Notas iniciais
Eu ainda não vi a season finale, mas tbm não dormi esperando sair para eu baixar

—Regina? O que a Zel disse?_ perguntei preocupada quando vi que ela tinha congelado com o celular ainda no rosto. Segurei sua mão e guardei o seu telefone._ O que aconteceu?_ segurei em seus braços.

—Minha mãe está em Boston._ ela disse com a voz fraca.

—E isso é bom não?

—É?_ ela olhou para mim e deu um sorriso fraco e sem graça

—É?_ repeti.

—Não?_ a cicatriz em seu lábio estava ficando vermelha, sinal que estava nervosa.

—Regina? Me conta o que está acontecendo! Estou ficando preocupada!_ esfreguei em seus braços.

—Vamos nos sentar._ aproveitou que estávamos em uma sombra de uma árvore e se sentou com as pernas cruzadas.

—Tá, agora dá para se explicar?_ peguei sua mão e apertei.

—Minha mãe... Digamos que ela não vai gostar de “nós”._ balancei a cabeça e apertei a sua mão._ Ela nunca gostou que eu me envolvesse com mulheres, sempre abominou relações entre pessoas do mesmo sexo, por isso que Zelena ligou feito uma doida._ Abaixou a cabeça tentando esconder os seus olhos marejados. Peguei o seu queixo e levantei o seu rosto.

—Não fique assim por causa da sua mãe.

—Como não? Ela é minha mãe e não vai aceitar o meu relacionamento?

—Quando você contaria para ela?_ aquilo começou a me incomodar. Regina planejara contar para a mãe de mim? Ou me manteria “escondida” para o resto da família?_ Você..._ respirei fundo tentando manter a voz firme enquanto aqueles olhos tristes me olhavam buscando uma resposta para a minha própria pergunta._ Você contaria de nós quando?

—Eu estava planejando, criando coragem para enfrenta-la, você não a conhece, o olhar dela...

—Regina, eu..._ pensei em falar o que estava sentindo. Mas nem eu sabia ao certo. Era mágoa, raiva, revolta ou decepção de Regina, da mãe ou do mundo? Ao invés, eu apenas fiquei de joelhos e a puxei para um abraço apertado._ Eu estou aqui._ foi o que me veio._ Sua mãe... Você quer ir agora?

—Se você não se importar. Nosso dia praticamente acabou._ esfregou os olhos antes de se levantar.

—Claro que não me importo. _ me levantei e bati as mãos no jeans.

—---

Quando estávamos no seu andar demos de cara com dois carregadores que saiam do apartamento de Regina.

—Deve ser a tela que comprei._ passou o braço pelo meu e diminuiu o ritmo dos passos._ Antes de mais nada já peço desculpas por minha mãe._ levou a sua mão até a maçaneta, mas eu a impedi. Virei o seu rosto para mim e selei os nossos lábios em um beijo simples.

Eu não tinha um bom pressentimento sobre o que estava prestes a acontecer.

Regina abriu a porta depois de soltar o meu braço, ela entrou primeiro. Respirei fundo e entrei.

Zelena estava escorada na porta que dava para o pequeno corredor dos quartos e banheiro segurando uma caneca que imaginei ser de café. A tela que Regina havia comprado estava escorada no sofá e ainda tinha parte escondida pelo embrulho. Uma senhora e um senhor que tinha uma barriga proeminente encaravam a pintura até ouvir a porta sendo fechada por mim.

—Regina, minha filha!_ o pai se aproximou de Regina e a envolveu num abraço apertado.

—Zelena me disse que você saiu para encontrar com uma amiga no parque, não imaginava que voltaria tão cedo._ disse depois de dar um leve e inexpressivo abraço na filha.

—Acabaram de deixar, sis. Não sabia onde você gostaria de colocar...

—No meu quarto.

—Ficaria lindo nessa parede. _ filha e mãe disseram ao mesmo tempo.

