—Qual é Zel! Anda logo!_ a ruiva veio correndo em minha direção enquanto fechava o botão de sua calça jeans._ Eu nunca cheguei atrasada!

—Desculpa, acostumando com o fuso horário!

—Não tem diferença entre Nova York e Boston!_ disse nervosa abrindo a porta e sendo seguida por minha irmã.

—Nós não estamos atrasadas! Vamos de carro, não vamos?

—Não, vamos a pé, por que sim!_ entrei no elevador e apertei o botão do térreo. Zelena começou a arrumar os cabelos pelo vidro do elevador.

—Tá nervosa assim por que, sis? Só porque vai encontrar com a Emma?

—Cale-se._ levantei o dedo.

—Ah..._ ela me encarou sorrindo._ That’s my girl!

—Zel!

—É a música!_ ela disse rindo e mostrando os fones fazendo-me revirar os olhos.

As portas do elevador se abriram e comecei a andar rapidamente, teria que fazer o percurso na metade do tempo com a minha irmã lenta atrás de mim.

—Como você consegue acordar tão cedo, fazer exercícios e se arrumar ainda a tempo de não se atrasar?

—Eu me acostumei e acho melhor você se acostumar em, pelo menos, acordar no horário.

—Regina!_ ao ouvir aquela voz a única coisa que eu queria era que alguém me ligasse. Quando me virei vi Daniel correndo em minha direção._ Ei, como vai? _ ele tentou me cumprimentar com um beijo na bochecha, contudo esquivei-me._ Esperei você me ligar...

—Ela está vendo outra pessoa, querido._ Zel me salvou me puxando.

—O que? Como assim?

—Sim, ouviu muito bem._ tirou o celular do bolso._ Oh, olha que legal, estamos sendo chamadas, com licença._ Zelena deu as costas novamente e entrelaçou o seu braço no meu e começou a me obrigar andar mais rápido do que antes._ Ande logo, por que não me disse sobre esse pedaço de mau caminho, sis?

—Está saindo com ela, Regina?_ ele perguntou tocando em meu braço.

—Sim, estamos apaixonadas, agora nos deem licença._ Daniel parou de tentar nos acompanhar enquanto eu tentava segurar o riso de ver a sua cara de tacho quando ouviu o que Zel disse._ Espera aí. Esse pedaço de mau caminho era o cara que só falava dele mesmo no encontro?_ afirmei com um aceno._ Fez bem em troca-lo pela loira.

—Se você calar a boca chegamos mais cedo no hospital, chefe de departamento.

—Hoje é o meu plantão de vinte e quatro horas. O meu primeiro.

—Você está muito animada com isso para o meu gosto._ disse desconfiada.

—Dá para fazer novas amizades. Tem um residente...

—Fique longe de problemas ficando longe de residentes, sua anta. _ entramos no hospital pela ala de emergência._ Bom dia Robb._ cumprimentei o enfermeiro que passava empurrando um carrinho com um kit de sutura.

—Mas é...

—Zel, vai por mim, no hospital que você trabalhava não tinha esse problema com a hierarquia porque não tinha esse programa de residência._ abri a porta da minha sala e ela me seguiu. _ Você pode se encrencar._ fui até o banheiro e troquei de roupa rapidamente, voltei e sentei em minha cadeira.

—Não acredito que você me deu aquela pressa apenas para fazer trabalho burocrático.

—Amanhã tenho reunião com o conselho._ disse sorrindo enquanto organizava os papeis._ Hoje só vou atender chamadas de extrema emergência, já que eu tenho que colocar isso em dia.

—Você trabalha na emergência. QUALQUER chamada é de emergência!

—Você não teria uma cirurgia por agora não?_ a desafiei rindo.

—Daqui uma hora._ ela se levantou_ Já vou indo, tenho que passar no quarto do paciente. Bye sis._ mandou um beijo para mim e saiu.

Comecei a resolver os problemas da papelada até o meu estômago roncar e me tirar da minha concentração. Levantei-me espreguiçando e saí levando apenas o meu celular. Fui até a praça de alimentação e paguei pelo meu almoço.

—Como vai, Regina?_ Bella iniciou a conversa sentando ao meu lado.

—Oh, bem e você?

—Bem, sabe que o Rumple comentou comigo que você faz uma falta no antigo consultório?

