Notas iniciais
Acho que vocês vão gostar da descoberta da Bianca no finalzinho do capítulo.

Quando entrei na mansão estavam todos se divertindo na grande sala de estar. Por estar com o rosto coberto de lágrimas, passei direto por eles e subi em direção aos quartos de hospedes.

Luiza deve ter me visto passar, então não demorou muito para vir atrás de mim. Ela deu uma batidinha no quarto antes de entrar e se sentar comigo na cama, enquanto eu contava pra ela tudo que tinha acontecido minutos atrás entre mim e o Felipe.

— Nossa, e eu o tratei tão mal. – disse ela, arrependida. — Bom, vou te deixar descansar. Não tem nada que eu posso fazer agora para te ajudar. – ela me abraçou. — Acho que esse é um momento seu, onde você deve fazer sua própria reflexão.

Ela se levantou.

— E eu vou pedir desculpas ao Felipe. – e ela saiu, deixando-me sozinha outra vez. O que não ajudou muito, porque eu chorei até cair no sono.

Acordei no outro dia com a Maria Eduarda batendo na porta. Levantei-me e abri a porta para ela entrar.

Ela estava radiante, usando um vestido longo todo floral, apesar do clima lá fora não estar contribuindo muito. Vi através da grande janela do quarto que estava garoando forte.

— Vim te chamar para o café da manhã. Estão todos prontos, só falta você. E me desculpe por ter te acordado. – ela tocou meu braço. — Você não me parece muito bem. Dormiu mal ou teve um pesadelo?

— Não, não é nada disso. – tento sorrir, passando a mão no cabelo. Pois não sei como ele se encontra no momento, já que dormi de mal jeito além da cabeça cheia de coisa, acabei dormindo de roupa e tudo. — Será que vocês podem me dar cinco minutos? Eu já desço.

— Claro. Leve o tempo que precisar. – ela beijou minha bochecha e saiu toda sorridente. Acho que estava feliz por a casa estar cheia de amigos, coisa que não acontecia muito.

Peguei minha bolsa jogada em um canto sobre uma poltrona e fui até o banheiro, onde lavei meu rosto, escovei os dentes, refiz a minha maquiagem e prendi o cabelo.

Olhando assim pra mim nem parecia que meu estoque de lágrimas havia se esgotado na noite passada.

Já lá em baixo, na parte externa da casa onde havia uma cobertura para nos proteger da chuva, me juntei ao resto do pessoal. Já estava todos sentados na grande mesa redonda, tomando café e saboreando das mil opções que os empregados haviam preparado para nós aquela manhã.

Um café da manhã dos deuses.

— Bom dia! – cumprimentei a todos, antes de me sentar. Passei meus olhos rapidamente por cada um ali presente com um sorriso no rosto até enfim encontrar o Felipe, sorrindo de volta pra mim como se nada tivesse acontecido.

Isso me fez sentir um pouquinho melhor.

Mas só um pouquinho.

Afinal, eu me senti tão ingrata por depois de tudo que ele havia dito pra mim noite passada, ter pedido mais um tempo. Agora para refletir em minhas próprias atitudes.

Consegui me distrair um pouquinho e até me divertir quando o pessoal começou a relembrar o passado. Nada em particular. Apenas como éramos parecidos com uma gangue de adolescentes encrenqueiros que viviam se metendo em confusão e que só pensavam em festa, bebida e cigarro.

Além das brigas constantes, mas que no final, após uma boa conversa tudo ficava bem outra vez, até o próximo desentendimento. Éramos com um ciclo.

O que me faz entender hoje em dia que tivemos que passar por tudo aquilo para nos tornamos os adultos que somos hoje. Nem sempre melhores, apenas evoluídos.

E só hoje percebo também que uma boa conversa é à base de tudo. Para que algo seja duradouro é preciso que se aja dialogo. Sem ele nada dá certo, por mais que você queira muito isso. É preciso saber conversar, expor ideias e sentimentos. Fazer com o outro perceba que você valoriza aquilo. Assim como eu valorizo a amizade deles, que pra mim não só meus amigos. São meus irmãos, minha família.