—Por que não perguntamos à artista? O que acha Emma?

—Eu prefiro no quarto.

—Você já analisou os moveis do quarto da Regina?_ a mãe perguntou.

“Não tive tempo, pois estava mais ocupada dando prazer à sua filha.” Foi o que eu quis dizer. Cruzei os braços e encostei na porta.

—Eu busquei passar tranquilidade através dessa tela, então acho que o lugar ideal seria um lugar de repouso, o quarto. Sou Emma Swan._ estiquei a mão para cumprimentar Cora que apenas a deixou suspensa enquanto me olhava de cima a baixo.

—Henry Mills e essa é Cora. Peço desculpas por ela, está com enxaqueca devido a viagem. _ ele pegou a minha mão.

Seria um costume as pessoas da família pedirem desculpas por aquela mulher?

—Minha filha, onde guarda as suas ferramentas? Posso colocar o quadro para você. Seria um prazer.

—Eu ajudo o senhor._ eu disse. Ele parecia ser um senhor simpático que não tem culpa por ter uma esposa como aquela.

—Oh, não precisa.

—Faço questão._ sorri.

—Vou pegar as ferramentas._ Regina disse saindo do recinto.

—Você é apenas artista plástico ou tem outra renda?_ Cora perguntou sem me olhar.

—Dou aulas de arte em uma escola._ olhei para Zelena que se escondia atrás de uma caneca verde.

—E onde você conheceu a Regina?

—Ela literalmente salvou a minha vida._ a mulher ficou um pouco mais surpresa e direcionou a sua atenção da tela para mim._ Eu fui baleada em uma tentativa de assalto...

—A cirurgia foi delicada e demorada, ela perdeu muito sangue. A bala atingiu o fígado, o estômago e a artéria e teve três paradas na mesa. Ficou de coma um dia mesmo depois do efeito da anestesia parar e antes de acordar teve mais uma parada._ Regina disse surgindo na sala com uma maleta de ferramentas._ Vamos, vou mostra-los o local.

Como eu imaginava o quadro ficaria na cabeceira de sua cama. Puxei a cama para não sujar os lençóis, ainda bem que ela arrumara antes de sairmos para o passeio.

Ajudei Henry a colocar o quadro na parede e limpei o piso.

—Eu tentei evitar essa visita._ Henry disse guardando as ferramentas.

—Como?

—Não sei se Regina vai gostar do motivo dessa visita._ logo depois que ele fechou a boca ouvi a voz de minha namorada.

—Não vou sair em um encontro para apenas para satisfazer um desejo seu! Por que não a Zelena?_ apontou para a irmã.

— A mãe dele acha que vocês combinam mais._ Cora disse calmamente._ Apenas um encontro. Por seu pai.

—Como assim?_ olhou para o pai descrente e eu fiz o mesmo.

—O pai dele é um sócio em potencial para a empresa, mas eu não...

—O seu pobre pai não teve culpa de arranjar esse jantar._ Cora disse se sentando._ Foi ideia minha e os pais dele adoraram._ disse como se dissesse que tinha feito café._ Se fosse há alguns anos você não iria de bom agrado, mas iria._ analisou a filha que estava parada em frente a tv e estava de braços cruzados. O pai entrou na cozinha e deixou a caixa de ferramentas no armário._ O que te impede?_ Ela olhou de relance para mim e eu apenas balancei a cabeça positivamente apenas para encoraja-la._ Você está vendo alguém?

—A Regina está saindo sim com uma pessoa, mamãe._ Zelena tomou frente quando viu que a irmã estava congelada.

—Oh, interessante nenhuma de minhas filhas me avisarem isso. Gostaria de conhecer esse rapaz, espero que não seja como aquele que te enganava.

—Pode ficar tranquilo que é uma ótima pessoa e trata a sis muito bem, mamãe.

—Tem como chama-lo para jantar hoje conosco?

—Está viajando. Trabalha com a Emma, na galeria._ Zelena disparou._ É um artista também.