—Ele foi um mestre para mim, mas eu precisava sair um pouco de debaixo de suas asas.

—Sim._ ela concordou com um sorriso no rosto._ Esses dias participei de uma cirurgia com a sua irmã, ela é um pouco maluquinha.

—Eu que o diga, divido o apartamento com ela._ nos rimos._ Mas você acostuma._ olhei bem para a mulher na minha frente. Ela estava feliz como sempre, mas estava radiante também, com um brilho diferente._Bella!_ semicerrei os olhos._ Não quer me dizer nada, não?

—Pensei que você não notaria!

—Quase fiz obstetrícia! Está de quanto tempo?

—Seis semanas!_ a abracei.

—Estou tão feliz por vocês! Como o Gold está?

—Encantado, ele já esta planejando tantas coisas se for menino ou menina. Descobrimos anteontem e ele já está assim!

—Você também, né?

—Olá meninas..._ Leroy sentou ao meu lado.

—Está com bom humor..._ notei._ Esse sorriso tem um motivo?

—Regina!_ Bella exclamou rindo.

—Sim, uma fada._ falou alegre. Olhei para Belle que tinha um sorriso no rosto.

—Que bom Leroy!_ ela exclamou._ Não vai nos contar o nome dela?

—Não! Não quero cochichos._ olhei novamente para Bella e puxei um canto da minha boca enquanto ela passava os olhos pela mesa.

—Bem, tenho que ir, tenho uma consulta daqui a dez minutos._ Bella disse se levantando._ estou feliz por você Leroy.

—E eu tenho que terminar umas papeladas por que tenho um compromisso no final da tarde. Até mais Leroy.

—Aí quando chego para almoçar vocês vão embora._ remungou.

—Não fique Zangado, meu caro._ passei a mão em seu ombro e me afastei.

Ao entrar em minha sala e sentar na minha cadeira novamente o meu celular apita. Não poderia ter um dia sem um acidente nessa cidade que precisasse me chamar?

Levantei correndo pegando o meu estetoscópio deixando o jaleco para trás. Fui andando rapidamente para o balcão do pronto socorro.

—Doutora Mills, acidente de moto com um carro. O piloto da moto está vindo na primeira ambulância em estado crítico._ Robb disse enquanto eu colocava o avental.

—Tudo bem, já chamou neuro e ortopedia?

—Sim, estão a caminho._ olhei de relance para o relógio que marcava uma e dez, eu nunca sairia de uma cirurgia dessas em menos de três horas. Deixei escapar um suspiro triste.

—Algo de errado doutora?_ perguntou o residente do último ano de Neuro.

—Não, Mark, só vou perder um compromisso importante._ disse enquanto caminhava em direção a ambulância.

—Mulher, vinte e três anos, acidente de moto, teve uma parada no caminho e sua perna..._ a paramédica mostrou a perna da mulher que estava pendurada praticamente por um pequeno pedaço de pele e músculo.

—Cadê a ortopedia?!

—Estou aqui, sis!_ Zelena apareceu já examinando o estrago na perna da mulher.

—Me diz que salvará a perna dessa mulher._ perguntei enquanto entrávamos na sala de emergência para estabilizar-la enquanto a equipe preparava a de cirurgia.

—Bem, posso tentar, mas a coisa tá um pouco feia aqui, sis.

—Púpilas respondendo.

—Sangue O._ uma enfermeira trazia o sangue enquanto a mulher era rodeada pela equipe.

—Ainda bem que o torniquete não foi mal feito, mas temos que andar logo aqui._ eu passava o ultrassom em seu abdome.

—Ela está com Hemorragia interna, droga!

—Pressão caindo!_ Mark avisou. _Regina?

—Vou ter que abri-la agora. Quero um Geral aqui! 5 miligramas de epinefrina.

—Já chamamos!_ Zelena cuidava do ferimento da perna.

—Espaço para o raio-x._ outro enfermeiro pediu. Em alguns segundos voltamos para a posição anterior.

Eu já estava abrindo o abdome da mulher e uma enxurrada de sangue saiu.

—Mark, preciso de uma mão aqui.

—Sis, não podemos esperar muito._ Zela disse.

—Só me deixe estabiliza-la._ o barulho do monitor cardíaco misturado com o burburinho das vozes das pessoas na sala._ Mark, preciso enxergar aqui.

