Planos Para Vida...
33 Striptease, blah blah and explication.
Notas iniciais
ENJOY!!!!
- Tipo, você vai mesmo me levar até a minha sala? Não precisa, Matt! Só me deixar no portão de entrada já está ótimo! – eu pedia pela 3° vez para que ele não fizesse isso. Jason ria da minha cara de frustração e eu bufei.
- Você não quer que eu te leve? – Matt tirou seu óculos de sol para me olhar bem nos olhos. Ele faz isso totalmente de propósito!
- Não, não é isso. Esquece! – bufei e ele sorriu vitorioso.
Ele estacionou enfrente a faculdade, deu uma risadinha e abriu a minha porta para que eu saísse. Posso estar irritada, mas ele é um cavalheiro. Jason abriu a porta por fora como se alguém tivesse puxado para ele e saiu desfilando. Ri e saí do carro. Matt passou seu braço ao meu redor e me aconcheguei no “abraço”.
- Ah sabe, adoro você juntos mas não me façam de vela! Ok? – Jason pediu.
- Claro, babe – respondi rindo.
Passamos pela portão e atravessamos os vários corredores até chegar no corredor da minha sala. Ele me levou até a porta da sala e ainda não tinha me largado.
- Pronto, agora você pode ir! – dei um beijo no seu pescoço, o vi arrepiar e sorri.
- Só mais um pouquinho – ele sussurrou no meu ouvido e me beijou, me prensando levemente na parede. Senti algo se mexer ao meu lado e parei o beijo.
Olhei para o lado, o professor tinha aberto a porta e nos encara confuso. Corei e me soltei do Matt, alguns alunos dentro da sala nos encaram rindo. Matt colocou a mão na frente da boca para disfarçar a risada, eu baixei a cabeça e ri baixinho.
- Tchau – olhei para o Matt e tentei entrar na sala. Tentei, pois Matt segurou meu braço e selou nossos lábios.
- Te amo – um sorrisinho de criança delineou os seus lábios e eu sorri de volta – Tchau.
Entrei na sala e muitas pessoas me olhavam com curiosidade. Me sentei ao lado de Carol e ela tinha a cabeça debruçada sobre os braços, ela estava rindo desesperadamente. Quando ela levantou a cabeça parecia até macumba, ela ia pra frente e pra trás, rindo. Tipo eu, só que bem pior.
- Pelo jeito a noite foi boa – ela falou de pois do professor repreende-la, o que para mim foi um exorcismo.
- Foi, ótima – sorri de lado.
- Wow, olha o anel aí! – ela pegou a minha mão e ficou brincando com o anel. – Vocês são tão perfeitos juntos.
- Exagerada! – respondi e me virei, me concentrando na aula.
[...]
- Mas como assim você vai comer isso tudo? – eu estava chocada com a quantidade de comida que Jason pegara.
- Eu estou com fome – ele falou emburrado.
- Com fome é uma coisa, querer ganhar o campeonato do cara mais obeso do mundo é outra!
- Nat, eu te amo mas me deixa engordar em paz. – ele fez uma carinha pidão e eu dei de ombros.
- Se você passar mal, não vou te levar para o hospital! – ele sorriu de lado e começou a devorar aquela montanha.
- Você precisa levar o Jason no médico, acho que tem uma lombriga dentro do estômago dele e ela está cheia de fome. E então ele está tentando matar a fome da lombriga e a dele! – Carol disse essa coisa absurda e Jason olhou para ela com uma cara de “Você é estranha mas eu vou continuar sendo seu amigo”, ele olhou para a comida, depois para mim e de novo para Carol e então afastou o prato com as mão.
- Você me fez perder a fome! – ele resmungou.
- De nada! – ela sorriu e eu ri.
- Vocês são idênticos! – murmurei para que ninguém ouvisse.
- Celular! Celular! – Jason praticamente gritou que o celular dele estava tocando. – Ah... Oi, Matt!
Matt? Mas o que está acontecendo?
- Sim, ela está aqui – ele franziu a testa – Daqui a menos de um mês. Por que? – Ah, que droga! Odeio não saber o que está acontecendo. De repente, Jason abriu um sorriso tão grande quanto minha curiosidade e deu uma piscadela. Como se o Matt pudesse ver isso.
