Notas iniciais
To deprê, tds meus migos estao me dando gelo no whats, o crush me trocando por um jogo online, tô virando uma mobilia e estudando 10 hrs por dia. Mas geralmente fico produtiva nesse estado. Espero que gostem.

A semana seguinte foi corrida tanto para mim quanto para Emma que cuidava do casamento da irmã, falamos apenas por telefone e chamada de vídeo já que eu nossos compromissos nunca nos deixavam com horários livres.

Já era sexta e eu estava agoniada de não ter visto Emma depois dos dias que passamos separadas.

—Semana longa, não?_ Tinker me perguntou quando entreguei os prontuários de um rapaz que o seu único problema havia sido tentar engolir uma colher de canela.

—Nem me fala._ coloquei minhas mãos no balcão e me espichei enquanto abaixava o meu tronco._ Só quero chegar em casa, tomar um banho e ligar para Emma.

—E como vai o namoro?

—Não nos vimos essa semana._ cruzei os braços no balcão._ Vou ver se ela está livre esse fim de semana...

—Para dar uma namorada...

—Ver uns filmes, sua safada._ disse rindo.

—E entre os filmes uns amassos.

—Quem sabe?_ levantei uma sobrancelha e sai de perto de minha amiga que estava rindo._ Já vou indo, meu turno acabou.

Corri para a minha sala e juntei alguns papeis que teria que deixar com Gold e troquei de roupa. Como o chefe de neuro estava em uma cirurgia, deixei os papeis em cima da mesa de minha antiga secretária e puxei o meu telefone do bolso de minha jaqueta no exato momento que ele começou a tocar.

—Emma! Você acredita que eu estava indo te ligar agora? Estou saindo do hospital e pensei...

—Você está a pé ou de carro?_ me interrompeu.

—Vim no carro da Zel, mas como ela pegou plantão hoje...

—Ah... E como foi o seu dia?_ sua voz estava mais animada que o de costume.

—Foi bem..._ respondi um pouco desconfiada._ Está tudo bem, Swan?

—Tudo jóia, porque não estaria?

—Não sei..._ uma enfermeira me desejou boa noite enquanto eu passava por ela._ Boa noite._ voltei a atenção para Emma._ Nada, talvez seja o cansaço da semana falando mais alto. Estou com saudades, Emma.

—Eu também._ quando eu passei pelas portas de vidro do hospital me deparei com minha namorada com um sorriso enorme e lindo no rosto com uma mão ocupada por um buquê de rosas enquanto a outra segurava o celular contra o rosto.

Encerrei a ligação a apressei o passo em sua direção enquanto ela fazia o mesmo. A abracei forte antes de selar os nossos lábios rapidamente, o seu cabelo com o cheiro de lavanda de seu perfume e seus lábios estavam com gosto de canela denunciando a sua bebida favorita.

_Como você sabia que eu sairia essa hora?

—Você me falou ontem que talvez você sairia agora, então decidi arriscar mesmo se você tivesse uma cirurgia de emergência ou algo do tipo, eu só não poderia passar mais um dia sem te ver Doutora._ levantou o buquê._ Ah..._ disse como se estivesse se lembrando._ essas são para você. Combina com a cor de seus lábios._ Sorri abertamente e peguei o buquê de sua mão.

—São lindas Emma._ ela entrelaçou o seu braço no meu e começou a andar fazendo-me acompanha-la._ Eu poderia saber para onde vamos?

—Surpresa._ disse com um sorriso no rosto.

—Mas eu não poderia ir em casa para trocar de roupa?

—Não precisa. Imagine isso como uma saída com os colegas após o dia de serviço.

—Tem certeza? _ perguntei novamente.

—Absoluta._ parou em frente ao seu carro e abriu a porta para mim.

Chegamos a um restaurante que abrira há pouco tempo perto do parque e perto da lagoa e com a iluminação tornava uma paisagem bonita mesclada pela arquitetura e natureza para um jantar romântico.

—Fiquei sabendo desse lugar, Tinker me disse que para conseguir uma reserva tem que matar alguém, como você conseguiu?

—Minha exposição na galeria._ entramos no restaurante e fomos recebidas por um homem bem vestido.

—Emma, que prazer tê-la conosco!