—Que conveniente, não acha?_ ela deu uma risada fria._ Mas mesmo assim você comparecerá no jantar essa noite, eu e seu pai lhe buscaremos as oito e vista-se mais apropriadamente._ ela se levantou com uma pose como se fosse alguém da realeza. _ Eu tenho algumas coisas para resolver ainda hoje, vou deixa-las as sós. Henry, vamos?

Ele bateu as mãos e as colocou nos bolsos antes de ir para o lado da mulher.

—Prazer em conhecê-la, Emma._ ele disse antes de sair.

Depois da porta se fechar ninguém disse nada até ter certeza de que ela já havia saído do prédio.

—Mas que merda foi essa?!_ Zelena gritou colocando a caneca na mesa. Regina caiu no sofá e eu fiquei escorada na porta como eu estava antes.

—Nossa mãe?

—Eu não acredito que ela fez isso de novo com você!

—Isso já aconteceu quantas vezes?_ me pronunciou

—Ao todo?_ Zel fechou os olhos lembrando-se._ Ela marcou dois encontros para mim, um até que deu certo por um tempo, e esse deve ser o terceiro da Regina.

—Quarto!_ tapou o rosto com uma almofada.

—Ela só se interessa com ela e tenta nos juntar com filhos de famílias abonadas._ Zelena explicou._ Pela sua cara eu acho que Regina te explicou o que mamãe acha sobre...

—Ela namorar outra mulher? Sim._ me sentei no sofá e coloquei as pernas de Regina no meu colo._ Não tem como ela aceitar isso de boa?

—Não sei nem se ela respeitaria vocês duas. O que eu acho simplesmente ridículo. Vocês se amam mais do que alguns casais que vemos por ai._ olhei para Regina que ainda escondia a cara na almofada.

—Eu queria que ela fosse igual ao papai.

—Eu tive a impressão que ela não gostou muito de mim..._ eu comecei, mas Zelena me interrompeu.

—Ela é assim com qualquer um que não venha de uma família rica.

—A família que me adotou é rica, isso contaria?_ Zelena deu de ombros antes de seu queixo cair e seus olhos quase saltarem da órbita.

—Ah não!_ Foi até mim e segurou no pingente. Tirou a almofada da cara da irmã e o pingente estava visível._ Tomara que ela tome isso como um pingente de melhores amigas._ coloquei a mão por cima do meu e engoli em seco. Regina levantou o tronco e tirou as pernas do meu colo.

—Quais são as chances dela desconfiar de algo?_ perguntei preocupada

—Não trocamos muitos olhares, trocamos?

—Cora Mills não é besta, sis.

—Mas por que ela não disse nada?_ eu questionei as duas irmãs que pareciam conversar apenas por olhares.

—Porque Cora Mills não é besta.

—E você vai nesse jantar?_ Zelena perguntou se sentando ao lado da irmã.

—Eu tenho escolha? Ela disse que é importante para o papai._ peguei sua mão.

—Seu pai me disse que queria ter evitado o motivo dessa visita._ não queria forçar Regina a nada, mas não queria que ela fosse.

—Sis, não vá._ Zelena segurou em seu ombro mas estava olhando para mim, ao contrário de Regina que encarava a mesinha de centro.

—Eu não posso te dizer o que fazer, Regina._ Eu disse tentando buscar os seus olhos. _Mas vou estar ao seu lado independente de sua escolha. _ Ela olhou para mim. A confusão e a indecisão eram visíveis em seus olhos castanhos.

—Eu vou pelo papai. _ olhou para Zel que apenas levantou as sobrancelhas._ Obrigada, Emma._ beijou minha mão. _ Mas Zel, vou deixar uma mensagem salva quando receber essa mensagem me ligue imediatamente, certo?

—Tudo bem sis.

—Vou dizer que algum paciente meu piorou e estão precisando de mim no hospital.

Meu celular começou a tocar. Era Mary.

