Please Be Mine

13 Capítulo 13 - O presente


Nossa ultima tarde juntos foi meio difícil. Tive que inventar que Alex passara mal por causa de algo que ele comeu para tirar ele daquela situação no mínimo constrangedora. Quem poderia imaginar que a doce e simpática Lana, na verdade seria uma loba em pele de cordeiro. Suas feições belas e gentis eram apenas artifícios para enganar as pessoas. Mas precisava esquecer ela e pensar em seguir em frente com a vida. Os dias do Festival iam ser repostos com projetos escolares e agora estava ocupado demais com eles e com Alex para poder sequer pensar naquela garota.

Estava agora revisando algumas ideias; escolheram-me como líder representante da minha turma para o projeto escolar. Então estava encarregado de escolher o nosso tema para o projeto. Era uma tarefa chata, pois normalmente a única pessoa que me dá opinião sobre essas coisas é a Clare — sempre sou eleito para ser de líder de projetos e etc. — que estava muito ocupada; não saindo do pé da Jullie. Acho que a garota estava sufocada, mas não se sentia ruim com isso; as duas se completavam.

— Dave. — meu telefone tocou e foi isso que ouvi ao atender: a voz de Robert.

— Oi?

— Então, eu estava pensando muito bem; — iniciou. — naquela tarde, Alex não estava passando mal por algo que comeu, estava? — perguntou bem diretamente.

Poderia mentir, mas resolvi ser direto e falar a verdade.

— Lana. Lana é a ex-namorada dele.

— O que isso tem a ver? — pareceu confuso. Expliquei toda a situação. Desde o relacionamento dos dois, até a ação sem compaixão de ter encerrado tudo por telefone. — Oh, então é só isso? — tinha um tom de surpresa sarcástica em sua voz.

— Só isso? — respondi com uma voz de repreensão. — Ela o destruiu; e você diz: “Só isso?” Quem é você e o que fizeram com o Robert? — completei indignado.

Ele proferiu um som que parecia refletir sobre minhas palavras. Um silêncio tomou conta da nossa conversa por alguns minutos.

— Agora — encerrou a quietude da ligação. — ela está comigo. — completou sendo óbvio.

— Eu não me importo com quem ela está agora. — respondi rudemente.

— Continuarei com ela. — suas palavras eram frias e calculistas, pouco parecidas com o Robert de sempre. O Robert de voz doce e calma. — Não me importo com seu namoradinho.

Uma raiva contínua surgiu em meu interior. O que ele estava pensando? Quem ele pensa que é para agir dessa maneira? O que tinha acontecido com ele? Em tão pouco tempo, eu não sabia mais quem era Robert. Desliguei o telefone, deixando-o a espera de uma resposta que não teria. Especulei que seria melhor desligar o telefone e não começar conflitos.

Eu fiquei deitado depois de resolver os problemas escolares. Refleti sobre a ligação de Robert, o modo com qual ele falara comigo era muito diferente do jeito dele.

Alguns dias se passaram desde a ligação de Robert. Estava perdido em pensamentos sobre o projeto e o aniversário de Alex se aproximando. Meus pensamentos foram afastados por alguém mandando uma mensagem.

“ei, me encontra + tarde na biblioteca. Bjs :* ”

Era uma mensagem da Clare. Queria me ver na biblioteca. Tinha comentado com ela sobre a atitude estranha de Robert para comigo.

— Isso é realmente estranho. — Clare engolira seu hot dog numa velocidade voraz. — Realmente estranho. — acrescentou com a boca cheia de seu lanche.

Clare era naturalmente comilona, se lambuzava toda tentando comer apenas um lanche simples.

— Ele mudou do nada comigo. — completei, em seguida olhando para o sanduíche de queijo que jazia em minha mão; não estava com muito apetite. — Uma mudança repentina e esquisita.

— Vou conversar com Jullie. — respondeu. — Ver se consigo com que ela fale com ele.

Nossa conversa terminara por ai nesse dia. Agora ela queria me ver na biblioteca, tinha uma ideia do que poderia ser, mas será? Será que Clare conseguiu alguma informação importante sobre Robert? Precisava me apressar para chegar até lá.

A hora tinha chegado e eu estava esperando ela na biblioteca. Clare tinha o costume de marcar os encontros e chegar um tempinho depois; encontrava-me tão ansioso que não me lembrara desse simples detalhe.

— Will. — Clare chegou de surpresa. — Te assustei? — completou depois de ver minha reação a sua chegada abrupta.

— Um pouco. — falei ironicamente. — Então, to super ansioso. Por que me chamou aqui?

Os olhar e os lábios de Clare adquiriram traços maliciosos.

— Exatamente o que você está pensando! — proferiu com entusiasmo. — Aquela víbora está envenenando Robert contra Alex. Ele, louco de paixão, não vê nada. — pausou, respirando brevemente. — Não vê o que é obvio.

— Algo de ser imaginar. — sussurrei com um tom de raiva na voz.