- O que vocês estão armando? – perguntei mas recebi um “Shhh!” como resposta.
- Claro, ótimo. Chocolate preto, por favor! Sim, tchau, até mais tarde! – ele desligou e bebeu seu refrigerante como se não tivesse acontecido nada. Eu batia na mesa de frustração e ele me encarou.
- O que foi? – ele deu outro gole no refrigerante.
- O que foi? Você simplesmente arma algo com meu namorado e não quer me contar e ainda pergunta: o que foi? – rosnei.
- Deixe de ser neurótica, babe! – segurei a faca ao meu lado, apontando para ele.
- Diga bye-bye ao seu amiguinho! – apontei a faca para baixo, mesmo não vendo, ele sabia do que eu estava falando e engoliu em seco.
- Relaxa, Nat. – Carol tentou me acalmar me dando um pedaço do seu cupcake de laranja. É estranho o fato de ser de laranja mas é surpreendemente bom.
- O que você quis dizer com chocolate preto? – perguntei, mais calma.
- Eu não gosto do branco! – ele deu de ombros. Ele está tentando me irritar, só pode! Peguei o garfo e furei um dos sacos que tinha na sua bandeja, que tinha uma espécie de líquido entranho e verde e voou quase tudo na camisa de Jason.
- Natalie! – ele gritou, irritado. – Isso é maldade! O que eu faço agora?
- Tira a blusa! – Carol falou como se fosse óbvio, eu sorri e concordei.
Ele abriu os botões da camisa e ficou mostrando seu ótimo físico.
- O que eu visto agora? – ele fez um beicinho, ainda irritado.
Muitas pessoas do refeitório olhavam para nós. Um garoto, nerd, passou ao me lado e eu segurei seu braço. Ele me olhou surpreso e assustado, talvez pela minha reputação de malvada mas gentil. Sorri carinhosamente e ele relaxou.
- Oi. Qual o seu nome?
- Robert – ele ajeitou os óculo e reparei que seu olhos eram cor de mel.
- Sou Natalie, pode me chamar de Nat. Você poderia me fazer um favor?
- Sim – ele respondeu desconfiado – O que seria?
- Você tem uma blusa para emprestar ao meu amigo? – Jason acenou para ele, sorrindo e eu revirei os olhos. – Nós te devolveremos amanhã!
- Tenho, esperem só um pouco. – ele foi até sua mesa, pegou uma blusa cinza de sua bolsa e me entregou.
- Muito obrigada, Robbie. – sorri e ele corou por eu lhe ter dado um apelido.
- D-De nada! – se virou e voltou a sua mesa. Se tinha muitas pessoas olhando antes, agora eram quase todos.
- Vou trocar de roupa no banheiro! – Jason disse e eu o parei.
- Pago 5 se você trocar de roupa aqui!
- Natalie! – ele corou e sorriu pervertido – 20!
- 7!
- 15!
- 10!
- Feito. – sorriu de lado, se levantou e desabotoou toda a camisa, tirou-a devagar e deu uma olhadinha para trás. Todos, sem exceção, garotas principalmente. Alguns namorados tentavam fazer elas pararem mas definitivamente, Jason era um dos mais bonitos ali. E com certeza, nós ficaríamos na história da universidade por sermos tão pirados.
Ele pegou a blusa cinza e vestiu, percebi que tinha uma nave em branco e sobre ela estava escrito: Star Trek. Ficou lindo no Jason. O que não ficava? Ah, sim, tinha aquelas camisas de seda rosa que ele tinha. Não era legal! Mas eu o convenci a doar e a algumas, tacar fogo.
- Legal – ele disse olhando para a camisa no próprio corpo – VALEU POR ELA, ROBBIE!
Jason gritou e acenou para ele, Robbie retribuiu envergonhado e recebendo alguns olhares interessados de algumas meninas. Afinal, ele era bonito. Só tinha que deixar de ser tão tímido.
- Me dá os 20! – Jason tentou me enganar.
- Ha-ha! – fingi rir – Toma aqui suas 10 libras!