Mesmo quando terminamos de comer, continuamos ali fora, conversando.

O tempo passa e Duda nos convence a ficar até o almoço, que já está sendo preparado pelos criados. A garoa dá uma trégua, o que faz todos ficar mais animados, apesar de não ser um daqueles dias de sol em que se pode aproveitar a piscina.

— Bom, se vocês não se importarem, eu vou dar uma olhadinha no que meus filhos estão aprontando lá dentro. Nunca se pode fechar os olhos para aqueles dois ali. – comentou a Duda fazendo todos rir.

Com a ajuda do Pedro, que sempre foi um fofo e um namorado e um marido excelente, muito melhor que qualquer outro que eu já conheci, ela se levanta e os dois saem juntos.

Vejo quando a Nati vira-se para a Luiza que está ao seu lado e sugere que elas façam um passeio pelos estábulos.

As duas se levantam e também deixam a mesa.

— Será que ainda tem cerveja? – pergunta o Rafa para a Gabi, com um sorriso de orelha a orelha. — Vamos dar uma olhada?

Os dois que sempre foram muito parecidos e meio doidinhos saem para caçar a bebida que sobrou da festa de ontem.

E por fim sobra apenas eu e o Felipe a mesa.

— Quer dar uma volta? – ele pergunta, de olho em mim.

Como não tenho muitas opções e me sinto conectada com ele mais do que nunca após tudo que ele disse ontem, eu acabando aceitando e juntos nos levantamos e somos os últimos a deixar a mesa.

Apesar da grama está molhada, Felipe me faz caminhar pelos campos onde eu e a minha prima crescemos brincando e imaginando que éramos aventureiras.

— Quando eu era criança eu brincava muito por aqui. – comento, porque odeio esse silencio que se estender entre nós. Mas não é como se eu o Felipe já não soubesse da minha vida inteira.

Então tento pensar em algum detalhe que talvez ele desconheça da minha infância.

— Sabe, eu adorava brincar de Barbie. Era minha brincadeira preferida. Mas eu também adorava correr por aí, rolar na grama, pular a cerca, montar a cavalo, subir em árvores.

— É difícil imaginar que uma mulher como você, toda fina e delicada, tenha algum sido uma garotinha levada.

O jeito de pensar dele me fez rir.

Continuamos caminhando sem um rumo especifico pela fazenda.

Olho em volta e percebo que mesmo depois de anos, tudo continua igual. Em perfeita ordem.

— Você se lembra do nosso primeiro natal aqui? – é a vez de ele puxar conversa.

— Claro que eu lembro. Foi o melhor natal de todos os tempos. Lembro-me também que não fazia muito tempo em que eu tinha feito às pazes com a minha prima.

— Pois é. Quando eu vi vocês tão unidas, tão próximas e íntimas outra vez, eu quase não acreditei. Vocês pareciam se odiar tanto e de repente, cansadas de tanto brigar, vocês resolveram colocar as cartas nas mesas e superar as diferenças.

— No fundo, eu sempre soube que éramos parecidas de alguma forma. Afinal, nós crescemos aqui nesse lugar. Sempre coladas uma na outra. Quando estávamos juntas brincando, esquecíamos tudo, principalmente as diferenças e nos tornamos grandes amigas e cúmplices em todas as brincadeiras.

— Sabe, é bonito ver que vocês superaram aquela fase e que se tornaram amigas de novo. Às vezes você parecem muito mais que primas, parecem irmãs.

— Na verdade eu sinto isso com quase todos meus amigos. Pelo menos sim com os amigos que eu conheci na adolescência e que estão comigo até hoje. Vocês... Eles são como uma família pra mim. Eu estava pensando justamente nisso há poucos instantes.

— Engraçado – ele riu. — porque eu também estava pensando nisso. No quanto eu era distante no começo, apesar de todas as tentativas do Rafa e do Pedro me inserirem no grupo. De como eles sempre gostaram mim apesar de eu ser calado e muito estranho. E o melhor: de como eles sempre me tratam como um deles, mesmo que já fossem amigos da vida toda.

