Planos Para Vida...

8 The bitch is coming!


Notas iniciais
Espero que gostem! É dramático e fofo, eu gostei de escrevê-lo.

Uhuuuul! Os meninos ganharam de 3x1, se bem que eu e a Becca só faltava se subir na grade, porque nós nos agarramos nela e ficamos gritando que nem loucas, mas esse não é o ponto. Muitas garotas ficariam histéricas com três caras altos, lindos, sarados e sem camisas vindo em sua direção, mas eu não.

– Nem encosta! Nem encosta! Nem encosta! – eu gritei correndo para o outro lado do campo antes que o Matt me abraça-se.

– Por que?

– Urgh, você tá suado – ele riu.

Os meninos se entreolharam e acenaram com a cabeça, de repente vejo os três indo na minha direção para me dar um abraço, eu tentei correr mas o Bernard me puxou e eu fui agarrada pelos três.

– Ai, que nojo – corri em direção ás toalhas para me limpar.

– Vem cá, me desculpa – o Matt disse indo na minha direção.

– NÃO! encosta! – eu gritei atraindo olhares – Amor do meu coração, primeiro você toma um banho, depois a gente conversa – eu disse abaixando a voz.

– Tudo bem.

– Vamos embora! – eu disse roubando as chaves do bolso do Jason e correndo para o banco de motorista – Vocês não vem não?

– Vamos – a Becca disse pulando no banco do passageiro.

– Então, hum, vamos né? – os meninos disseram juntos.

Chegando em casa, eu e a Becca corremos para fazer o almoço, já que a Anne e o Richard (pais) não estariam em casa hoje. Frango, arroz, feijão, salada verde, batatas, e de sobremesa mouse de chocolate.

– Nossa, você já pode casar! – o Bê disse assim que comeu um pedaço de seu frango.

– De preferência comigo – o Matt falou e o Jason bufou me fazendo revirar os olhos.

Quando eu já tinha terminado de almoçar meu celular começou a tocar, era um número desconhecido, corri para atender.

Ligação On

– Quem é?

– Natalie? Natalie Fontes?

– Sim, sou eu.

– É – a pessoa limpou a garganta — bem aqui é sua irmã.

– CAITLIN? – lê-se: Vaca desengonçada que tem um nome com o sotaque mais inglês que o meu. E o nome da vadia lê-se keitlin.

– Hum, é.

– O que você quer? – perguntei seca.

– Olha, não fica com mais ódio do que você já tem, mas eu vou ficar com você aí em Londres também. Terminei o meu curso, e mamãe me ofereceu isso!

– O quê? EU VOU MATAR A MAMÃE!

– Não, calma, ela quer que nós façamos as pazes.

– CALMA O CARAMBA E ELA QUE SE DANE! VOCÊ NÃO DEVIA TER ACEITADO.

– Mas você sabe que eu sempre quis ir para Londres.

– Você sempre quis tudo o que eu queria!

– Não fala assim – ela tinha voz de choro.

– Você não pode fazer isso, não com o único lugar da minha vida que eu gosto de estar.

– O papai já falou com a Anne – Ah não! A Anne sempre deixa todos se hospedarem aqui, que droga!

– É POR ISSO QUE EU TE ODEIO – gritei e desliguei o celular, joguei ele contra a parede, me debrucei no sofá e comecei a chorar, ela não podia fazer isso comigo! Não, não aqui! Mas que droga, bosta, merda! Deus, o que eu fiz para merecer isso?!

Ligação Off

– O que aconteceu? Você está bem? – todos correram da cozinha para me ver, menos o Bê que estava andando normalmente e carregava o prato de comida nas mãos.

Não conseguia dizer uma palavra, ainda estava com aquilo tudo preso na garganta. Eu a odiava, desde o dia em que ela nasceu, toda a atenção era chamada só pra ela, e ela gostava disso, já esqueceram meu aniversário de 5 anos por causa dessa idiota. Quando eu tinha 10 e ela 8 até conseguirmos nos dar bem, viramos amigas, mas assim que ela fez 11, ela sempre quis tudo que era meu. Dizia que gostava de mim, que não fazia por mal, rasgou o meu vestido da festa da primeira, roubou meu namorado, e agora quer destruir todas as minhas esperanças de ser feliz em algum lugar! Pelo menos um fato entre ela e eu era real: Eu a odiava.

