Play Hard?

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Um dos meus milhares de plots bizarros que tinham jogados aqui no PC. Obviamente tentei escrever de forma clara. Ok, Miky parou de jogar (pela milésima vez) e Poi conseguiu voltar. Thx, Iza, por dar aquela olhadinha básica XD

Play Hard?

Castle estava esperando o grande lançamento do mais novo console da Sony, o tão falado Play Station 4. Juntamente com ele seria lançada a mais nova versão de Call of Duty, Ghosts, um jogo de tiro em primeira pessoa que era bastante disputado no meio "nerd".

Só havia um problema: Desde que comprara o novo videogame, Castle parou de ir à delegacia e ajudar com os casos. Estava muito empolgado com seu novo brinquedinho e não queria incomodar seu tempo junto de sua musa em casa, então ele preferia não acompanhá-la, afinal, já tinha material de pesquisa suficiente para vários livros de Nikki Heat.

O jogo se passava em um local bem destruído após uma guerra nuclear no Oriente Médio. Nessa realidade, os países produtores de petróleo da América do Sul se organizaram em uma Federação e invadiram a América Central e Caribe. Essa Federação se apossou de uma super arma norte americana de nome Orbital Defense Initiative (ODIN), que usaram para bombardear San Diego, destruindo também várias infraestruturas americanas, fazendo os EUA deixarem de ser uma potência mundial, deixando-os vulneráveis. Dez anos depois, essa Federação invadiu os EUA. Pra se proteger, o governo americano chamou os últimos da elite do exército. Esses são chamados ghosts, soldados norte-americanos altamente treinados para fazerem missões secretas por trás das linhas inimigas.

O grande diferencial desse console é que, juntamente com o "multiplayer", também vinha a opção share, que enviaria os últimos minutos de jogo diretamente para as redes sociais ou para seus amigos, mesmo que não tivessem o jogo.

Nessa opção de jogo, os jogadores criavam um squad ou esquadrão, onde eles poderiam jogar em modo cooperativo ou competitivo.

Usando um nickname, para manter seu anonimato na rede, Rick e seus amigos virtuais já combinaram logo algumas partidas assim que compraram o console. Castle já tinha um grupo com o qual sempre jogava e marcavam geralmente o mesmo horário e dia. Claro, quando Kate não estava em casa. E hoje era um dia especial, ela iria ficar em casa, mas fora chamada de última hora. Apesar de não querer parecer aliviado quando ela recebera tal telefonema, ele comemorou por dentro, pois assim poderia cumprir seu horário ingame.

O grupo de Castle estava clandestinamente em meio a San Diego devastada, observando uma mobilização militar da Federação, a qual eles pretendiam dominar. Não perceberam a chegada de inimigos furtivamente por trás deles. O escritor levou um headshot (tiro na cabeça) e não havia nada que irritasse mais um jogador que morrer dessa forma, pior que isso, só morrer na faquinha.

Praguejando muito alto em sua casa, Castle voltou juntamente com seu grupo ao ponto de partida e seguiram seu caminho, mas, desta vez, atentos ao grupo inimigo que sabiam que estava ali em algum lugar, espreitando-os.

A todo momento, Castle, que estava coordenando o ataque, mandava mensagens de voz tentando manter seu grupo junto, para eventualidades. Ele Olhava para todos os lados, assim não haveria possibilidade de novas surpresas. Entretanto, novamente fora morto com um tiro certeiro.

“Desgraçado!”, o som ecoou pelo loft vazio. “Como pode me matar assim facilmente?”

Ainda bem que Beckett não estava em casa, pois ela iria ficar com raiva por ele estar quase infartando por causa de um jogo. “Mas é apenas um jogo, Castle. Pare de bobeira”, ele já podia escutá-la reclamar mentalmente com ele.

Ele não gostava de perder, porque o deixava com ódio. Tentou se acalmar, respirou fundo e continuou.

Mas não adiantava, todas as vezes que eles se reagrupavam no jogo, esse mesmo infeliz matava Castle.

“Galera, não vamos cumprir com nossa missão enquanto tiver esse camper desgraçado nos seguindo.”. Obviamente eles precisavam eliminar a provável ameaça para conseguirem cumprir com o objetivo de tomar conta daquele acampamento militar.

“Esse camper maldito! Aposto que é alguém jogando sozinho só para atrapalhar os outros.”, Castle pensava com ódio.

Enquanto vasculhava as ruínas em que estavam, Castle fora morto novamente. “Filho da p... !” Castle gritou não segurando seu linguajar impróprio que só usava com muito ódio em jogos online. Ele quase jogou o controle pela janela com raiva. Porém, não iria fazer isso com seu console novinho por causa de um newbie que achava que sabia jogar.

