Plantão Médico - Swanqueen
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Acordei com o meu despertador tocando histericamente como todos os outros dias. Virei para o outro lado da cama após desativar o toque e encontrei a mesma vazia, sem sinal de Emma. Suspirei fundo. Ela não ia... Ou ia? Não. Não iria. Bufei chateada e levantei rumo ao banheiro para fazer a minha higiene. Sai do banheiro com a cabeça baixa enquanto enrolava outra toalha em meus cabelos e não percebi que tinha alguém em minha cama até quase ter uma parada devido o susto.
—Olá.
—Uou._ levei a minha mão ao peito quando vi de quem se tratava. _ Emma..._ eu não acreditava que ela estava ali.
—Bom dia, Regina._ ela disse segurando o riso e se levantando com uma xícara de café. Ela estava com a sua regata branca e sua calcinha apenas, seus cabelos ainda estavam bagunçados dando um ar sexy para si.
—Eu pensei que você tinha...
—Saído já?_ caminhou lentamente até mim. _Mulher de pouca fé._ entregou a xícara._ Fiz para você. Sou de acordar cedo e também não tinha muito tempo que estava acordada quando ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado.
Suspirei depois de beber um pouco daquele líquido um pouco amargo que me acordava todas as manhãs . Fiquei aliviada de Emma simplesmente não ter ido embora. Falando nela, a loira me olhava intensamente e quando ia questiona-la ela interviu.
—Regina, você poderia colocar uma roupa? Porque eu não sei se eu conseguiria não te atrasar para o trabalho se você continuar de toalha na minha frente..._ olhei para o meu corpo ainda úmido do banho enquanto segurava a toalha com a mão esquerda.
—Oh, claro?_ soltei uma risada nervosa._ Mas não seria nada mal eu me atrasar um pouco. Aproximei-me maliciosamente dela colando os nossos corpos.
Senti a sua respiração descompassar enquanto ela olhava para os meus lábios. Estiquei o meu braço livre e coloquei a xícara na cômoda.
—O que você acha, senhorita Swan?_ a puxei para um beijo ardente soltando a toalha para a gravidade fazer o seu trabalho e assim colar ainda mais os nossos corpos.
—Eu acho que você não deveria se atrasar, doutora Mills._ disse recobrando o oxigênio quando nos separamos.
—Eu..._ não pude concluir a minha frase devido um barulho feito por minha irmã que havia chegado._Zelena..._ a minha esperança de ter um café da manhã tranquilo com Emma tinha ido por água a baixo.
Abaixei-me rapidamente recolhendo a toalha e cobrindo o meu corpo enquanto Emma tinha uma expressão confusa.
—Sis? Espero que vocês estejam vestidas!_ suas voz aumentava a cada passo rumo ao meu quarto.
—Você não tinha plantão até as oito?_ fui até o meu armário e peguei uma peça de roupa e me comecei a vestir.
—Sim._ a cabeleira ruiva entrou no quarto._ Oi, cunhadinha.
Emma soltou um “oi” envergonhado enquanto vestia o resto de sua roupa.
—Vejo que estão meio vestidas.
—vejo que você está adiantada e atrapalhando a minha manhã._ estava colocando uma calça e blusa.
—Vejo que você está de mau humor._ virou-se para Emma._ A noite não foi boa?_ a loira fez menção de responder, mas não dei chance.
—Foi ótima, Zelena, a manhã que foi atrapalhada por uma certa pessoa ruiva._ calcei as botas.
—Olha, eu vou tomar um pouco de café._ Emma se levantou e passou pela ruiva.
—Por que você saiu tão cedo?
—Só sai uma hora mais cedo. Tá tudo tranquilo lá e eu deixei os residentes cuidando de tudo, estou sobre chamado._ passei por ela e peguei um perfume que estava em cima da cômoda._ Tenho uma cirurgia agendada às 15 horas, então logo logo volto. Dá tempo de ter uma hora a mais de sono.
—Sim._ virei-me para ela._ Já que está aqui tão cedo, quer tomar um pouco de café?_ peguei minha caneca.
—Claro, quero conversar com minha cunhadinha.