De repente eu me vi sendo arrastada pelo Matt até as escadas, que me levou até o meu quarto.

– Tudo bem, nós estamos sozinhos. Me fala o que aconteceu – eu desabei em lágrimas de novo.

– Eu a odeio! Eu a odeio! Odeio demais! – eu só conseguia dizer isso.

– Quem você odeia?

– Minha irmã, a Caitlin – falei o seu nome com voz de nojo.

– Por quê? – ele estava sentando na cadeira do computador bem na minha frente que estou jogada na cama.

– Ela me usou, mentiu e roubou o que era meu.

– Ela fez isso, hum – ele fez uma cara pensativa, me arrancando um sorriso — E por que você está com raiva dela agora?

– Ela me ligou, ela falou que vai vim morar em Londres, bem nessa casa! – senti uma raiva imensa, levantei da cama, e dei um chute forte na parede, fazendo o quadro que tinha lá cair e se quebrar em vários pedacinhos.

– Isso não doeu? – ele me perguntou me fazendo sorrir irônica.

– Já fiz boxe, kickboxing, karatê, jiu-jitsu, e fiz natação. Não sinto dor com tanta facilidade – fechei a cara – Mas sabe quem fez essas aulas comigo? Menos a de kickboxing, a mamãe achava muito perigoso, mas é isso mesmo a vadia da Caitlin.

– Nossa, você é uma atleta.

– É, mais ou menos sou, posso dizer que sei me defender muito bem.

– E como é que você pode ser tão magrinha? – ele disse me fazendo rir, ralei muito para conseguir aquele corpinho – Sabe do que você precisa? Comida, vamos lá.

Descemos as escadas juntos e os olhares de Becca e o Jason nos encontraram, ele estavam nos esperando na sala, mas o Bernard já tinha acabado de comer e estava jogado no puff da sala.

– Vamos comer! – eu gritei rindo e reparei na cara de alívio que eles fizeram.

– Rango – o Bernard gritou.

– Não! – a Becca falou como se estive mandando num cachorrinho – Shhh, isso, senta, bom menino. Depois você vai ganhar seu pedacinho de mouse.

Comemos, o Matt e Bê foram embora, eu e o Jason ficamos na sala arrumando os colchões que estavam lá.

– Do que você estava com tanta raiva? – ele sentou, e dobrava 3 cobertores.

– Prefiro não falar sobre isso, mas logo você vai saber – eu me sentei ao seu lado – Eu acho que o Bernard peidou nesse cobertor e o cheiro ficou agarrado – ele soltou uma gargalhada contagiante, que me fez rir como uma retardada.

– Pois é, esse garoto é um insuportável!

– Nem tanto, dá pra suportar, só que você não vai querer ficar um dia inteirinho com ele.

– Eu que não quero ficar com ele nem por 2 horas, ele é irritante!

– É verdade, mas eu amo aquele idiota – eu sorri, lembrando de quando eu me mudei para cá, e ele me ajudou bastante, até nos momentos mais difíceis.

– Ei, eu vou pegar um pedaço de mouse de chocolate, você quer? – eu perguntei já levantando do sofá.

– Um bem grande – ele disse fazendo o tamanho com as mãos.

Fui na cozinha e peguei os dois pedaços, e um bem grande.

– Toma aqui seu pedaço – eu dei o prato, e fiquei parada atrás dele.

– Obrigado e você pegou mesmo um bem grande – ele disse com um sorriso bobo.

– É, ei, você nunca penteia o seu cabelo não? – eu disse passando a mão nele para ajeitá-lo.

Ele se virou pegando minha mão e olhou diretamente nos meus olhos, senti uma coisa esquisita, sei lá, um tipo de conexão. Ele foi se aproximando e eu não conseguia me mexer e nem pensar em nada, nossos lábios estavam a centímetros de distância quando a Anne e o Richard chegam em casa, me afastei rapidamente para não levantar suspeita de nada.

Que? Suspeita? Peraí Natalie, você não fez nada de errado. Não ia acontecer nada, você tem namorado e você o ama.

Eu não queria ver a Anne agora, então subi as escadas correndo, e me joguei na cama só pretendendo levantar amanhã de manhã.


Notas finais
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