—Obrigada pela reserva de ultima hora, Athos._ cumprimentou o homem com um abraço leve. Olhei para o lado e vi uma pintura de Emma._ Essa é a Regina, minha namorada.

—Prazer.

—O prazer é todo meu, virei um fã da pintura de Emma. Vamos, vou acompanha-las até a mesa._ caminhamos pelo restaurante até os fundos onde dava para o parque, nos levou até uma mesa que estava quase próxima a uma cerca, o limite do restaurante. _Não foi muito fácil conseguir a liberação para construir tão perto do parque, mas me comprometi a manter essa área limpa e tive que cercar essa pequena parte que consegui.

—Mas esse lugar é incrível._ sussurrei.

—Fico feliz que tenham gostado. _ fez um sinal para o garçom que trouxe os cardápios.

—Pode trazer o vinho que recomenda com o prato especial._ Emma disse sem ao menos ne deixar analisar o cardápio._ Confie em mim._ sorriu e pegou minha mão que estava descansando na mesa.

—Sempre._ apertei sua mão.

Estávamos conversando sobre os preparativos do casamento enquanto esperávamos pelos pedidos quando fomos interrompidas por uma mulher.

—Com licença.

—Maura, não..._ a mulher de cabelos pretos fora puxada para o seu lado.

—Eu estava analisando a pintura na entrada do restaurante quando o proprietário me disse que a artista estava aqui._ a mulher loira e bem vestida não me era estranha. Logo lembrei de quem se tratava. Doutora Maura Isles. Virei-me para a mulher ao seu lado, era a detetive do caso de Emma. Detetive Rizzoli.

—Detetive Rizzoli!_ eu e Emma falamos ao mesmo tempo e nos levantamos deixando a mulher loira confusa.

—Jane?

—Emma Swan!

—Vocês se conhecem?_ a doutora a questionou

—Vitima de tentativa de homicídio..._apontou ligeiramente para Emma.

—Graças a ela o bastardo está preso._ eu disse._ E você é a doutora Isles. Já li alguns artigos seus. Prazer, doutora Regina Mills.

—Oh, eu já li alguns seus._ a detetive revirou os olhos.

—Vocês não gostariam de se juntar a nós?_ Emma perguntou educadamente.

—Oh não, já estávamos de saída._ a detetive respondeu com sua voz grossa.

—Em fim, eu gostaria de entrar em contato com você para ver se tem algum projeto em mente. Estou querendo mudar um pouco a minha sala e pensei em mudar alguns móveis e o seu estilo me deu uma ideia._ virou para Emma._ Gostaria de marcar um horário para estudar algum desenho ou se você já tiver algum pronto...

—Na verdade eu tenho alguns trabalhos expostos na Galeria Lucca.

—Conheço. Vou dar uma passada lá. Obrigada, senhorita Swan e desculpe pela interrupção.

Quando as mulheres se afastaram, a morena pegou a mão da médica e a puxou para si.

—São casadas._ eu disse antes de bebericar o meu vinho._ Fofas, né?

—Eu acabei de vender mais uma tela!_ Emma disse alegre.

—Estou percebendo que você está conseguindo uma clientela.

—Como você sabe que elas são casadas?_ Emma me perguntou curiosa depois que percebeu o que eu tinha falado anteriormente.

—Pesquisei no google quando você ainda era simplesmente a minha paciente. Pensei que a detetive era casada com o parceiro dela._ Emma riu com a minha confissão._ Eu vi as alianças e pensei...

—Não lhe passou por seu lindo cérebro que eles poderiam ser casados com pessoas diferentes?

—De verdade? _perguntei e ela apenas olhou para mim._ Não. Passei uma vergonha._ Tapei o meu rosto com as mãos.

—Isso acontece._ fomos interrompidas pela chegada dos pedidos.

Depois de ter um jantar maravilhoso ao lado da minha namorada, voltamos para o meu apartamento.

—Você vai entrar, não vai?_ Emma havia parado o carro em frente ao prédio.

—Só estava esperando você me convidar._ desligou o carro e saimos do mesmo.

—Boa noite senhoritas._ desejou Carlito.

—Boa noite._ respondemos juntas.