Revirei os olhos e saí de meu quarto rumo à cozinha. Emma já estava completamente vestida, incluindo a sua jaqueta vermelha, ela estava escorada na pia com uma caneca na mão.
—Cunhadinha, mil desculpas pela interrupção._ a ruiva puxou uma cadeira e se sentou logo depois cruzou as pernas e olhou para Emma como se estivesse em um interrogatório.
—Emma, ignore qualquer coisa que ela falar ou te perguntar, lembrando: ela é doida._ Emma sorriu quando eu rodei o meu indicado ao redor de minha orelha. Peguei uma torrada e parei ao seu lado.
—Uma coisa que eu sempre quis perguntar, mas nunca tive a chance._ bufei desaprovando já tendo ideia do que ela perguntaria._ Fica quieta aí, sis._ virou-se para a loira ao meu lado._ Como a Regina é na cama?_ pude ver Emma ruborizar quase imediatamente.
—Você não precisa responder, Emma._ Ela realmente não precisava responder, eu já tinha a resposta apenas pelos gemidos que a fiz soltar na noite passada juntamente com os orgasmos.
—Eu diria..._ a encarei imitando Zelena quando ela começou a falar._ Ótima, ainda bem que estava de plantão cunhadinha, se não não teria conseguido dormir._ olhei para a cara de minha irmã que agora estava desviando a sua atenção para um torrada. Zelena nunca tinha sido respondida no mesmo tom com que perguntava. Soltei uma risada e beijei a bochecha de Emma.
—Ok. Vou dormir. Comi um donuts vindo para cá._ a ruiva levantou e saiu deixando-nos a sós.
Começamos a rir da cara de minha irmã quando ouvimos a porta se fechar.
—Adorei a sua resposta._ coloquei os meus braços ao redor de seu pescoço._ Você viu a cara dela?
—Sim._ a loira respondeu com um sorriso sapeca._ Mas saiba que falei a verdade.
—Eu sei._ levantei as sobrancelhas.
—Modesta você, ein?_ selou nossos lábios._ Vamos. Eu te deixo no hospital e vou para a casa tomar um banho para ir a uma reunião com Ruby para fechar tudo sobre a exposição.
—Mas você sabe que eu ainda tenho alguns minutos, não?
—Sim, mas eu não.
Em pouco tempo eu já estava dando entrada no meu querido pronto socorro e sorri quando vi a minha adorável amiga.
—Tinker!
—Espera._ ela semicerrou os olhos e me analisou._ Você está com um brilho diferente... Você saiu da seca!_ ela gritou no meio do pronto socorro e eu pulei em sua direção tampando a sua boca com minha mão.
—Sua louca.
—O que foi?_ ela se desvencilhou rindo._ Somos adultos, todos aqui, e todos fazemos sexo._ esbugalhei os olhos.
—Você não teve essa reação quando eu estava com o Robin.
—Fazer o que, Miga? As pessoas mudam._ deu de ombros e voltou para o balcão._Acho bom você trocar de roupa, um menino de dezesseis anos estava indo para a escola de bicicleta e foi atropelado está chegando.
—Estável? Já chamou alguém da ortopedia?
—Yeap.
Na parte da manhã atendi o menino do acidente de bicicleta que apenas tinha quebrado um braço e tido algumas escoriações, uma senhora que enquanto fazia almoço se queimara e uma menininha com febre. Um dia calmo para um pronto socorro que geralmente era movimentado.
—Vamos almoçar, Mills?_ Tinker bateu em minha sala e entrou sem cerimônias._ Você tem que me contar muita coisa, mocinha._ olhei para ela e voltei minha atenção para alguns papeis que estavam em cima da mesa._ Qual é Regina? Você precisa almoçar e eu prometo que não vou perguntar nada da sua noite quente._ olhei para os olhos azuis de minha amiga e ela sorriu, tirando um sorriso de mim também._ Vamos!_ foi até mim e me puxou.
—Você ficou sabendo que Belle está grávida?_ ela me perguntou enquanto nos sentávamos.
—Sim. É ótimo não?
—Vai que essa criança amolece mais o coração do Gold?
—O Gold não é difícil de se lidar, é só seguir as regras e fazer tudo correto.