Ah, mas se esse execrável achava que ele ia desistir, estava muito enganado. Lá fora ele novamente fazer sua incursão nos destroços do prédio.

O ambiente estava escuro e seus companheiros também vasculhavam ao redor procurando o inimigo. Sim, esse camper era seu pior inimigo agora. Ele não fazia ideia com quem estava se metendo. O que o escritor não imaginava é que numa antessala, enquanto ele olhava ao redor, não previu que o golpe viria de cima, com o próprio camper dando a cara à tapa. Castle tentou atirar no infeliz com uma pistola, mas ele lutava bem, conseguia se esquivar dos tiros. Quando ele achou que ia ter uma mira limpa, o inimigo subiu nos destroços, pulou atrás dele e o degolou com a faquinha.

Se Castle estava com raiva até àquela hora, ao morrer dessa forma quase o fez subiu pelas paredes de tanta raiva. Ele Jogou o controle no sofá ao lado, largando o jogo ligado com seu boneco lá no chão e a câmera virada para cima olhando para o inimigo que nem se preocupou em sair dali após sua morte.

Em pé, olhando para a tela do jogo, Castle passava suas mãos pelos cabelos com raiva, amaldiçoando a si mesmo por acabar de morrer humilhantemente para um provável pseudoadolescente.

Mas o que ele não esperava era ler o inimigo falando com ele. “Acabou de jogar, gatinho?”

“Mas o que? Por que ele falou isso? Como sabia dessa palavra?”, pensou consigo mesmo. Ele pegou o controle de volta e respondeu “Gatinho?”

“Tenha mais sorte na próxima vez, gatinho

“Co-como...?”. Ele estava chocado olhando para a tela. “Será que era Kate?”, pensou, “Mas... não... Ela estava na delegacia, eu vi a hora que ela saiu arrumada para investigar. A não ser que... Não era possível”.

.

.

Não muito longe dali, em outro apartamento, os detetives da homicídios se divertiam às custas de determinado jogo.

“Obrigada por isso, Esposito. Nunca imaginei que eu iria agradecer a sua compra nerd e por me ensinar a jogar.”, Kate não se aguentava de tanto rir. “Se bem que aprendi muito vendo no youtube também.”

“Que maldade, Beckett. Ainda bem que não tenho namoradas assim.”, Esposito retrucou, fazendo Ryan gargalhar também.

Kate estava realmente zangada com a situação. “Ele já estava me infernizando com isso. Precisava ver a alegria dele ao se livrar de mim para poder jogar hoje.” Obviamente ela não contou sobre a vez em que fez um strip enquanto ele jogava e que ele nem ligou. Desde esse dia ela ficou com raiva e jurou que iria fazê-lo pagar pelo vácuo no qual a deixara.

Com algumas amigas online, em suas pesquisas, ela aprendeu que para acabar com um gamer, basta humilhá-lo onde mais dói, ou seja, dentro do jogo na frente dos amigos virtuais, para mostrar quem manda.

“Obrigada, meninos, a noite foi ótima.”. Kate se despediu deles e seguiu de volta ao loft.

Quando abriu a porta, deparou-se com tudo escuro. “Ué, será que ele ficou com tanta raiva e saiu?”, Beckett pensou por um minuto e seguiu o caminho até o quarto também escuro. Ela encontrou Castle sentado na cama com ambas as mãos nos joelhos e de cabeça baixa. Quando entrou, Kate acendeu a luz e ele a encarou seriamente.

Ele levantou-se devagar com olhar de poucos amigos. “Você não estava na delegacia.”, não fora uma pergunta.

“Estava na casa do Esposito com o pessoal.”, ela respondeu sem dar muita importância para o drama, seguindo para o closet.

Castle a segurou pelo braço, puxando-a contra ele. “Você nunca me disse que sabia jogar.” Ele estava visivelmente irritado e Beckett percebera. Segurava-a com força, certeza que seu braço iria ficar marcado.

“Fui obrigada a aprender, já que meu namorado adora me trocar pelo jogo.”, ela puxou o braço com raiva também, afinal, aquele assunto deu o que tinha que dar.

“Trocá-la pelo jogo? De onde tirou isso, Beckett?”, Castle estava exasperado e aumentou o tom de voz.

“Vai me dizer que não? Quando foi a última vez que foi á delegacia?”, Kate ficou esperando a resposta dele e pelo olhar já vira que ele percebeu o que fizera. “Aham, como eu e todos percebemos, desde que comprou essa porcaria de PlayStation você esqueceu de sua vida para correr atrás de um vício.”

“Espera aí, eu não esqueci a minha vida! Eu sempre estou aqui!”, quando ele disse isso, ela virou-se o olhando ferozmente, indo à sua direção e cutucando-o no peitoral.