—A sala já está pronta._ Robb apareceu avisando a todos.

—Zel, você vai na frente e se prepara, mais dois minutos. Tesoura._ recebi o objeto e cortei a linha de sutura._ Pronto._ disse quando o monitor parou de fazer barulho.

Zelena já havia desaparecido enquanto eu subia com a paciente para a sala de operação numero três, chegando lá minha irmã já havia se preparado e esperava apenas o preparo da paciente. Eu e Mark nos preparamos e nos juntamos a Zelena enquanto Bella se juntava a mim.

—Bem, vejo que você perdeu o compromisso, sis._ Zelana disse olhando o relógio que já indicava cinco horas.

—Bem, já estamos terminando aqui, e você?

—Compromisso bom, Regina?_ Bella perguntou.

—Sim, café com a namorada._ a intrometida ruiva falou.

—Namorada, Regina?_ Bella perguntou.

—Valeu, Zel._ a cirurgiã riu.

—Não, ela não é minha namorada._ fuzilei Zelena com o olhar. Se eu não tivesse feito um juramento de salvar vidas eu teria matado a minha irmã ali mesmo.

—Bem se você quiser eu termino aqui, já estamos quase fechando e ela está estabilizada, a Zel está suturando a perna e já engessou o braço.

—Pena que não deu para salvar essa perna. Nunca dará para andar de moto novamente._ Mark observou.

—Muito obrigada Mark, pelo apoio._ a ruiva disse impaciente.

—Zelena, seria um milagre._ Bella observou.

—Geralmente eu faço milagres._ eu sabia que tinha errado em pedir a minha irmã para que salvasse a perna da mulher, sabia que geralmente ela fazia milagres, mas não imaginava que a situação estava tão crítica.

—Mas os nervos e o sangue..._ Bella disse.

—Eu sei..._ ela suspirou com pesar e eu sabia que ela tinha um bico por detrás da máscara.

— E você Regina, o que faz aqui? Vá logo para o seu encontro!_Bella disse._ Eu termino de fechar aqui.

—Obrigada Bella, estou te devendo uma!_ Saí da sala cirúrgica, me lavei e corri enquanto tentava ligar para Emma.

—Oi Regina!_ quando ela atendeu eu suspirei de alívio. Eu parei em frente a entrada do pronto socorro enquanto observava as gotas de chuva.

—Emma, me desculpe, tive uma emergência.

—Adorei essa touca de corações, onde comprou tinha uma menos colorida?_ me virei procurando pela loira que estava na sala de espera. Desliguei o celular e fui a sua direção. A loira segurava em sua mão direita uma bandeja com dois copos de café para viagem e a esquerda o celular. Estava vestida uma regata branca e uma jaqueta vermelha, calças e botas.

—Emma, me desculpe.

—Que nada, cheguei um pouco atrasada devido a chuva e fui informada que você estava salvando a vida de uma mulher. Sem problemas, Mills._ ela sorriu e esticou da bandeja com os copos._ Já que não poderíamos ir ao café, fiz questão de traze-lo até você.

Como não deixar de sorrir com aquele gesto tão simples. Peguei o copo que tinha o meu nome e experimentei.

—Como você sabia que esse é o meu preferido?

—O senhor simpático do café me disse quando eu simplesmente o interroguei.

—Você é incrível!_ olhei para ela enquanto o seu rosto ficava vermelho._ Vamos para um lugar onde não seremos interrompidas por nenhuma chama de emergência?_ estiquei minha mão que foi prontamente pega.

A levei para a minha sala, dessa vez o percurso fora mais tranquilo que da primeira vez.

—Bem, pode ficar a vontade, vou apenas trocar de roupa. _ dei outro gole no café antes de deixa-lo em cima da mesa e dirigir ao banheiro.

—Não vou atrapalhar?

—Não, já estou no fim do turno, hoje não vão me chamar para mais nada._ respondi do banheiro. Saí com a minha roupa normal e com a minha toca de cirurgia de corações.

—Adorei esse seu acessório de corações._ estiquei a minha mão e terminei de beber o meu café.