Sorri ao pensar que ele tinha razão. Nós oito sempre fomos tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais e apesar de todas as desavenças, sempre nos mantivemos tão unidos.

— Aquele natal também foi o melhor natal minha vida, sabia disso? – ele perguntou, parando no meio do caminho e virando-se de frente para mim. — Você se lembra de quando se jogou na piscina no meio da noite junto com a Duda? A aquela altura vocês já estavam levemente bêbadas e muito engraçadas, pois tinham bebido escondido dos seus pais.

— Eu dei um trabalhão aquela noite, não foi? – perguntei, rindo também. — Eu estava feliz, muito feliz. Porque tinha você e isso era tudo pra mim. – só depois me dou conta do que acabo de dizer, imediatamente fico sem graça. — Depois da piscina eu tive a ideia de acender uma fogueira, se não me engano...

Ele assentiu, sorrindo.

— Mesmo que não tivéssemos instrumentos, porque nenhum de nós sabia tocar qualquer coisa, você e a Duda resolveram fazer seu próprio show. Vocês começaram a cantar muito alto, tanto em inglês quanto em português. Misturando todos os tipos de ritmos. Eu tive medo que vocês acabassem acordado à casa inteira, mas eu não tive coragem de parar vocês. Vocês estavam tão engraçadas, tão animadas e se divertindo tanto.

É, eu me lembro exatamente de tudo.

— Aquela noite você me deu um carta. Acho que foi a primeira carta que você escreveu pra mim. Não tenho certeza. Ela estava no bolso do seu short, toda molhada. Mesmo assim eu consegui ler. E apesar de ter chorado muito nos seus braços, eu adorei o presente de natal. Tanto que eu guardo aquela carta até hoje em um caixa no meu closet.

— Dessa eu não sabia. – diz ele, com um sorriso triste. Mas logo volta a sorrir. — Você apagou depois disso, você se lembra? – claro que eu me lembrava, foi vergonhoso. — Eu te carreguei nos braços até o seu quarto e te deitei com cuidado na cama, apesar de você está um pouco molhada. E então eu fiquei olhando pra você, te admirando, sem conseguir acreditar que você era só minha, sem conseguir acreditar que eu te merecia, até que eu também caí no sono.

— E no dia seguinte nos aproveitamos o resto do dia de sol juntos. Eu até te ensinei a andar de cavalo.

— É verdade. Mas eu me saí muito bem, não me saí? – ele me faz rir. — Graças a você hoje eu sou um homem realizado: eu sei andar a cavalo. Fala sério, eu sou sortudo ou não sou?

Mais uma vez nos matamos de tanto rir.

Ao invés de seguirmos em frente, nós voltamos. Pois a grama já estava começando a ficar melequenta e acabou sujando toda a minha sapatilha.

Sentamos em um barquinho perto de uma árvore no jardim. Voltei meus olhos para o céu nublado, certa de que voltaria a chover a qualquer momento. Mas eu não queria ir embora. Eu não queria ter que sair do lado dele. Não ainda.

De longe vimos a minha prima e o Pedro perto da piscina. Algo de especial parecia estar acontecendo entre eles. Eu não queria ficar fuxicando, mas a cena me comoveu muito. Pela expressão dos dois e pela forma que se encontrava, com ela em pé e ele abaixado com as mãos na barriguinha dela, imaginei que o bebê estivesse chutando ou coisa assim.

Deveria ser uma sensação ótima.

— Acho que nós nunca falamos abertamente sobre isso. — olhei para o lado, para o Felipe e ele estava olhando para o mesmo ponto que eu, até virar-se para mim também. — Nós já conversamos sobre tantas coisas, menos isso.

De cara eu sabia exatamente do que ele estava falando.

Seus olhos amendoados estavam claros e muito bonitos, devido à luminosidade do dia. E seu cabelo castanho-claro estava meio bagunçadinho por causa do ventinho que soprava naquele momento.

— Você quer se casar, não quer? E tenho quase certeza de que também quer ter filhos.