“Não me venha com essa, Castle. Você está mudado, até sua mãe e Alexis perceberam. Não faz mal se empolgar com joguinho, desde que não se esqueça do resto.”, Beckett começou a recolher suas coisas nos armários, colocando-as numa pequena mala.

“Espere, o que você está fazendo?” Castle perguntou.

“Vou dormir esses dias no meu apartamento.”, e continuou a pegar suas roupas, nem mesmo virando para ele.

“O que? Você entra no jogo e me mata de forma humilhante repetidas vezes na frente dos meus colegas...”, ela estava se segurando para não dá uma gargalhada, porque ela amou fazer isso. “... chega aqui, joga essa bomba em cima de mim e vai embora assim?”

“Eu cansei, Castle. Eu querendo te agradar com strip-tease outro dia e você nem ligou.”, ela estava percebendo que seu plano havia funcionado e ele estava louco da vida.

“Ah, mas não vai mesmo.”, nisso ele a puxou pelos braços, fazendo-a chocar-se contra ele, beijando-a violentamente do jeito que ela gostava.

Não aguentando, Kate enroscou seus braços ao redor dos ombros dele e abriu sua boca para saciar sua sede, arfando contra aquele homem.

Como ela ousa falar que eu preferiria jogo a ela? Ele iria provar que ela estava errada. Castle desceu suas mãos por aquele corpo delgado que tanto amava, puxando-a mais contra ele, para que ela sentisse o que realmente fazia, deixando-o louco.

Castle apertou o bumbum dela com suas mãos grandes, arrancando-lhe um gemido. Descendeu pelas coxas, puxando-as para cima, colocando-as ao redor de sua cintura, levantando-a. Ah, como ele a deseja.

Beckett adorava um sexo brutal após uma briga e, pelo visto, sua brincadeira acordou o macho predatório nele. Para provocá-lo mais, ela puxou o cabelo curto da nuca fazendo-o levantar a cabeça para que ela pudesse lamber seu pescoço por cima da pulsação, pois sabia o que esse pequeno gesto fazia com ele. E então os sons guturais começaram a serem proferidos.

Castle a levou para o quarto, jogando-a sobre a cama, arrancando-lhe um grito de susto.

“Agora vamos começar realmente a jogar”, sorriu maliciosamente para ela. Descendo sobre ela beijando-lhe a clavícula que estava aparecendo entre os dois botões abertos de sua camisa, apertou-lhe a cintura com uma mão enquanto a outra abria caminho por baixo daquele tecido incômodo, arrebentando os botões e o eliminando de qualquer jeito. Ele Ainda estava com raiva do camper do jogo e estava demonstrando isso a ela. Arrastava sua barba, que começava a espetar, por todo o tórax dela através de beijos molhados de boca aberta.

Beckett gemia e não parava de gritar seu nome. Sabia que estavam sozinhos no loft, então iria aproveitar para ser realmente vocal. Ela o ansiava e queria com muita pegada, apertando-a e marcando-a como somente ele sabia fazer. Kate sentiu-se com frio quando ele levantou para tirar a roupa que ainda estava vestindo e, também, a calça dela. Rick deitou em cima dela apenas de cueca, voltando à sua “brincadeirinha”.

Castle deu uma pequena mordidinha na entrada da calcinha, um pouco abaixo do umbigo, puxando o tecido com os dentes. A respiração dele, juntamente com o arranhar da barba e dos dentes, quase a fizeram ter uma síncope.

Deus, ela quer ele nela agora! Pegou a cabeça dele e puxou de volta para ela, cobrindo sua boca com um beijo avassalador. Desceu com as mãos entre eles, tirando a cueca que não deveria mais estar ali, segurando seu membro com a mão e apertando-o levemente.

“O jogo deveria ter dois players e não somente um”. Beckett falou fazendo-o virar, ficando por cima dele. Adorava vê-lo vulnerável a ela. Levantando-se um pouco se encaixou nele, tirando gemidos dos dois. Apoiou ambas as mãos naquele peitoral que adorava e começando a se movimentar. Amava tê-lo dentro dela, além de completarem seus corpos, completavam suas almas e as faziam se tocar. Com ele era tudo diferente, nunca se sentira ligada a homem algum, mas com Castle, tinha necessidade dele, de estar com ele, tocá-lo e fazer amor. Por isso sentia tanta falta dele ao seu lado com suas teorias malucas.

Rick estava de olhos fechados aproveitando as sensações que sua musa lhe dava, até que ela parou propositalmente. Tal movimento o fez sentar-se, colando seus corpos. Ele a abraçou pela cintura fazendo-a mover-se junto com ele. Ah, como ele gostava disso, estar com Beckett e sentir o corpo dela unido ao seu, como deveria ser.