— Mas então, o que iremos fazer? — perguntou Clare, seus olhos chegaram a reluzir quando me perguntou isso.

— Deixar eles em paz. — respondi, causando decepção e com isso, um olhar normal para Clare — que chegava a ser ironia, um olhar normal para Clare. — Vamos prestar atenção no quanto ela vai envenená-lo.

Enquanto voltava para casa, um mar de pensamentos invadiu minha mente. Por que Lana estaria fazendo isso? Ela estava apenas se deleitando com o sofrimento alheio? Ela sabia que Robert era amigo meu. Qual seria sua intenção? Eu pensei muito até começar a especular algo que não queria acreditar: ela queria nos separar. Provavelmente porque estaria arrependida? Ela está desafiada a tentar me separar do Alex. Alex não a queria de volta, ela se arrependeu e agora estaria tentar fazer o típico: “Se eu não fico ninguém fica.”. Ela estaria redondamente enganada. Ele é meu.

Estaria preparado para lutar com garras e presas para não deixar ela me separar do Alex. Dormi aquela noite inquietamente. O aniversário de Alex era daqui a dois dias.

— Alô? — respondi sonolento.

Uma ligação me acordara no dia do aniversário.

— Meu amor. — a voz engraçada e sonolenta do Alex. — Sabe que dia é hoje? — perguntou fazendo com que a resposta ficasse implícita.

— Bom dia. — respondi ironicamente. — Feliz aniversário amor.

— Assim está melhor. — completou, com um tom de satisfação na voz. — Pode vir aqui em casa mais tarde? Vai ter uma reunião com alguns amigos íntimos. Meus pais saíram então podemos extrapolar um pouco. — acrescentou sem malicia na fala como eu esperava ter nessa situação.

Confirmei e desliguei, voltando a dormir logo em seguida; precisava acordar de verdade naquele dia frio. Tinha algo em mente, o presente do Alex, seria algo que ele provavelmente irá gostar. Gostar muito.

Alex também havia convidado Jullie e Clare. Elas haviam comprado a saga que Alex estava com vontade de ler. Ele ia gostar muito disso. O meu presente seria especial e, portanto, não poderia ficar falando para as pessoas qual seria ele. A hora chegara. Estava preparando os últimos detalhes para encontrar Jullie e Clare e partirmos para casa do Alex. Estava ansioso para chegar lá, não o via há alguns dias. Não o sentia há alguns dias.

Chegando lá, Alex nos recebeu. Ele estava lindo. O abracei com intensidade, forte o suficiente para sentir o cheiro agradável que exalava dele, o seu perfume por si só, era sedutor. O calor do seu corpo quase fazia com que eu não o largasse, queria ficar ali para toda a eternidade, preso em seus braços.

A reunião foi interessante. Conheci alguns amigos dele e conversamos muito, sobre diversos assuntos interessantes. Música, livros e coisas constrangedoras que eles e nós presenciamos do Alex, aliás, era por ela que estávamos reunidos; nada menos justo ser ele o nosso assunto. Seu rosto corava sempre que relatávamos algum vexame dele.

— Teve uma vez que ele simplesmente escorregou e caiu com a cara nos seios de uma menina que estava na frente dele. — relatou Nataly, uma garota com cabelos loiros curtos e um piercing preto no nariz. — Os gritos histéricos da garota foram hilários.

— “Oh, me solte seu tarado...” — proferiu John, amigo do Alex, simulando a voz da garota. — “... Alguém em ajude! Um tarado aqui!...”

Caímos na gargalhada com todos os relatos engraçados e constrangedores dos amigos de Alex. Num momento da noite, começou o karaokê, nos divertimos muito. Nossos gostos musicais eram bem parecidos e muitas das músicas todos sabiam cantar e formávamos um belo coro de várias vozes.

— Então, eu tenho algo para falar. — se pronunciou Alex. — Pode vir até aqui, por favor. — seu dedo estava apontado em minha direção. — Vem. — meu coração acelerou absurdamente. — Esse garoto aqui — ele olhou diretamente para mim e seus lábios foram ao encontro dos meus, ele me beijou intensamente, tudo estava em silêncio a nossa volta. — é meu namorado. — os olhares ficaram confusos, mas depois começou uma gritaria receptiva. Bom sinal. — Agora, uma surpresa para você, Dave. Vou cantar Teardrop.

Meus olhos brilharam. Teardrop era minha musica preferida. Ele começou a cantar, sua voz era suave e expressiva, ele olhava para mim em cada refrão, me deixando envergonhado. A noite continuou interessante, até que em certo ponto todos foram indo embora. No fim, ficamos os quatro.

— Estamos indo. — se pronunciou Clare.

Levantei-me e a peguei pelo braço. Cheguei ao seu ouvido e falei que havia planejado. Ela rapidamente se juntou a Jullie e elas foram embora.