—Eu sei, mas as vezes me dá calafrios só de olhar para ele. A Belle é uma santa só de viver com ele.
—Eu trabalhei no mesmo consultório que ele._ apontei com o garfo.
—Você foi uma espécie de aprendiz._ engoliu._Os corredores estão comentando a diferença de idade entre eles.
—Como comentaram quando os dois se casaram. Não interessa a diferença de idade e sim o amor.
—Diz a mais nova apaixonada do bando._ enfiou uma batatinha na boca.
Ao ouvir a palavra “apaixonada” eu congelei.
—Já que não disse nada é verdade._ Será que era verdade? Eu mal tinha conhecido Emma e já tinha acontecido tanta coisa entre nós. Eu poderia me achar apaixonada?
Enquanto minha amiga fazia gracinhas na minha frente meu mundo tinha parado. O que eu sentia por Emma Swan? Poderia afirmar com todas as minhas certezas que o que eu sinto por ela é diferente de tudo o que eu já havia sentido por qualquer outro com quem eu tenha saído na minha vida.
—Você acha que estou apaixonada?
—Uai... Você não sabe dizer se está apaixonada ou não?
—Não..._ ela semicerrou os olhos novamente e me olhou mais seriamente.
—O quê você quer dizer.
—Eu nunca me apaixonei antes, eu acho... Nunca me senti assim com mais ninguém.
—Como uma pessoa não sabe quando está apaixonada?
—Não sabendo, oras.
—Olha amiga, eu não sei te explicar, só sei que parece que está._ ela colocou sua mão por cima da minha e apertou._ Saia mais com ela e vai descobrir._ ela piscou e olhou por detrás de mim._ Olha eu, dando concelhos amorosos. Por que nunca escuto os meus próprios concelhos.
—Sempre é assim porque você está assistindo de uma perspectiva diferente.
—Você não deve estar apaixonada, mas se apaixonando.
“Apaixonando” Andava pelos corredores do hospital rumo a minha sala com essa palavra ecoando em minha mente. Tinker estava certa e eu parecia uma adolescente no primeiro relacionamento.
Ao entrar em minha sala deixei as papeladas da admissão de um novo residente cair. Robin estava sentado no meu sofá.
—O que faz aqui Robin?_ ele se levantava com o meu peso de papel de corações em mãos.
—Admiro muito a sua carreira, Regina. Nunca imaginei segurar um coração ainda vivo, mas posso imaginar a emoção._ ele se aproximou e colocou o coração na mesa._ Eu vim tirar os pontos e aproveitei para conversar com você, meu amor.
—Robin, por favor, saia._passei por ele e fui para detrás da minha mesa._ Nós não temos mais nada.
—Eu sei que te magoei Regina._ ele dizia com pesar._ Mas estou disposto a me separar da Marian...
—Não, não faça isso. Eu nunca mais vou voltar para você.
—Mas você disse que tinha ficado magoada.
—Sim, você disse corretamente. Você me magoou muito, passado. Hoje já estou melhor. Conheci uma pessoa melhor que você.
—Não, não é possível, você me amava lembra?_ ele já estava muito próximo a mim._ não dá para mudar um sentimento como o amor tão rápido assim.
—Robin, se afasta ou terei que chamar os seguranças._ ele deu mais um passo e eu puxei o telefone da mesa, entretanto ele fora mais rápido que eu e segurou os meus braços me puxando para si._ Robin, me solta!_ me debati contra o seu corpo.
—Não Regina, eu vou fazer você me amar de volta._ então ele puxou a minha nuca fazendo nossos lábios se encontrar enquanto tentava me soltar em vão.
—Sis, adivinha quem veio lhe fazer uma surpre..._ Zelena abrindo a porta de supetão fez Robin se assustar e se afastar de mim. Olhei para a cara de surpresa de minha irmã e depois vi Swan ao lado dela ainda meio dentro da sala e corredor.
Em seu rosto além de surpresa, estava estampado a decepção nas lágrimas que brotavam em seus olhos. Aquela cena fez o meu coração parar.
