono profundo a alguns centímetros do seu. Observou-o

- Eu consigo entender... Sabe, SeungHyun também é importante para mim, não sei se conseguiria ver ele triste também.

- Ã? Senti! Quero dizer, não, quero dizer, sim! Eu achei engraçado também...

- Estou devolvendo os germes que você me passou.

- Germes né SeungHyun? Que desculpa mais patética. – Ele murmurou e voltou a olhar para o rosto de JiYong.

SeungHyun pensou por um tempo então encostou seus lábios nos lábios de JiYong e sentiu um frio na barriga, seria algum tipo de medo do menor acordar? Deu um pequeno e longo beijo no local e se afastou.

- SeungHyun você não está em controle da sua mente. Você é doente. Você está doente. – Adimitiu para si mesmo franzindo a testa e deitou novamente em seu colchão, mas desta vez ele conseguiu adormecer sem se dar conta do tempo.

-x-

Eram mais ou menos seis da manha quando Bom ouviu varias batidas na porta de sua casa, o que a fez acordar. Sua mãe havia saído para caminhar como sempre, então ela presumiu que já tinha tempo que estavam batendo na porta.

A questão era, quem diabos estaria batendo em sua porta as seis horas da manhã? Claramente não era SeungRi já que Bom sabia que ele era um dorminhoco.

Com dificuldade ela se levantou da cama e foi até a porta sem trocar o pijama, pois só iria ver quem era no olho magico e ir se deitar, estava realmente se recusando a abrir a porta para quem quer que fosse.

Até ela ver aqueles olhos pequenos e aqueles cabelos cor de mel do outro lado do vidro estranhamente circular. Seus olhos se arregalaram.

Dia de andar com DaeSung. Como se esquecera? Bom você é uma idiota, ela pensou e então se encostou-se à porta sem abri-la.

- Eu sei que você está ai do outro lado Bom... – Ela ouviu uma voz que foi abafada pela porta que separava os dois. Bom girou a chave monotonamente, não ligava

em DaeSung vê-la de pijama. Afinal os dois eram quase irmãos... Não eram?

Ela abriu a porta e além de ver DaeSung sem a ajuda de um olho magico sentiu uma brisa fria.

- Oi. – Ela disse fingindo um sorriso, mas DaeSung fez uma cara parecida com a de animes quando cai uma gotinha da sua testa.

- Você esqueceu? – DaeSung perguntou começando a rir e Bom balançou a cabeça afirmativamente.

- Desculpe. Eu vou me trocar, quer entrar?

- Não, eu fico aqui. – Ele disse e Bom saiu de fininho deixando a porta de entrada aberta. Foi até seu quarto ligeiramente e colocou um vestido qualquer, afinal tinha vários vestidos com o mesmo corte e estampas diferentes, não ia fazer diferença vestir um ou outro. Voltou até a porta e ficou parada olhando para DaeSung.

- Bom... O que está acontecendo entre você e o SeungRi? – Ele perguntou por fim e Bom arregalou os olhos e olhou para os lados.

- Como assim? O que você quer dizer com isso?

- Esses dias eu juro que vi vocês de mãos dadas. – Ele disse sério. Bom colocou a mão na cintura.

- O céu não é lindo? – Ela disse ultrapassando DaeSung e parando em uma calçada para ver o céu azul de madrugada. – Hein? Hein? É azul assim...

- Bom, sinceramente mudar de assunto assim não funciona. – Ele riu.

- Você não tem mais provas além dessa! Pode ser outra Bom... Outro SeungRi, você não sabe o mundo está cheio de Boms e SeungRis e o nome real do SeungRi é

SeungHyun então podia ser outra pessoa.

- Como você sabe disso?

- Eu vi na... Lista de chamada. É. – Ela disse batendo o pé no chão, DaeSung riu de novo.

- Eu liguei para seu celular e ele atendeu. – DaeSung disse sorrindo e Bom arregalou os olhos.

- OK, você me pegou.

Notas finais
OK CAP MINUSCULO EU VOU COMPENSAR VOCÊS /rapa

Prévia do proximo cap:
- Pronto, eu falei, falei! – Disse rapidamente e sentiu um pequeno alivio se formando em seu coração, mas ele logo se transformou em um aperto quando ela fechou os olhos e não se atreveu a olhar para o rosto do amigo a sua frente.

- Porque eu não aguento ver você com raiva, principalmente eu não aguento olhar para ele. – DaeSung respondeu ainda sussurrando, tinha um toque de raiva na voz dele, mas sempre soava suave. – Eu gosto de você Bom. – Ele disse e eu pensei nessa frase por um momento.

- A verdade é que eu gosto muito dessa pessoa, muito mesmo.

As palavras pulavam e dançavam em sua mente, todas as palavras que DaeSung dissera que a faziam sentir com que o que ela tinha acabado de dizer só tinha feito era machucar o amigo ou acabar com a própria auto estima que já não ia muito bem no momento.

- E você aceitou?