—Pois é, sou cardiologista também._ levantei as sobrancelhas._ É muito clichê, não é?_ levei a mão a cabeça e tirei a touca desprendendo o cabelo com os dedos. Emma se aproximou e começou a passar os dedos entre os meus fios castanhos. Fechei os olhos com a sensação que aquilo me proporcionava. Seus dedos longos estavam agora acariciando a minha nuca.

Abri um pouco os olhos quando senti a sua respiração próxima a minha pele. Coloquei a minha mão na sua cintura e a puxei para mais perto apenas para ela me puxar para um beijo de entrega. Apertei a sua cintura quando senti ela embaraçar ainda mais os meus cabelos em seus dedos.

—Regina, então como foi... _ minha irmã entrando de supetão na minha sala nos fez separar abruptamente. Ela estava com um sorriso no rosto enquanto Emma tomava um tom avermelhado e eu tentava me recompor do estupor em que me encontrava._ Vejo que não teve muitos problemas, sis.

Limpei a garganta quando minha irmã adentrou mais ainda no quarto e fechou a porta atrás de si. Fiz uma nota mental para tranca-la da próxima vez.

—Emma, essa é Zelena, minha irmã. E Zelena...

—Tá, tá, eu sei sis._ ela me cortou e andou até Emma._ Prazer em finalmente te conhecer, Emma._ deu dois beijos na bochecha de Emma e me olhou._ Ela é mais bonita do que eu imaginava.

—Em... Obrigada?_ Emma perguntou sem graça.

—Zel, cala essa boca grande e nos dê licença? _ fui até ela e comecei a empurra-la enquanto a ruiva ria ate a porta para joga-la do outro lado do corredor e tranquei a mesma dessa vez.

—Minha irmã é um pouco doida, já deu para perceber. _ encostei na porta._ Mas é uma boa pessoa e uma maravilhosa médica.

—Veio de uma família de médicos então?

—Minha mãe é uma renomada médica em Nova York, hoje dá aulas apenas, e meu pai advogado. Cora e Henry Mills.

—E agora as duas filhas estão em Boston, como eles estão com isso?

—Bem, até. _ me sentei no meu desconfortável e velho sofá sendo imitada pela a loira. Minha perna direita estava dobrada por debaixo do meu corpo e apoiava a cabeça na minha mão direita enquanto meu cotovelo escorava no encosto do sofá e Emma tomava a mesma posição que eu. _ E você trabalha com o que Senhorita Swan?

—Bem, entendi o seu jogo, doutora._ ela sorriu. Pareceu pensar um pouco antes de me responder._ Eu dou aula de artes e sou artista plástico nas horas vagas, vou expor algumas obras daqui uma semana na galeria da avó de minha amiga e estou de licença médica porque a minha médica sexy não me deixou voltar para a sala de aula.

—Primeiro encontro e já sou sexy, Miss Swan?_ a provoquei com uma voz rouca.

—Apenas verdades doutora. _ ela disse sorrindo.

—Me diga o que faz nas horas vagas?

—Leio e pinto.

—Eu também!_ ela me olhou surpresa e só então percebi o que tinha falado._ Bem, leio, não pinto, e gosto de comprar livros, tenho tantos que ainda nem li por falta de tempo devido a minha agenda cheia salvando vidas. Sabe, conheci uma pessoa linda em meu trabalho esses tempos ai para trás.

—Ah é? E como ela é?_ a mulher foi se aproximando ainda mais enquanto intercalava o olhar entre meus olhos e minha boca.

—Encantadora. Está na minha frente nesse exato instante me hipnotizando com esses olhos esmeralda.

Emma encostou os seus lábios nos meus e deu início a um beijo calmo e exploratório nos separando apenas para respirar.

— Tenho que te perguntar uma coisa._ a olhei pedindo que continuasse._ Já saiu com mulheres antes?_ quando abri a boca para responde-la fui interrompida._ Por que eu fiquei...

—Sair de tipo relacionamento sério?_ a questionei e ela balançou a cabeça afirmando_ Não. Uma vez fiquei com uma em uma festa da faculdade e outra eu saí para a balada e me lembro apenas que acordei e encontrei uma mulher na minha cozinha._ informei o último fato um pouco sem jeito._ Por quê?

—Curiosidade._ Emma ficou com as bochechas vermelhas e eu levantei as sobrancelhas.

—E você?

—Apenas em uma festa.