Sim, eu tinha me decepcionado com Robin quando tínhamos um relacionamento sério e costumava pensar que a dor que eu senti ao descobri que me enganava era inigualável, mas a dor que eu senti ao ver nos olhos de Emma dor e decepção passava daquilo. Tinker estava certa, eu estava me apaixonando, mas eu também estava prestes a perde-la quando a vi sair correndo de minha sala.
—Sis, o que aconteceu?
—Esse traste imprestável estragou tudo novamente!
—Regina eu..._ ele tentou novamente se aproximar de mim, mas eu o empurrei com força fazendo-o bater contra a minha estante.
Passei por minha irmã correndo tentando descobrir para onde Emma havia ido e só tinha um lugar: o estacionamento.
Sai em busca de Emma e me descobri chorando quando as imagens começaram a ficar borradas.
Aquilo não poderia estar acontecendo. Tudo estava começando tão bem entre Emma e Eu, nossas conversas que fluíam rapidamente, os olhares, os toques, a noite que passamos juntas.
—Emma! _ gritei quando avistei o borrão que era a sua jaqueta vermelha correndo rumo ao New Beetle. Forcei as minhas pernas a correrem mais rapidamente e consegui alcançar o carro quando o mesmo morreu ao tentar dar a partida.
—Droga!_ ela bateu as mãos no volante e se voltou para mim enquanto me sentava ao seu lado._ Eu não imaginava isso de você Regina._ se rosto estava banhado em lágrimas e aquilo me arrasava, não queria vê-la naquele estado de sofrimento queria apenas abraça-la e explicar.
—Emma, por favor, não aconteceu nada, ele...
—Como não aconteceu? Eu entro e encontro você beijando outro.
—Emma, ele me beijou a força.
—Desculpe, mas não foi o que me pareceu._ ela me encarou com o rosto vermelho.
—Emma, ele me beijou a força droga! Por que diabos não acredita em mim? Ele é louco, nos tivemos um relacionamento e ele enganava, ele partiu o meu coração e agora fez isso!
—Ainda bem que não começamos nada sério, porque o tombo seria maior._ ela disse baixo, como se dissesse para si mesma, mas eu consegui escutar._ Eu estava me apaixonando por você, Regina, mas depois disso, não sei se consigo._ ela desviou os olhos dos meus e aquilo foi como uma facada em meu peito._ Por favor, saia do meu carro._ fiquei paralisada com o seu tom de voz como pedra._ Por favor, não dificulte ainda mais.
—Eu não posso te deixar dirigir nessas condições, Emma.
—Você não me diz o que fazer, Regina.
—Sou sua médica, você não pode dirigir nessas condições.
—Você não é mais nada para mim._ ela me olhou com lágrimas nos belos olhos verdes as enxugando logo em seguida._ Vai._ se esticou e abriu a minha porta._ um meteoro tinha caído em mim.
“Você não é mais nada para mim”. Você não é mais nada para mim. Você não é mais nada para mim. Você não é mais nada para mim.
Eu só queria que ela me desse um voto de confiança. Um pequeno voto de confiança para me ouvir com bom senso a história desde o início. Você não é mais nada para mim.
A olhei incrédula. Soltei uma pequena risada esganada pelas lágrimas presas em minha garganta e balancei a minha cabeça.
— Ainda bem que não começamos nada sério, porque o tombo seria maior._ usei das mesmas palavras que ela._ Tome cuidado senhorita Swan. Esse tipo de comportamento afasta as pessoas. Passar bem._ reuni todas as minhas forças restantes e sai de seu carro e antes da porta se fechar com segurança ela já tinha arrancado o carro cantando pneus.
Fiquei paralisada enquanto assistia ao seu carro sair do hospital e se distanciar ainda mais de mim.
As palavras dela e suas atitudes me machucaram. Eu prezava a chance de uma explicação. Eu queria uma chance. Um voto de confiança. Mas talvez ela só era mais uma menina mimada que não aceitava perder algo e que não gostava de ouvir os outros.
Mas o que mais me machucou foi saber que o pouco que tínhamos aproveitado da companhia da outra não valeu de nada naquela situação.
Um trovão me tirou de meus pensamentos. Passei a mão no rosto para secar as lágrimas, levantei a cabeça e caminhei de volta para o meu lugar sagrado ainda com uma faca em meu coração impedindo-o de bater corretamente.
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