—Eu só quero tomar um banho e passar o resto da noite abraçada a você._ eu disse quando a porta do elevador se fechou. Tomei os seus lábios para mim e parei apenas quando as portas de metal se abriram._ Essa semana foi uma tortura._ Resmunguei enquanto abria a porta de meu apartamento.

—Eu sei._ Emma me abraçou por detrás e fomos caminhando até o meu quarto._ Mary já está me deixando louca com esse casamento. Seria egoísmo eu falar que estou louca para segunda chegar e eu voltar para a escola?

—Não, nem um pouco._ me virei e a beijei novamente._ Uma semana sem isso.

—Por que você não vai tomar banho enquanto procuro um filme para assistirmos? Você não tem que ir amanhã mesmo no hospital.

—Tudo bem. _ fui até a porta do banheiro e parei._ Pensando bem, você gostaria de acompanhar?_ Tirei a blusa pensando que aquilo a persuadiria.

—Tentador, mas não._ se aproximou de mim.

—Isso é uma tortura, Swan._ fiz um bico e ela apenas segurou os meus ombros e me rodou em direção ao banheiro.

—Você estava louca querendo um banho e agora você conseguiu e não quero atrapalhar.

—Vou só pegar uma roupa então._ passei por ela e fui até o meu guarda roupa pegando uma roupa de dormir confortável e voltei enquanto assistia um sorriso em seu rosto.

Não demorei muito no banho sabendo que Swan esperava por mim. Quando sai do banheiro, deixando uma névoa atrás, me deparei com a minha cama vazia oque me deixou desapontada.

Fui até a sala e dei de cara com Emma saindo com um balde de pipoca da cozinha.

—depois daquele jantar você ainda está com fome?

—Sim.

—E como você mantem esse físico?

—Genética?_ deu de ombros e me ofereceu a pipoca. _Já escolhi o filme, peguei uma mantinha e o vinho._ Foi até o sofá e se jogou. Caminhei até ela com o balde de pipoca na mão então ela ligou a tv. A Proposta era o filme que iríamos ver.

—Pensei que você já estava farta da palavra casamento._ me aninhei em seus braços quando ela os abriu.

—Sim, mas esse filme não é só sobre casamento, é engraçado._ nos cobriu com a manta.

—Pensei que você era mais do tipo de filmes de ação, super heróis e essas coisas.

—sim, eu prefiro, mas..._ deu play no filme. _ Vamos abrir uma exceção já que você ama esses filmes de comédia romântica, EvilQueen.

—Eu já disse que odeio esse apelido Emma.

—mas as pessoas continuam a te chamar assim. Será por quê?_ bufei e ela riu._ pronto o filme vai começar.

POV EMMA

Estávamos no final do filme, passamos o tempo todo trocando carinhos e alguns selinhos e conversando sobre o filme que tanto eu quanto Regina já havíamos assistido.

—Regina, tem como você se sentar?

—Claro._ se endireitou no sofá e olhou para mim._ O que foi?

—Tinha uma coisa me cutucando aqui._ levei o meu braço para as minhas costas e tirei uma caixa retangular de lá.

—Emma..._ os seus olhos brilhavam.

—Bem, você me pediu em namoro, mas não me deu nada de aliança de compromisso. Mas eu quero usar algo, mas eu não quero um anel, porque um anel todo mundo tem e depois a gente arruma um par..._ abri a caixinha retângular de veludo preto._ Então, Regina, serve no lugar de um anel?

—Mas é claro que serve, Emma!_ ficou de joelhos no sofá e tomou os meus lábios._ São lindos!

—Eu pesquisei algumas coisinhas. Por isso o cisne e a coroa._ eram dois coares de ouro branco. Um com um pingente de uma coroa e o outro um cisne. O da coroa tinha o nome de Regina gravado por detrás e o do cisne o de Emma. Peguei o do cisne._ Poderia me dar as honras, Doutora?

—Claro! _ deus as costas e levantou o cabelo._ Minha vez. _Me virei e levantei o cabelo. Quando voltei para a minha posição inicial. Regina capturou os meus lábios em um beijo profundo e apaixonado. _ Emma Swan eu te amo._ ela disse olhando em meus olhos como se quisesse olhar dentro da minha alma. Aqueles olhos castanhos tão profundos, tão lindos. Aquelas palavras foram ditas num som diferente das ultimas vezes que eu já ouvira. Não eram vazias, mas verdadeiras. Beijei novamente aqueles lábios macios que geralmente tinham a cor vermelha de seu batom habitual, mas ali estavam naturais.