Olhei no meu relógio, já tinha passado dez minutos do meu turno e me levantei estendendo a mão para Emma.

—Vamos? Meu tempo aqui já acabou.

—Para?_ Emma me perguntou sorrindo.

—Não sei, onde você gostaria de ir? Passeio no parque? Cinema?

—Cinema então. Vamos no meu carro.

—Não vou discordar já que estou sem o meu hoje._ rimos. Vesti a minha jaqueta preta peguei minha bolsa e o meu celular e destranquei a porta. Saí de mão dadas com Emma pelos corredores do hospital, quase ninguém percebeu resultado de se trabalhar em um local movimentado.

—Então conseguiu salvar a vida de sua emergência?

—Claro, acidente de moto.

—Então vou perdoar o atraso._ ela mordeu o lábio inferior.

—Ah... É assim?_ disse parando quase incrédula.

—Não, eu tenho coração, perdoaria de qualquer jeito, Regina._ ela olhou com um sorriso no rosto.

—Ainda bem que tem coração._ estávamos a caminho do estacionamento. _ Qual é o seu carro?_ ela tirou as chaves da bolsa e destravou o alarme fazendo com que os faróis de um New Beetle prata piscasse.

—Meu primeiro carro foi um fusca, mas depois comprei esse quando o fusca bateu o motor.

—É... boa escolha.

—Ótima escolha.

Ela andou na minha frente e fez uma pose em frente ao carro colocando uma mão na cintura e a outra acima da cabeça fazendo-me rir.

Abriu a porta do carro e entrou e fiz o mesmo.

—Cinema mesmo?_ ela perguntou ligando o carro.

—Vamos fazer o seguinte: vamos para o meu apartamento, pedimos uma pizza, o que acha?

—Ótimo, lá vemos um filme._ passei as coordenadas e em menos de quinze minutos, devido o trânsito, estávamos estacionando em frente ao meu prédio.

—Boa noite, Carlito.

—Boa noite Dona Regina. Boa noite senhorita._ disse quando viu Emma ao meu lado._ A Dona Zelena?

—Plantão._ arrastei Emma até o elevador. Nossas mãos ainda estavam entrelaçadas, aproveitei que a quantidade de andares para subir era muita e não me segurei.

Virei-me para ela e a puxei pela cintura arrancando dela um grito de surpresa e logo depois selando os nossos lábios em um beijo um pouco mais urgente do que os outros já trocados. Quando percebi já estava imprensando o seu corpo contra o vidro do elevador enquanto ela bagunçava os meus cabelos. Nossas línguas travavam uma guerra onde ondas elétricas percorriam o meu corpo todo. Ela mordeu o meu lábio me fazendo soltar um gemido baixo antes do elevador parar e as portas abrirem.

—Vamos._ dei um sorriso e a puxei para fora daquela caixa de metal._ Bem vinda ao meu lar doce lar._ abri a porta e dei passagem para ela entrar.

—Nossa...

—Bem, eu sei... É um apartamento normal cheio de coisas médicas..._ disse trancando a porta e tirando a jaqueta.

—É sua cara...

—Nossa minha cara é normal...

—Não, não é isso Regina._ ela parou no meio da sala, entre o sofá e mesinha de centro._ Não sei, a atmosfera que passa a sensação de segurança, conforto, sabe?

—Eu passo a sensação de segurança e conforto?_ semicerrei os olhos e olhei para ela aproximando-me

—Sim, segurança desde que te vi quando acordei daquele mini coma meu. Seus olhos...

—Meus olhos...

—São lindos._ dessa vez ela que me puxou para o beijo e caiu no sofá me levando junto enquanto ríamos.

—Opa... Você ainda não pode machucar a área do corte, senhorita Swan._ disse sentando ao seu lado.

—Tudo bem Doutora Mills, não tinha me machucado._ me beijou rapidamente._ Vamos pedir a pizza? Ainda não desisti dela.

Fui até a cozinha e pequei o folheto com os sabores da pizza e trouxe juntamente com uma taça de vinho para cada uma. Cheguei e Ema estava tirando sua jaqueta.

—Posso tomar vinho?_ ela disse recebendo a taça.

—Só por hoje pode._ olhamos os sabores e fizemos os nossos pedidos.

—Emma, você se importa se eu for tomar um banho rápido? Só para tirar a essência de hospital de mim?

