Playful kiss love in Brasil...
2 Capítulo 2 - Mudança repentina.
Notas iniciais

Acontece que eu odeio meninas burras... Se escreve Renan e não Renã... Estude antes falar comigo...
Aquela cena de rejeição não saía da minha cabeça, o menino que amei a anos me rejeitou, minhas lágrimas não param de cair, talvez ele tenha razão, eu não sou inteligente, não devia ter falado com ele.
O sinal finalmente bate para entrar na sala, então decidi sair do banheiro e fui aos corredores, em direção a minha sala, evitando a todos, com a cabeça baixa, quando entrei pensei comigo:
– Eles não devem saber de nada, pelo menos aqui posso ficar quieta, sozinha, apenas com pensamento longe.
quando de repente todos me olham como se estivessem assustados e preocupados e perguntam:
– Lohaine, você está bem? porque você deu uma carta a ele em público??
pronto, isso sim que era tortura, aguentei isso até o final da aula, até o professor queria saber do ocorrido, sentei-me na última fila, e encostei o rosto na mesa, quando uma amiga bate na mesa e fala:
– Ei, você está louca? como pôde dar uma carta ao representante da escola? e ainda em público? agora todos sabem.
– eu não imaginei que ele me humilharia assim fernanda. o que eu faço?
– amiga, eu não sei o que dizer, mas só tenho a dizer que.... que bom que não estou na sua pele, porque se fosse comigo eu, eu quebrava a cara dele.]
– que horror nanda haha...
– que bom que você ao menos riu um pouco, isso vai passar, não se preocupe, afinal podemos passar na sua casa hoje, depois das aulas?
– claro que pode é só você...
– eeiiiii ... lohaine porque você se declarou a ele e não pra mim? porquêê?
disse o Alex, ele gosta de mim desde a primeira série, todos somos amigos de infância, e por isso só o vejo como amigo, mas ele insiste em querer me conquistar!!
– Por favor Alex, não começa com drama.
– Drama? você sabe que é só minha não te divido com ninguém, como pôde me trair? ( com voz querendo chorar)
– Somos apenas amigos Alex, não começa... bom eu preciso ir, encontro vocês depois em minha casa, as 14h, beijos.
tive que sair depressa porque o assunto alongaria, ainda mas se tratando do Alex, que acredita que sou dele haha. hoje passei o suficiente, não acredito que algo pior aconteça, eu vou superar.
Mas antes de sair lembrei-me que precisava ir a biblioteca para emprestar um livro, então fui até lá, e acho que estava com sorte porque achei todos que precisava para fazer o trabalho, estava muito pesado, quando me virei, topei com uma pessoa que me derrubou, e caíram os livros.
–Ai...
foi a única coisa que disse, quando vi que me estenderam a mão, segurei firme e me levantei, quando olho, não acreditei, Renan?
– Você se machucou?
– Me solta, eu estou bem...
– Tudo bem, precisa de ajuda? (e me perguntou sorrindo)
como ele pode sorrir pra mim, depois de ter me rejeitado? será que ele gosta de fazer os outros sofrerem? eu o olhei firme, e fingi que estava bem, e com muita raiva disse:
–Já disse que estou bem, eu não preciso da sua ajuda e nem no futuro vou precisar!!
– Ok, tudo bem, então não se esqueça do que disse...
e saiu todo arrogante, em direção a sua classe.
peguei os livros e fui direto para casa, no caminho estava muito pensativa, não parava de pensar naquele sorriso, parecia tão verdadeiro, sincero, mas ao mesmo tempo pensava na parte que ele me humilhou em frente á escola.
– Ele deve fazer isso com todas, encanta todas com seu sorriso, mas rejeita quando alguém o declara.
finalmente chego em casa, quando abro o portão vejo o meu pai tirando as coisas para fora, mas o que será que aconteceu? vamos nos mudar?
entrei em casa e Ele parecia cabisbaixo, triste, mas quando me viu, disfarçou e disse:
– Já chegou? entre aqui minha filha, preciso falar com você.
– o que aconteceu papai?
– você sabe que estamos passando por dificuldades no restaurante, e então eu tive tantas dívidas que tive que vender essa casa, para pagá-las.
– Por que o senhor fez isso papai? essa casa é a única lembrança que temos da mamãe, sem ela eu não consigo me lembrar dela, e me desarmei e comecei a chorar.
Porque isso está acontecendo comigo? não pode ser, já fui rejeitada e agora estou sem casa, a última lembrança que tinha da mamãe em todos os cômodos da casa foram vendidas.
– Eu sei minha filha, mas eu não tive escolha, era isso ou eu perderia essa casa e o restaurante, estaríamos sem nada, na rua.
– Mas... não se preocupe, não vamos ficar desamparados, eu tenho um amigo de infância, e ele é bem de situação, e disse que irá nos ajudar, iremos morar lá até que eu encontre outra casa, ou até mesmo essa aqui. eu prometo!!!
–tudo bem...
Mesmo se fosse contra não teria outra solução, então apenas concordei.
demorou algumas horas até que conseguimos colocar tudo no caminhão, então me despedi da casa e de todas as lembranças que tive com ela, da minha mãe me acordando para ir a escola, cantando música para dormir, preparando o almoço sempre com um grande sorriso, até a parte mais triste, dela doente, com câncer, deitada em sua cama, mas nunca se mostrava triste, com lágrimas nos olhos disse:
– Adeus casa, por mas que eu me mude, nunca vou esquecer esses momentos, estarão em minha mente e em meu coração, mãe, que saudade de você, como queria que estivesse aqui para me animar e dizer que está tudo bem. se eu pudesse eu voltava e parava o tempo, para que fosse eterna...
e assim me despedi... e fomos a estrada, em direção a uma nova vida...
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