—E eu amo você Regina._ disse colocando a mexa de seu cabelo, que já havia crescido um pouco desde que a conhecera, atrás da orelha antes de beija-la novamente.

Começou a me puxar enquanto deitava, sem quebrar o beijo, me encaixei entre suas pernas e senti a ponta de seus ágeis dedos deslizarem para dentro da minha camiseta e começar acariciar o meu abdome.

—Como pude ficar uma semana sem isso?_ ela sussurrou quando precisamos parar o beijo. Meu cabelo loiro caia pelo lado esquerdo e se juntava aos castanhos escuros dela que emoldurava o seu rosto.

—Não sei._ voltei a beija-la e com minha mão livre invadi a sua blusa. Desci dos lábios para a sua mandíbula para depois subir para mordiscar a sua orelha._ Eu quero você, doutora._ ela arrepiou quando sussurrei.

—Você já me tem, Emma._ segurou em minha nuca e me puxou para um beijo mais cheio de luxuria que os anteriores.

Seus dedos de cirurgiã desabotoaram a minha camiseta azul marinho rapidamente antes que eu percebesse. Ela tirou a própria enquanto eu me distanciava para tirar a minha. Voltei a beijar o seu pescoço e achei sua mão entrelaçando os nossos dedos. Sua mão livre desceu pela extensão do meu corpo até a minha bunda apertando-a.

Tomou os meus lábios novamente e desabotoou minha calça jeans.

—Muito pano, não acha?_ sussurrou com um sorriso safado no rosto. Me levantei trazendo-a junto e tirei a minha calça enquanto ela tirava a dela. Puxou-me pela cintura e me conduziu até o seu quarto enquanto nos beijávamos.

Caímos na cama com apenas o pano da nossa calcinha separando os nossos corpos. Beijei novamente o seu pescoço enquanto apertava os seus seios e ela soltava gemidos tímidos. Tomei de seus mamilos na boca enquanto fazia pressão em seu centro com a minha perna. Já começava a sentir a humidade passar pela renda. Suas mãos se agarravam a pele das minhas costas que já deveria estar vermelhas. Desci pelo seu corpo e mordi a parte interna de sua coxa. Tirei a sua calcinha lentamente antes de explorar o seu sexo com a minha língua.

—Emma..._ a ouvi gemer o meu nome quando a invadi com minha língua. Depois penetrei um dedo e subi o meu corpo sendo pega de surpresa quando Regina investiu contra minha intimidade no mesmo ritmo que eu, mordi o seu ombro para abafar o gemido.

Continuamos no mesmo ritmo até atingir o ápice juntas. Meu corpo descansou em cima do de Regina que continuou fazendo carinho em minhas costas, eu sentia o cheiro doce de seus cabelos quando ela me virou para o lado e ficou em cima de mim. Coloquei as minhas mãos na sua cintura e observei o corpo daquela mulher que me conquistou com um simples olhar.

—Você é maravilhosa._ desceu o corpo lentamente e me beijou com sua língua brigando contra a minha. Trilhou beijos e pequenas mordidas pelo meu corpo até chegar ao meu sexo ainda sensível e enfiou a sua língua sem aviso.

Arfei, minhas costas se curvaram na cama enquanto eu tentava manter o resto de sanidade apertando os lençóis, senti um aperto em meu seio direito o que me fez soltar um gemido nada casto antes de ter outro orgasmo.

—E além de maravilhosa, você é gostosa, minha gostosa._ sussurrou em meu ouvido enquanto eu tentava retomar o fôlego.

Me sentei na cama e entrelacei as nossas pernas de modo que nossas intimidades se tocassem e num movimento de vai e vem entre beijos ardentes chegamos juntas novamente.

Caímos suadas e com as pernas entrelaçadas umas nas outras nos lençóis brancos.

Sua mão envolveu o meu rosto e nos beijamos mais lentamente para prolongar aquele momento como se nós soubéssemos que não havia sido apenas uma transa, tinha sido algo mais, mais intenso que as anteriores.

Notas finais
E aí? Não atrasei muito dessa vez.