É verdade que não tínhamos conversado muito sobre isso ao longo do tempo e por muitas vezes eu tive vontade de tocar no assunto e saber o lado dele também. Quais eram seus planos, seus desejos e suas vontades para o futuro.

Mas agora que a oportunidade me é oferecida, me sinto estranhamente desconfortável por ele tocar no assunto. Tenho medo que o que ele queria não seja o que eu quero. Então, como poderemos lidar com isso caso a gente volte?

— Sim, eu quero muito ter filhos. – admito, sem conseguir olhar para ele. Começo a cutucar o esmalte cor-de-rosa na minha unha miúda. — E também quero me casar.

Ele não diz nada depois disso, acho que precisa de um tempo para obsorver. Ou talvez esteja apenas decepcionado comigo por termos ideias tão diferentes.

Não dá pra saber o que ele está pensando.

— E você?

— Confesso que nunca parei pra pensar muito nisso. – não resisto ao impulso de olhar para ele naquele momento. Observando com sua boca que se move de maneira sensual enquanto ele fala. — Eu quero você, já disse isso antes. Eu quero uma vida inteira ao seu lado. Então, sim. Essa é minha resposta. Eu também quero tudo isso com você: filhos, casamento...

Porque ele tem que ser sempre tão apaixonante? Porque ele é sempre tão doce, gentil, educado e carinhoso comigo mesmo quando eu não mereço? O que ele faz pra saber dizer as palavras certas nos momentos certos?

Às vezes eu acho que não o mereço. O Felipe é bom demais pra ser verdade. Além de bonito, inteligente, ele é um bom amigo e um bom namorado. Com certeza será um bom pai, um bom marido. E me faz a pessoa mais feliz e especial do mundo.

Claro, ele também tem seus defeitos. Mas eles são mínimos, irrelevantes e insignificantes em comparação a tudo que ele me faz sentir. Ele me faz querer ser uma pessoa melhor. Ele me faz querer levar isso a diante e ver no que vai dá.

O problema sou eu que não ainda não aprendi como valorizar isso. O problema são as minhas mentiras, a minha insegurança, a minha fragilidade, as minhas paranoias, a mais desconfiança, a minha sensibilidade.

Tento me segurar. Não quero chorar. Não de novo. Não quero ficar chorando toda vez em que ele me surpreende com palavras carinhosas que me enchem de esperanças.

— E os nomes? Você já pensou em que nome daria para os seus filhos? – pergunta ele, animado. Como se ainda tivéssemos juntos, como se estivéssemos bem. Como se nunca tivéssemos brigados e nos separados. Como se fossemos amanhã mesmo ter um bebê.

— Nossa, eu já pensei tanto nisso quanto era mais jovem. Mas agora – abro um sorriso quando paro pra pensar por um momento – não sei mais. Acho que preferiria escolher um bom nome no momento certo, entende? Juntos.

Ele deve ter entendido o recado, pois abriu um sorriso meigo. Depois ele segurou a minha mão, entrelaçando nossos dedos. De repente me senti reconfortada, acolhida, abrigada em um lugar eu sabia que sempre me pertenceria, independentemente da decisão que eu tomasse.

— Ei, venham. – gritou Maria Eduarda de longe. — O almoço está pronto! Venham logo, antes que esfrie.

Não sei se era a experiência de mãe, mas ultimamente ela vinha tratando todos como se fossem seus filhos e isso combinava tão bem com ela.

Felipe e eu nos entreolhamos por uma ultima vez e nos e levantamos de mãos dadas, seguimos assim até a mansão. Lá dentro, na sala de jantar, com todos presentes foi que resolvemos nos separar, antes que começassem o bombardeio de perguntas sobre se tínhamos voltado ou não.

Porque nem mesmo eu sabia.

O almoço foi nossa despedida. Depois cada um seguiu para um lado de volta a realidade nossas vidas atuais. O que foi triste e estranho, pois esse final de semana realmente nos aproximou e nos uniu mais. Relembramos os velhos tempos. E agora, já a caminho de casa eu mal via a hora de isso acontecer de novo.