—Emma, você está com a Regina?

—Sim, por que?

—A primeira prova do meu vestido foi adiada para hoje graças a mamãe e preciso de você. O apartamento dela é perto da loja, não?

—Sim. Mas Mary...

—Emma eu preciso de você! Você é a minha madrinha e a mamãe está para a casa na praia para estudar algumas decorações.

—Eu vou tentar aparecer lá...

—Daqui meia hora, madrinha._ desligou o telefone.

—Mary precisa de você, não é?_ Regina perguntou cansada.

—Sim, _ suspirei_ Eu gostaria de ficar o resto do dia com você, mas...

—Não sei se seria seguro, imagina se ela volta e pega vocês duas juntas ou algo do tipo?_ Zelena disse. Ela estava certa. Podia chegar na hora de um abraço ou beijo ou uma cena mais simples que poderia ter um significado mais profundo.

—Vou encontrar com a Mary para a primeira prova do vestido._ Levantei do sofá e Regina fez o mesmo. A apertei num abraço e senti o seu perfume doce de seus cabelos. _ Vai dar tudo certo, meu amor._ Sussurrei.

—Espero que sim.

—---

Saí do apartamento com o coração apertado, a aceitação por parte da mãe era algo importante para Regina, mas se a mãe não aceitasse o que Regina faria? Entrei no elevador e me encostei na parede cruzando os meus braços. Eu não queria uma resposta para aquela pergunta. A noite tinha sido tão perfeita, mas parecia que as coisas para mim duravam apenas breves momentos. Segurei o pingente e suspirei. Porque aquela mulher tinha que chegar logo hoje?

O som do elevador me tirou de minhas duvidas, caminhei rapidamente para o meu carro querendo chegar logo a loja de vestidos de noiva.

Cheguei ao mesmo tempo que Mary.

—Tudo bem Emma? Aconteceu alguma coisa? Eu estraguei o seu dia?_ ela perguntou preocupada depois de me abraçar.

—Não, meu dia já havia sido estragado, Mary.

—Me conte o que aconteceu.

—Vamos ver como o seu vestido está ficando primeiro?

O vestido aperolado estava apenas no início, sem acabamento algum e cheio de alfinetes que furaram os meus dedos quando fui ajuda-la a coloca-lo. Ela me explicou o modelo, onde teria rendas ou bordados, mas eu não prestava atenção direito.

—O que acha Emma?

—Ótimo! Lindo!

—Sim, colocar uma faixa amarela no meio do vestido ficaria lindo. Você está no mundo da lua._ apenas suspirei com o seu comentário.

—Mas você ficará linda, minha amiga._ sorri.

—Vem, me ajuda a tirar isso daqui e depois vamos almoçar e vamos conversar sobre o que aconteceu.

Fomos para o restaurante do outro lado da rua que estava pouco movimentado.

—O que te aflige, Emma?_ mary me questionou depois de fazer o pedido.

—A mãe da Regina chegou e é provável que ela não aceite nosso relacionamento, tivemos uma noite tão perfeita juntas Mary, o inicio da manhã também, até ela chegar...

—Espera, ela ainda não sabe que estão namorando?

—Não. E para completar ela marcou m jantar para a Regina com um filho de um sócio em potencial do marido.

—Meu Deus... E a Regina.

—Falou que vai pelo pai. Mas..._ engoli as palavras com raiva.

—Mas...

—Eu não queria que ela fosse, queria que ela impusesse a nossa relação para a mãe dela, mas o que a mãe pensa é importante.

—Você disse isso à ela?_ Mary perguntou calmamente.

—Não, porque estamos falando da mãe dela._ enfatizei as duas ultimas palavras.

— Mas você acha que a Regina sacrificaria a felicidade dela por causa da mãe?

—Não sei Mary. Eu realmente não sei.

Notas finais
Não sei quando vou postar outro, pq meu pc está indo para a formatação agora, só deu tempo de postar