Ele semicerrou os olhos e riu.
- Espertinha, você!
- Ok – Carol falou, ela estava tão quieta que eu pensei que ela tinha ido embora – Isso foi perturbador e sexy!
- Perturbador? – Jason perguntou.
- Vocês não pensaram se tinham algum, vigia, inspetor ou segurança de olho no refeitório? – ela perguntou e Jason arregalou os olhos e olhou para trás, procurando-os.
- Relaxa, não tinha ninguém! – falei para os dois – Como o Jason disse: sou esperta!
- Boba! – Jason murmurou.
- Me ame menos.
- Impossível! – eles disseram em uníssono, debochando. Revirei os olhos e eles riram.
O sinal finalmente bateu e voltamos para a sala, bem, eu e Carol. Fotografia. Professor gato. Novas fotos. Aqui vamos nós!
- Bom dia, meu queridíssimo e gato professor! – Sim, eu falei mesmo isso.
- O que? Srt. Fontes, acordou de bom humor? – ele riu da minha animação.
- Perdi meu dinheiro em troca de uma quase striptease – murmurei – Ah, sim, ótimo humor! Sabe, você tem namorada? Namorado? Alguém em especial, eu poderia te apresentar pessoas bem bacanas.
Ele corou fortemente, virando um tomate muito lindinho.
- Srt. Fontes, minha vida amorosa não é de seu interesse!
- Desculpe – ri – Mas sabe, eu adora dar uma de Cupido!
- Absurdamente estranha e gentil! – sorriu – Você é muito estranha!
- Ah, obrigado! E bem, eu tenho uma prima, ela é americana ou canadense, não lembro muito bem. É simpática, eu acho que você iria gostar dela e...
- Natalie Fontes, eu já tenho namorada! Obrigado, ou não, por tentar me fazer copular! – eu gargalhei. Copular era uma ótima palavra mas que não se ficava legal na frase.
- Jura? Porque ela iria adorar seu senso de humor! – dei minha última cartada. Na verdade eu não tinha prima nenhuma só estava enrolando para perder aula. Afinal, ele era a última aula e eu já estava cansada. Mas pelo menos hoje é sexta! E faltava menos de um mês para as férias e com essa entrada do verão. Seria ótimo, talvez eu tente dar um mergulho na praia.
- Não, Srt. Fontes, obrigado. Agora vá se sentar! – essa foi minha deixa e fui para meu lugar, ao lado de Carol.
- Você nem tem prima no Canadá, não é? – ela perguntou e eu assenti – Bem, foi ótima enrolando ele.
- Obrigado, agora você também deveria me agradecer porque só temos mais 10 minutos de aula!
- Obrigado.
- De nada! – o professor começou a falar sobre o anúncio da D&G.
- E aqui eu tenho o book com todas as fotos do anúncio, e entre ela muitas são dos vencedores. Então, eu queria mostrar a toda turma! – ele abriu o livro e colocou encima de alguma máquina e refletiu no quadro branco a nossa frente.
- Começando com o 3° lugar — e passou duas fotos da Carol com Sebastian e Matt e uma só dele. Depois mostrou o caro do 2° lugar e agora, eu: Uma foto do Matt no inverno, uma no outono e outra do verão. Acho que ele não colocou muitas do verão para que não houvesse tantos gritinhos, exatamente como teve. Nada profissional.
Assim que as todas as fotos passaram, a aula acabou. Esperamos Jason no estacionamento, o que demorou muito. Carol iria passar a noite com a gente, ela morava sozinha. E ela falou que é muito entediante, posso imaginar. Jason dirigiu com tanta pressa que eu pensei que iríamos morrer. Pegamos o elevado, e quando chegamos no nosso andar, Matt estava na porta segurando um saco de plástico e tinha aproximadamente uns 13 chocolate em barra.
O encarei, surpresa e confusa, esperando uma resposta. Ele sorriu como se dissesse “Calma, vou te explicar e você vai gostar!”, andei até ele e abri a porta para que entrássemos. Matt, Jason e Carol se sentaram e eu fiquei de pé, na frente dele.
- Pronto – me dirigi aos dois – Agora, se expliquem!
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