—Claro que não.

Levantei e dei um selinho nela.

—Já volto. Se a pizza chegar, o dinheiro de pizza fica separado naquela caixinha perto da tv.

Corri para o banheiro e tomei um banho rápido, quando estava saindo do banheiro, ouvi a campainha e a voz de Emma recebendo a pizza. Vesti um short jeans, uma regata vermelha e passei um pouco de perfume.

—Cliente vip?_ ela me perguntou e apenas balancei a cabeça._ Não é muito saudável, é?

—Claro que não, não me orgulho disso, é por causa da correria da agenda.

—Entendo._ ela estava parada em frente a minha prateleira que misturava livros de medicina e cardiologia com diversos tipos de literatura e alguns artefatos de colecionador._ Você tem uma bela coleção, mas não chega aos pés da minha e da de Mary lá em casa.

—Como posso competir com duas apaixonadas por livros?_ cheguei por detrás dela que ainda analisava a minha pequena biblioteca._ Vamos comer?

Voltamos para o sofá e eu me sentei no chão, usando a mesinha de centro como uma mesa normal, Emma me imitou. Conversamos sobre as nossas carreiras, de como a loire se sente a respeito da arte, de como a arte é importante para ela.

—Não posso perder a sua exposição de jeito nenhum._ disse limpando os meus dedos no guardanapo e bebendo mais um pouco do vinho._ Seus olhos brilham quando você fala sobre arte.

—Não pode mesmo. E você? Por que escolheu emergência e cardiologia?_ ela se sentou no sofá e eu fiz o mesmo.

—Sempre fui apaixonada pelo coração, é um órgão tão fascinante, você não acha? Não é atoa que muitos falam que é o órgão das emoções. É porque você nunca viu um ao vivo e a cores durante uma cirurgia ou participou de um transplante, é lindo, é mágico e eu acho que a emergência que me escolheu._ quando terminei de falar, Emma me beijou.

Deve ter sido por causa do efeito do álcool, eu me sentia leve enquanto nos beijávamos, era como se fosse o primeiro beijo da minha vida. Seus braços estavam ao redor de meu pescoço enquanto eu enlaçava a sua cintura e a puxava mais para mim. Emma foi deitando o seu corpo e se ajeitando melhor no sofá enquanto eu me encaixava melhor entre suas pernas sem parar o beijo.

—Emma?_ perguntei quando paramos de nos beijar para respirar, olhei nas íris verdes._ Você...

—Sim._ me levantei e a trouxe junto, a levei até o meu quarto e tranquei a porta.

—Não quero correr o risco de Zelena chegar e... Você sabe. _ virei-me para ela que me puxou pela cintura para outro beijo, dessa vez mais ardente.

Ela me puxou até a minha cama e caiu nela me puxando, mas dessa vez tive mais cuidado não deixando o meu peso cair todo em cima dela. Meus braços estavam estendidos ao redor de seu corpo sustentando o meu. Enquanto nos beijávamos, Emma passeava as mãos pelas minhas costas enquanto eu tentava tirar as minhas botas sem sucesso. Tive que para o beijo rindo por não conseguir tirar as botas. Ela fez o mesmo antes de me puxar novamente para ela.

Emma suspendeu a barra da minha camisa e eu terminei de tira-la enquanto ela olhava para o meu corpo antes de voltar para seus lábios. Agora a minha mão passeava pelo seu abdome. Ela levantou o seu corpo o suficiente para eu conseguir tirar sua blusa. Quando tirei e voltei a minha atenção para a cicatriz. Passei os dedos de leve na cicatriz ainda um pouco recente.

—Regina, você não vai me machucar._ ela sussurrou parecendo que tinha escutado os meus pensamentos mais internos.

Voltei a beija-la agora com mais desejo que antes, quando dei por mim, já estávamos sem sutiã e apenas calcinhas eram os tecidos remanescentes. Eu explorava o seu corpo alvo com minha boca dando atenção a todas as partes.

Quando tirei a sua calcinha e encostei em sua entrada, Emma soltou um leve gemido que me fez continuar pelo resto da noite.

Notas finais
N sei escrever Hot, mas daqui a pouco sai um E gostaria de agradecer a DiFabray pela recomendação, fico lisonjeada. Vcs são uns amorzinhos ♥