Acordei cedo na segunda-feira de manhã e o lá fora continuava fazendo frio e caindo aquela chuvinha sem fim. Fui trabalhar normalmente.

Na terça-feira a mesma coisa. Era uma luta sair de casa todas as manhãs naquele frio, mas nada que um pesado casaco de lã e um cachecol não ajudassem.

Na quarta-feira o Danilo me ligou pelo menos umas dez vezes e todas elas eu ignorei. Não estava nenhum pouco a fim de falar com ele. Não sei, mas depois daquela noite eu estava com certo receio do que ele poderia falar pra mim.

Na quinta-feira Luiza me chamou para almoçar fora. O que foi uma ideia ótima, já que eu estava muito estressada com tanto trabalho a se fazer naquela empresa. Depois de vestirmos nossos casacos, lá fomos nós. Luiza foi dirigindo e durante todo o trajeto tagarelava sem parar sobre todos os planos que ela fez para viajar com a Nati no dia seguinte que seria feriado.

Meus planos para o feriado eram dormir até tarde e passar o resto do dia no sofá com meu cobertor assistindo filmes e series e comendo besteira e tomando chocolate quente.

Ao chegarmos ao restaurante favorito da Luiza no centro da cidade, que por sinal estava vem cheio, nós nos dirigimos pra umas das poucas mesas vazias bem lá no fundo.

O garçom se aproximou imediatamente com os cardápios.

— Eu quero um bife à parmegiana. – digo, após dar uma folheada rápida no cardápio. — E um suco de laranja.

— E eu quero um salmão, por favor. – pede a Luiza, entregando o cardápio ao garçom. Faço o mesmo. — Um refrigerante diet também.

O garçom se afasta com os pedidos anotados e a Luiza continua a tagarelar.

Tento ao máximo prestar atenção em tudo que ela já me dizendo, mas algo atrás dela, sentado em outra mesa, me chamada muito à atenção.

É o Danilo. Claro que é ele! Eu o reconheceria em qualquer lugar, em qualquer circunstancia. Ele é tão alto, tão forte, loiro e tem aqueles olhos claros... Impossível não ver, impossível não olhar.

Estreito meus olhos para ver melhor. Mas mal posso acreditar no que estou vendo bem na frente dos meus olhos.

Danilo está aos beijos com aquela ruiva da outra vez, a mesma ruiva que ele deixou de lado para me dar atenção, depois me arrastou até um bar e me levou para sua casa e depois disso eu não me lembro de mais nada.

Mas eles não estão só se beijando como qualquer casal apaixonado que resolveu almoçar fora em um restaurante fino. Eles estão praticamente se comendo ali, na frente de todo mundo. Estão praticamente se deitando em cima da mesa.

Meu Deus! É terrível. Estão todos olhando, meio espantados.

Ao me ver minha reação de nojo com um misto de surpresa. Luiza vira-se para trás no mesmo instante e ver a mesma cena que todo mundo ali presente que só queria almoçar sossegado.

— Credo! O que é aquilo? – ela faz uma careta.

— Vamos embora daqui. – levanto-me e pego minha bolsa. — Vamos embora daqui agora antes que...

— Espera aí. – ela continua olhando naquela direção e por mais que eu tente não ficar olhando, não há como evitar. — Aquele ali é o Danilo?

Faço que sim com a cabeça, constrangida e totalmente envergonhada.

Não estou com ciúmes nem nada. Só estou confusa, com raiva, frustrada, indignada, horrorizada.

Parece que finalmente eu sei quem é o Danilo.

Ele é só mais um cafajeste como a grande maioria.

Só de pensar que eu cogitei a possibilidade me separar para sempre do Felipe por causa de tudo que ele me disse, fico ainda mais com raiva de mim e dele.

Como foi que eu me deixei levar por ele?

— Que cretino! – Luiza também se levanta. — Você tem razão. Vamos sair daqui agora mesmo.

Notas finais
Tem Bianca e Felipe juntos no próximo capítulo! Comentem, por favor. E um grande beijo!