— Então, finalmente sós. — falei. — Está na hora do meu presente. — disse enquanto me aproximava dele, seu olhar parecia entender tudo. — Meu presente de aniversário para você. — pausei, esperando uma reação dele. Seu olhar pedia para que eu continuasse. — Sou eu.

Logo após dizer isso, sentei no colo dele e o beijei. Comecei a acariciar seu cabelo, enquanto o beijava me deleitei com a suavidade de seus lábios e os movimentos da sua língua. O clima ali realmente estava esquentando. Ele tocava minhas costas e descia para minha bunda, em movimentos variados com suas mãos suaves. Eu interrompi o beijo e me levantei, peguei a gola da roupa dele entre meu dedo indicador e dedo do meio e o conduzi para o quarto. Chegando lá, o joguei na cama e subi em cima dele. O beijei novamente, agora nossos beijos estavam mais vorazes. Ele me beijava tão alucinadamente, parecia reivindicar meus lábios para si mesmo. Meu corpo estava sob o dele, nossos corpos estavam começando a clamar um pelo outro.

Tirei minha camisa num movimento sutil. Estava agora, sentado sobre suas coxas; ele vislumbrava meu tronco despido em cima dele. Com um rápido movimento, ele levantou seu tronco, me deixando a altura de seus lábios. Resisti à tentação de beijá-los. Sabia o que ele queria: que eu tirasse sua roupa. Levantei sua camisa, expondo seu corpo grande. Com minha mão direita, o empurrei para trás deixando-o a minha mercê novamente. Deitei-me sob ele, nossos corpos trocavam calor. Sentir sua pele junto a minha era delirante, suas mãos estavam paradas, ele queria que eu o conduzisse. Então comecei a agir: levantei-me e fui até o encontro de sua calça e a tirei suavemente, ele estava excitado. Ele ficou um pouco constrangido quando percebeu que eu notei sua semi-ereção, dei um olhar para ele como se dissesse: “Não tenha vergonha”. Agora eu beijava seu pescoço, percorri seu corpo com minha boca, do pescoço até violar toda a intimidade de sua cueca branca. Quando cheguei lá, ele proferiu gemidos, um sinal de aprovação. Ele estava gostando daquilo. Então iniciei um sexo oral nele, ele se sentou e eu pude observar suas feições de prazer. Pude observar cada vez que seu rosto e corpo se contorciam aos movimentos da minha língua. Sentia sua semi-ereção se completando durante meu sexo oral.

Interrompi e me levantei. Deitei-me na cama, era um sinal, queria que ele conduzisse. Ele se aproximou de mim, tateando minha calça Jeans. Buscando um jeito de tirá-la de mim, não demorou a tirá-la, fazendo-me sentir desprotegido. Ele me beijava, parecia repetir o ato que eu fizera. Tirou minha cueca e me deu prazer com seus lábios e língua. O ambiente do quarto era sexo, prazer e amor. Chegou um ponto em que ele olhou para mim de uma maneira, que eu entendi exatamente o que queria me dizer: havia chegado à hora. Ele pôs meus pés apoiados em seus ombros, nós trocamos olhares e sabíamos que não poderíamos adiar mais. Ele posicionou seu membro e começou. Devagar, sem pressa. Aquilo ardia, doía muito, a dor estava expressa em meu rosto. Seu olhar encontrou o meu, me senti constrangido e tentei bloquear minha visão de seu rosto com a mão, ele alinhou sua mão com a minha e a retirou da frente.

— Eu te amo. — sussurrou.

Ele continuava até que não tinha como prosseguir. Paramos um pouco até meu corpo se acostumar com aquele invasor. Depois de alguns minutos os movimentos iniciaram-se, bem lentamente, aquilo ainda doía muito. Havia um pouco de preocupação em seu olhar, mas eu rebati esse olhar, fazendo-o continuar. Depois de um tempo, toda minha dor converteu-se em prazer. Os movimentos foram aumentando a velocidade e os gemidos de prazer tanto meus, quanto dele estabeleciam um clima de prazer intenso no ar. Ele continuava os movimentos e por vezes me beijava. No seu rosto estava expresso o prazer e em meus gemidos a mesma coisa, puro prazer. Ele começou a me masturbar, eu não reagia a nada, queria que ele tomasse conta de mim. Eu comecei a sentir um prazer intenso, estávamos a um bom tempo naqueles movimentos ritmados e eu percebera que seu rosto estava mudando. Os movimentos ficaram cada vez mais fortes e velozes, eu começava a sentir que ia chegar ao limite. Parecia que ia acontecer o mesmo com Alex. Senti-o se contorcendo dentro de mim, gritando e expressando o prazer absoluto em seu olhar, sentia um líquido me preenchendo. Em seguida aconteceu o mesmo comigo, senti algo forte e um êxtase absoluto. O líquido espesso acabou na mão de Alex, em meio a gritos abafados proferimos quase ao mesmo tempo:

— Eu te amo.

Notas finais
Teardrop é uma musica de minha própria autoria (letra pouco rica, pois não me aprofundei muito).