Por estar em cima dele, ela ficava muito mais alta, deixando os seios à sua mercê, na altura exata. Isso era um convite mudo ao deleite e ele puxou-a para saborear aquela pele alva.

Poucos movimentos depois, ambos já estavam quase no limite. “Vem comigo, Kate...” ele ofegava em seu ouvido, fazendo-a arrepiar-se.

Eles chegaram juntos ao ápice, caindo nos braços um do outro. Deitados naquela cama, com seus corpos suados, ficaram aconchegados com suas pernas entrelaçadas umas às outras. Castle beijava o cabelo de Beckett, acariciando seu braço levemente. Ela, por sua vez, estava sobre ele, ouvindo o som de seu coração.

“Amanhã vou à delegacia com você, tudo bem?”, ele disse contra o cabelo dela.

Desconfiada, Beckett o olhou “Se for pelo jogo, não precisa.”. Sim, ela estava machucada ainda. Era horrível ser trocada por um jogo online.

“Além de eu ter enjoado do jogo misteriosamente porque eu morri inúmeras vezes hoje...”, ela deu uma risadinha com esse comentário. “Eu vou à delegacia para ajudar minha namorada a levar justiça às famílias.”

Kate o olhou novamente, desconfiada. Queria ver quanto tempo essa mudança iria durar.

“É sério, Kate. Acha mesmo que após todo esse tempo para conseguir ficar com a mulher que eu amo, eu iria jogar tudo fora por causa de um joguinho?”. Realmente ele viu a besteira que havia feito quando ela estava arrumando as malas. Não conseguiria viver sua vida sem ela, sem seu corpo e seu cheiro perto dele. Até as brigas e implicâncias ele sentiria saudades. Nunca conseguira estar assim com mulher nenhuma, ser ele mesmo, sem interpretar nenhuma personagem. Kate o amava por ele ser apenas o Rick e não por ser o Castle escritor. Isso já valia mais que tudo. “Além do mais, teve um jogador que me deu muita raiva. Acho que não devo voltar a jogar tão cedo”.

Esse comentário a fez rir novamente. “Eu te amo, mas saber que você estava me trocando, abandonando tudo para ficar com seus amigos virtuais, doeu muito.”, ela lamentou-se.

“Prometo que farei de tudo para que não aconteça mais. Eu te amo demais para isso.” Ele beijou novamente o cabelo dela.

Nesse momento Kate já estava quase dormindo em cima dele com o corpo dolorido e saciado de prazer. Como gostava de sentir-se exaurida dessa forma após uma rodada de um bom sexo com o seu homem. Se fosse preciso entrar em todos os jogos dele para matá-lo lá dentro, ela o faria com prazer. Pois quem manda é ela e não um joguinho maldito.

Notas finais
Comentários são bem-vindos =D Dicionário em linguagem de Jogo: Camper: Um player que fica escondido observando o inimigo e se aproveitando para matá-los de forma covarde. Geralmente ele é um sniper. Camperar: Ficar observando uma área estando escondido nela ou longe dela, com o objetivo de fazer algo no momento que algum evento específico acontecer. Newbie: Newbie, ou noob, é uma palavra inglesa originada de pato ("JOKER"), gíria comum entre os militares norte-americanos designando um joker que acaba de chegar, ou alguém que assume um novo posto ou função. Usada em jogos para designar pessoas iniciantes sem conhecimento e que não sabem jogar. —---------------------------------------------- Explicando a situação: Meu ex namorado jogava World of Warcraft 3 anos antes de eu começar a jogar. Lembro que cheguei em casa com uma noticia ótima que tinha recebido e fui falar com ele e recebi a seguinte resposta "Daqui a 5 min TALVEZ, se der, eu falo com você". Nunca senti tanto ódio na vida. "Eu sou uma otária mesmo", pensava. Então eu instalei o jogo e comecei a jogar. Em 3 meses eu já tinha dois bonecos level máximo e virei uma das administradoras do clã dele. Resumindo: Ele virou meu subalterno e tinha que obedecer algumas estratégias minhas no jogo. Eu era healer (o cara que cura) e era muito raro achar alguém assim que jogasse decentemente. Sou perfeccionista, então eu jogava muito bem. Fora que ele precisava de mim para conseguir furar fila para entrar em calabouços e eu falava "não, eu upo sozinha, não preciso de você". Uma vez ele morreu numa missão com 25 pessoas, ele pediu para eu ressuscitá-lo e eu não o fiz, ainda deixei ele voltando a pé para a missão sozinho. Fiz isso na frente de mais de 30 pessoas, pois estavam as 25 jogando e tinham os reservas no programa de voz. Morrer era humilhante, só newbies morriam pq pisavam em coisas que não deveriam pisar. Misteriosamente, algum tempo depois, ele falou que tinha perdido o interesse em jogar. ¯_(ツ)_/¯
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!